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31 de jul. de 2014

Inflação a Galope - Mantega e o FMI - Armas dos USA a Israel - Sanções à Rússia, até Quando?

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FED avança com cortes em compras de títulos 


cita inflação mais alta


WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, deu mais um passo nesta quarta-feira em seu plano de redução do estímulo de compra de títulos e melhorou sua avaliação da economia norte-americana, enquanto reafirmou que não tem pressa para aumentar os juros.
O FED reduziu as aquisições mensais de ativos para 25 bilhões de dólares, ante 35 bilhões de dólares, mantendo-se em vias de encerrar o programa neste outono (no hemisfério norte).
O banco central reiterou que provavelmente vai manter as taxas de juros perto de zero por um "horizonte relevante" após o fim das compras de títulos e repetindo que a política monetária expansionista é necessária.
Janet Yellen - FED - Divulgação
O FED tem mantido as taxas de juros overnight perto de zero desde dezembro de 2008 e mais do que quadruplicou seu balanço patrimonial para 4,4 trilhões de dólares por meio de uma série de programas de compras de títulos. Mas o banco central citou melhora nas condições do mercado de trabalho e queda no desemprego, além de reconhecer o avanço da inflação. "A inflação se moveu para um pouco mais perto do objetivo de longo prazo do Comitê", informou o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) após reunião de dois dias. Essa linguagem foi diferente da do último comunicado, sugerindo que o FED está prestando mais atenção aos riscos inflacionários. O governo informou nesta quarta-feira que a economia dos EUA cresceu 4,0 por cento em ritmo anual no segundo trimestre, o que provavelmente amplificou o debate dentro do FED sobre quando os juros devem subir. Algumas autoridades do FED têm mostrado preocupação com a possibilidade de que o banco central esteja mantendo taxas de juros baixas por tempo demais e alimentando nível indesejável de inflação. Outros, incluindo a chair do FED, Janet Yellen, têm argumentado que ainda há considerável capacidade ociosa na economia e estão cautelosos sobre agir cedo demais. "As coisas que eles nos dizem estar observando, como inflação e salários, ainda não estão gritando 'perigo!'", disse o economista-chefe da Pierpont Securities, Stephen Stanley, antes do anúncio do Fed.
Embora Yellen acredite que a taxa de desemprego de 6,1 por cento do país superestime a saúde do mercado de trabalho, ela alertou neste mês que um aumento de juros poderia vir "mais cedo e ser mais rápido" que o esperado se os mercados de trabalho continuarem a melhorar mais rapidamente do que o antecipado. A processadora de folhas de pagamento ADP informou nesta quarta-feira que companhias dos EUA contrataram 218 mil funcionários em julho, ritmo sólido mas levemente abaixo das projeções de economistas. O relatório mais amplo a ser divulgado na sexta-feira deve mostrar que o número de postos de trabalho fora do setor agrícola aumentou em 233 mil em julho, o que marcaria o sexto mês consecutivo de criação de mais de 200 mil vagas. Após leitura mais forte do que o esperado sobre o emprego neste mês, a projeção mediana de economistas consultados pela Reuters prevê o primeiro aumento dos juros no segundo trimestre do ano que vem. Antes, era o terceiro. A previsão está em linha com o que mostram os contratos futuros de taxas de juros, que embutem alta em junho de 2015 --expectativa que se manteve diante da leitura mais forte que a esperada sobre o crescimento da economia dos EUA no segundo trimestre.

Fonte: Reuters - Texto revisto

Guido Mantega descarta vulnerabilidade da 

economia brasileira



Ministro da Fazenda afirma que diversos indicadores econômicos do primeiro semestre mostram que os investidores estrangeiros continuam interessados no país


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, rebateu nesta terça-feira (29) relatório divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) que inclui o Brasil entre as economias emergentes mais vulneráveis a crises externas. Segundo ele, diversos indicadores econômicos do primeiro semestre mostram que os investidores estrangeiros continuam interessados no país, mesmo com a retirada gradual dos estímulos monetários pelo Federal Reserve (FED), Banco Central norte-americano.
Guido Mantega - Divulgação
O ministro lembrou que os investimentos estrangeiros diretos, que geram empregos no país, continuam acima de US$ 60 bilhões em 12 meses pelo quarto ano seguido. Além disso, ressaltou Mantega, o real valorizou-se 9,4% nos primeiros seis meses do ano, e a Bolsa de Valores de São Paulo subiu 21,25% no mesmo período.
De acordo com o ministro, o relatório foi elaborado por escalões inferiores do FMI e repete os erros de documentos anteriores divulgados por instituições financeiras e organismos internacionais que apontaram uma “tempestade perfeita” para a economia brasileira neste ano e incluíram o Brasil entre os cinco países emergentes mais frágeis. “A tempestade não veio e o cenário apontado por esses relatórios não se concretizou”, disse.
O ministro destacou que o país tem o quinto maior volume de reservas internacionais do mundo, em torno de US$ 380 bilhões. O montante é superior ao da dívida externa pública e privada, de US$ 330 bilhões, e suficiente para financiar o país por longo tempo em caso de escassez de capital externo.
“Da dívida externa total, somente 7,6% vencem no curto prazo, o menor nível entre os países emergentes. No caso de uma interrupção do fluxo de capitais, daria para o Brasil se financiar por longo tempo”, ressaltou.
Tradicionalmente, o maior indicador de vulnerabilidade externa de uma economia é o déficit em transações correntes – soma dos saldos da balança comercial (diferença entre exportações e importações) e das contas de serviços, de renda e das transferências unilaterais (doações de emigrantes e de organizações estrangeiras). Caso um país registre resultado negativo nessa conta, fica dependente do capital especulativo internacional, dos empréstimos externos e dos investimentos estrangeiros diretos para fechar o balanço de pagamentos.
De acordo com o Banco Central, o déficit em transações correntes do Brasil acumulou em torno de US$ 86 bilhões, 3,58% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país), nos 12 meses terminados em junho. Apesar de o resultado ser o pior desde 2001, o ministro diz que o problema é temporário e que o déficit deve diminuir nos próximos meses.
“No ano passado, o déficit em transações correntes subiu por causa da conta petróleo [importações de petróleo maiores que as exportações], que retirou US$ 17 bilhões do saldo da balança comercial. Com o aumento da produção da Petrobras, previsto para 8% neste ano, o quadro está se revertendo. Os analistas já tinham percebido isso”, declarou. O ministro, no entanto, não estipulou uma previsão de déficit em transações correntes para 2014.
Fonte: Agência Brasil - Texto revisto


 Sob Críticas EUA enviam mais munição 

a Israel


EUA criticaram novamente Israel pela morte de civis, mas enviaram munição adicional ao tradicional aliado

O Pentágono enviou munição adicional a Israel a pedido do governo israelense, que mantém a ofensiva contra a milícia do Hamas em Gaza e apesar dos pedidos de cessar-fogo e das críticas pelas mortes de civis vindos de Washington.
O porta-voz do Pentágono, o contra-almirante John Kirby, confirmou nesta quarta-feira as informações sobre o envio de mais munição dos Estados Unidos para Israel a pedido das Forças de Defesa israelenses.
"O Departamento de Defesa recebeu uma carta em 20 de julho pedindo uma venda normal de munição ao exterior. O pedido tramitou pelos canais normais e foi aceito em 23 de julho", explicou Kirby.
A venda de munição está estabelecida para casos de emergência no chamado Inventário de Reservas de Munição de Guerra de Israel, no valor de mais de US$ 1 bilhão e que permite aos israelenses dispor de munição de maneira urgente.
Entre as munições pedidas está a usada em lança-granadas e peças de morteiro de 120 milímetros, a mesma que provocou hoje a morte de 19 pessoas em uma escola-refúgio das Nações Unidas em Gaza.
O envio de munição foi divulgado no mesmo dia em que o governo americano condenou em termos mais duros que o habitual o bombardeio da escola da ONU em Gaza, a segunda vez que isto sucede.
"Estamos muito preocupados que milhares de deslocados internos palestinos que foram alertados pelo exército israelense para saírem de suas casas não estejam a salvo em refúgios designados pela ONU em Gaza", disse a porta-voz do Conselho Segurança Nacional da Casa Branca, Bernadette Meehan.
Israel acusa os militantes do Hamas de esconderem armas nas instalações das Nações Unidas e de lançar foguetes a partir de áreas residenciais, pondo em perigo os civis quando Tel Aviv contra-ataca.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu um cessar-fogo humanitário imediato e incondicional em Gaza, embora a ajuda militar ao aliado se mantenha intacta.
Esta semana o Congresso debate o envio de uma ajuda de emergência no valor de US$ 225 milhões para manter a operabilidade e os estoques de mísseis do sistema israelense da Cúpula de Ferro, que permitiu que nesta crise só três civis israelenses tenham sido vítimas dos foguetes lançados pelo Hamas contra a população civil. Fonte: Terra – Brasil – Texto revisto

Políticos russos criticam pacote de sanções de Washington a Moscou

Políticos russos criticaram ontem o pacote de sanções econômicas contra o país anunciado pelos Estados Unidos e pela União Europeia. O vice primeiro-ministro Dmitry Rogozin usou um tom de ironia em Moscou ao comentar a decisão norte-americana de bloquear ativos da United Shipbuilding Corporation, uma das principais empresas russas de construção militar.

Alexey Pushkov - Divulgação
“É um sinal claro de que a construção naval militar russa está se tornando um problema para os inimigos da Rússia”, disse, por meio de sua conta no Twitter. Também pelo Twitter, o presidente da Comissão de Relações Exteriores da Duma Federal (câmara dos deputados), Alexei Pushkov, afirmou que as pessoas já esqueceram que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ganhou um Prêmio Nobel da Paz, em 2009.

“Obama não vai para a história como um pacificador, mas como quem começou uma nova Guerra Fria”, disse. O presidente russo, Vladimir Putin, ainda não se manifestou sobre as sanções anunciadas quarta-feira para tentar enfraquecer o seu apoio aos separatistas no Leste da Ucrânia.

As novas medidas, as mais rigorosas contra a Rússia desde o fim da Guerra Fria, em 1991, buscam afetar as áreas de energia, tecnologia, finanças e defesa. Uma delas é a restrição dos bancos russos para operar no mercado europeu e nos EUA. Três deles estão impedidos de financiamentos a longo prazo em território norte-americano: VTB, Bank of Moscow e Russian Agricultural Bank.
Fonte: Folhapress



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