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Pretensão Descabida ou Esperteza?
A pretensão da Argentina de participar do BRICS tem que ser vista de todos os ângulos e estudada com muito cuidado.
Questão de Segurança.
Quando, por exemplo, da construção da usina
hidroelétrica de Itaipu o acordo foi firmado entre o Brasil e este país, mas
depois foi denunciado, pois o General Costa Cavalcanti, presidente da
Itaipu-Binacional, quando da construção da barragem, achou que, por uma questão
estratégica deviam-se fazer o acordo com o Paraguai. Isto foi dito pelo próprio
general quando foi por mim inquirido, após uma palestra proferida no auditório
Nereu Ramos, na câmara dos deputados, em Brasília, no ano de 1971, sobre a
construção da usina.
Depois do acordo
ser assinado entre Brasil e Paraguai, então, a posição da mesma foi levada a algumas centenas de quilômetros (Km) para cima, adentrando o território
paraguaio deixando a área por onde o leito do rio corria intacto, pois, se necessário,
é só abrir as comportas. Para quem não entende nada de estratégia, como eu, imagina Buenos
Aires debaixo d’água.
Pois bem. Em se tratando de estratégia, para a
entrada de parceiros no BRICS o Uruguai, apesar de ter uma população menor do
que a cidade de São Paulo, é muito mais interessante.
Se levar em conta o PIB, a Argentina tem muito pouco
a oferecer, pois só um estado brasileiro, não vamos colocar o Brasil em peso, vamos
pegar o estado do Rio de Janeiro, como exemplo, tem o PIB maior do que o país
de Gardel. Sem pensar no calote que a qualquer momento pode acontecer com
credores, principalmente, internacionais.
O sinal de alerta
já foi dado.
O bloco BRICS, se pretender expansão, tem o Panamá,
Egito, Irã, Omã, Abu Dhabi com os recursos que todo o mundo já é sabedor.
Econômico, geográfico e estratégico.
A criação do Banco
de Fomento do BRICS já teve início e está em negociações. As nações membros do bloco,
Brasil, Rússia, China e Índia têm condições de lançamento de satélite de
observação e segurança.
O BRICS tem que ter muito cuidado com quem está a se
oferecer para participar do bloco pelo simples motivo de que, muitas vezes, são
países em decadência e que está à procura de uma escora para se apoiar economicamente
e até politicamente.
Narcisi Primus .:.
A Caminho do Brasil, Putin conversa com
Cristina Kirchner na Casa Rosada
Putin e Cristina Kirchner conversam sobre ampliação do comércio entre os dois países
Presidenta da Argentina, Cristina Kirchner recebeu, neste sábado, o colega russo, Vladimir Putin, pronta a estreitar os laços em matéria de cooperação nuclear e de ampliação no comércio entre os dois países, de olho nos BRICS, grupo que aspira a integrar, ao lado de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Putin
desembarcou em Buenos Aires em mais uma escala de sua viagem à América Latina,
que incluiu Cuba e passará pelo Brasil, onde participará da reunião dos BRICS,
no dia 15 de julho, em Fortaleza. A Argentina participará, a convite de Putin,
da reunião do grupo dos BRICS, em Fortaleza.
Apesar da
pretensão da Argentina de se tornar membro pleno do bloco, Putin foi cauteloso
na quinta-feira, em Cuba, quando preferiu se pronunciar por “uma aliança
estratégica” entre os BRICS e a Argentina. Putin adiantou que “a questão de
aumentar o número de membros dos BRICS não é considerada no momento. Primeiro é
preciso otimizar todos os numerosos formatos de
cooperação estabelecidos no grupo”.
Após
abordar este tema com Kirchner em Buenos
Aires, Putin assistirá no domingo, no Maracanã, à partida da final da Copa do
Mundo entre Argentina e Alemanha; além de receber da presidenta Dilma Rousseff
a missão de organizar o próximo Mundial, em 2018. A agenda argentina de Putin
consistiu apenas de uma reunião com Kirchner na Casa Rosada, segundo a
programação oficial.
No
encontro, Argentina e Rússia firmaram acordos para promover projetos de
cooperação nuclear com objetivos pacíficos. Entre as possíveis parcerias, a
Rússia poderia participar do projeto de construção da central nuclear Atucha
III, estimado em US$ 3 bilhões, no norte da província de Buenos Aires.
Fonte:CDB
Foto: Oficina da Casa - Divulgação
Reflexão
Copa FIFA de Futebol x Dívida Externa
Uma república que nem a Argentina que pensa em dívida externa do montante que este país deve é de se pensar muito em poupança interna quando o Brasil foi invadido pelos torcedores portenhos.
São:
70.000 torcedores argentinos.
Para um país com a demografia que a Argentina tem é de preocupar-se, porque este número de torcedores equivale à percentual elevado da população e que não estão preocupados com o que o país deve, melhor, o estado deve em seu nome.
Por Narcisi Primus .:.
PIB (nominal)
| Estimativa de 2011 |
- Total | US$ 435,2 bilhões |
- Per capita | US$ 10 639 |
Fonte: Google - Wikipedia
Foto: Wikipedia
O governo argentino vive dias decisivos para
evitar cair no segundo calote da sua dívida em
13 anos
O governo deveria pagar nesta segunda-feira o vencimento de um título público, chamado Discount, aos que aceitaram a renegociação da dívida argentina em 2005 e em 2010.
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| Protesto contra a dívida externa |
Os acordos preveem o pagamento dos valores devidos com descontos, após o país ter declarado moratória da sua dívida em 2001.
No entanto, os contratos de reestruturação da dívida dão um prazo de carência de 30 dias para o pagamento dos títulos após a data do vencimento, explica o economista Orlando Ferreres, da consultoria OJF&Associados.
Segundo este documento, somente se não pagar nos próximos 30 dias é que a Argentina entraria em default. A expectativa é que o pagamento seja feito dentro desse limite.
Ou seja: a partir desta segunda começa a contagem regressiva para que se evite o que os especialistas chamam de "default técnico", que poderia afetar a economia interna argentina e sua relação comercial com o Brasil.
"São trinta dias a partir desta segunda para se evitar o default, mas existe grande expectativa de acordo até lá", afirmou o economista Dante Sica, da consultoria Abeceb.
Ferreres observou que neste período o governo argentino deverá negociar com os chamados holdouts - ou "fundos abutres" -, que compraram papéis daquela dívida de 2001 mas que recusaram as ofertas de pagamento feitas em 2005 e em 2010.
Isso foi determinado pelo juiz de Nova York Thomas Griesa na semana passada. Ele condicionou o pagamento dos credores que aceitaram a renegociação da dívida a que antes o governo argentino chegue a um acordo com os holdouts.
Situação difícil
Em discurso, a presidente Cristina Kirchner disse que se for feito o pagamento integral exigido por estes fundos, outros credores, que já aceitaram o acordo, podem acabar apelando à justiça pelos mesmos direitos.
Segundo a presidente, a Argentina estaria em uma situação delicada se tivesse que pagar a todos o valor integral da dívida – que em 2001, em uma gestão anterior ao kirchnerismo, foi considerada a maior da história do capitalismo.
Estes fundos pedem cerca de US$ 1,3 bilhão. Se tiver que pagar a todos que brigam na justiça porque também recusaram os acordos de 2005 e de 2010, a Argentina deveria desembolsar cerca de US$ 15 bilhões - mais de metade das suas reservas do Banco Central de US$ 28,8 bilhões.
"Devemos nos preocupar com aqueles que confiaram, que acreditaram na Argentina", disse Kirchner, em relação aos cerca de 92% que aceitaram as propostas de 2005 e de 2010.
Na semana passada, o governo argentino realizou um depósito de US$ 539 milhões no Bank of New York-Mellon para pagar a parte internacional do vencimento desta segunda-feira.
Depositou também outros recursos em outros bancos internacionais que totalizariam quase US$ 1 bilhão, de acordo com Ferreres.
Na Argentina, temeu-se que a Justiça americana determinasse o embargo do dinheiro para uso em pagamento aos "fundos abutres".
Mas o juiz mandou que o banco de Nova York devolvesse o dinheiro à Argentina, pois, segundo o entendimento da Justiça americana, o pagamento só poderia ser feito se o governo pagasse também os holdouts. Griesa deu ao governo um prazo de 30 dias para alcançar o acordo com os "fundos abutres".
O imbróglio da dívida argentina voltou a gerar preocupação depois que a Suprema Corte de Justiça dos Estados Unidos não aceitou o apelo do governo argentino para estudar o caso dos holdouts e o devolveu ao juiz Griesa.
Brasil
A falta de dólares na Argentina é o que preocupa os negociadores brasileiros e especialistas no comércio bilateral. "São necessários dólares para financiar as importações. E hoje a Argentina tem reservas limitadas", disse o economista Marcelo Elizondo.
Ele lembrou que o Brasil é o principal parceiro comercial argentino, mas que o comércio bilateral está em queda.
"O comércio bilateral está em queda e a indústria dos dois países em desaceleração. A incerteza sobre a dívida argentina surge neste momento que já é complicado e complica mais", disse Ferreres.
Segundo ele, o menor crescimento econômico nos dois países também contribui para o menor ritmo do comércio bilateral. O default, dizem especialistas, geraria uma crise cambial e deixaria o país em situação ainda mais complicada para honrar seus compromissos e manter o ritmo de seu comércio bilateral.
Ferreres, como Sica, acredita em acordo com os holdouts - o que possibilitaria que a Argentina volte aos mercados internacionais e atraia dólares, fundamentais para o comércio com o Brasil, disse.
Fontes: BBC - Reuters
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Congresso brasileiro recebe presidente da China
na quarta-feira
O Congresso Nacional receberá, em
sessão solene na próxima quarta-feira, o presidente da República Popular da China, Xi Jinping. A delegação
chinesa vem ao país para participar da 6ª Cúpula do BRICS (grupo que reúne
Brasil, Rússia, Índia, China e
África do Sul). O encontro será aberto no dia 15, em Fortaleza (CE). O
presidente chinês foi convidado pelo presidente da Câmara, Henrique Alves, que
esteve na China em abril deste ano.
A sessão
solene registrará os 40 anos do estabelecimento das relações diplomáticas entre
a China e o Brasil, a serem comemorados no dia 15 de agosto. Discursarão na
solenidade, prevista para iniciar às 15h, Xi Jinping, Henrique Alves e o
presidente do Senado, Renan Calheiros. Brasil e China são os maiores países
emergentes dos hemisférios ocidental e oriental, respectivamente. Mantêm desde
1974 relações diplomáticas, que se transformaram em parceria estratégica em
1993, estreitada em 2012. Hoje, China e Brasil registram intenso intercâmbio e
cooperação em diversas áreas.
Tramita
no Senado projeto de interesse comum que ratifica o acordo firmado entre os
governos do Brasil e da China, em 2004, para agilizar os processos de
extradição envolvendo os dois países. O Projeto de Decreto Legislativo 122/2014
aguarda análise da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e
pode ser votado em Plenário antes da visita.
No dia da
visita, o Salão Verde da Câmara dos Deputados receberá a exposição “40 anos de
amizade Brasil-China”, com 40 fotos, divididas entre os temas “Intercâmbios
Políticos”, “Cooperação Econômica e Comercial” e “Intercâmbios Educacionais,
Culturais e Tecnológicos”. O objetivo é destacar momentos históricos na
política, na cooperação econômica e comercial e na área de intercâmbio cultural durante as quatro décadas de relações sino-brasileiras. A exposição é uma iniciativa da agência de notícias chinesa Xinhua.
BRICS
O presidente Xi Jingping copresidirá a cúpula do BRICS, grupo das principais
nações emergentes, ao lado da presidente Dilma Rousseff, do presidente russo,
Vladimir Putin, do sul-africano Jacob Zuma e do indiano Narendra Modi. Em
Brasília, os líderes do BRICS reunir-se-ão com os presidentes de países
sul-americanos para discutir a ampliação das relações do bloco
com nações em desenvolvimento. O tema desta sexta cúpula será “BRICS
– crescimento inclusivo: soluções sustentáveis”.
Fonte: CDB
Texto revisto por Narcisi Primus .:.
Foto: Oficina da Casa - Google - Divulgação
Foto: Oficina da Casa - Google - Divulgação





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