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15 de jul. de 2014

Banco do BRICS - Mercado Aberto Fechamento - Política no BRICS - Finanças - Brasil, Relações Exteriores - Israel, País Racista - Agronegócio - BRICS Cria Banco de Desenvolvimento


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Banco do BRICS pode ser veículo para ampliar influência da China no mundo



Analistas ouvidos pela BBC Brasil acreditam que a criação de um banco de desenvolvimento pelo BRICS (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e de um fundo de socorro para países com problemas de liquidez financeira podem ser um veículo para expansão da influência chinesa no mundo.
Essas duas iniciativas serão anunciadas durante a reunião de cúpula do BRICS que começou nesta terça-feira em Fortaleza. O banco deve contar com um capital inicial de U$ 50 bilhões, US$ 10 bilhões vindos de cada país membro. Por outro lado, a China, detentora da maior reserva cambial do mundo, seria o principal financiador do fundo de socorro, contribuindo com U$ 41 bilhões do total de U$ 100 bilhões previstos.
"A influência vai ser muito forte. A China vai contribuir com mais dinheiro que os outros países. Ainda há a questão do yuanque pode ser adotado como moeda oficial (das instituições)", afirma Michael Wong, professor de finanças da City University of Hong Kong.



Yuan Nova Moeda Pela Nova Ordem Econômica
Para Lok-sang Hon, membro do conselho executivo da Associação Econômica de Hong Kong e pesquisador da Lingnan University, a China "quer contribuir significativamente para esse projeto, cuja importância não é apenas econômica. Financeiramente está em uma posição melhor".

Anti-dólar
Na última semana, o vice-ministro chinês das Relações Exteriores, Li Baodong, afirmou que o "momento é propício" para a criação do novo banco, que será um "marco no atual sistema monetário internacional, dominado pelos Estados Unidos e pela Europa".


MOEDA INFLACIONÁRIA, SEM LASTRO e DECADENTE
Trata-se de uma referência ao fato de que o banco poderia ser uma alternativa ao Banco Mundial, uma organização tradicionalmente dirigida por um representante americano, enquanto que o Fundo Monetário Internacional (FMI) tradicionalmente é controlado por um representante europeu.
O presidente do Banco Mundial, o sul-coreano-americano Jim Yong Kim, também se mostrou favorável a iniciativa de criação do banco do BRICS, que não considera como uma "ameaça", mas como um aliado na "batalha contra a pobreza" e no "estímulo ao crescimento".
"O tamanho do investimento não é tão grande comparado com investimentos feitos na China. Mas esse é apenas o capital inicial. O banco vai atrair outros depósitos e crescer dez vezes ou vinte vezes, tornando-se forte e constituindo-se em uma saída para a China e para outras economias", prevê Wong. No futuro, outras nações como México, Turquia, Nigéria e Indonésia também poderão se tornar parceiras do projeto.



Shangai - Cidade sede do Banco
A China é o maior credor dos Estados Unidos e o governo chinês já demonstrou interesse em diversificar as aplicações de suas reservas, diluindo a concentração atual em títulos americanos, considerada por Pequim excessiva, o que torna o país mais vulnerável a oscilações na economia americana.
"Na perspectiva chinesa, esse será um importante passo para transformar o yuan em moeda institucional. A China tem forte interesse em diversificar riscos, investimentos estrangeiros e a moeda em que são realizados. Ela é o maior credor dos Estados Unidos, mas quando há tensão entre os dois países, isso afeta Pequim".

Para Wong, uma das maneiras de diversificar os investimentos seria contribuir com o FMI, o Banco de Desenvolvimento da Ásia (ADB) ou o Banco Mundial, mas essas organizações sofrem grande influência americana. Enquanto outro rival, o Japão, exerce grande pressão sobre o banco asiático.


Acordo rublo-yuan


O novo banco deverá apoiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento nos países membros e em outras economias emergentes. "Isso quer dizer que eles não precisam mais do apoio dos Estados Unidos e da Europa".
Diante do bloqueio das reformas do FMI, a nova organização aparece como uma resposta à demanda do BRICS, que somam um quinto do PIB global e 40% da população mundial, de representatividade dentro do cenário financeiro.
A nova instituição deve estar operacional até 2016. As transações vão ocorrer através da permuta de divisas entre os bancos centrais do BRICS. O mecanismo pode reagir rapidamente a saída de capitais e pretende facilitar o comércio, ignorando o dólar.
De acordo com Lok-sang Hon, os interesses comuns entre Rússia e China e o peso dessas duas economias vão impulsionar o projeto. Um acordo paralelo rublo-yuan vem sendo discutido nas últimas semanas pelo Banco Popular da China e o Kremlin.
Fonte: BBC Brasil
Texto revisto por Narcisi Primus .:.




Bovespa opera com leve queda nesta terça-feira


SÃO PAULO - Por volta das 10h53, o Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, operava com queda de 0,08%, a 55.701 pontos

Pregão da Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo, BM&F Bovespa, tem operação estável no início dos negócios nesta terça-feira (15). Acionistas esperam por possíveis anúncios da presidente do Banco Central americano (FED) e da divulgação da pesquisa eleitoral Sensus, que deve ser mostrada ainda hoje.
Por volta das 10h53, o Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, operava com queda de 0,08%, a 55.701 pontos. O indicador era puxado para cima, principalmente, por ações da Petrobras e Vale.
Além da pesquisa e dos anúncios do FED, a pauta na bolsa ainda é a situação entre a Portugal Telecom e o grupo Espírito Santo, que podem afetar os termos da fusão da empresa de telecomunicações europeia com a brasileira Oi.
Na última segunda-feira (14), a Bovespa fechou com avanço de 1,75%, aos 55.743 pontos. Foi o maior nível desde outubro do ano passado. As ações da Petrobras e da Eletrobras foram a principal alavanca da bolsa brasileira, pois valorizaram mais mais de 4%.

 Fonte: DCI


Bolsa de Valores de São Paulo

Fechamento às 17h30

Índice Ibovespa:




Futuro*15/07/2014

Oscilação
Preço
IBOVESPA
0,3912%
56460

DÓLAR
0,3376%
2229

FRC
-22,8571%
0,27

DI1
0,1754%
11,42

CAFÉ
-0,1290%
193,55
A
BOI
0,2415%
120,39

ETANOL
0,0000%
1165

MILHO
-0,3008%
23,2
A
SOJA
-2,6846%
29

S&P 500
-0,1648%
1968,25

OC1
ND
ND



US$ em R$ por 1,000.00

Café em US$ por saca de 60 quilos

Boi  em R$ por arroba (15 quilos); boi em pé

Etanol em R$ por metro cúbicoMilho em R$ por saca de 60 quilos

Soja em US$ por saca de 60 quilos


OURO em R$ por grama:

A Vista 15/07/2014


Oscilação
Preço
OURO
-0,5924%
92,3

Fonte: BMF Bovespa


Xi Jinping conversa com Obama por telefone



O presidente chinês, Xi Jinping manteve uma conversa telefônica com o homólogo norte-americano Barack Obama, desde Fortaleza, Brasil.


Xi Jinping assinalou que no último março os dois líderes tiveram um encontro frutífero em Haia, Holanda, e concordaram por unanimidade em continuar a promover a construção de uma nova parceria entre potências. 




Sr. Xi Jinping - Líder Chinês
Ultimamente, ambos os lados têm mantido uma comunicação próxima e promovido a 6ª rodada do Diálogo Estratégico e Econômico China-EUA e a 5ª rodada de Negociação de Alto Nível da Cultura e Ser Humano, que injetou nova força motriz nas relações sino-norte-americanas. Numa carta enviada para esse Diálogo e Negociação, Barack Obama reitera que os EUA aplaudem uma China estável, pacífica e próspera, além de se dedicar à construção da nova parceria entre potências. Sobre isso, o presidente chinês expressou seu elogio.
O presidente chinês reiterou que a China tem tratado as relações com os EUA de um ponto de vista estratégico e com vista a longo prazo. Além disso, junto com a parte norte-americana, a China quer contribuir com seu incansável esforço para a nova parceria entre as duas potências.
Na próxima fase, os dois países devem caminhar na mesma direção, promover a negociação do acordo bilateral de investimento, intensificar a coordenação e cooperação nas importantes questões internacionais e regionais, inclusive o tratamento das mudanças climáticas, resolver as divergências de modo construtivo e com respeito mútuo, para garantir o desenvolvimento positivo das relações bilaterais.
Na ocasião, Obama lembrou que a 6ª rodada do Diálogo Estratégico e Econômico China-EUA e 5ª rodada de Negociação de Alto Nível da Cultura e Ser Humano tiveram frutíferos resultados e sucesso, que aprovou as dedicações dos EUA e da China na construção de um futuro positivo, seguro e próspero.
O presidente norte-americano disse ainda que ele aprecia a sugestão do presidente chinês Xi Jinping sobre o estabelecimento da nova parceria entre potências. Obama também reiterou a posição norte-americana de intensificar a cooperação pragmática e controlar as divergências com a China, para que a cooperação seja o tema principal das relações bilaterais.
Tradução: Xia Ren
Fonte: CRI



Bovespa inicia operação semanal em alta

SÃO PAULO - Às 10h27, horário de Brasília, o Ibovespa subia 1,14%, registrando 55.409 pontos



Colagem Oficina da Casa - Pregão Bovespa- Divulgação
SÃO PAULO - O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo, a BM&F Bovespa, registrava um avanço de pouco mais de 1% na manhã desta segunda-feira (14). A bolsa paulista era influenciada, principalmente, pela alta de ações importantes como as de bancos e da Petrobras, que valorizam mais de 2% até o momento.
O mercado brasileiro está com os olhos voltados para a divulgação de novas pesquisas eleitorais, que devem ser anunciadas por Ibope e Datafolha ainda nesta semana, assim como a decisão do Copom que sai na próxima quarta-feira (16).
Às 10h27, horário de Brasília, o Ibovespa subia 1,14%, registrando 55.409 pontos.
Na última sexta-feira (11), em pregão com baixo volume de negócios, a bolsa brasileira fechou em alta, influenciada, principalmente, pelo otimismo no exterior com a situação financeira do maior banco listado de Portugal, o Espírito Santo.
Na última sessão, impulsionado por Petrobras e Oi, o Ibovespa subiu 0,35%, fechando com 54.785 pontos. Fonte: DCI 


Alerta da FED sobre “avaliações esticadas” 

castiga papéis de Empresas das redes sociais 

no Pregão


O alerta da Reserva Federal dos EUA quanto às avaliações apresentadas por algumas redes sociais, mas também de empresas de biotecnologia, está a castigar as ações.Twitter e Facebook perdem mais de 1%



Colagem: Oficina da Casa - Divulgação
              A Reserva Federal (FED) dos EUA está preocupada com as avaliações apresentadas por algumas cotadas, nomeadamente as de sectores como a biotecnologia mas também o das redes sociais. O alerta foi dado num relatório divulgado esta terça-feira, 15 de Julho, que está a assustar os investidores, afastando-os dos títulos.

"As avaliações em alguns sectores parecem estar substancialmente esticadas, particularmente os de empresas de redes sociais e de biotecnologia mais pequenas, isto apesar da queda acentuada no valor dessas cotadas no arranque do ano", diz o relatório da FED citado pela Bloomberg.
            Este alerta teve impacto imediato nas cotaçõesTwitter e Facebook estão a perder mais de 1%. O ETF Glogal X Media, que tem exposição a várias redes sociais cotadas, segue a cair 1,4%, já o índice Nasdaq Biotech apresenta uma desvalorização de 1,5%, registando assim a maior queda diária no espaço de uma semana.
            "Os investidores assustaram-se com o alerta", diz Paul Zemsky, responsável pela estratégia de investimento da Voya Investments. "Estamos numa era em que a FED utiliza novas formas para prevenirem bolhas", nota. "E exprime as suas preocupações quando os mercados se afasta dos fundamentais", conclui, em declarações à Bloomberg.
Fonte: Google - JN - Bloomberg




Europa resiste à política russofóbica dos EUA


Na Europa está a desdobrar-se uma batalha em torno da candidatura do novo representante da União Europeia para as Relações Exteriores. Alguns especialistas acreditam que trata-se da relutância dos EUA em ver políticos independentes em Bruxelas que tomem decisões racionais de acordo com a situação atual

Colagem: A Voz da Rússia - Divulgação
A candidatura do sucessor de Catherine Ashton, que ocupa o cargo de chefe da diplomacia europeia desde 2009, deve ser anunciada esta semana com base nos resultados da cúpula da União Europeia.

No entanto, vários países da UE estão tentando impedir a nomeação esperada para este cargo da ministra das Relações Exteriores da Itália, Federica Mogherini. A campanha contra a italiana está sendo conduzida pela Letônia, Lituânia, Estônia e Polônia. Eles acreditam que ela não tem uma posição suficientemente dura para com a Rússia.
Talvez, em lugar de Federica Mogherini, a pasta vá para a búlgara Kristalina Georgieva, ou possivelmente para outra figura. No atual período histórico, as personalidades específicas não são tão importantes.
O essencial é que a Europa seja dirigida por “ratos cinzentos” – funcionários que não têm sua própria opinião e só ouvem os gritos de Washington. E isso apesar de a atitude amigável de Federica Mogherini para com a Rússia se justificar pelos interesses nacionais italianos.
Os norte-americanos estão forçando a Europa a aprofundar o confronto com a Rússia. E no caminho da “guerra fria” não há lugar para quaisquer reflexões. Numa atmosfera de mobilização ideológica opiniões independentes ou até apenas bom senso são considerados sabotagem ou no mínimo uma tentativa de fuga. Como se costuma dizer: “quem não está conosco está contra nós”.
Mesmo assim, nem todas as figuras são fáceis de retirar do jogo político europeu. Estamos falando da chanceler alemã Ângela Merkel, que está mais frequentemente e mais insistentemente apelando a parar a pressão sobre Moscou em relação à crise ucraniana.
As esperanças de renascimento de um curso independente da Alemanha como líder europeu estão crescendo. Parece também otimista a disposição de nove países da União Europeia – Alemanha, França, Luxemburgo, Áustria, Bulgária, Grécia, Chipre, Eslovênia e Itália, que está na presidência da União Europeia, – de bloquear as tentativas de introduzir sanções econômicas contra a Rússia.
Digam o que disserem, os norte-americanos não conseguem montar uma frente antirrussa unida até mesmo de seus aliados mais próximos, acredita o analista político Vladimir Kozin:
“Os políticos da União Europeia estão começando a se perguntar por que, para que, por que razão introduzir quaisquer sanções contra a Rússia? Porque até agora ninguém em Washington lhes explicou claramente por que é necessário impor sanções”.
O medo de que as sanções antirrussas possam atingir a economia europeia, que se está recuperando lentamente, não é a única razão para a posição reservada das principais capitais europeias.
Tentando impor sanções econômicas contra a Rússia, os norte-americanos procuram reforçar a sua posição comercial na União Europeia, com a qual estão atualmente a negociar o livre comércio.
Se as restrições forem introduzidas, os europeus se virão obrigados a ampliar o comércio com os Estados Unidos, mesmo nas categorias de produtos que lhes são menos rentáveis.
Assim, é vantajoso para Washington reduzir o volume de comércio entre a União Europeia e a Rússia, não só para enfraquecer a economia russa, mas também para reduzir o nível de competitividade dos fabricantes europeus no mercado mundial.
Resumindo, os norte-americanos mais uma vez colocaram seus parceiros europeus numa posição humilhante (só aqueles que ainda têm alguma autoestima, claro).
Muitos líderes da Europa continental estão bastante cientes disso e não estão dispostos a sacrificar a soberania de seus países e a sua reputação política pessoal em nome de fins duvidosos.
Fonte: A Voz da Rússia
Texto revisto por Narcisi Primus  .:.




Mercado: 14h45, hora de Brasília




55.850,74
+106,76
+0,19%


9.396,84
+17,52
+0,19%


1.967,15
-3,85
-0,20%


16.978,50
+0,50
+0,00%


3.913,40
-16,06
-0,41%


9.731,80
-59,20
-0,60%


80,44
+0,23
+0,28%


Yellen defende que FED seja expansionista mesmo após recuperação, segundo artigo




Yellen, que assumiu o comando do FED em fevereiro, deve fazer um depoimento sobre a política monetária perante comitês do Congresso nestas terça e quarta-feira. 



Washington - O Federal Reserve ainda precisará conduzir a política monetária de forma "excepcionalmente expansionista" mesmo após a economia norte-americana voltar "aonde queremos que ela esteja", disse a chair do banco central dos EUA, Janet Yellen, segundo artigo publicado na revista New Yorker.
Na edição de 21 de julho da revista, que entrevistou Yellen três vezes nos últimos meses, ela diz que a economia ainda enfrenta turbulências.

Sra. Janet Yellen - Presidente do FED
"Portanto, mesmo quando as turbulências diminuírem ao ponto em que a economia finalmente estiver de volta aos eixos e aonde queremos que esteja, ainda será necessária uma política monetária excepcionalmente expansionista", de acordo com o artigo, que reitera o papel de Yellen como servidora pública.
"Venho de uma corrente intelectual onde a política pública é importante, onde pode fazer uma contribuição positiva. É nossa obrigação social fazer isso", disse ela, segundo a versão online do artigo. "Podemos ajudar a tornar o mundo um lugar melhor".
Yellen, que assumiu o comando do FED em fevereiro, deve fazer um depoimento sobre a política monetária perante comitês do Congresso nestas terça e quarta-feira. Ela tem reiterado há muito os persistentes danos que a recessão causou no mercado de trabalho e deve fazer isso novamente nesta semana.
Ainda assim, a rápida queda da taxa de desemprego e a inflação mais firme estão pressionando o banco central a preparar o terreno para um eventual aumento das taxas de juros, provavelmente no ano que vem.
Fonte e foto Reuters
Texto revisto por Narcisi Primus .:.


 Embaixadora: Estrangeiros "esperavam um 

país selvagem"



O país recebeu bem os turistas e a imprensa internacional viu isso
 

A embaixadora Vera Cíntia Álvarez, ministra da Coordenação Geral de Intercâmbio e Cooperação Esportiva do Itamaraty, foi considerada um dos trunfos do Ministério das Relações Exteriores na recepção recorde de chefes de estado - mais de 30 - durante a Copa.



Sra., Embaixadora Vera Cíntia - Brasil
"Independentemente das críticas que surgiram, e que também vão surgir com os Jogos Olímpicos de 2016, o país sai ganhando. Aumentamos o PIB, desde o pipoqueiro da esquina à rede hoteleira", diz ela.

Que balanço faz da Copa?
O país recebeu bem os turistas e a imprensa internacional viu isso. Eu mesma recebi três ingleses em casa, amigos da minha filha, e eles ficaram encantados. O evento deu certo. Todos os jogos foram bem organizados, conseguimos entregar os estádios e aeroportos. Muita gente criticou o slogan 'a Copa das Copas', mas é isso que se tornou. Foi uma das melhores, senão a melhor Copa dos últimos tempos. Como diplomata, essa foi a nossa função: agradar do príncipe Harry ao humilde torcedor.

A imagem do país melhorou?
Houve, sim, um upgrade da imagem no ponto de vista exterior. As pessoas esperavam um país selvagem, com gente matando pelas ruas, mas encontraram um povo muito caloroso nas festas, bares, com tudo funcionando. Brasília está sendo elogiada pela limpeza.

O que ouviu dos chefes de estado?
Todos foram unânimes em agradecer o privilégio de terem estado aqui. Os estádios estão num nível de excelência muito grande, o público estava perto do campo e você sabia exatamente seu lugar, como numa ópera. Ouvi críticas quanto ao despreparo para a venda de alimentos, mas superamos.

Algum benefício extra?
Assisti ao jogo da Nigéria contra França em Brasília e encontrei a ministra do esporte francesa, que demonstrou interesse em aprender conosco a produzir mega eventos. Já assinamos o acordo.
Fonte: Luzilândia
Texto revisto por Narcisi Primus .:.




Ultranacionalismo e racismo avançam em Israel


Há anos o centro político em Israel move-se para a direita, enquanto forças pacifistas de esquerda perdem influência

Jerusalém nestes dias: manifestantes se reuniram no centro da cidade, perto da antiga fronteira entre as regiões Leste e Oeste. Eles carregaram bandeiras de Israel e cartazes, gritaram “Morte aos árabes!”, pararam taxistas para ver se são judeus ou palestinos. Em Jerusalém, há muitos taxistas palestinos da parte oriental, ocupada por Israel.



Divulgação
Há uma atmosfera de linchamento. “Um judeu é uma alma; um árabe, um filho da puta”, diz um dos jovens, e um outro grita “dá neles!”.
A razão do alvoroço é a morte de três alunos de um colégio religioso judeu, que foram sequestrados e assassinados na Cisjordânia. Seus corpos foram achados naquela região no final de junho, enterrados sob uma pilha de pedras, perto de Hebron. Em Israel, a suspeita é que os assassinos tenham ligações com o Hamas.
- Um abismo profundo e largo nos separa de nossos inimigos. Eles santificam a morte; nós, a vida. Eles santificam a crueldade; nós, a misericórdia. Este é o segredo e a base da nossa unidade – afirmou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante o enterro dos três jovens.

Visão de mundo racista


Um dia depois, Mohammed Abu Khder, um jovem palestino de Jerusalém Oriental, de 16 anos, foi sequestrado, torturado e brutalmente assassinado. Os extremistas que assumiram a autoria da morte pertencem à extrema-direita religiosa de Israel. Seus professores e educadores são rabinos que pregam uma visão de mundo racista.
Estes apoiam o movimento de ocupação e reclamam para si toda a terra entre o Mar Mediterrâneo e o rio Jordão. Os palestinos não têm lugar em sua visão de mundo.
Um desses rabinos é Dov Lior, uma dos principais do movimento de ocupação. Ele já foi processado por declarações racistas. Lior também foi mestre espiritual de Yigal Amir, o assassino do primeiro-ministro Itzak Rabin.
Ele resume seus ensinamentos em poucas frases: “Todos aqueles que acreditam na Torá sabem que esta terra foi prometida somente a este povo. Não há espaço para outra entidade nacional neste lugar. Nunca existiu neste território um Estado de um outro povo. Ele pertence unicamente ao povo judeu.”
Já o rabino David Batzri tem muitos seguidores, especialmente entre judeus orientais. Ele também já foi processado por comentários racistas, tendo sido até mesmo condenado. Batzri lutou em Jerusalém contra a criação de uma escola judaica e palestina. Ele argumenta que “judeus são puros, e os árabes, impuros. Por isso, não devem se misturar”.
O rabino Shlomo Aviner, que pede a pena de morte para terroristas palestinos, é também muito conhecido e popular entre a direita de Israel. Em 2010, ele publicou um apelo para que ninguém alugasse apartamentos para árabes. O texto foi assinado por mais de 50 rabinos. Aviner é rabino do assentamento de Bet El, na Cisjordânia ocupada, e é pago pelo Estado.
Assim como o ex rabino militar Avichai Rontzki, que cuidou dos soldados durante a guerra de Gaza, no inverno de 2008 e 2009. Naquela época, ele os instruiu a não ter piedade com os palestinos. Ele defendia que até mesmo civis deveriam ser mortos, se fosse para salvar a vida de um judeu.
Sem justificativa 
Do ponto de vista de Rachel Elior, essas são afirmações perigosas, que devem ser proibidas. Ela é professora da Universidade Hebraica de Jerusalém e especialista em judaismo. “Há, entre nós, círculos que querem negar o fato de que os palestinos são pessoas assim como nós”, disse ela em entrevista de rádio.
“Muitos, infelizmente, pensam que somos um povo sagrado, e que os não judeus podem ser definidos como impuros e dignos de morrer.”
- Os rabinos se baseiam em textos judaicos antigos e tradicionais – observa Elior. “Mas isso não legitima o racismo que eles propagam”. Ela lembrou que o povo judeu tem mais de três mil anos de história, e que sua memória coletiva é influenciada por textos que, em parte, surgiram em épocas em que os judeus viviam como uma minoria perseguida, em meio a outros povos.
“Muitas fontes escritas têm três mil anos de existência”, ressalta Elior. “Claro que há nelas muitas crenças que não são mais aceitáveis. Assim como hoje não há mais escravos, embora haja leis religiosas que o permitam, não se deve permitir declarações racistas que se baseiam nessas fontes”, argumenta a especialista.

Clube de futebol


Mas não apenas nos círculos religiosos as ideias radicais de direita são encontradas. O clube de futebol Beitar Jerusalem é um ponto de encontro extremistas de direita e racistas, que não fazem segredo de suas opiniões anti-islâmicas. Isso ficou claro quando o clube contratou, no ano passado, dois jogadores muçulmanos vindos da Chechênia. Integrantes da torcida organizada ultranacionalista La Família vaiaram os jogadores.
Quando o seu grito de guerra “morte aos árabes” é ouvido no estádio, ninguém reagiu. Os supostos assassinos do jovem Mohammed Abu Khder também pertenceriam a essa torcida.

 

Racismo no Parlamento 

Comentários racistas e de extrema direita também fazem parte do cotidiano do Parlamento israelense, o Knesset. A deputada Miri Regev, de 49 anos, pertencente ao Likud, diz abertamente ser adepta do fascismo. Sua marca registrada é tentar humilhar com gritos pessoas que têm uma opinião diferente da dela. Ex-porta-voz do Exército, ela quer excluir do Knesset os partidos árabes, que chama de “quinta coluna”.
E ela não está sozinha. Seu companheiro de partido Danny Danon chamou os deputados árabes de “terroristas mascarados”, e outro colega de partido, Ofir Akunis, declarou que a Cisjordânia deve pertencer somente ao povo judeu e que os palestinos não têm direito algum àquele lugar.
A deputada Ayelet Shaked, do partido Ha Bayit Hajehudi, que significa casa judaica, não fica atrás de seus colegas no Likud.
Recentemente, ela escreveu em sua página no Facebook que Israel não está travando uma guerra contra terroristas, mas uma guerra contra o povo palestino. Segundo ela, os palestinos devem ser considerados, na sua totalidade, como “um inimigo cujo sangue deve ser derramado”.
Tais pontos de vista há muito tempo não são ditos pela minoria em Israel e se tornaram aceitáveis socialmente. A margem direita de Israel avançou para o meio do Knesset e para o centro da sociedade.

Fonte: DW Germânia

Texto revisto por Narcisi Primus .:. 


Comercialização de soja atinge 82% da safra 2013/14


SÃO PAULO - O ritmo de comercialização de soja no Brasil cresceu nas últimas semanas, mas ainda está abaixo do patamar das últimas duas safras, disse nesta segunda-feira a consultoria Safras & Mercado.
Até o dia 11 de julho, o volume negociado chega a 82 por cento da safra brasileira 2013/14, ou cerca de 71,1 milhões de toneladas.
No mesmo estágio da temporada 2012/13, a comercialização atingia 84 por cento, e em 2011/12 o índice era de 95 por cento.

A média dos últimos cinco anos está em de 82 por cento.
O destaque fica com Goiás, que tem a comercialização mais avançada dentre os maiores Estados produtores, com índice de 93 por cento.
"Apesar do ritmo um pouco mais lento... em termos de quantidade, nunca se negociou tanto soja no mercado brasileiro como nesta temporada, tanto para uso doméstico quanto para exportação", disse o analista da Safras, Luiz Fernando Roque, em nota.
A safra atual é estimada em um recorde de 86,6 milhões de toneladas, com exportações, entre fevereiro e junho, de 31,77 milhões toneladas, destacou a consultoria.
Fontes: Agrolink – Reuters

Texto revisto por Narcisi Primus .:.



BRICS Cria Banco Para Rivalizar-se Com 


FMI e Banco Mundial



As cinco maiores potências emergentes apresentam hoje um novo banco de desenvolvimento, criado para ser uma alternativa às instituições de Bretton Woods.
O grupo dos BRICS - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - apresenta hoje um novo sistema de financiamento global que será uma alternativa credível às instituições ocidentais como o FMI ou o Banco Mundial.



Sra. Presidente Dilma (D) a receber o líder russo Sr. Vladiir Putin
Na reunião de dois dias, que começou ontem (15/07/2014) em Fortaleza, os líderes do grupo assinaram  a constituição de um Banco de Desenvolvimento destinado a financiar projetos nos países em desenvolvimento, bem como a criação de um fundo de reserva de divisas no valor de 73,4 mil milhões de euros, que poderá ser usado para combater uma crise de liquidez semelhante à que atingiu países europeus, como Portugal e a Grécia.
"As instituições financeiras criadas funcionarão de forma semelhante ao Banco Mundial e ao FMI. Estas iniciativas representam uma forte mensagem sobre a vontade dos BRICS de aprofundar e reforçar a associação económica e financeira", afirmou aos jornalistas José Alfredo Graça Lima, chefe do Departamento Económico do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Brasil.
Os analistas interpretam a iniciativa dos BRICS como uma tentativa de contrariar o domínio do Ocidente nas instituições internacionais de Bretton Woods. Mas indicam que as verbas anunciadas são insuficientes para estimular o crescimento ou a coesão dentro de um grupo tão díspar - por exemplo, não conseguiram, em 2011 e 2012, apontar um candidato comum para a liderança do FMI e do Banco Mundial.
"É difícil ver muito ímpeto para os BRICS em geral ou para estas iniciativas", diz Arvind Subramanian, ‘senior fellow' do Instituto Peterson à Bloomberg.
O especialista nota que o grupo emergente está demasiado focado nos seus próprios problemas, como a crise na Ucrânia, as eleições no Brasil ou o novo plano económico da Índia, para formarem uma frente comum na maior parte dos assuntos, incluindo as negociações para o livre comércio na OMC. "Não digo que haja um consenso, mas certamente debateremos questões ligadas à OMC", admitiu fonte oficial do governo indiano.
Fonte: Econômico
Texto revisto por Narcisi Primus .:.

BRICS: especialistas defendem novo banco 

para combater 'assimetria' econômica


Aconteceu, ontem, terça-feira (14), em Fortaleza (CE), a 6ª cúpula do BRICS. A expectativa é que sejam assinados os acordos de criação do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS e o Acordo Contingente de Reserva, importantes mecanismos para a integração entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Colagem Oficina da Casa - Divulgação
Uma das grandes polêmicas em torno da criação do Banco é o investimento, uma vez que a ideia é que seja criada uma instituição financeira conservadora e sustentável. Do capital total ( US$ 50 bilhões ), 20% será investido em dinheiro com parcelas de dois bilhões de dólares para cada um dos sócios. Assim, em um primeiro momento, o Banco emprestará capital apenas para os governos dos países do BRICS. 
Para o economista e professor da Unicamp, Pedro Rossi, a “iniciativa dos bancos marca um tipo de relação norte-sul que não existia antes. É um marco geopolítico importante. Por enquanto, se restringe mais aos países com menos capital. Ou seja, o Brasil ganharia mais em poder político com essa iniciativa.
A criação do Banco é um canal de influência do BRICS nos países em desenvolvimento. É uma grande vantagem para o futuro.  A dificuldade maior é reconhecer uma igualdade porque os países vão investir quantias diferentes nesse projeto, mas me parece que isso será solucionado. Essa equiparação também, por um lado é boa.
Por outro, pode limitar a capacidade de financiar o banco porque a China pode investir uma quantia que a África do Sul não pode”.
O professor de economia da Unicamp Antônio Carlos Macedo e Silva explica que "economistas desenvolvimentistas defendem, desde os anos 1940, a ideia de que iniciativas de integração entre países em desenvolvimento podem dar importante contribuição ao processo de desenvolvimento.
Mais recentemente, essa ideia, que inicialmente foi proposta tendo em vista o comércio, foi estendida ao âmbito das finanças. O tema foi já foi explorado em vários documentos da UNCTAD (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento)".
Antônio Carlos acredita que "os dois mecanismos [Novo Banco de Desenvolvimento e Acordo Contingente de Reserva] são uma resposta às assimetrias do sistema financeiro internacional, que dá às economias desenvolvidas um poder decisório que já não corresponde a seu peso na economia internacional e que sempre pune os países deficitários, como se o déficit sempre tivesse origem em políticas expansionistas - quando pode igualmente se dever a políticas contracionistas adotadas nos países superavitários.
O Banco de Investimento pode contribuir para acelerar o investimento em infraestrutura e o Acordo de Reservas pode ensejar a criação de mecanismos que enfrentem os desequilíbrios do balanço de pagamentos de forma mais equilibrada".
Sobre as expectativas para a economia que será definida a partir da reunião, Antônio Carlos diz: "Espero que os negociadores consigam definir formas de governança que não reproduzam as assimetrias de legitimidade duvidosa que caracterizam FMI e Banco Mundial, e que adotem normas de operação que, sem deixar de levar em consideração a existência dessas instituições, abram espaço para a adoção de políticas responsáveis e eficazes, mas voltadas para a preservação do crescimento e atentas aos custos sociais dos processos de ajustamento, portanto diferentes daquelas que marcaram a frustrante atuação do FMI na maior parte da sua história". 
Fonte: JB
Texto revisto por Narcisi Primus 




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