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11 de jul. de 2014

Agronegócio: Cotação do Soja desaba em Chicago - BRICS - Brasil Mercado - Pluviometria: Curilhas - El Niño: Efeito Planetário - Política: Oriente Médio, Crise Deteriora-se


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 BRICS protege-se da arbitrariedade dos EUA e da Europa



Divulgação
Os países do BRICS querem se proteger dos riscos políticos externos. A imprevisibilidade das decisões do FMI e do Banco Mundial incentiva os países a criarem sua própria alternativa a essas estruturas. Na próxima cúpula do BRICS, que irá decorrer no Brasil a 15 de julho, será assinado um acordo para a criação do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS e do Pool de Reservas Cambiais.


Qual é a posição da Rússia relativamente aos mecanismos de funcionamento dessas novas estruturas? Em que áreas de trabalho se vai concentrar o Conselho Empresarial dos BRICS? Serguei Katyrin, presidente da Câmara de Comércio e Indústria da Rússia e presidente do Conselho Empresarial dos BRICS, falou sobre esses temas numa entrevista exclusiva à Voz da Rússia.
– Senhor Katyrin, em que consiste a posição da Rússia relativamente aos mecanismos de funcionamento do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS e do Pool de Reservas Cambiais?
– Quanto ao Novo Banco de Desenvolvimento nós chegámos a um acordo sobre o mecanismo de distribuição das cotas. A Rússia e os outros países-participantes irão começar por contribuir com 2 bilhões de dólares cada um. Esse será o capital realizado do banco. Haverá ainda 50 bilhões de dólares de capital distribuído e 100 bilhões em capital autorizado. Esses montantes deverão ser reunidos durante aproximadamente sete anos. A direção do banco será colegial. Seu órgão colegial máximo será o conselho de administração e seu órgão executivo – a direção. O presidente do banco será eleito por um período de cinco anos.
Na realidade, o Novo Banco de Desenvolvimento não estará apenas aberto aos países do grupo BRICS, mas também aos restantes países que são membros da ONU. Mas a participação dos países do BRICS no capital do banco não poderá ser inferior a 55%. A atividade do banco se destina ao financiamento dos projetos de infraestruturas nos territórios dos BRICS.
Agora, quanto ao Pool de Reservas Cambiais. A razão principal para a sua criação são as dificuldades em prever as decisões da Reserva Federal dos EUA e do Banco Central Europeu. Assim, para apoiar a moeda de um ou de outro país em momentos difíceis de oscilações, foi decidida a criação de um pool de reservas cambiais. Esses montantes não serão transferidos para lado nenhum. Os valores acordados estarão depositados nas contas dos bancos centrais e, em caso de necessidade, esse dinheiro estará disponível para o país que necessite usá-lo.
– Quais são as áreas de trabalho do Conselho Empresarial dos BRICS que lhe parecem ter mais futuro?
– Em geral, nós nos dedicamos de forma responsável a todas as áreas de trabalho, mas podemos sublinhar algumas prioridades. Em primeiro lugar, é a promoção dos projetos bilaterais já preparados, ou em desenvolvimento, no âmbito do grupo BRICS.
Em segundo lugar, são os apoios aos projetos multilaterais. É difícil desenvolver um projeto em que estejam interessados os cinco países, mas existem áreas em que todos os membros do BRICS têm pontos em comum. Elas podem ser a economia ambiental, as energias alternativas, as biotecnologias ou as nanotecnologias. Estas são precisamente as áreas que podem reunir os esforços dos empresários e dos cientistas. Penso que nessa direção nós teremos um grande caminho a percorrer.
Claro que cada país tem suas próprias prioridades, que tenta sublinhar neste tipo de encontros, como a futura cúpula a realizar no Brasil. Os sul-africanos, por exemplo, dão grande importância à indústria mineira. É precisamente essa a área da cooperação que eles tentam desenvolver. O Brasil está interessado nos projetos conjuntos na indústria automóvel e aeronáutica.
Sem dúvida que existem temas comuns a todos. Eles são sobretudo a área financeira, os projetos de infraestrutura e o desenvolvimento da área dos serviços. Mesmo assim cada país anfitrião da cúpula adiciona algo próprio à agenda do encontro. Desta vez a cúpula será realizada no Brasil. Iremos ver até que ponto os futuros debates serão interessantes e produtivos.
Fonte: A Voz da Rússia


Estimativa de geração de renda no campo é ajustada para R$ 447,7 bilhões


A receita proveniente das lavouras representa R$ 293,6 bilhões, ou 65% do total, e a originária da pecuária corresponde a R$ 154,3 bilhões, ou 35% do total.
A receita proveniente das lavouras representa R$ 293,6 bilhões, ou 65% do total, e a originária da pecuária corresponde a R$ 154,3 bilhões, ou 35% do total. O VBP das lavouras deve crescer 3,7% na comparação com o ano passado, e a estimativa para a pecuária representa alta de 1,1%.
Nas plantações, os principais responsáveis pelo aumento na projeção ante 2013 são mamona (190,5%) algodão (66,5%), laranja (26,7%), batata inglesa (25,6%), cacau (24,7%), trigo (23,5%), pimenta do reino (18%), banana (15,4%), café (13%) e maçã (11,8%).
No caso da atividade pecuária, subiu a estimativa de valor para bovinos (18,3%) e suínos (7,8%). Os valores para ovos, frango e leite caíram, respectivamente, 23,6%, 15,8% e 0,4%.
Fonte: MAPA





Agronegócio

Cotações do soja continuam queda na bolsa de 

Chicago


Pregão foi de novas perdas na véspera do relatório do USDA. Cotações chegaram a cair 13 pontos no pregão desta quinta.
Porto de Paranaguá- Paraná - Brasil
O mercado futuro da soja na bolsa de Chicago voltou a mostrar um comportamento negativo na sessão desta quinta-feira (10), fechando o pregão com perdas de até 13 pontos nos contratos mais próximos, como os de agosto, que foram negociados a US$ 12,32 o bushel. Segundo o boletim Sojenews, da Agrinvestor Intelligence, essa foi a nona sessão consecutiva de perdas.
De acordo com a consultoria, as boas condições de desenvolvimento da nova safra americana voltaram a ser um fator de pressão, combinado com as expectativas do mercado com relação ao relatório de oferta e demanda a ser divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), nesta sexta-feira (11).


Paranaguá




De acordo com a Agrinvestor Intelligence,o mercado aposta em números maiores para os estoques americanos tanto da atual como da próxima temporada, juntamente com elevação da previsão de produção da nova safra para um número recorde em torno de 103 milhões de toneladas.

Fonte: IDEST



Fechamento da semana do Índice da Bolsa de Valores de São Paulo  

IBOVESPA


IBOVESPA
0,4908%
55280

DÓLAR
-0,1343%
2231,5

FRC
20,0000%
0,24

DI1
0,0873%
11,46

CAFÉ
0,5743%
192,65
A
BOI
-0,0079%
125,9
A
ETANOL
ND
ND

MILHO
-0,3422%
23,3
A
SOJA
-0,1683%
29,66

S&P 500
0,2554%
1963

OC1
ND
ND
                      
OURO
             1,0420%
     96,0000


US$
11/07/14
Em R$ por 1000.00 dólares

CAFÉICF FUT U14
11/07/14
Em dólar por saca de 60 quilos
BOIBGI FUT V14
11/07/14
Em R$ por arroba (15 quilos)
ETANOLETH FUT Q14
10/07/14
Em R$ por metro cúbico – M³
MILHOCCM FUT U14
11/07/14
Em R$ por saca de 60 quilos
SOJASFI FUT Q14
11/07/14
Em US$ por saca de 60 quilos



OUROOZ1 DIS 0000
11/07/14
Cotação em moeda local R$(Real) o grama.
Fonte: BMFBovespa


Extensão do asilo de Snowden na Rússia será aprovada


Divulgação
A Rússia provavelmente vai aprovar a extensão ao asilo para o ex-técnico da CIA, Edward Snowden. Segundo um funcionário do serviço de migração russa, a decisão deve sair na próxima semana.
Na última quarta-feira, Snowden pediu às autoridades russas para postergar sua estada no país, já que a sua autorização termina no dia 31 de julho.
"Eu não vejo nenhum problema de renovar o asilo temporário. Suas circunstâncias não mudaram e sua vida ainda está em perigo. Fonte: Dow Jones Newswires. 






NSA e o FBI espionaram cidadãos por causa 


de raças e religiões



Glenn Greenwald acaba de revelar o que ele descreveu no mês passado como o “o arquivo mais importante” entre os documentos vazados por Edward Snowden.

Edward Snowden - Ex-NSA - Exilado na Rússia
De acordo com o site The Intercept, a NSA e o FBI vem espionando cidadãos mulçumanos, incluindo advogados, acadêmicos, ativistas de direitos humanos e candidatos políticos, tudo isso possivelmente sem mandados, sob o uso da Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira.
O novo documento marca a primeira vez que cidadãos dos EUA têm provas que foram alvo de vigilância doméstica e poderiam eventualmente processar o governo.

Central NSA - Divulgação

The Intercept foi capaz de identificar cinco alvos de uma planilha da NSA que lista milhares de suspeitos. Os alvos, todos muçulmanos norte-americanos, incluem Faisal Gill, que foi assessor do Departamento de Segurança Interna do governo Bush; Agha Saeed, um ativista de direitos civis, que foi professor de ciência política na Universidade do Estado da Califórnia; Nihad Awad, diretor-executivo do Conselho de Relações Americano-Islâmicas; Asim Ghafoor, um advogado que representou clientes em casos ligados a terrorismo e Hooshang Amirahmadi, professor da Universidade de Rutgers.





A planilha lista 7.485 endereços de e-mail de indivíduos monitorados entre 2002 e 2008


Segundo o Intercept, 202 dos endereços pertencem a norte-americanos, enquanto outros 5.501 têm sua nacionalidade marcada como “desconhecido” ou tem o campo em branco.
Sob a Lei de Vigilância Estrangeira, o governo deve renovar sua autorização para espionar pessoas a cada 90 dias.
O documento vazado indica que a vigilância tinha sido aprovado para continuar após esse tempo, o que sugere que alguns dos indivíduos ​​podem ter sido monitorados de forma ilegal.
Fonte: A Folha


Norte de Israel atacado com rockets


No auge da confrontação militar com os militantes da Faixa de Gaza, o norte de Israel foi atacado com rockets. O ataque não acarretou vítimas, nem destruições. Uma representante do serviço de imprensa do exército deu esta notícia à agência RIA Novosti.

Território Israelense Atacado
A interlocutora da agência afirmou que o rocket, que caiu em um local desabitado, podia ter sido lançado do Líbano ou da Síria.
“O rocket explodiu nas proximidades do lugarejo chamado Kfar Yuval, situado entre as cidades de Kiryat Shmona e Metula, que se encontram no extremo norte de Israel, junto da fronteira com o Líbano. Uma vez que a queda se deu num local baldio, ninguém foi afetado, nenhum prejuízo foi causado”, disse a interlocutora da agência.
O rocket explodiu no norte do país no quarto dia da operação israelense na Faixa de Gaza. É daí que os palestinos reagem aos golpes aéreos e marítimos de Israel, submetendo a fogo intenso de rockets as partes sul e centro de Israel, incluindo as maiores cidades, como Tel Aviv, Jerusalém, Bersebá e Ashdod.



Rússia apresentará aviões mais modernos em 

Farnborough



A delegação russa em Farnborough (Inglaterra), um dos maiores salões aeroespaciais do mundo, apresentará as aeronaves militares mais modernos, informou esta sexta-feira a empresa estatal russa de exportação de armas, Rosoboronexport.

Caças Russos
O salão aeroespacial internacional Farnborough International Airshow 2014 será realizado de 14 a 20 de julho. A preparação da delegação russa para o evento não passa sem problemas: um número de participantes ainda não conseguiu obter vistos.
"Nós participamos tradicionalmente deste salão aeroespacial e tentamos representar aqui as últimas tendências e as amostras de exportação mais promissoras. Estão programadas apresentações de helicópteros de combate e aviões para as delegações do Oriente Médio, América Latina, Sudeste Asiático", cita o relatório a declaração do chefe da delegação da Rosoboronexport, Serguei Kornev. Fonte: A Voz da Rússia


 Ilhas Curilhas estão sob alerta de tempestade


Ilhas Curilhas - China -Divulgação
O Serviço de Hidro meteorologia de Sacalina (extremo oriente da Rússia) informa que, em vista da aproximação do tufão Neoguri, foi emitido um alerta de tempestade para as ilhas Curilhas.

“Na noite da quinta para sexta-feira o tufão atingiu as proximidades de Tóquio, enquanto que nas ilhas meridionais do arquipélago das Curilhas já começaram chuvas torrenciais. Durante a noite passada o nível de precipitações nas ilhas quase chegou à norma mensal”, diz o comunicado. Na noite da sexta-feira para sábado o tufão vai passar pelas ilhas meridionais do arquipélago das Curilhas, durante o dia vai atingir a parte central do mar Okhotskoe e no domingo irá avançar mais para o norte. Os socorristas pedem aos habitantes locais que não saiam dos seus povoados até à melhora do tempo, nem saiam para o mar. Foi também recomendado aos turistas esperar a passagem da intempérie nos povoados.

Fonte: A Voz da Rússia
Texto revisto por Narcisi Primus .:.

Países da América Latina avaliam desafios para adaptação da agricultura às mudanças climáticas


Representantes de ministérios da Agricultura e Meio Ambiente da região se reuniram para avançar com o diálogo entre mudanças climáticas e agricultura

Os setores ambiental e agrícola dos países da América Latina firmaram posição conjunta para que as políticas públicas para adaptação às mudanças climáticas tenham metas de desenvolvimento nacional, ao invés de apenas uma visão setorial. Representantes dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente do continente e de organismos que prestam cooperação técnica aos países se reuniram na sede central do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), em San Jose, na Costa Rica.
O objetivo da reunião foi identificar temas comuns e elaborar argumentos mais sólidos para a 20ª Conferência das Partes (COP20) da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UMCCD, na sigla em inglês), que será realizada em Lima, Peru, em dezembro deste ano.

O encontro foi organizado pelo IICA, o Departamento Norte-americano de Agricultura (USDA, em inglês) e a Agência Alemã de Cooperação (GIZ).

“É necessário que nossos governos desenhem uma política ambiental para que a agricultura possa enfrentar as mudanças climáticas e empreguem sistemas de alerta precoce e de seguros de colheita. Desta forma, nossos sistemas agropecuários poderão subsistir de forma sustentável”, disse a vice-ministra de Agricultura e Pecuária da Costa Rica, Gina Paniagua.

Tema não se restringe ao setor ambiental

O diretor de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente e Energia da Costa Rica, William Alpízar, afirmou que “a adaptação da agricultura pode significar um aporte transcendental para a conservação dos recursos naturais. O assunto não se restringe à questão ambiental, é um tema que diz respeito a todos”.

“É fundamental conhecer o impacto das mudanças climáticas e as atuais vulnerabilidades dos setores críticos de cada país. Além disso, devem ser realizados estudos interdisciplinares que considerem aspectos socioeconômicos, físicos e biológicos”, apontou a pesquisadora Graciela Magrín.
Ela coordena o capítulo sobre América Central e do Sul do informe Câmbio Climático 2014, impactos e vulnerabilidade, do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês).“O impacto das mudanças climáticas na agricultura é maior que em qualquer outro setor. Há muito que se compreender sobre essa relação. A COP20 é uma grande oportunidade para trabalharmos juntos e apoiar as ações dos ministérios da Agricultura e Meio Ambiente”, afirmou o subdiretor do IICA, Lloyd Day.
A inclusão da agricultura nas negociações internacionais é um mandato da UNCCD.
Um grupo de trabalho específico deve ser criado dentro da Convenção Quadro, explicou Julie Lennox, ponto focal para assuntos referentes às mudanças climáticas e chefe da Unidade de Desenvolvimento Agrícola da sede subrregional da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal).

América do Sul `Noite - Vista por Satélite
Em 2013, segundo um informe do IICA, 17 países das Américas enviaram considerações a favor da criação de um grupo focado na agricultura para a UNCCD.

Com base nestes argumentos, foi firmado um acordo para a exploração de quatro áreas de trabalho: sistemas de alerta precoce e medidas de contingência em eventos extremos, análises de risco para cenários de mudanças climáticas, medidas de adaptação e práticas e tecnologias para produtividade sustentável. “Enquanto se cria esse grupo, a agricultura deve assessorar os negociadores dos ministérios de Relações Exteriores e Meio Ambiente, além de avançar com as ações nacionais de mitigação e adaptação de olho nas oportunidades e riscos internacionais”, disse Lennox.


Alertas do IPCC
O relatório do IPCC é um dos três componentes do quinto informe global sobre o tema. No documento, o organismo internacional divulga informações científicas atualizadas sobre as mudanças no clima do planeta. Em outubro, o Painel Intergovernamental publicará a versão final.

Segundo Magrín, o relatório do IPCC indicará que os ecossistemas da América Latina são afetados principalmente pela variação do clima e as mudanças no uso do solo, especialmente pela agricultura. A região tem grandes empreendimentos do agronegócio convivendo com sistema de baixa produtividade e receita dos quais depende a grande maioria da população rural.

Por estas razões, Julie Lennox considerou que um dos objetivos principais das políticas públicas para adaptação às mudanças climáticas devem ser esforços para a redução das emissões. “Deve-se procurar maximizar os benefícios comuns da adaptação e transição para economias mais sustentáveis, ou seja, mais eficientes no uso da água, energia e outros recursos naturais, além de redução do carbono e da aplicação de contaminantes”, apontou.

Fonte: Agrolink
Fotos: Divulgação


Sobe o número de mortos em ataques de Israel a 

Gaza

Israel diz que acertou mais de 750 alvos em uma ofensiva que tem a intenção de coibir os ataques de foguetes contra sua população civil

Pelo menos 76 palestinos, a maioria deles civis, foram mortos na ofensiva de Israel em Gaza, disseram autoridades palestinas nesta quinta-feira, e os militantes continuavam a disparar foguetes contra Tel Aviv e outras cidades em uma guerra que não dá sinais de acabar logo.

Explosões em Gaza - Divulgação
Oito membros de uma família palestina, incluindo cinco crianças, foram mortos em um ataque aéreo que destruiu pelo menos duas casas em Khan Younis, no sul de Gaza, disse o Ministério da Saúde palestino.
Forças militares de Israel não comentaram sobre o que seria o mais mortal ataque aéreo desde o começo da ofensiva, na terça-feira.
- Temos longos dias de luta à nossa frente – disse o ministro da Defesa de Israel, Moshe Yaalon, nesta quinta-feira pelo Twitter, sobre a ofensiva que começou após a escalada de violência que se seguiu à morte de três estudantes judeus no mês passado e o assassinato de um adolescente palestino como alegada vingança à morte dos jovens.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que irá informar o Conselho de Segurança sobre a crise ainda nesta quinta-feira, condenou os ataques com foguetes e pediu que Israel coibisse sua ofensiva. “Gaza está numa situação extremamente precária”, disse ele a repórteres.
Médicos em Gaza, região dominada pelo grupo Hamas, disseram que pelo menos 60 civis, incluindo um menino de cinco anos e uma menina de quatro mortos nesta quinta-feira, estavam entre os 76 palestinos que morreram em ataques de Israel desde terça-feira.
Israel diz que acertou mais de 750 alvos em uma ofensiva que tem a intenção de coibir os ataques de foguetes contra sua população civil, uma situação agravada após forças israelenses terem prendido centenas de ativistas do Hamas na Cisjordânia ocupada, após o sequestro dos adolescentes judeus.
Israel acusa militantes do grupo islâmico Hamas de deliberadamente colocar civis palestinos em meio ao perigo ao manter armamentos e combatentes em áreas residenciais.
Na Faixa de Gaza, nuvens de fumaça e detritos marcavam o resultado dos ataques de Israel no episódio mais severo de hostilidade entre militantes palestinos e as poderosas forças armadas israelenses em um período de dois anos.
- Os judeus dizem que estão combatendo o Hamas e homens armados, mas todos os corpos que vimos na televisão são de mulheres e crianças – disse Khaled Ali, um taxista de 45 anos em Gaza.
Disparos de foguetes contra Israel, militares dizem que houve mais de 365 desde terça-feira – não resultaram em fatalidades ou ferimentos sérios, em parte devido à interceptações do sistema de defesa aérea de Israel, parcialmente financiado pelos Estados Unidos.
Mas as sirenes de ataques aéreos paralisaram os negócios nas comunidades ao sul do país e fizeram com que centenas de milhares de pessoas buscassem abrigo em Tel Aviv, capital comercial, onde dois foguetes foram disparados na quinta-feira, embora lojas e escritórios tenham permanecido abertos.
Síria em risco
Mais de 170 mil pessoas morreram no conflito civil iniciado em 2011 na Síria, um terço delas civis, anunciou nesta quinta-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).
“Desde que foi registrada a primeira vítima da revolução síria, no dia 18 de março de 2011 na província de Deraa (sul), foram documentadas as mortes de 171.509 pessoas”, indicou a ONG com sede em Londres, em relatório divulgado à imprensa, nesta quinta-feira.
Entre os falecidos, há 56.495 civis, dos quais 9.092 crianças, de acordo com o balanço, que informa sobre as vítimas do conflito até 8 de julho. Outros 65.803 mortos são soldados do regime e milicianos pró-governo, e 46.301 são rebeldes que lutam pela queda do presidente Bashar al-Assad.
Entre os rebeldes há 15.422 estrangeiros, que viajaram ao país para se unir aos jihadistas e a grupos islamitas locais de oposição. Os sunitas consideram legítimos os quatro califas que dividiram o poder após a morte de Maomé. Rejeitam personificações e tendem a seguir um culto mais puritano…
Entre os mortos das forças leais ao governo há 39.036 soldados regulares, 24.655 milicianos, 509 combatentes do movimento xiita libanês Hizbullah e outros 1.603 estrangeiros.
O Observatório conta com uma ampla rede de ativistas, médicos e advogados na Síria que informam sobre as vítimas. No entanto, a ONG afirma que o verdadeiro número de mortos dos dois lados provavelmente é muito maior.
Segundo o Observatório, o número de mortos é difícil de estimar e pode ser maior porque “os dois grupos tentam ocultar suas verdadeiras perdas”.
A ONG acrescenta que não sabe o paradeiro de 20 mil pessoas detidas pelo governo e de 7.000 soldados regulares capturados pelos rebeldes.
Outras 2.000 pessoas acusadas de colaborar com o regime de Damasco estão atualmente nas mãos de grupos islamitas e, principalmente do Estado Islâmico –novo nome do Estado Islâmico no Iraque e no Levante.

Fonte: CDB

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