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Sociólogo critica Estados Unidos por acusação contra a Rússia
Governo norte-americano saberia que a Federação Russa não viola acordo de armas estratégicas
O cientista social Konstantin
Sivkov, presidente da Academia de Problemas Geopolíticos da Rússia,
criticou o governo norte-americano pelas acusações de que a Federação Russa
está violando o acordo de limitação de armas estratégicas ao utilizar mísseis
banidos por este documento. Em entrevista à Voz da Rússia de
Moscou, ele afirmou que os Estados Unidos sabem, perfeitamente, que a
Rússia não viola tratado algum ao realizar testes com mísseis de cruzeiro, de
curto e médio alcances.
As críticas foram publicadas no site oficial da Secretaria de Estado.
Fonte: A Voz da Rússia
As críticas foram publicadas no site oficial da Secretaria de Estado.
Fonte: A Voz da Rússia
Segue
abaixo o comportamento do pregão de hoje da Bolsa de Valores de São Paulo,
BM&FBovespa:
Futuro*30/07/2014
Oscilação
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Preço
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IBOVESPA
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-0,3571%
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57195
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DÓLAR
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0,6714%
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2249
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FRC
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ND
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ND
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DI1
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0,5282%
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11,42
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|
CAFÉ
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-0,1367%
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219,2
|
A
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BOI
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0,5526%
|
125,56
|
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ETANOL
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ND
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ND
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MILHO
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0,1720%
|
23,3
|
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SOJA
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-0,2981%
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30,1
|
|
S&P 500
|
0,0382%
|
1964,25
|
|
OC1
|
ND
|
ND
|
|
Ouro: Cotado em R$(Real) por grama:
A Vista*30/07/2014
| Oscilação | Preço | ||
| OURO | 0,2154% | 93,501 | |
Fonte: BM&FBovespa
EUA acusam Rússia
de violar tratado de forças nucleares
Washington acredita que a Rússia esteja desenvolvendo míssil
de médio alcance lançado a partir da terra.
Os EUA acusaram a Rússia de
violar o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, segundo revelou
um representante da administração americana a um correspondente da ITAR-TASS em
Washington.
De acordo
com Washington, a Rússia estaria desrespeitando o "compromisso de não
possuir, produzir ou realizar testes com mísseis de cruzeiro lançados da terra
e com um raio de alcance entre 500 e 5.500 km, e não possuir nem produzir
lançadores desses mísseis", disse o representante do governo americano.
Segundo ele, os EUA estão
considerando essa questão "muito grave". "Estamos tentando
discutir o assunto com a Rússia já faz algum tempo", disse o
representante.
De fato,
Washington já havia sinalizado publicamente a sua preocupação com supostos
problemas no cumprimento das disposições do tratado INF por parte de Moscou.
Durante encontro com jornalistas em maio, a vice-secretária de Estado para o
Controle de Armamento e Segurança Internacional, Rose Gottemoeller, falou sobre
as suspeitas de que a Rússia estivesse desenvolvendo mísseis de cruzeiro com
base em terra.
| Divulgação |
Gottemoeller
não especificou de que tipo de míssil estava falando. Mas, segundo fontes
diplomáticas e militares, a questão pode estar relacionada com o míssil de
cruzeiro naval criado na Rússia, que não está incluído no tratado INF, mas que,
para um teste mais confiável de suas características de desempenho, foi testado
em terra, para o desagrado de Washington.
EUA contornam tratado
Por outro lado, em resposta às
críticas de Washington, especialistas russos argumentam que os próprios EUA têm
violado repetidamente o tratado INF. De acordo com o professor da Academia de
Ciências Militares, o major-general Midikhat Vildanov, Washington viola
regularmente as disposições do tratado ao realizar lançamentos de teste de
defesa antimíssil GBI (Ground-Based Interceptor), concebida para interceptar
mísseis de longo alcance no setor médio de suas trajetórias, explicou ele ao
RBTH.
Vildanov
lembrou as palavras de Iúri Solomonov – o projetista dos mísseis estratégicos
russos de combustível sólido Topol, Topol-M, Iars e Bulava –, que destacou mais
de uma vez que "apesar de teoricamente o míssil-alvo ser um míssil da
classe ar terra, modificá-lo para um de classe terra-terra não representa
nenhuma dificuldade”.
Desse
modo, salientou o general, os EUA estão desenvolvendo um míssil-alvo de alcance
médio e intermediário para a realização de testes dos interceptores
antimísseis. Além disso, o país introduziu, sem o acordo da parte russa, o
termo "alcance intermediário" no tratado. Segundo o especialista, os
EUA também não fazem demonstrações nem apresentam as características
específicas de seus mísseis-alvo, não informam os locais de lançamento dos
mísseis-alvo e não dão informações sobre o estado e deslocamentos dos mesmos.
Como
resultado, os norte-americanos criaram um novo míssil de médio alcance para os
testes dos seus próprios sistemas de defesa, violando o tratado INF. Isso lhes
permitiu fazer quase 22 interceptações antimíssil bem-sucedidas, colocar ao
serviço das forças armadas o sistema antimíssil do tipo Standard 3 e iniciar a
colocação do sistema terrestre antimíssil Aegis na Romênia.
Cumprimento do acordo deve ser controlado
O diretor
do Centro de Segurança Internacional Imemo da Academia Rússia de Ciências,
Aleksêi Arbatov, acredita que os problemas de cumprimento do tratado INF por
ambas as partes, bem como de outros tratados russo-americanos, não devem ser
trazidos para o espaço da discussão pública. Para isso existem comissões
bilaterais no âmbito desses acordos. Todos os meandros e detalhes dos
procedimentos contratuais devem ser analisados e decididos por especialistas.
Em
cumprimento às cláusulas do tratado INF, a União Soviética destruiu 1.752
mísseis e 845 lançadores, três instalações de fabricação de mísseis e
lançadores e 69 mísseis de bases operacionais. Foram desmontados também os
sistemas tático-operativos Oka (OTR-23), "irmãos mais velhos" do
atual Iskander M, que não alcançavam uma distância de lançamento de 500 km –
chegavam apenas a 480 km –, mas que, a pedido insistente de Washington, foram
incluídos no contrato. Os Estados Unidos, por sua vez, destruíram 859 mísseis
de médio e curto alcance, 283 lançadores, sete instalações de produção de
mísseis e lançadores e nove bases de mísseis.
O diálogo entre o
Kremlin e a Casa Branca em tempos de crise
Em primeiro lugar, a própria ideia de que, em tempos de
crise, é preciso minimizar a comunicação parece absurda. Pelo contrário, é
justamente em tempos de crise que o diálogo, mais do que nunca, é necessário.
As
relações russo-americanas após a Guerra Fria nunca haviam despencado a um nível
tão baixo como o atual ao longo de toda a história. Pode-se ficar discutindo
apaixonadamente por um longo tempo sobre o que fez com que as relações entre as
duas potências chegassem a semelhante condição. Mas, hoje, o mais importante é
entender o que a situação em que se encontram as relações russo-americanas
promete aos nossos países e, pode-se dizer, a todo o mundo. Pelo visto, deve-se
começar com a crise que está em curso na Ucrânia.
Aparentemente,
a dramática situação na Ucrânia deveria ser um poderoso incentivo para uma
reavaliação crítica da atual política europeia e mundial, a fim de buscar novas
abordagens referentes à segurança internacional. Afinal, qualquer grande crise
é tempo de renovação, pois ela funciona como um catalisador da troca de
paradigmas intelectuais e políticos.
Infelizmente,
no caso da Ucrânia, essa regra geral não está funcionando por enquanto. Tal
conclusão se apresenta quando se observa os debates sobre o tema ucraniano nos
EUA. Apesar de todo o pluralismo de opiniões sobre as causas, a dinâmica e as
prováveis consequências da crise ucraniana, na esfera dos políticos e peritos
americanos, os debates sobre este assunto estão focados quase que
exclusivamente em dois pontos.
Em
primeiro lugar, o tema debatido animadamente é a questão das sanções contra a
Rússia. Em segundo lugar, está sendo criada uma sensação de que a elite
política e intelectual americana está empenhada em convencer, a qualquer custo,
a si própria e aos seus parceiros de que os EUA estão totalmente aptos a
prescindir da Rússia no que se refere à solução dos mais importantes problemas
internacionais.
O curioso
é que esse debate em Washington tem algo que se assemelha, surpreendentemente,
às nossas discussões sobre a crise ucraniana em Moscou. Por um lado, estamos
tentando provar a nós mesmos que não tememos quaisquer sanções. Por outro lado,
nas manchetes dos jornais e nas telas das televisões nos explicam que o mundo
não é só a América do Norte e que a Rússia não irá perder tanto assim se
diminuir ao máximo a sua cooperação com os EUA.
Nova Guerra Fria
Em meio a
essa polêmica à distância é difícil de encontrar novas ideias e propostas
inovadoras para enfrentar a crise. Em compensação, é muito fácil encontrar nela
o estilo, clichês de propaganda e estereótipos da época da Guerra Fria.
O
renascimento, tanto de um lado, quanto de outro, dos fantasmas e das fobias de
uma época que se foi há muito tempo poderia ser atribuída ao exacerbamento das
emoções, inerente a qualquer crise internacional grave. Mas o problema está no
fato de que a retórica política negativa possui a desagradável propriedade de
se transformar em prática política. Hoje, estamos vendo a cooperação
russo-americana sendo congelada, os contatos em diferentes níveis sendo
interrompidos e o edifício, já frágil, da interação bilateral entre a Rússia e
os EUA sendo destruído.
Em
primeiro lugar, a própria ideia de que, em tempos de crise, é preciso minimizar
a comunicação parece absurda. Pelo contrário, é justamente em tempos de crise
que o diálogo, mais do que nunca, é necessário, pois é impossível chegar a
qualquer acordo sem diálogo, mesmo em teoria. E o diálogo é necessário não só
em nível dos presidentes ou dos ministros dos Negócios Estrangeiros, mas também
entre os funcionários que pertencem aos escalões mais baixos e que representam
uma ampla gama de ministérios e departamentos de ambos os lados.
É
necessário o diálogo entre os parlamentares e entre os centros de análise
independentes. É necessária a interação ativa entre os meios de comunicação em
massa, entre as instituições da sociedade civil e do setor privado. No âmbito
desse intenso diálogo em diferentes plataformas, seria possível encontrar
soluções práticas, que os líderes dos governos e os ministros nem sempre são
capazes de encontrar durante as suas inevitavelmente curtas reuniões e ligações
telefônicas.
Teste em tempos difíceis
Quanto à
afirmação de que a Rússia pode perfeitamente viver sem os EUA e vice-versa, é
evidente que, em primeiro lugar, é preciso esclarecer o que significa a
expressão "viver perfeitamente". É claro que as relações econômicas
entre os nossos países não fazem grande diferença para qualquer um deles. É
óbvio que a falta de interação estratégica entre o Kremlin e a Casa Branca não
levará automaticamente à guerra nuclear. E, há muito tempo, todos entenderam
que no mundo policêntrico de hoje, o eixo “Moscou-Washington” já não desempenha
o papel central que desempenhou na segunda metade do século passado.
E apesar
disso, dificilmente alguém iria negar que o congelamento da cooperação
russo-americana dificultará significativamente a solução de uma grande
quantidade de diversos problemas internacionais, sendo que alguns deles se
mostrarão totalmente insolucionáveis. Isso se aplica às crises regionais
e a não proliferação nuclear. À luta contra o terrorismo internacional e ao
combate ao tráfico de drogas. À exploração do espaço e à cooperação
internacional no Ártico. Apesar de toda a gravidade da crise na Ucrânia, a
agenda da política mundial não se esgota, de forma alguma, unicamente com ela.
E seria, no mínimo, imprevidente colocar todo o espectro das relações bilaterais
russo-americano na dependência direta de um único evento da vida internacional.
Qualquer
crise é um teste para todos os seus participantes. Será que haverá suficiente
sabedoria de todos os envolvidos para não "queimar pontes", não ceder
às emoções imediatistas, enxergar as perspectivas de longo prazo por trás das
vitórias e derrotas táticas? Gostaria muito de acreditar que a Rússia e os EUA
vão passar por este teste com perdas mínimas, tanto para si, quanto para o
resto do mundo.
Fonte:
Gazeta |Russa
Agricultura – Brasil
Brasil pode ter “maior expansão agrícola do mundo sem desmatar”
“Nossas análises mostram que o Brasil já possui áreas
agrícolas e pecuárias suficientes para absorver a maior expansão de produção
agrícola do mundo nas próximas três décadas, sem precisar desmatar um hectare
adicional de áreas naturais.”
A
afirmação é do professor Bernardo Strassburg, que coordenou um estudo sobre o
assunto pelo Instituto Internacional para a Sustentabilidade (IIS), em parceria
com a Embrapa e o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe).
De acordo com a pesquisa, publicada na revista Global Environmental
Change, o segredo é aumentar a produtividade agrícola das áreas de pastagem.
Para isso seria necessário ampliar a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF),
que atualmente é de apenas um terço, para a metade das áreas.
Com
isso, aumentaria em 50% a produção de carne e liberaria 32 milhões de hectares
para outros cultivos em 30 anos. Com 70% de ILPF, seriam liberados outros 36
milhões de hectares.
![]() |
| Boi Verde - Criado Sem Ração |
“O aumento da produtividade da pecuária no Brasil irá exigir
esforços significativos, incluindo um planejamento territorial integrado,
oferta de linhas de crédito compatíveis com a pecuária, de preferência com
assistência técnica integrada. Estes podem ser caracterizados como um grande
desafio”, afirma Agnieszka Latawiec, diretora de pesquisas do IIS.
Judson Valentim, pesquisador da Embrapa Acre, tem posição
semelhante: “Por serem bem adaptadas às diferentes condições de clima e solo,
além de mais produtivas e de melhor qualidade, estas pastagens proporcionaram
renda adicional de R$ 8,9 bilhões aos produtores em 2013.
Esses
sistemas de produção sustentáveis conciliam aumento da produção e a melhoria da
renda e do bem-estar dos produtores com a conservação dos recursos naturais”.
Fonte:
Agrolink – Texto revisto
China opõe-se às criticas norte-americanas à política do país para os assuntos religiosos
O porta-voz da
chancelaria chinesa, Qin Gang, ressaltou hoje (30) em Beijing que o Relatório
Internacional da Liberdade Religiosa, divulgado pelo Departamento de Estado dos
EUA, distorce e ataca a política da China para os assuntos religiosos. O
governo chinês é contra a posição dos EUA.
Qin
Gang indicou que o governo da China garante a liberdade religiosa dos cidadãos
chineses com base na Lei. O lado chinês apelou aos Estados Unidos para que se
deixem de preconceitos políticos e parem de utilizar a questão religiosa para
interferir nos assuntos internos da China
Fonte:
CRI
Bancos argentinos podem comprar títulos da dívida para evitar moratória
País tem até
esta quarta-feira para conseguir acordo e evitar novo calote.
Bancos podem oferecer garantia para convencer juiz a suspender decisão.
Bancos privados
argentinos podem fazer nesta quarta-feira (30) uma oferta para comprar com
desconto os títulos da dívida da Argentina em poder dos fundos especulativos a
fim de evitar um novo calote do país, segundo a mídia argentina e agências de
notícias internacionais.
Segundo o jornal "La
Nacion", um representante da Associação de Bancos Argentinos (Adeba)
viajou para Nova York para oferecer US$ 250 milhões como garantia aos fundos
especulativos e convencer a Justiça dos EUA a suspender a decisão que força o
país a negociar com investidores que não aceitaram participar das
restruturações da dívida e exigem o pagamento integral.
![]() |
| Fonte do Grafico G1 |
Acaba nesta
quarta-feira o prazo de 30 dias para chegar a um acordo com os investidores que
não aceitaram os termos da renegociação da dívida soberana argentina, chamados
pelo governo argentino de "abutres".
Segundo a
AFP, o chefe de Gabinete, Jorge Capitanich, distanciou-se nesta quarta-feira
desta saída para o possível default, caso o país não cumpra a sentença que o
obriga a pagar US$ 1,33 bilhão de aos fundos especulativos que venceram o
litígio em Nova York.
"Quando
se negociam acordos entre (agentes) privados é uma questão que envolve somente
os agentes privados, não importa a opinião do setor público", disse
Capitanich consultado sobre essa possibilidade.
O governo
precisa deixar claro que não é parte de um acordo por esta via para evitar que
os credores da dívida reestruturada de 2005 e 2010 (93% do total) peçam a
equiparação da oferta pela cláusula Rufo presente em seus contratos e que vence
no final do ano.
Segundo as
agências, a salvação, até que a cláusula expire, poderia partir dos bancos
argentinos, que ofereceriam novos títulos para comprar toda a dívida que os
fundos ganharam na justiça. Os bancos nacionais poderiam, assim, obter um
negócio rentável e afastar os perigos que pode uma nova moratória na Argentina
pode representar para suas finanças.
Em troca,
os fundos apoiariam que o juiz de Nova York Thomas Griesa restabeleça uma
medida cautelar para que os credores da dívida argentina reestruturada cobrem
até o final do ano seus vencimentos. O governo argentino solicitou ao juiz que
a cautelar voltasse a vigorar, mas não obteve êxito.
Busca
de acordo de última hora
O ministro da Economia,
Axel Kicillof, viajou para Nova York e reuniu-se na terça-feira (29) com o
mediador judicial designado por Griesa e pelos litigantes. Após quatro
encontros, as negociações continuarão nesta quarta-feira, na busca de um acordo
de última hora.
O mediador judicial Dan
Pollack divulgou um comunicado afirmando que as duas partes conversaram frente
a frente pela primeira vez e que "houve uma troca franca de pontos de
vista e de preocupações", mas que "os temas em disputa continuam sem
solução".
No dia 26 de junho, a
Argentina depositou pagamentos no valor de US$ 539 milhões aos credores da
dívida reestruturada, mas o juiz Griesa bloqueou o dinheiro depositado em Nova
York, o que pode provocar a moratória nas próximas 24 horas.
Fonte: AFP
Após sanções europeias, Rússia decreta embargo a frutas e
legumes da Polônia
Um dia depois de ser objeto de novas sanções da União
Europeia e dos Estados Unidos por seu papel na crise ucraniana, a Rússia
declarou nesta quarta-feira (30) embargo às importações de frutas e legumes da
Polônia. Na segunda-feira, Moscou havia alertado que tomaria a decisão de
proibir as importações pela presença de "um inseto perigoso" nas
plantações polonesas e "o desrespeito persistente de normas sanitárias".
Americanos e europeus
adotaram ontem novas sanções contra a Rússia, que atingem setores-chave da
economia, como bancos, companhias de petróleo e a indústria de armas. O
presidente americano, Barack Obama, disse que o recrudescimento das sanções é o
" caminho para a paz". Como já ocorreu no passado, a Rússia utiliza a
arma da retaliação comercial para fazer pressão diplomática sobre os vizinhos
europeus.
A
Austrália, aliada dos ocidentais, declarou hoje que a prioridade atual é ter
acesso aos destroços do avião da Malaysia Airlines abatido por um míssil no
leste da Ucrânia, no dia 17 de julho, e não endurecer as sanções contra a
Rússia e os separatistas. Pelo quinto dia consecutivo, uma equipe de
investigadores holandeses e australianos desistiu de visitar o local do acidente
devido aos combates intensos entre soldados e separatistas.
Exército ucraniano
registra novas vitórias
As
forças ucranianas fecham o cerco aos separatistas de Donetsk, um dos principais
bastiões da insurreição pró-russa. O Exército retomou hoje dos rebeldes a
cidade de Avdiivka, a dez quilômetros de Donetsk, e lançou combates contra os
insurgentes em Ilovaisk, um pouco mais distante, a vinte quilômetros.
O
Estado-Maior ucraniano afirma ter sofrido ontem à noite vários ataques lançados
da Rússia. Nesta manhã, uma coluna de sete tanques russos atravessou a
fronteira, mas nenhum soldado ucraniano foi atingido.
O
Exército ucraniano tem acumulado vitórias nas batalhas contra os pró-russos
desde o início de julho, quando recuperou o controle de Slaviansk. As forças de
Kiev avançam na direção dos dois últimos redutos insurgentes, Donetsk e
Lugansk. Os combates em Lugansk mataram um civil nas últimas 24 horas.
Putin
ameaça retaliar às novas sanções da União Europeia
A União Europeia adotou ontem, terça-feira (29), novas
sanções contra a Rússia pelo envolvimento na crise ucraniana. Os Estados Unidos
também endossam essa atitude. A ameaça já provocou reação do presidente russo,
Vladimir Putin, que também promete retaliar economicamente.
Com as medidas,
os europeus querem atingir os setores mais importantes para economia russa,
como o acesso aos mercados financeiros, vendas de armas e tecnologias sensíveis
para o setor energético da Rússia.
As
novas sanções, mais duras que as precedentes, foram decididas na segunda-feira
à noite pelos principais líderes europeus e o presidente dos EUA, Barack Obama.
Em um comunicado oficial distribuído pela Presidência francesa, eles
“lamentaram que a Rússia não tenha pressionado os separatistas para fazê-los
negociar nem tenha tomado medidas concretas para assegurar o controle da
fronteira entre a Rússia e a Ucrânia”.
Pessoas
próximas de Putin, como Alexandre Bortnikov (chefe do FSB, serviço de
inteligência russo), o ex-premiê Mikhaïl Fradkov e o presidente da Chechênia,
Ramzan Kadyrov, também estão no alvo dos europeus. Eles podem ter ativos
bancários congelados e a entrada proibida nos países da UE.
O
Japão, que integra o G7, também anunciou sanções suplementares contra a Rússia,
provocando uma forte reação de Moscou.
Resposta de Putin
O
presidente russo, Vladimir Putin, não esperou a lista de novas sanções que está
sendo preparada esta manhã pelos embaixadores da União Europeia, em Bruxelas,
para agir. Em resposta às novas sanções, Putin pediu aos responsáveis militares
russos para limitar as importações de material bélico. O líder russo quer que o
país seja autossuficiente e interrompa sua grande dependência no setor de
parceiros estrangeiros que, segundo ele, são pouco confiáveis.
Na
lista de retaliações possíveis, a Rússia também ameaçou limitar as importações
de frutas da União Europeia e de frangos dos Estados Unidos. Oficialmente, as
importações seriam proibidas por problemas fitossanitários.
Observadores
Nesta
manhã, observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa
visitam a região russa de Rostov, na fronteira com a Ucrânia, suspeita de ser o
ponto de passagem das armas fornecidas por Moscou aos separatistas pró-russos.
Fonte:
RFI – Texto revisto

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