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6 de jul. de 2014

Tensão Sino/japonesa - Paranaguá Exporta - Norte Logística - Mundial FIFA

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Planos militares nipônicos preocupam China



China Continental


As possíveis consequências da decisão do gabinete de Shinzo Abe sobre o direito do Japão à autodefesa coletiva continuam a ser analisadas nos países da Região Asiática do Pacífico (RAP), e antes de tudo na China.


Os peritos chineses consideram que a principal causa da revogação pelo Japão da proibição da autodefesa coletiva é o agravamento das contradições sino-japonesas.
Semelhante ponto de vista, por exemplo, foi expresso por Yuan Yang, funcionário do Setor de Estudos Estrangeiros da Academia de Ciências Militares da China.

Ele sublinhou que o Japão considera ser necessário conter a China e um dos objetivos da revogação da proibição da autodefesa coletiva consiste nisso. Mas, os analistas chineses veem na última decisão do gabinete nipônico, como eles escrevem, forte influência do “fator de uma terceira parte”.

Claro que aqui tem-se em vista que Tóquio, na sua política de defesa, se orienta para os interesses do seu principal aliado político-militar: os USA. Embora a não autonomia da política japonesa na China tenha sido sempre exagerada um tanto ou quanto, há uma parte de verdade nessas conclusões.

Na base da estratégia do regresso americano à Ásia estão motivos de contenção do desenvolvimento da China, para que uma potência regional e ascensão não possa, durante o maior período de tempo possível, ameaçar a superioridade político-militar dos USA na RAP. 
Ministro Chinês das Relações Exteriores 
Segundo Yuan Yang, “os USA não querem estar na linha da frente; esperam utilizar as contradições e os atritos entre a China e o Japão para criar dificuldades ao desenvolvimento da primeira, a China. Nisso consiste o mais importante interesse estratégico da América do Norte”.

Por isso, a China está cada vez mais preocupada com a possível transformação das forças nipônicas de autodefesa, depois das limitações à sua atividade serem levantadas.

Liu Jiangyun, vice-diretor do Instituto de Estudo de Relações Interacionais Modernas da Universidade Tsinghua de Pequim, sublinhou que a tentativa de ações conjuntas com outros países ou blocos é o seguinte passo muito perigoso depois da revogação pelo Japão da proibição da autodefesa coletiva.

Também numerosos peritos russos estão de acordo que o desenvolvimento do potencial militar do Japão é um sério desafio para a China.

Não foi por acaso que o governo de Abe anunciou agora a possibilidade de levantar a longa proibição da autodefesa coletiva, declarou à Voz da Rússia Dmitry Evstafiev, analista político russo, professor da Escola Superior de Economia.

Do ponto de vista do resultado dos conflitos com a China e a Coreia do Sul, o Japão é, na região, uma espécie de pária e não tem muitas possibilidades de continuar a ser uma força significativa, ou, pelo menos, de demonstrar isso.

"Sem dúvida que a decisão do Japão é um desafio para a China. Um desafio que foi lançado não no momento mais favorável para a China, quando esta tem necessidade de diálogo constante com os EUA sobre questões económicas. Hoje, Pequim está, de fato, privado de possibilidade e quaisquer ações duras em relação aos vizinhos, porque não quer e não está pronto para o confronto direto com a máquina militar dos EUA".
Caça Chinês
Deve assinalar-se que as autoridades da China reagiram de uma forma muito mais suave à decisão do governo japonês do que os peritos chineses. “Pedimos ao Japão que não atente contra a soberania da China e os seus interesses na esfera da segurança”, declarou Hong Lei, representante do MNE da China. O diplomata acrescentou que Pequim fez, por mais de uma vez, chegar a Tóquio a sua preocupação devido à alteração da atitude do Japão em relação à sua defesa.


Pelos vistos, não se trata apenas da China não desejar agudizar ainda mais a já “quente” situação no mar da China Oriental. Claro que a direção chinesa sabe que, no próprio Japão, a decisão do governo não foi acolhida, suavemente falado, de forma unânime.

Fuzilaria Naval Chinesa
Nos últimos dias, a popularidade do governo do Japão, pela primeira vez depois da formação do gabinete de Abe em dezembro de 2012, caiu até aos 47,8%. Segundo estudos sociológicos, cerca de 54% dos inquiridos manifestaram-se contra o reconhecimento do direito de emprego da autodefesa coletiva, o que, no futuro, permitirá utilizar as forças armadas do país no estrangeiro.
Fonte: A Voz da Rússia

Texto revisto por Narcisi Primus .:.


Mercado já paga prêmio positivo para soja a ser exportada por Paranaguá

 Desempenho no Corredor de Exportação têm ajudado a aquecer o mercado, garantindo melhores preços ao produto exportado pelos terminais paranaenses .

Paranaguá - Paraná - Brasil
O plantio da próxima safra de soja ainda nem foi liberado e os operadores do produto no Porto de Paranaguá já começam a fechar os contratos para a exportação do grão, em 2015. O que tem contribuído para essa negociação antecipada é o prêmio que vem sendo pago pela soja comercializada, devido aos bons índices de produtividade do corredor de Exportação. 
Segundo Alexandro Cruzes, Gerente Indústria de Óleo do Terminal Portuário, a Coamo, em Paranaguá, é um dos operadores que já começa a negociar. “Já vendemos FOB, sendo que a prodParanaguá - Paraná - Brasilução é da região de atuação da Coamo, ou seja, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul”, confirma. 



Sobre o prêmio positivo pago pela soja de Paranaguá, ele afirma que além da volta da China ao mercado, as novas regras aplicadas pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) colaboraram. “A diferença de preço com outros portos diminui bastante, pois as novas regras em Paranaguá ordenaram bem a chegada dos navios e o fluxo dos embarques, com diminuição da fila, o custo com espera foi reduzido e, consequentemente, melhorando os preços de venda da soja”, afirma Cruzes.



A Cotriguaçu também já começou a receber os contratos entre exportadores e importadores da soja do ano que vem. “Desde maio esses contratos já estão chegando e os compromissos já estão firmados. A procura pelos nossos serviços para a operação também já existe”, confirma o gerente do Terminal Portuário, em Paranaguá, Rodrigo Coelho. 




“A melhora foi significativa. A OS-126 ordenou a chegada de navios, melhorou a produtividade, deu segurança para o farelo de soja com berço preferencial, sem que isso significasse perda de volume embarcado de soja em grão. Hoje o comprador não precisa mandar o navio com muita antecedência para garantir o lugar na fila, pois sabe que só entra no line-up o navio que tiver carga pronta para embarque”, garante o gerente da Coamo, em Paranaguá.



Paranaguá - Paraná - Brasil
A medida, adotada no início deste ano, foi resultado de um estudo estatístico que mostrou que as melhores produtividades são conseguidas por navios que operam com três terminais com consignação mínima de 18 mil toneladas cada, exatamente o que a Ordem de Serviço estabelece como prioridade. 


“Os exportadores têm falado que o tempo de espera, que chamamos de ‘lay time’ está bem melhor que a média histórica, o que torna o Porto de Paranaguá mais competitivo em relação aos outros terminais”, completa o gerente da Cotriguaçu. 

A configuração do Corredor de Exportação – que interliga nove terminais, sete privados e dois públicos, ao sistema de correias conectadas a seis shiploaders – permite que os navios operem cargas de todos os terminais existentes. No entanto, as paradas operacionais causadas para a troca de terminal acabavam atrasando a operação. Hoje, isso não ocorre mais. 

“A liquidez das operações no Porto de Paranaguá, por esse formado do Corredor, permite mais margem de negociação aos exportadores, nos outros isso é mais limitado, têm apenas uma operação de terminal”, afirma Coelho. 

Soja – Como explica Marcelo Garrido Moreira, do Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (SEAB),  a partir do próximo mês o mercado começa a divulgar mais informações sobre a comercialização da soja.

Enquanto isso, na lavoura, o plantio é liberado a partir do dia 15 de setembro, no Paraná, pois entre os dias 15/06 e 15/09 é o período de vazio sanitário, no qual é proibida  a existência de qualquer planta viva de soja no campo. 

“Conversando com os técnicos do Deral no campo, apesar de ainda ser muito cedo para termos certeza, a tendência é manutenção e/ou um leve aumento na área de soja para a safra 2014/15, mas vamos ter que esperar um pouco mais para ter essa confirmação”, afirma o especialista.

Fonte: AsCom
Fotos: Divulgação


ESTADO DO AMAPÁ ESTRUTURA-se PARA ESCOAR PRODUÇÃO RECORDE DE SOJA

Amapá - Brasil - Um País rico em produção e logística
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima para 2014 produção recorde de soja no Amapá; O último Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE, divulgado no final do mês de junho, prevê aumento de 253,96% na produção do grão, o equivalente a 45,6 mil toneladas acima da safra passada, que foi de 12,9 mil
Dados do IBGE mostram, ainda, que esse aumento se deu em função do salto na área plantada. Enquanto em 2013, a soja foi colhida numa área de 4.528 hectares tendo como rendimento médio 2.850 toneladas por hectare, resultando numa produção de 12.906 toneladas; em 2014, a projeção sobe para 15.825 hectares plantados, com previsão de rendimento médio de 2.887 toneladas por hectare. Isso significa um aumento também na produtividade para 45.682 toneladas por hectare, segundo o Instituto.
Conforme projeção da Cooperativa dos Produtores Agrícolas do Cerrado Amapaense (Coopac), a tendência é de crescimento a cada ano da produção de soja no Amapá – uma novidade no setor rural do Estado, descoberto recentemente por médios produtores vindos de outras regiões do país, entre gaúchos, paranaenses, mineiros e mato-grossenses. Esse, aliás, foi um dos motivos que levou à criação da Cooperativa na década de 2000, para recepcionar e orientar os interessados em se fixar no Estado.
Pelas contas da Coopac, dos cerca de 50 cooperados, pouco mais da metade já se encontra instalada do Amapá e os demais estão se preparando para plantar grãos no Estado. Isso também explica o aumento na produção de outros cultivos como arroz, feijão (caupi) e milho, também registrado pelo IBGE.

Última fronteira agrícola

"O Amapá foi descoberto como a última fronteira agrícola do Brasil para desafogar as rotas que existem, atualmente, para escoamento de grãos ao mercado local e internacional", explicou o presidente da Coopac, Tobias Laurindo, um paranaense que atua como produtor rural há mais de 20 anos no Amapá.
Laurindo, que também é economista, prevê que, se o cenário que se apresenta continuar se desenvolvendo, num período de dez anos o agronegócio poderá atingir 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Atualmente, o setor primário alcança 4% do PIB amapaense.
"A exemplo do que aconteceu em outras regiões do país, já existem casos, no Amapá, de pessoas migrando para o interior e se fixando lá por causa dos postos de trabalho que estão sendo gerados que se dividem em temporários, permanentes e indiretos", relatou o presidente da Coopac, depois de enumerar o que os produtores rurais necessitam para continuar produzindo grãos no Estado: asfaltamento de estradas, liberação de licenças ambientais e regularização fundiária.

Escoamento da produção

Para escoar o produto, o Governo do Amapá incentiva a instalação de empresas que atuam no transporte de grãos concedendo isenção fiscal; investe na pavimentação de estradas no interior; está construindo um silo de armazenamento de grãos com capacidade para 9 mil toneladas na BR-156, próximo à Polícia Rodoviária Federal, em Macapá; e trabalha em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Amapá (Embrapa/AP).

Essa última iniciativa diz respeito não só ao apoio à pesquisa, como também a uma ação conjunta com outras instituições, coordenadas pela Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec), que consiste na preparação do Zoneamento Ecológico do Cerrado, que vai delimitar as áreas aptas para plantio.

Determinado pelo governador Camilo Capiberibe, o Zoneamento vai permitir a elaboração de um plano de gestão para ações que envolvam também o licenciamento e política de conservação das áreas de cerrado do Estado do Amapá, que equivalem a quase 1 milhão de hectares (ou 6,9% do território amapaense). A previsão é que esse estudo seja concluído no segundo semestre de 2014.
"O objetivo é investir na agricultura de escala comercial, uma vez que esse trabalho já é executado no nosso Estado por produtores que visualizaram o potencial do Amapá para o agronegócio", registrou o governador.
Além disso, pesquisadores da Embrapa Amapá e Pará monitoram as áreas de cerrado amapaense através de um programa de melhoramento genético da soja que envolve várias unidades da Embrapa espalhadas pelo país e centenas de profissionais especializados.
"Os produtores que investem no plantio da soja no Amapá estão seguindo todas as orientações de boas práticas para produzir preservando o meio ambiente", destacou o agrônomo Gustavo Castro, que é analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa/AP.
Sobre o impacto ambiental, o presidente da Coopac, Tobias Laurindo, disse que todas as áreas utilizadas pelos produtores rurais para plantio são demarcadas por aparelho de geo-referenciamento.
"Todo o cultivo de grãos é feito a partir de projeto ambiental de modo a preservar os rios e a mata", informou.

Exportação de soja

Criada exclusivamente para o transporte e logística de grãos no Amapá por investidores do Estado de Mato Grosso, a empresa Companhia Norte de Navegação e Portos (Cianport) já recebeu autorização da Secretaria Nacional de Portos para instalar um Terminal de Uso Privado (TUP) no município de Santana, onde está localizado o porto amapaense de onde pretende exportar a soja.
A autorização, que já vinha sendo pleiteada pela empresa, veio dez dias depois que o Governo do Amapá realizou o Seminário Logística e Offshore, em Macapá (AP). Na ocasião, foram apresentadas a empresários e investidores de diversas regiões do país que atuam no setor de grãos, agronegócio e indústria do petróleo as condições e perspectivas de desenvolvimento do Estado.

O evento contou ainda com a presença de representantes do Instituto de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Agência Nacional do Petróleo (ANP), Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Secretaria de Portos, Empresa de Planejamento e Logística (EPL), entre outras instituições.
"Não só os empresários como o próprio Governo Federal puderam observar a seriedade e disposição do Governo do Amapá em desenvolver a atividade industrial no Estado. Daí a sensibilidade em liberar essa autorização para a Cianport", avaliou o governador Camilo Capiberibe.
A empresa também está construindo um terminal graneleiro numa área concedida dentro da Companhia Docas de Santana (CDSA). Nessa primeira fase de instalação da Cianport, estão sendo gerados 72 empregos, sendo que 95% dessa mão de obra são do Amapá, segundo a empresa. Com previsão de término para outubro de 2014, a obra consiste na construção de três silos com capacidade de armazenar 18 mil toneladas de grãos, cada.
"Pretendemos contratar em torno de 80 colaboradores quando a empresa começar a operar no segundo semestre de 2014, assim que forem liberadas as licenças, dos quais 90% da mão de obra também serão locais", anunciou o gerente Gilberto Coelho.
Já na segunda fase do projeto da Cianport, está prevista a abertura de mais 110 postos de trabalho quando iniciarem as obras do TUP na Ilha de Santana e da planta industrial para beneficiamento de grãos, numa área que o governador Camilo Capiberibe assinou decreto para a instalação de empresas.
A Companhia de Navegação também tem planos de construir um estaleiro próximo ao Terminal de Uso Privado.

Atração de investidores

Além da Cianport, outros investidores já sondaram o potencial do Amapá para a atividade industrial e estão consolidando a instalação de seus empreendimentos no Amapá.
"Temos recebido cada investidor com muita disposição em apresentar as condições favoráveis para se fixar no nosso Estado", reafirmou o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Mineração, José Reinaldo Picanço.
É o caso do grupo paranaense Caramuru, dono da marca Sinhá e um dos principais que atuam no Brasil nos segmentos animal, industrial, produtos de consumo, commodities, biodiesel e logística e que está presente nos estados de Goiás, Mato Grosso e São Paulo, além do Paraná.

O grupo já dispõe de uma área na Ilha de Santana para atuar no Amapá com o processamento de soja e seus derivados. A intenção é industrializar e escoar esses produtos ao mercado nacional e internacional, por meio da área portuária de Santana.
Outro empreendimento que se interessou em se fixar no Amapá, entre vários que têm procurado o Governo do Estado, foi a empresa Navegação Prates, sediada em Manaus (AM). De olho na movimentação da carga na costa amapaense, a empresa quer construir um estaleiro e também dar suporte logístico nas operações que envolvem a possível exploração de petróleo na região.

Pelos planos da empresa, o estaleiro servirá para comércio, construção e manutenção das barcaças e navios, que serão utilizados no transporte de carga e grãos para a Região Amazônica e ao exterior. O local também deve funcionar como oficina mecânica para limpeza de barcaças com soja e demais produtos, durante o transbordo de carga.
O objetivo também é qualificar mão de obra local para trabalhar no estaleiro, gerando mais de 300 empregos na  região.

Dados do IBGE mostram, ainda, que esse aumento se deu em função do salto na área plantada. Enquanto em 2013, a soja foi colhida numa área de 4.528 hectares tendo como rendimento médio 2.850 toneladas por hectare, resultando numa produção de 12.906 toneladas; em 2014, a projeção sobe para 15.825 hectares plantados, com previsão de rendimento médio de 2.887 toneladas por hectare. Isso significa um aumento também na produtividade para 45.682 toneladas por hectare, segundo o Instituto.
Conforme projeção da Cooperativa dos Produtores Agrícolas do Cerrado Amapaense (Coopac), a tendência é de crescimento a cada ano da produção de soja no Amapá – uma novidade no setor rural do Estado, descoberto recentemente por médios produtores vindos de outras regiões do país, entre gaúchos, paranaenses, mineiros e mato-grossenses. Esse, aliás, foi um dos motivos que levou à criação da Cooperativa na década de 2000, para recepcionar e orientar os interessados em se fixar no Estado.

Pelas contas da Coopac, dos cerca de 50 cooperados, pouco mais da metade já se encontra instalada do Amapá e os demais estão se preparando para plantar grãos no Estado. Isso também explica o aumento na produção de outros cultivos como arroz, feijão (caupi) e milho, também registrado pelo IBGE.

Última fronteira agrícola

"O Amapá foi descoberto como a última fronteira agrícola do Brasil para desafogar as rotas que existem, atualmente, para escoamento de grãos ao mercado local e internacional", explicou o presidente da Coopac, Tobias Laurindo, um paranaense que atua como produtor rural há mais de 20 anos no Amapá.
Laurindo, que também é economista, prevê que, se o cenário que se apresenta continuar se desenvolvendo, num período de dez anos o agronegócio poderá atingir 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Atualmente, o setor primário alcança 4% do PIB amapaense.
"A exemplo do que aconteceu em outras regiões do país, já existem casos, no Amapá, de pessoas migrando para o interior e se fixando lá por causa dos postos de trabalho que estão sendo gerados que se dividem em temporários, permanentes e indiretos", relatou o presidente da Coopac, depois de enumerar o que os produtores rurais necessitam para continuar produzindo grãos no Estado: asfaltamento de estradas, liberação de licenças ambientais e regularização fundiária.

Escoamento da produção

Para escoar o produto, o Governo do Amapá incentiva a instalação de empresas que atuam no transporte de grãos concedendo isenção fiscal; investe na pavimentação de estradas no interior; está construindo um silo de armazenamento de grãos com capacidade para 9 mil toneladas na BR-156, próximo à Polícia Rodoviária Federal, em Macapá; e trabalha em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Amapá (Embrapa/AP).

Essa última iniciativa diz respeito não só ao apoio à pesquisa, como também a uma ação conjunta com outras instituições, coordenadas pela Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec), que consiste na preparação do Zoneamento Ecológico do Cerrado, que vai delimitar as áreas aptas para plantio.

Determinado pelo governador Camilo Capiberibe, o Zoneamento vai permitir a elaboração de um plano de gestão para ações que envolvam também o licenciamento e política de conservação das áreas de cerrado do Estado do Amapá, que equivalem a quase 1 milhão de hectares (ou 6,9% do território amapaense). A previsão é que esse estudo seja concluído no segundo semestre de 2014.
"O objetivo é investir na agricultura de escala comercial, uma vez que esse trabalho já é executado no nosso Estado por produtores que visualizaram o potencial do Amapá para o agronegócio", registrou o governador.
Além disso, pesquisadores da Embrapa Amapá e Pará monitoram as áreas de cerrado amapaense através de um programa de melhoramento genético da soja que envolve várias unidades da Embrapa espalhadas pelo país e centenas de profissionais especializados.
"Os produtores que investem no plantio da soja no Amapá estão seguindo todas as orientações de boas práticas para produzir preservando o meio ambiente", destacou o agrônomo Gustavo Castro, que é analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa/AP.
Sobre o impacto ambiental, o presidente da Coopac, Tobias Laurindo, disse que todas as áreas utilizadas pelos produtores rurais para plantio são demarcadas por aparelho de georeferenciamento.
"Todo o cultivo de grãos é feito a partir de projeto ambiental de modo a preservar os rios e a mata", informou.

Exportação de soja

Criada exclusivamente para o transporte e logística de grãos no Amapá por investidores do Estado de Mato Grosso, a empresa Companhia Norte de Navegação e Portos (Cianport) já recebeu autorização da Secretaria Nacional de Portos para instalar um Terminal de Uso Privado (TUP) no município de Santana, onde está localizado o porto amapaense de onde pretende exportar a soja.
A autorização, que já vinha sendo pleiteada pela empresa, veio dez dias depois que o Governo do Amapá realizou o Seminário Logística e Offshore, em Macapá (AP). Na ocasião, foram apresentadas a empresários e investidores de diversas regiões do país que atuam no setor de grãos, agronegócio e indústria do petróleo as condições e perspectivas de desenvolvimento do Estado.

O evento contou ainda com a presença de representantes do Instituto de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Agência Nacional do Petróleo (ANP), Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Secretaria de Portos, Empresa de Planejamento e Logística (EPL), entre outras instituições.
"Não só os empresários como o próprio Governo Federal puderam observar a seriedade e disposição do Governo do Amapá em desenvolver a atividade industrial no Estado. Daí a sensibilidade em liberar essa autorização para a Cianport", avaliou o governador Camilo Capiberibe.
A empresa também está construindo um terminal graneleiro numa área concedida dentro da Companhia Docas de Santana (CDSA). Nessa primeira fase de instalação da Cianport, estão sendo gerados 72 empregos, sendo que 95% dessa mão de obra são do Amapá, segundo a empresa. Com previsão de término para outubro de 2014, a obra consiste na construção de três silos com capacidade de armazenar 18 mil toneladas de grãos, cada.
"Pretendemos contratar em torno de 80 colaboradores quando a empresa começar a operar no segundo semestre de 2014, assim que forem liberadas as licenças, dos quais 90% da mão de obra também serão locais", anunciou o gerente Gilberto Coelho.
Já na segunda fase do projeto da Cianport, está prevista a abertura de mais 110 postos de trabalho quando iniciarem as obras do TUP na Ilha de Santana e da planta industrial para beneficiamento de grãos, numa área que o governador Camilo Capiberibe assinou decreto para a instalação de empresas.
A Companhia de Navegação também tem planos de construir um estaleiro próximo ao Terminal de Uso Privado.

Atração de investidores

 Além da Cianport, outros investidores já sondaram o potencial do Amapá para a atividade industrial e estão consolidando a instalação de seus empreendimentos no Amapá.
"Temos recebido cada investidor com muita disposição em apresentar as condições favoráveis para se fixar no nosso Estado", reafirmou o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Mineração, José Reinaldo Picanço.
É o caso do grupo paranaense Caramuru, dono da marca Sinhá e um dos principais que atuam no Brasil nos segmentos animal, industrial, produtos de consumo, commodities, biodiesel e logística e que está presente nos estados de Goiás, Mato Grosso e São Paulo, além do Paraná.

O grupo já dispõe de uma área na Ilha de Santana para atuar no Amapá com o processamento de soja e seus derivados. A intenção é industrializar e escoar esses produtos ao mercado nacional e internacional, por meio da área portuária de Santana.
Outro empreendimento que se interessou em se fixar no Amapá, entre vários que têm procurado o Governo do Estado, foi a empresa Navegação Prates, sediada em Manaus (AM). De olho na movimentação da carga na costa amapaense, a empresa quer construir um estaleiro e também dar suporte logístico nas operações que envolvem a possível exploração de petróleo na região.

Pelos planos da empresa, o estaleiro servirá para comércio, construção e manutenção das barcaças e navios, que serão utilizados no transporte de carga e grãos para a Região Amazônica e ao exterior. O local também deve funcionar como oficina mecânica para limpeza de barcaças com soja e demais produtos, durante o transbordo de carga.

O objetivo também é qualificar mão de obra local para trabalhar no estaleiro, gerando mais de 300 empregos na  região.
Fonte: 247
Texto revisto por Narcisi Primus.:.



 Brasil - Mundial - FIFA


David Luiz Capitão da Equipe Substituindo a Tiago Silva
Tiago Silva fora de Jogo Por Ter Levado Cartão

Felipão dá pistas sobre substituto de Neymar Júnior


Apesar da ausência do lesionado Neymar Júnior, a Seleção Brasileira não deve mudar a sua formação tática para a partida contra a Alemanha, na próxima terça-feira (08/7), no Mineirão. Pelo menos é o que o treinador brasileiro Luiz Felipe Scolari deixou nas entrelinhas em entrevista à imprensa.

Felipão disse que considera 'difícil' repetir o esquema 3-5-2 da seleção de 2002, por ter jogadores que podem atuar em situação semelhante à Neymar.

"Temos o William, temos o Ramires, temos o Bernard jogando mais pelo lado do campo com o Oscar mais por dentro. Temos opções", declarou o treinador campeão mundial na Copa do Mundo realizada na Coréia do Sul e Japão.

O treinador elogiou especialmente a participação do criticado atacante Fred, autor de apenas um dos dez gols brasileiros na Copa do Mundo. Felipão disse que não se importa se os gols não forem marcados pelos homens de frente.

"Somos uma equipe. Não contamos só com atacantes. Quando se vence, vence o grupo todo. O jeito que o Fred jogou foi muito participativo para a equipe. E com essa participação, Fred ajudou no suporte defensivo em determinadas situações como em escanteios, e em jogadas de falta", opinou.

"Nós treinamos muitas jogadas de bola parada. O David Luiz treina faltas durante a semana toda. Todos são encarregados de fazer gols, não só o Fred, ou Oscar ou Neymar. Todos são. Assim como todos também são responsáveis por não sofrermos gols e vencermos"

O próximo compromisso da Seleção Brasileira será contra a Alemanha, na terça-feira (08/7), às 17h no Mineirão. Em caso de vitória, o Brasil decide o título com quem vencer o confronto entre Argentina e Holanda. Felipão garantiu estar "muito tranquilo" para a partida contra a semifinal contra a Alemanha.

Se depender do convite realizado por Felipão, Neymar pode estar no estádio para dar apoio moral para os companheiros. Mas para isso será preciso autorização médica:

"Neymar Júnior vai estar conosco se ele quiser, e puder. Poderia ser no banco de reservas ou na arquibancada, caso ele se sinta em condições para vir ao Mineirão assistir aos companheiros", afirmou.

Fonte: Goal

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