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França e USA pedem cessar-fogo na Ucrânia
O presidente da França, François
Hollande, conversou com Vladimir Putin, foto abaixo (D) para pressionar os separatistas
pró-Rússia a aceitarem dialogar com as autoridades da Ucrânia.
Segundo comunicado do escritório de Hollande, ele
também conversou com Barack Obama. Os dois querem um encontro para negociar um
cessar-fogo bilateral o quanto antes, disse o texto.
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| Sr. Vladimir Putin - Líder Russo |
O presidente da França, François
Hollande, conversou com Vladimir Putin para pressionar os separatistas
pró-Rússia a aceitarem dialogar com as autoridades da Ucrânia.
Segundo comunicado do escritório de Hollande, ele
também conversou com Barack Obama. Os dois querem um encontro para negociar um
cessar-fogo bilateral o quanto antes, disse o texto.
O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, não
emitiu nenhum comunicado hoje, dia em que três pontes que levam à região de
Donestk, no leste ucraniano, foram destruídas por explosões. Dessa forma,
importantes rotas de acesso à cidade, tomada por rebeldes, estão comprometidas.
Os rebeldes afirmaram que as explosões foram provocadas por sabotadores
pró-Kiev para isolar a cidade.
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Ucrânia: fronteira por mar com a Crimea |
Mais cedo, a Rússia havia insistido à União Europeia
para pressionar o governo ucraniano. Os russos novamente acusaram Kiev de
conduzir uma enorme operação militar contra pessoas pacíficas. Rebeldes na
Ucrânia e nacionalistas na Rússia têm pedido para o Kremlin enviar tropas e
proteger os insurgentes, mas Putin tem resistido à ideia com temor de novas sanções
por parte dos países ocidentais.
Fonte: Associated Press
O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, não
emitiu nenhum comunicado hoje, dia em que três pontes que levam à região de
Donestk, no leste ucraniano, foram destruídas por explosões. Dessa forma,
importantes rotas de acesso à cidade, tomada por rebeldes, estão comprometidas.
Os rebeldes afirmaram que as explosões foram provocadas por sabotadores
pró-Kiev para isolar a cidade.
Mais cedo, a Rússia havia insistido à União Europeia
para pressionar o governo ucraniano. Os russos novamente acusaram Kiev de
conduzir uma enorme operação militar contra pessoas pacíficas. Rebeldes na
Ucrânia e nacionalistas na Rússia têm pedido para o Kremlin enviar tropas e
proteger os insurgentes, mas Putin tem resistido à ideia com temor de novas sanções
por parte dos países ocidentais.
Fonte: Associated Press.
Economia: Depois de sustos ao longo do Plano Real, dívida pública está sob controle
O que faz uma pessoa física que precisa honrar
compromissos urgentes, mas não tem recursos? Pega dinheiro emprestado e se
endivida com juros. Com o governo, o processo é parecido, porém mais complexo.
O Tesouro Nacional emite títulos e se compromete a devolver o dinheiro com alguma
correção anos mais tarde, aumentando a dívida pública.
Responsável
por provocar momentos de susto nas contas públicas brasileiras nos 20 anos de
Plano Real, a dívida pública está sob controle nos últimos anos. Depois de ter
disparado nas crises cambiais de 1998 e 2002, o endividamento do governo caiu
na última década, beneficiado pela melhoria no perfil e pelo fato de o país ter
passado de devedor a credor externo.
Nos primeiros anos após a criação do Plano Real,
o Brasil tinha a maior parte da dívida interna atrelada ao câmbio e aos juros
básicos da economia. Segundo o professor Francisco Lopreato, da Universidade de
Campinas (Unicamp), especialista em política fiscal, entre 1999 e 2002, cerca
de 95% da dívida mobiliária - em títulos - interna estavam corrigidos pelos
juros básicos (60%) e pelo dólar (35%).
Esse tipo de composição foi fatal para o Brasil
nas crises da Ásia, da Rússia e de 2002. A disparada do dólar multiplicou a
dívida em reais atrelada ao câmbio. Para tentar segurar a cotação e atrair
capitais estrangeiros, o Banco Central teve
de aumentar os juros, o que impactou os títulos vinculados à taxa Selic -- juros básicos da economia.
O efeito sobre as contas públicas foi perverso.
Em 2002, a dívida líquida do setor público, que considera tudo o que o setor
público tem a pagar e a receber, chegou a saltar para 60% do Produto Interno Bruto (PIB,
soma das riquezas produzidas no país). "Foi a pior combinação pela qual o
Brasil poderia passar naquele momento. A ancoragem do dólar forçou o aumento
dos juros e aumentou o endividamento do país", recorda Carlos Eduardo
Freitas, diretor do Banco Central por duas
vezes, entre 1985 e 1988 e de 1999 a 2003.
Segundo Freitas, também contribuiu para a alta
da dívida pública na primeira fase do Plano Real o reconhecimento, pelo governo
federal, de esqueletos econômicos, débitos resultantes de planos econômicos
antigos. Além disso, a renegociação das dívidas dos estados e o Proer, programa
de ajuda aos bancos que quebraram após o Plano Real, impulsionaram o
endividamento federal.
Atualmente, apenas 10% da dívida estão atrelados
aos juros; e 10%, ao câmbio, considerando as vendas de dólares no mercado
futuro feitas pelo Banco Central. Para Lopreato, o
trabalho de gerenciamento da dívida pública a partir de 2003, que privilegiou a
troca dos títulos atrelados aos juros e ao câmbio por papéis prefixados -- com
taxas determinadas antecipadamente -- e corrigidos pela inflação, diminuiu a
vulnerabilidade do país. Atualmente, a dívida líquida do setor público está em
34% do PIB.
Outro fator que contribuiu para a redução da dívida líquida ocorreu em 2006, quando o Brasil passou de devedor a credor externo. O Brasil virou credor ao acumular reservas internacionais, hoje em torno de US$ 380 bilhões, em montante superior à dívida externa (pública e privada), atualmente em US$ 326 bilhões.
"Para quem se lembra da crise da dívida externa dos anos 80 e dos acordos com o Fundo Monetário Internacional até 2004, essa é nossa maior vitória", diz Lopreato. "Agora, quando o dólar dispara, como aconteceu no ano passado, a dívida líquida cai porque as reservas internacionais superam o endividamento externo", explica.
Apesar de estar sob controle, a dívida pública tem sido pressionada nos últimos anos pelas ajudas do Tesouro Nacional aos bancos públicos. Desde 2009, o Tesouro emitiu cerca de R$ 300 bilhões em títulos públicos para aumentar o capital do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A operação não tem impacto na dívida líquida, mas aumenta a dívida bruta do governo.
O reforço permite que a instituição empreste mais ao setor produtivo e estimule investimentos, mas a ajuda oficial divide a opinião de economistas. "De fato, os aportes para o BNDES aumentaram a dívida bruta, mas o impacto é relativamente pequeno. As emissões são importantes para ampliar os investimentos e ajudar a economia", diz Lopreato.
"Essas ajudas só provocam inflação e não têm impacto sobre o total de investimentos. O empresário, na prática, apenas deixa de usar os próprios recursos e investe com empréstimos a juros baixos concedidos pelo governo", critica Freitas.
Fonte:
Agrosoft
Texto
revisto por Narcisi Primus .:.




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