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31 de jul. de 2014

Inflação a Galope - Mantega e o FMI - Armas dos USA a Israel - Sanções à Rússia, até Quando?

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FED avança com cortes em compras de títulos 


cita inflação mais alta


WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, deu mais um passo nesta quarta-feira em seu plano de redução do estímulo de compra de títulos e melhorou sua avaliação da economia norte-americana, enquanto reafirmou que não tem pressa para aumentar os juros.
O FED reduziu as aquisições mensais de ativos para 25 bilhões de dólares, ante 35 bilhões de dólares, mantendo-se em vias de encerrar o programa neste outono (no hemisfério norte).
O banco central reiterou que provavelmente vai manter as taxas de juros perto de zero por um "horizonte relevante" após o fim das compras de títulos e repetindo que a política monetária expansionista é necessária.
Janet Yellen - FED - Divulgação
O FED tem mantido as taxas de juros overnight perto de zero desde dezembro de 2008 e mais do que quadruplicou seu balanço patrimonial para 4,4 trilhões de dólares por meio de uma série de programas de compras de títulos. Mas o banco central citou melhora nas condições do mercado de trabalho e queda no desemprego, além de reconhecer o avanço da inflação. "A inflação se moveu para um pouco mais perto do objetivo de longo prazo do Comitê", informou o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) após reunião de dois dias. Essa linguagem foi diferente da do último comunicado, sugerindo que o FED está prestando mais atenção aos riscos inflacionários. O governo informou nesta quarta-feira que a economia dos EUA cresceu 4,0 por cento em ritmo anual no segundo trimestre, o que provavelmente amplificou o debate dentro do FED sobre quando os juros devem subir. Algumas autoridades do FED têm mostrado preocupação com a possibilidade de que o banco central esteja mantendo taxas de juros baixas por tempo demais e alimentando nível indesejável de inflação. Outros, incluindo a chair do FED, Janet Yellen, têm argumentado que ainda há considerável capacidade ociosa na economia e estão cautelosos sobre agir cedo demais. "As coisas que eles nos dizem estar observando, como inflação e salários, ainda não estão gritando 'perigo!'", disse o economista-chefe da Pierpont Securities, Stephen Stanley, antes do anúncio do Fed.
Embora Yellen acredite que a taxa de desemprego de 6,1 por cento do país superestime a saúde do mercado de trabalho, ela alertou neste mês que um aumento de juros poderia vir "mais cedo e ser mais rápido" que o esperado se os mercados de trabalho continuarem a melhorar mais rapidamente do que o antecipado. A processadora de folhas de pagamento ADP informou nesta quarta-feira que companhias dos EUA contrataram 218 mil funcionários em julho, ritmo sólido mas levemente abaixo das projeções de economistas. O relatório mais amplo a ser divulgado na sexta-feira deve mostrar que o número de postos de trabalho fora do setor agrícola aumentou em 233 mil em julho, o que marcaria o sexto mês consecutivo de criação de mais de 200 mil vagas. Após leitura mais forte do que o esperado sobre o emprego neste mês, a projeção mediana de economistas consultados pela Reuters prevê o primeiro aumento dos juros no segundo trimestre do ano que vem. Antes, era o terceiro. A previsão está em linha com o que mostram os contratos futuros de taxas de juros, que embutem alta em junho de 2015 --expectativa que se manteve diante da leitura mais forte que a esperada sobre o crescimento da economia dos EUA no segundo trimestre.

Fonte: Reuters - Texto revisto

Guido Mantega descarta vulnerabilidade da 

economia brasileira



Ministro da Fazenda afirma que diversos indicadores econômicos do primeiro semestre mostram que os investidores estrangeiros continuam interessados no país


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, rebateu nesta terça-feira (29) relatório divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) que inclui o Brasil entre as economias emergentes mais vulneráveis a crises externas. Segundo ele, diversos indicadores econômicos do primeiro semestre mostram que os investidores estrangeiros continuam interessados no país, mesmo com a retirada gradual dos estímulos monetários pelo Federal Reserve (FED), Banco Central norte-americano.
Guido Mantega - Divulgação
O ministro lembrou que os investimentos estrangeiros diretos, que geram empregos no país, continuam acima de US$ 60 bilhões em 12 meses pelo quarto ano seguido. Além disso, ressaltou Mantega, o real valorizou-se 9,4% nos primeiros seis meses do ano, e a Bolsa de Valores de São Paulo subiu 21,25% no mesmo período.
De acordo com o ministro, o relatório foi elaborado por escalões inferiores do FMI e repete os erros de documentos anteriores divulgados por instituições financeiras e organismos internacionais que apontaram uma “tempestade perfeita” para a economia brasileira neste ano e incluíram o Brasil entre os cinco países emergentes mais frágeis. “A tempestade não veio e o cenário apontado por esses relatórios não se concretizou”, disse.
O ministro destacou que o país tem o quinto maior volume de reservas internacionais do mundo, em torno de US$ 380 bilhões. O montante é superior ao da dívida externa pública e privada, de US$ 330 bilhões, e suficiente para financiar o país por longo tempo em caso de escassez de capital externo.
“Da dívida externa total, somente 7,6% vencem no curto prazo, o menor nível entre os países emergentes. No caso de uma interrupção do fluxo de capitais, daria para o Brasil se financiar por longo tempo”, ressaltou.
Tradicionalmente, o maior indicador de vulnerabilidade externa de uma economia é o déficit em transações correntes – soma dos saldos da balança comercial (diferença entre exportações e importações) e das contas de serviços, de renda e das transferências unilaterais (doações de emigrantes e de organizações estrangeiras). Caso um país registre resultado negativo nessa conta, fica dependente do capital especulativo internacional, dos empréstimos externos e dos investimentos estrangeiros diretos para fechar o balanço de pagamentos.
De acordo com o Banco Central, o déficit em transações correntes do Brasil acumulou em torno de US$ 86 bilhões, 3,58% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país), nos 12 meses terminados em junho. Apesar de o resultado ser o pior desde 2001, o ministro diz que o problema é temporário e que o déficit deve diminuir nos próximos meses.
“No ano passado, o déficit em transações correntes subiu por causa da conta petróleo [importações de petróleo maiores que as exportações], que retirou US$ 17 bilhões do saldo da balança comercial. Com o aumento da produção da Petrobras, previsto para 8% neste ano, o quadro está se revertendo. Os analistas já tinham percebido isso”, declarou. O ministro, no entanto, não estipulou uma previsão de déficit em transações correntes para 2014.
Fonte: Agência Brasil - Texto revisto


 Sob Críticas EUA enviam mais munição 

a Israel


EUA criticaram novamente Israel pela morte de civis, mas enviaram munição adicional ao tradicional aliado

O Pentágono enviou munição adicional a Israel a pedido do governo israelense, que mantém a ofensiva contra a milícia do Hamas em Gaza e apesar dos pedidos de cessar-fogo e das críticas pelas mortes de civis vindos de Washington.
O porta-voz do Pentágono, o contra-almirante John Kirby, confirmou nesta quarta-feira as informações sobre o envio de mais munição dos Estados Unidos para Israel a pedido das Forças de Defesa israelenses.
"O Departamento de Defesa recebeu uma carta em 20 de julho pedindo uma venda normal de munição ao exterior. O pedido tramitou pelos canais normais e foi aceito em 23 de julho", explicou Kirby.
A venda de munição está estabelecida para casos de emergência no chamado Inventário de Reservas de Munição de Guerra de Israel, no valor de mais de US$ 1 bilhão e que permite aos israelenses dispor de munição de maneira urgente.
Entre as munições pedidas está a usada em lança-granadas e peças de morteiro de 120 milímetros, a mesma que provocou hoje a morte de 19 pessoas em uma escola-refúgio das Nações Unidas em Gaza.
O envio de munição foi divulgado no mesmo dia em que o governo americano condenou em termos mais duros que o habitual o bombardeio da escola da ONU em Gaza, a segunda vez que isto sucede.
"Estamos muito preocupados que milhares de deslocados internos palestinos que foram alertados pelo exército israelense para saírem de suas casas não estejam a salvo em refúgios designados pela ONU em Gaza", disse a porta-voz do Conselho Segurança Nacional da Casa Branca, Bernadette Meehan.
Israel acusa os militantes do Hamas de esconderem armas nas instalações das Nações Unidas e de lançar foguetes a partir de áreas residenciais, pondo em perigo os civis quando Tel Aviv contra-ataca.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu um cessar-fogo humanitário imediato e incondicional em Gaza, embora a ajuda militar ao aliado se mantenha intacta.
Esta semana o Congresso debate o envio de uma ajuda de emergência no valor de US$ 225 milhões para manter a operabilidade e os estoques de mísseis do sistema israelense da Cúpula de Ferro, que permitiu que nesta crise só três civis israelenses tenham sido vítimas dos foguetes lançados pelo Hamas contra a população civil. Fonte: Terra – Brasil – Texto revisto

Políticos russos criticam pacote de sanções de Washington a Moscou

Políticos russos criticaram ontem o pacote de sanções econômicas contra o país anunciado pelos Estados Unidos e pela União Europeia. O vice primeiro-ministro Dmitry Rogozin usou um tom de ironia em Moscou ao comentar a decisão norte-americana de bloquear ativos da United Shipbuilding Corporation, uma das principais empresas russas de construção militar.

Alexey Pushkov - Divulgação
“É um sinal claro de que a construção naval militar russa está se tornando um problema para os inimigos da Rússia”, disse, por meio de sua conta no Twitter. Também pelo Twitter, o presidente da Comissão de Relações Exteriores da Duma Federal (câmara dos deputados), Alexei Pushkov, afirmou que as pessoas já esqueceram que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ganhou um Prêmio Nobel da Paz, em 2009.

“Obama não vai para a história como um pacificador, mas como quem começou uma nova Guerra Fria”, disse. O presidente russo, Vladimir Putin, ainda não se manifestou sobre as sanções anunciadas quarta-feira para tentar enfraquecer o seu apoio aos separatistas no Leste da Ucrânia.

As novas medidas, as mais rigorosas contra a Rússia desde o fim da Guerra Fria, em 1991, buscam afetar as áreas de energia, tecnologia, finanças e defesa. Uma delas é a restrição dos bancos russos para operar no mercado europeu e nos EUA. Três deles estão impedidos de financiamentos a longo prazo em território norte-americano: VTB, Bank of Moscow e Russian Agricultural Bank.
Fonte: Folhapress



30 de jul. de 2014

Mercado - Brasil: Agropecuária - Agora é Com a China: Ingerência Religiosa - Argentina: Calote Iminente - Rússia: Retaliações

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Sociólogo critica Estados Unidos por acusação contra a Rússia


Governo norte-americano saberia que a Federação Russa não viola acordo de armas estratégicas

O cientista social Konstantin Sivkov, presidente da Academia de Problemas Geopolíticos da Rússia, criticou o governo norte-americano pelas acusações de que a Federação Russa está violando o acordo de limitação de armas estratégicas ao utilizar mísseis banidos por este documento. Em entrevista à Voz da Rússia de Moscou, ele afirmou que os Estados Unidos sabem, perfeitamente, que a Rússia não viola tratado algum ao realizar testes com mísseis de cruzeiro, de curto e médio alcances.
As críticas foram publicadas no site oficial da Secretaria de Estado.

Fonte: A Voz da Rússia

Segue abaixo o comportamento do pregão de hoje da Bolsa de Valores de São Paulo, BM&FBovespa:

Futuro*30/07/2014

Oscilação
Preço
IBOVESPA
-0,3571%
57195

DÓLAR
0,6714%
2249

FRC
ND
ND

DI1
0,5282%
11,42

CAFÉ
-0,1367%
219,2
A
BOI
0,5526%
125,56

ETANOL
ND
ND

MILHO
0,1720%
23,3

SOJA
-0,2981%
30,1

S&P 500
0,0382%
1964,25

OC1
ND
ND



Ouro: Cotado em R$(Real) por grama:

A Vista*30/07/2014

OscilaçãoPreço
OURO0,2154%93,501
Fonte: BM&FBovespa




EUA acusam Rússia de violar tratado de forças nucleares


Washington acredita que a Rússia esteja desenvolvendo míssil de médio alcance lançado a partir da terra.
Os EUA acusaram a Rússia de violar o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, segundo revelou um representante da administração americana a um correspondente da ITAR-TASS em Washington.


De acordo com Washington, a Rússia estaria desrespeitando o "compromisso de não possuir, produzir ou realizar testes com mísseis de cruzeiro lançados da terra e com um raio de alcance entre 500 e 5.500 km, e não possuir nem produzir lançadores desses mísseis", disse o representante do governo americano.
Segundo ele, os EUA estão considerando essa questão "muito grave". "Estamos tentando discutir o assunto com a Rússia já faz algum tempo", disse o representante.
De fato, Washington já havia sinalizado publicamente a sua preocupação com supostos problemas no cumprimento das disposições do tratado INF por parte de Moscou. Durante encontro com jornalistas em maio, a vice-secretária de Estado para o Controle de Armamento e Segurança Internacional, Rose Gottemoeller, falou sobre as suspeitas de que a Rússia estivesse desenvolvendo mísseis de cruzeiro com base em terra.

Divulgação
Gottemoeller não especificou de que tipo de míssil estava falando. Mas, segundo fontes diplomáticas e militares, a questão pode estar relacionada com o míssil de cruzeiro naval criado na Rússia, que não está incluído no tratado INF, mas que, para um teste mais confiável de suas características de desempenho, foi testado em terra, para o desagrado de Washington.

EUA contornam tratado


Por outro lado, em resposta às críticas de Washington, especialistas russos argumentam que os próprios EUA têm violado repetidamente o tratado INF. De acordo com o professor da Academia de Ciências Militares, o major-general Midikhat Vildanov, Washington viola regularmente as disposições do tratado ao realizar lançamentos de teste de defesa antimíssil GBI (Ground-Based Interceptor), concebida para interceptar mísseis de longo alcance no setor médio de suas trajetórias, explicou ele ao RBTH.
Vildanov lembrou as palavras de Iúri Solomonov – o projetista dos mísseis estratégicos russos de combustível sólido Topol, Topol-M, Iars e Bulava –, que destacou mais de uma vez que "apesar de teoricamente o míssil-alvo ser um míssil da classe ar terra, modificá-lo para um de classe terra-terra não representa nenhuma dificuldade”.
Desse modo, salientou o general, os EUA estão desenvolvendo um míssil-alvo de alcance médio e intermediário para a realização de testes dos interceptores antimísseis. Além disso, o país introduziu, sem o acordo da parte russa, o termo "alcance intermediário" no tratado. Segundo o especialista, os EUA também não fazem demonstrações nem apresentam as características específicas de seus mísseis-alvo, não informam os locais de lançamento dos mísseis-alvo e não dão informações sobre o estado e deslocamentos dos mesmos.
Como resultado, os norte-americanos criaram um novo míssil de médio alcance para os testes dos seus próprios sistemas de defesa, violando o tratado INF. Isso lhes permitiu fazer quase 22 interceptações antimíssil bem-sucedidas, colocar ao serviço das forças armadas o sistema antimíssil do tipo Standard 3 e iniciar a colocação do sistema terrestre antimíssil Aegis na Romênia.

 Cumprimento do acordo deve ser controlado


O diretor do Centro de Segurança Internacional Imemo da Academia Rússia de Ciências, Aleksêi Arbatov, acredita que os problemas de cumprimento do tratado INF por ambas as partes, bem como de outros tratados russo-americanos, não devem ser trazidos para o espaço da discussão pública. Para isso existem comissões bilaterais no âmbito desses acordos. Todos os meandros e detalhes dos procedimentos contratuais devem ser analisados e decididos por especialistas.
Em cumprimento às cláusulas do tratado INF, a União Soviética destruiu 1.752 mísseis e 845 lançadores, três instalações de fabricação de mísseis e lançadores e 69 mísseis de bases operacionais. Foram desmontados também os sistemas tático-operativos Oka (OTR-23), "irmãos mais velhos" do atual Iskander M, que não alcançavam uma distância de lançamento de 500 km – chegavam apenas a 480 km –, mas que, a pedido insistente de Washington, foram incluídos no contrato. Os Estados Unidos, por sua vez, destruíram 859 mísseis de médio e curto alcance, 283 lançadores, sete instalações de produção de mísseis e lançadores e nove bases de mísseis.



O diálogo entre o Kremlin e a Casa Branca em tempos de crise
  

Em primeiro lugar, a própria ideia de que, em tempos de crise, é preciso minimizar a comunicação parece absurda. Pelo contrário, é justamente em tempos de crise que o diálogo, mais do que nunca, é necessário.

As relações russo-americanas após a Guerra Fria nunca haviam despencado a um nível tão baixo como o atual ao longo de toda a história. Pode-se ficar discutindo apaixonadamente por um longo tempo sobre o que fez com que as relações entre as duas potências chegassem a semelhante condição. Mas, hoje, o mais importante é entender o que a situação em que se encontram as relações russo-americanas promete aos nossos países e, pode-se dizer, a todo o mundo. Pelo visto, deve-se começar com a crise que está em curso na Ucrânia.
Aparentemente, a dramática situação na Ucrânia deveria ser um poderoso incentivo para uma reavaliação crítica da atual política europeia e mundial, a fim de buscar novas abordagens referentes à segurança internacional. Afinal, qualquer grande crise é tempo de renovação, pois ela funciona como um catalisador da troca de paradigmas intelectuais e políticos.
Infelizmente, no caso da Ucrânia, essa regra geral não está funcionando por enquanto. Tal conclusão se apresenta quando se observa os debates sobre o tema ucraniano nos EUA. Apesar de todo o pluralismo de opiniões sobre as causas, a dinâmica e as prováveis consequências da crise ucraniana, na esfera dos políticos e peritos americanos, os debates sobre este assunto estão focados quase que exclusivamente em dois pontos.
Em primeiro lugar, o tema debatido animadamente é a questão das sanções contra a Rússia. Em segundo lugar, está sendo criada uma sensação de que a elite política e intelectual americana está empenhada em convencer, a qualquer custo, a si própria e aos seus parceiros de que os EUA estão totalmente aptos a prescindir da Rússia no que se refere à solução dos mais importantes problemas internacionais.
O curioso é que esse debate em Washington tem algo que se assemelha, surpreendentemente, às nossas discussões sobre a crise ucraniana em Moscou. Por um lado, estamos tentando provar a nós mesmos que não tememos quaisquer sanções. Por outro lado, nas manchetes dos jornais e nas telas das televisões nos explicam que o mundo não é só a América do Norte e que a Rússia não irá perder tanto assim se diminuir ao máximo a sua cooperação com os EUA.

Nova Guerra Fria


Em meio a essa polêmica à distância é difícil de encontrar novas ideias e propostas inovadoras para enfrentar a crise. Em compensação, é muito fácil encontrar nela o estilo, clichês de propaganda e estereótipos da época da Guerra Fria.
O renascimento, tanto de um lado, quanto de outro, dos fantasmas e das fobias de uma época que se foi há muito tempo poderia ser atribuída ao exacerbamento das emoções, inerente a qualquer crise internacional grave. Mas o problema está no fato de que a retórica política negativa possui a desagradável propriedade de se transformar em prática política. Hoje, estamos vendo a cooperação russo-americana sendo congelada, os contatos em diferentes níveis sendo interrompidos e o edifício, já frágil, da interação bilateral entre a Rússia e os EUA sendo destruído.
Em primeiro lugar, a própria ideia de que, em tempos de crise, é preciso minimizar a comunicação parece absurda. Pelo contrário, é justamente em tempos de crise que o diálogo, mais do que nunca, é necessário, pois é impossível chegar a qualquer acordo sem diálogo, mesmo em teoria. E o diálogo é necessário não só em nível dos presidentes ou dos ministros dos Negócios Estrangeiros, mas também entre os funcionários que pertencem aos escalões mais baixos e que representam uma ampla gama de ministérios e departamentos de ambos os lados.
É necessário o diálogo entre os parlamentares e entre os centros de análise independentes. É necessária a interação ativa entre os meios de comunicação em massa, entre as instituições da sociedade civil e do setor privado. No âmbito desse intenso diálogo em diferentes plataformas, seria possível encontrar soluções práticas, que os líderes dos governos e os ministros nem sempre são capazes de encontrar durante as suas inevitavelmente curtas reuniões e ligações telefônicas.

Teste em tempos difíceis


Quanto à afirmação de que a Rússia pode perfeitamente viver sem os EUA e vice-versa, é evidente que, em primeiro lugar, é preciso esclarecer o que significa a expressão "viver perfeitamente". É claro que as relações econômicas entre os nossos países não fazem grande diferença para qualquer um deles. É óbvio que a falta de interação estratégica entre o Kremlin e a Casa Branca não levará automaticamente à guerra nuclear. E, há muito tempo, todos entenderam que no mundo policêntrico de hoje, o eixo “Moscou-Washington” já não desempenha o papel central que desempenhou na segunda metade do século passado.
E apesar disso, dificilmente alguém iria negar que o congelamento da cooperação russo-americana dificultará significativamente a solução de uma grande quantidade de diversos problemas internacionais, sendo que alguns deles se mostrarão totalmente insolucionáveis.  Isso se aplica às crises regionais e a não proliferação nuclear. À luta contra o terrorismo internacional e ao combate ao tráfico de drogas. À exploração do espaço e à cooperação internacional no Ártico. Apesar de toda a gravidade da crise na Ucrânia, a agenda da política mundial não se esgota, de forma alguma, unicamente com ela. E seria, no mínimo, imprevidente colocar todo o espectro das relações bilaterais russo-americano na dependência direta de um único evento da vida internacional.
Qualquer crise é um teste para todos os seus participantes. Será que haverá suficiente sabedoria de todos os envolvidos para não "queimar pontes", não ceder às emoções imediatistas, enxergar as perspectivas de longo prazo por trás das vitórias e derrotas táticas? Gostaria muito de acreditar que a Rússia e os EUA vão passar por este teste com perdas mínimas, tanto para si, quanto para o resto do mundo.

Fonte: Gazeta |Russa


Agricultura – Brasil


Brasil pode ter “maior expansão agrícola do mundo sem desmatar”


“Nossas análises mostram que o Brasil já possui áreas agrícolas e pecuárias suficientes para absorver a maior expansão de produção agrícola do mundo nas próximas três décadas, sem precisar desmatar um hectare adicional de áreas naturais.”
A afirmação é do professor Bernardo Strassburg, que coordenou um estudo sobre o assunto pelo Instituto Internacional para a Sustentabilidade (IIS), em parceria com a Embrapa e o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe).
De acordo com a pesquisa, publicada na revista Global Environmental Change, o segredo é aumentar a produtividade agrícola das áreas de pastagem. Para isso seria necessário ampliar a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que atualmente é de apenas um terço, para a metade das áreas.
Com isso, aumentaria em 50% a produção de carne e liberaria 32 milhões de hectares para outros cultivos em 30 anos. Com 70% de ILPF, seriam liberados outros 36 milhões de hectares.

Boi Verde - Criado Sem Ração
“O aumento da produtividade da pecuária no Brasil irá exigir esforços significativos, incluindo um planejamento territorial integrado, oferta de linhas de crédito compatíveis com a pecuária, de preferência com assistência técnica integrada. Estes podem ser caracterizados como um grande desafio”, afirma Agnieszka Latawiec, diretora de pesquisas do IIS.
Judson Valentim, pesquisador da Embrapa Acre, tem posição semelhante: “Por serem bem adaptadas às diferentes condições de clima e solo, além de mais produtivas e de melhor qualidade, estas pastagens proporcionaram renda adicional de R$ 8,9 bilhões aos produtores em 2013.
Esses sistemas de produção sustentáveis conciliam aumento da produção e a melhoria da renda e do bem-estar dos produtores com a conservação dos recursos naturais”.
Fonte: Agrolink – Texto revisto



China opõe-se às criticas norte-americanas à política do país para os assuntos religiosos


         O porta-voz da chancelaria chinesa, Qin Gang, ressaltou hoje (30) em Beijing que o Relatório Internacional da Liberdade Religiosa, divulgado pelo Departamento de Estado dos EUA, distorce e ataca a política da China para os assuntos religiosos. O governo chinês é contra a posição dos EUA.
             Qin Gang indicou que o governo da China garante a liberdade religiosa dos cidadãos chineses com base na Lei. O lado chinês apelou aos Estados Unidos para que se deixem de preconceitos políticos e parem de utilizar a questão religiosa para interferir nos assuntos internos da China

Fonte: CRI


Bancos argentinos podem comprar títulos da dívida para evitar moratória



País tem até esta quarta-feira para conseguir acordo e evitar novo calote.

Bancos podem oferecer garantia para convencer juiz a suspender decisão.


Bancos privados argentinos podem fazer nesta quarta-feira (30) uma oferta para comprar com desconto os títulos da dívida da Argentina em poder dos fundos especulativos a fim de evitar um novo calote do país, segundo a mídia argentina e agências de notícias internacionais.
Segundo o jornal "La Nacion", um representante da Associação de Bancos Argentinos (Adeba) viajou para Nova York para oferecer US$ 250 milhões como garantia aos fundos especulativos e convencer a Justiça dos EUA a suspender a decisão que força o país a negociar com investidores que não aceitaram participar das restruturações da dívida e exigem o pagamento integral.

Fonte do Grafico G1
Acaba nesta quarta-feira o prazo de 30 dias para chegar a um acordo com os investidores que não aceitaram os termos da renegociação da dívida soberana argentina, chamados pelo governo argentino de "abutres".
Segundo a AFP, o chefe de Gabinete, Jorge Capitanich, distanciou-se nesta quarta-feira desta saída para o possível default, caso o país não cumpra a sentença que o obriga a pagar US$ 1,33 bilhão de aos fundos especulativos que venceram o litígio em Nova York.
"Quando se negociam acordos entre (agentes) privados é uma questão que envolve somente os agentes privados, não importa a opinião do setor público", disse Capitanich consultado sobre essa possibilidade.
O governo precisa deixar claro que não é parte de um acordo por esta via para evitar que os credores da dívida reestruturada de 2005 e 2010 (93% do total) peçam a equiparação da oferta pela cláusula Rufo presente em seus contratos e que vence no final do ano.
Segundo as agências, a salvação, até que a cláusula expire, poderia partir dos bancos argentinos, que ofereceriam novos títulos para comprar toda a dívida que os fundos ganharam na justiça. Os bancos nacionais poderiam, assim, obter um negócio rentável e afastar os perigos que pode uma nova moratória na Argentina pode representar para suas finanças.
Em troca, os fundos apoiariam que o juiz de Nova York Thomas Griesa restabeleça uma medida cautelar para que os credores da dívida argentina reestruturada cobrem até o final do ano seus vencimentos. O governo argentino solicitou ao juiz que a cautelar voltasse a vigorar, mas não obteve êxito.

Busca de acordo de última hora

O ministro da Economia, Axel Kicillof, viajou para Nova York e reuniu-se na terça-feira (29) com o mediador judicial designado por Griesa e pelos litigantes. Após quatro encontros, as negociações continuarão nesta quarta-feira, na busca de um acordo de última hora.
O mediador judicial Dan Pollack divulgou um comunicado afirmando que as duas partes conversaram frente a frente pela primeira vez e que "houve uma troca franca de pontos de vista e de preocupações", mas que "os temas em disputa continuam sem solução".
No dia 26 de junho, a Argentina depositou pagamentos no valor de US$ 539 milhões aos credores da dívida reestruturada, mas o juiz Griesa bloqueou o dinheiro depositado em Nova York, o que pode provocar a moratória nas próximas 24 horas.
 Fonte: AFP


Após sanções europeias, Rússia decreta embargo a frutas e 

legumes da Polônia


Um dia depois de ser objeto de novas sanções da União Europeia e dos Estados Unidos por seu papel na crise ucraniana, a Rússia declarou nesta quarta-feira (30) embargo às importações de frutas e legumes da Polônia. Na segunda-feira, Moscou havia alertado que tomaria a decisão de proibir as importações pela presença de "um inseto perigoso" nas plantações polonesas e "o desrespeito persistente de normas sanitárias".

          Americanos e europeus adotaram ontem novas sanções contra a Rússia, que atingem setores-chave da economia, como bancos, companhias de petróleo e a indústria de armas. O presidente americano, Barack Obama, disse que o recrudescimento das sanções é o " caminho para a paz". Como já ocorreu no passado, a Rússia utiliza a arma da retaliação comercial para fazer pressão diplomática sobre os vizinhos europeus. 
          A Austrália, aliada dos ocidentais, declarou hoje que a prioridade atual é ter acesso aos destroços do avião da Malaysia Airlines abatido por um míssil no leste da Ucrânia, no dia 17 de julho, e não endurecer as sanções contra a Rússia e os separatistas. Pelo quinto dia consecutivo, uma equipe de investigadores holandeses e australianos desistiu de visitar o local do acidente devido aos combates intensos entre soldados e separatistas.

Exército ucraniano registra novas vitórias

          As forças ucranianas fecham o cerco aos separatistas de Donetsk, um dos principais bastiões da insurreição pró-russa. O Exército retomou hoje dos rebeldes a cidade de Avdiivka, a dez quilômetros de Donetsk, e lançou combates contra os insurgentes em Ilovaisk, um pouco mais distante, a vinte quilômetros.
          O Estado-Maior ucraniano afirma ter sofrido ontem à noite vários ataques lançados da Rússia. Nesta manhã, uma coluna de sete tanques russos atravessou a fronteira, mas nenhum soldado ucraniano foi atingido.
          O Exército ucraniano tem acumulado vitórias nas batalhas contra os pró-russos desde o início de julho, quando recuperou o controle de Slaviansk. As forças de Kiev avançam na direção dos dois últimos redutos insurgentes, Donetsk e Lugansk. Os combates em Lugansk mataram um civil nas últimas 24 horas.



Putin ameaça retaliar às novas sanções da União Europeia

A União Europeia adotou ontem, terça-feira (29), novas sanções contra a Rússia pelo envolvimento na crise ucraniana. Os Estados Unidos também endossam essa atitude. A ameaça já provocou reação do presidente russo, Vladimir Putin, que também promete retaliar economicamente.

Presid. Putin com Sergey - Secret. Defesa
          Com as medidas, os europeus querem atingir os setores mais importantes para economia russa, como o acesso aos mercados financeiros, vendas de armas e tecnologias sensíveis para o setor energético da Rússia.
          As novas sanções, mais duras que as precedentes, foram decididas na segunda-feira à noite pelos principais líderes europeus e o presidente dos EUA, Barack Obama. Em um comunicado oficial distribuído pela Presidência francesa, eles “lamentaram que a Rússia não tenha pressionado os separatistas para fazê-los negociar nem tenha tomado medidas concretas para assegurar o controle da fronteira entre a Rússia e a Ucrânia”.
          Pessoas próximas de Putin, como Alexandre Bortnikov (chefe do FSB, serviço de inteligência russo), o ex-premiê Mikhaïl Fradkov e o presidente da Chechênia, Ramzan Kadyrov, também estão no alvo dos europeus. Eles podem ter ativos bancários congelados e a entrada proibida nos países da UE.
          O Japão, que integra o G7, também anunciou sanções suplementares contra a Rússia, provocando uma forte reação de Moscou.

Resposta de Putin


          O presidente russo, Vladimir Putin, não esperou a lista de novas sanções que está sendo preparada esta manhã pelos embaixadores da União Europeia, em Bruxelas, para agir. Em resposta às novas sanções, Putin pediu aos responsáveis militares russos para limitar as importações de material bélico. O líder russo quer que o país seja autossuficiente e interrompa sua grande dependência no setor de parceiros estrangeiros que, segundo ele, são pouco confiáveis.
          Na lista de retaliações possíveis, a Rússia também ameaçou limitar as importações de frutas da União Europeia e de frangos dos Estados Unidos. Oficialmente, as importações seriam proibidas por problemas fitossanitários.

Observadores

Nesta manhã, observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa visitam a região russa de Rostov, na fronteira com a Ucrânia, suspeita de ser o ponto de passagem das armas fornecidas por Moscou aos separatistas pró-russos.

Fonte: RFI – Texto revisto

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