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Logística
China
vai investir no Brasil
A China
vai selar em Brasília, no dia 17, compromissos políticos de investir na
melhoria da logística brasileira de escoamento de soja e de minérios ao
exterior e de enviar uma parcela de seus fundos soberanos para engrossar a
presença de suas empresas no País.
Pequim quer mais empresas e negócios no Brasil
Ambos os temas estarão no comunicado final do encontro reservado entre
os presidentes Xi Jinping e Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.
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| Xi Jinping - Líder Chinês - Divulgação |
O
presidente Xi Jinping, à direita, fará sua visita de Estado ao Brasil entre os dias 17 e
18.
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| Congresso Nacional - Brasília - Divulgação |
Mas estará no País desde o dia 13, quando deverá assistir à final da Copa, no Rio, ao lado de Dilma. Nos dias seguintes, participará da reunião de Cúpula dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em Fortaleza, e do encontro desse fórum com os países da União Sul-Americana de Nações (Unasul). Na manhã de 17, vai se reunir com os líderes do quarteto da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) - Costa Rica, Cuba, Equador e Antíguas e Barbuda - mais México e Brasil.
Essa primeira vinda de Xi Jinping ao Brasil está em negociação desde sua posse, em novembro. "Essa visita terá uma simbologia própria porque se dará nos 40 anos da abertura de relação diplomática entre Brasil e China", afirmou o embaixador José Alfredo Graça Lima, subsecretário-geral de Assuntos Políticos 2 do Itamaraty.
O governo
chinês quer garantir a participação de suas companhias em projetos portuários e
ferroviários que serão licitados pelo governo. Em especial, naqueles que fazem
parte do projeto de integração física sul-americana e que permitirão o
escoamento de minérios e de produtos agrícolas aos portos do Norte (mais
próximos do Canal do Panamá) e dos países vizinhos banhados pelo Oceano
Pacífico. O Peru será o alvo inicial, segundo o embaixador Francisco Mauro
Brasil de Holanda, diretor do Departamento de Ásia e Oceania do Itamaraty.
O interesse da China tem clara
motivação: o país precisa de alimentos e minérios mais baratos, em especial
neste momento de esforço para elevar a participação do consumo interno no
crescimento. A produção da zona hoje conhecida como Mapitoba - as fronteiras
agrícolas do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia - e as reservas de minério de
ferro do Norte brasileiro são os alvos preferenciais. Os projetos ferroviários
abrirão à China as oportunidades adicionais de exportar bens e serviços de alta
tecnologia ao Brasil.
Fonte:
Paraná On Line



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