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China Presente 2014
Chineses
presentes quando da visita do sr. Presidente da China, Xin Jinping, a Brasília,
Brasil, no encontro dos líderes do BRICS.
Brasil
recebe China de braços e coração abertos.
Brasil recebe China de braços e coração abertos.
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| Colagem Oficina da Casa - Divulgação |
"A América Latina como alvo de disputa"
Durante a década de
2000, o Kremlin passou a expandir sua política externa na América latina. Com a
crescente presença dos EUA e da Otan no Leste Europeu, não é de se estranhar
que a Rússia busque expandir sua presença em áreas sob tradicional influência
de Washington.
Os últimos
acontecimentos na Ucrânia refletiram uma diversificação na política externa
russa. O destaque está em suas relações com a América Latina. Durante a década
de 2000, o Kremlin passou a expandir sua política externa na América latina.
Com a crescente
presença dos EUA e da Otan no Leste Europeu, não é de se estranhar que a Rússia
busque expandir sua presença em áreas sob tradicional influência de Washington.
Na virada do século, a
região experimentou uma guinada para a esquerda que tirou muitos países
latino-americanos da esfera de influência dos EUA e incentivou a elaboração de
políticas econômicas e de assuntos externos próprios e independentes.
Foram
sobretudo os países do eixo bolivariano que optaram por uma parceria
estratégica com a Rússia.
Muitos dos governos de esquerda mais moderados dessa
corrente, particularmente Brasil e Argentina, também dão apoio à ampliação da
cooperação com a Rússia. Mesmo os países cujas economias são mais ligadas à dos
EUA, como México e Chile, estão mostrando uma boa dose de independência ao
promover seus interesses políticos.
Teóricos sugerem que essas tendências
na América Latina têm forçado Moscou a olhar com novos olhos as perspectivas de
cooperação na região, praticamente descartada pelo Kremlin na década de 1990.
Laços
econômicos
Entre
2004 e 2012, o comércio entre a Rússia e a América Latina triplicou, saltando
de US$ 5,8 bilhões para US$ 16,4 bilhões. Hoje, os principais parceiros
comerciais da Rússia na região são Brasil, México, Argentina e Equador.
Os gastos
russos na América Latina alcançaram os US$ 25 bilhões (contra os US$ 17 bilhões
do início do ano 2000), do qual mais de um terço foi destinado ao Brasil.
Essas
trocas comerciais correspondem a uma grande variedade de setores: alta
tecnologia, metalurgia não ferrosa, biotecnologia, processamento de produtos
agrícolas etc. Mas a maior parte do capital russo continua fluindo para o setor
de energia, e grandes empresas estatais como a Gazprom, a Lukoil e a Rusal
continuam ganhando impulso no continente latino-americano.
Esse
volume deve continuar a crescer.
Setor
militar e político
Moscou e
América Latina também expandiram suas relações nos âmbitos militar e político.
Ao longo dos últimos 12 anos, as exportações de armas russas para a América
Latina chegaram aos US$ 14 bilhões, sendo a Venezuela responsável por 80% desse
montante.
Além
disso, em abril de 2014, o Exército russo e alguns governos latino-americanos
de esquerda realizaram treinamentos conjuntos na costa do continente destinados
a combater o tráfico internacional de drogas.
Em março
deste ano, o ministro da Defesa russo, Serguêi Choigu, declarou ainda que o
Kremlin estava negociando a expansão de suas bases militares em países como
Venezuela, Cuba e Nicarágua.
Mas, além
das parcerias militares, o país prevê um avanço político com Brasil, Argentina
e outros governos mais moderados, já que todas as partes estão interessadas em
ampliar suas relações internacionais.
Posições
perdidas?
Referindo-se
ao aumento do interesse de Moscou pela América Latina, o ex-representante dos
EUA na OEA (Organização dos Estados Americanos), Roger Noriega, disse que
"os russos estão entrando em países que foram abandonados pelos EUA".
A ameaça
chinesa
O
principal rival dos EUA, em termos econômicos, é claramente a China.
Enquanto
cobre, ferro e soja compõem mais de 50% das exportações latino-americanas para
a China hoje, Pequim exporta produtos eletrônicos e automotivos para a América
Latina.
Embora
seja improvável que a América Latina se converta em campo de batalha de uma
nova Guerra Fria, é evidente que, sob a influência da crise na Ucrânia, a
Rússia deve considerar aprofundar relações na região, como já tem feito com
suas respostas às sanções ocidentais.
*Ruslan
Kostiuk é doutor em Ciências Históricas e professor da Universidade Estatal de
São Petersburgo. Fonte: Pravda

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