# Compartilhe - Siga
Brasil
– Mercado Aberto
O
pregão da BM&FBovespa nesta sexta feira teve a seguinte variação; veja
abaixo o gráfico:
Mercado Futuro:
Brasil – Mercado Aberto
O
pregão da BM&FBovespa nesta sexta feira teve a seguinte variação; veja
abaixo o gráfico:
Futuro*22/08/2014
Oscilação Preço
IBOVESPA -1,1167% 59330
DÓLAR 0,4834% 2286,5
FRC 1,5873% 1,28
DI1 -1,0408% 11,41
CAFÉ -0,8261% 228,1
BOI -0,5445% 127,85
ETANOL ND ND
MILHO -0,0422% 23,69 A
SOJA -0,4202% 23,7
S&P 500 -0,1884% 1986,25
OC1 ND ND
Dólar: Cotação em R$(Real) por mil dólares:
Café: Cotação em dólares a saca de 60 quilos
Boi: cotação em R$(Real) a arroba *(15 quilos)
Etanol: Cotação em R$(Real) por metro cúbico
Milho: Cotação em R$(Real) a saca de 60 quilos
Soja: Cotação em US$ a saca de 60 quilos
Ouro: Cotação em R$(Real) o grama
Fonte: BM&FBovespa - São Paulo - Brasil
Argentina proíbe exportação para evitar
desabastecimento e aumento de preços
Argentina restringe exportações de carne
bovina, dizem entidades
País costuma
fazer isso para garantir abastecimento e evitar aumentos.
Governo ainda não confirmou a possível interrupção.
As principais entidades agrícolas da Argentina disseram que o governo
federal restringiu as exportações de carne bovina, em um novo capítulo na luta
de anos entre a indústria e a presidente Cristina Kirchner.
Porta-vozes do governo contatados pela Reuters não forneceram
informações sobre a possível interrupção dos embarques da Argentina, que ainda
é um dos principais exportadores de cortes de carne bovina, apesar da redução
das exportações nos últimos anos.
"A Confederação Rural Argentina (CRA) rejeita a medida do governo
nacional para interromper as exportações de carne bovina, sendo mais uma medida
estranha, errada e negativa para todo o setor agrícola", disse a
associação de produtores em um comunicado de imprensa.
O governo federal restringe há anos as exportações de carne, milho e
trigo para garantir o abastecimento local de alimentos e evitar aumentos de
preços em um país que sofre com alta inflação de mais de 30 por cento ao ano,
segundo estimativas privadas.
"Mais uma vez assistimos a mesma decisão autoritária para, na
prática, bloquear as exportações de carne, medida que foi o início da crise no
setor em 2006", disse a Sociedade Rural Argentina (SRA), por meio de um
comunicado.
Em 2013, a Argentina exportou 201.688 toneladas de carne bovina no
valor de 981 milhões de dólares, de acordo com o Ministério da Agricultura.
Nos primeiros
seis meses de 2014, 84.453 toneladas foram embarcadas, no valor de 437 milhões
de dólares.
Em 2005, o último ano em que as exportações não foram limitadas, de
acordo com os sindicatos do setor, as exportações do país sul-americano haviam
totalizado 771.427 toneladas.
Fonte: Reuters
| Oscilação | Preço | ||
| IBOVESPA | -1,1167% | 59330 | |
| DÓLAR | 0,4834% | 2286,5 | |
| FRC | 1,5873% | 1,28 | |
| DI1 | -1,0408% | 11,41 | |
| CAFÉ | -0,8261% | 228,1 | |
| BOI | -0,5445% | 127,85 | |
| ETANOL | ND | ND | |
| MILHO | -0,0422% | 23,69 | A |
| SOJA | -0,4202% | 23,7 | |
| S&P 500 | -0,1884% | 1986,25 | |
| OC1 | ND | ND | |
Dólar: Cotação em R$(Real) por mil dólares:
Café: Cotação em dólares a saca de 60 quilos
Boi: cotação em R$(Real) a arroba *(15 quilos)
Etanol: Cotação em R$(Real) por metro cúbico
Milho: Cotação em R$(Real) a saca de 60 quilos
Soja: Cotação em US$ a saca de 60 quilos
Ouro: Cotação em R$(Real) o grama
Fonte: BM&FBovespa - São Paulo - Brasil
Argentina proíbe exportação para evitar desabastecimento e aumento de preços
As principais entidades agrícolas da Argentina disseram que o governo
federal restringiu as exportações de carne bovina, em um novo capítulo na luta
de anos entre a indústria e a presidente Cristina Kirchner.
Porta-vozes do governo contatados pela Reuters não forneceram
informações sobre a possível interrupção dos embarques da Argentina, que ainda
é um dos principais exportadores de cortes de carne bovina, apesar da redução
das exportações nos últimos anos.
"A Confederação Rural Argentina (CRA) rejeita a medida do governo
nacional para interromper as exportações de carne bovina, sendo mais uma medida
estranha, errada e negativa para todo o setor agrícola", disse a
associação de produtores em um comunicado de imprensa.
O governo federal restringe há anos as exportações de carne, milho e
trigo para garantir o abastecimento local de alimentos e evitar aumentos de
preços em um país que sofre com alta inflação de mais de 30 por cento ao ano,
segundo estimativas privadas.
"Mais uma vez assistimos a mesma decisão autoritária para, na
prática, bloquear as exportações de carne, medida que foi o início da crise no
setor em 2006", disse a Sociedade Rural Argentina (SRA), por meio de um
comunicado.
Em 2013, a Argentina exportou 201.688 toneladas de carne bovina no
valor de 981 milhões de dólares, de acordo com o Ministério da Agricultura.
Nos primeiros
seis meses de 2014, 84.453 toneladas foram embarcadas, no valor de 437 milhões
de dólares.
Em 2005, o último ano em que as exportações não foram limitadas, de
acordo com os sindicatos do setor, as exportações do país sul-americano haviam
totalizado 771.427 toneladas.
Fonte: Reuters
BRICS – Agricultura
Colheita de grãos na Rússia em 2014 será de 100 milhões de toneladas
![]() |
| Colagem Oficina da Casa |
A
colheita de grãos este ano na Rússia será de pelo menos 100 milhões de
toneladas, afirmou o ministro da Agricultura da Rússia, Nikolai Fedorov, em uma
conversa com o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev.
"Recebemos
as previsões das regiões sobre a gestão agrícola. Eles atualizaram seus dados e
chegaram à conclusão que a colheita será de pelo menos 100 milhões de
toneladas", disse Fedorov.
A previsão oficial do Ministério
da Agricultura da Federação Russa quanto à colheita de cereais em 2014 foi de
97 milhões de toneladas contra 92,4 milhões de toneladas do ano passado.
Fonte: Rádio A Voz da Rússia
Diplomacia
Chefes de Estado da China e Mongólia
assinam declaração conjunta
O presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente da Mongólia,
Tsakhya Elbegdorg, assinaram nesta quinta-feira em Ulan Bator, capital mongol,
uma declaração conjunta sobre o estabelecimento e desenvolvimento de uma
parceira estratégica global entre os dois países. O documento diz que ambos os
países manterão o intercâmbio de alto nível e a tradição de realizar encontros
em ocasiões internacionais, além de consolidar as comunicações estratégicas por
diversos canais e meios.
Os dois chefes de Estado decidiram elevar
a parceria estratégica para parceria estratégica global, baseada no alto nível
de confiança entre os dois países e na vontade comum de aprofundamento das
relações, o que corresponde aos interesses comuns dos dois países e povos.
Ambas as partes reiteraram que não
praticarão qualquer ação, não assinarão qualquer acordo, nem ingressarão em
qualquer aliança ou grupo que prejudique a soberania, segurança e integridade
territorial do outro. Os dois prometeram não permitir que qualquer terceiro
país, organização ou grupo que prejudique a outra parte entre em seu
território.
A Mongólia reiterou que o governo da
República Popular da China é o único governo legítimo que representa todo o
país. Os mongóis apoiam firmemente a posição chinesa nas questões de Taiwan,
Tibete e Xinjiang.
Segundo a declaração, a China aplaude
o desenvolvimento das relações amistosas entre a Mongólia e diversos países e
organizações internacionais, e apoia o esforço do país na criação de um bom
ambiente de investimento para estrangeiros.
O documento diz ainda que a China
respeita e apoia a posição mongol de não ter armas nucleares e de se opor a
qualquer tipo de transporte ou armazenamento de resíduos nucleares em seu
território.
Tradução: Xia Ren
Fonte: Departamento de Estado China
Análise: Hesitação dos EUA na Síria abriu
caminho para extremistas
Falta de ação do Ocidente no conflito Síria pode ter alimentado avanço de militantes extremistas e atual crise no Iraque, analisa correspondente de Defesa da BBC.
Desde que os EUA desistiram
de realizar ataques aéreos na Síria, um ano atrás, na sequência de um ataque
com gás sarin contra civis atribuído ao governo do presidente Bashar al Assad,
o número de mortos no conflito dobrou, superando 191 mil.
Além do assustador custo
humano, muitos acreditam que a relutância naquela ocasião teve também
consequências geopolíticas para a região, permitindo o fortalecimento de grupos
radicais que hoje desembocaram no autodenominado Estado
Islâmico (EI).
Hoje, os EUA usam seu poderio
aéreo para tentar mudar o equilíbrio de forças na região - mas não na Síria, e
sim no Iraque, considerado um Estado que se desmorona diante da ameaça dos
grupos radicais islâmicos.
Uma das questões que se
destacam é se a falta de ação militar na Síria, um ano atrás, fomentou o caos
regional a que assistimos hoje.
Hesitação
na Síria
Um ano atrás os eventos na Síria ainda eram vistos como uma extensão da
Primavera Árabe. Em outros países, líderes que ocupavam o poder havia anos
tinham sido derrubados pela pressão popular. Na Síria, o presidente Bashar
al-Assad estava determinado a manter sua posição.
As divisões na oposição síria
jogaram a favor de Assad e complicaram as dimensões regionais do conflito.
Países sunitas, como a Arábia Saudita, apoiaram várias facções opositoras,
enquanto o Irã apoiou o regime de Assad.
O Ocidente flertou com grupos
opositores, mas a desunião deles e a falta de resolução das nações ocidentais
impediram uma decisão sobre fornecer ou não armas a esses grupos.
Foi então que Assad
aparentemente usou armas químicas contra seu próprio povo. Diferentemente de
outras ocasiões, as provas deste ataque eram claras e exigiam uma reação. O
presidente americano, Barack Obama, estava sob pressão para responder ao
desrespeito de uma "linha vermelha" que ele próprio estabelecera: o
uso de armas químicas por parte do governo sírio contra sua população civil.
Como se sabe, o ataque
americano nunca ocorreu. O Parlamento britânico se opôs a uma ação conjunta com
os EUA e enfraqueceu uma autorização semelhante que buscasse aprovação do
Congresso americano para uma ação militar.
A alternativa diplomática,
costurada entre Washington e Moscou com apoio da comunidade internacional, foi
elaborar um plano conjunto para destruir os estoques de armamentos químicos do
governo sírio.
Foi um capítulo memorável na
história do controle de armas. Mas não interrompeu o derramamento de sangue no
país.
A remoção do estoque de armas
químicas da Síria foi, de certa maneira, uma distração: agora, as atenções
estavam voltadas unicamente para a questão das armas químicas.
Enquanto isso, grupos
considerados pelo Ocidente como uma "oposição moderada" foram
acossados por um novo e perigoso inimigo.
Jihadistas
Extremistas islâmicos ligados a um ramo da al-Qaeda tinham sido, por muito
tempo, uma fonte de preocupação no Ocidente.
A capacidade deles de cooptar
islâmicos moderados e enfrentar combatentes apoiados pelo Ocidente foi um dos
motivos citados para justificar a relutância em fornecer armamento ocidental a
combatentes da oposição. Afinal, nas mãos de quem esse armamento poderia
acabar?
Os críticos de Obama - alguns
dos quais defendiam o uso de ataques aéreos não apenas para punir, mas derrubar
o regime de Assad – acreditavam que a Casa Branca tinha perdido uma
oportunidade para mudar o equilíbrio militar na Síria de uma vez por todas.
Em vez de fortalecer a
oposição moderada, eles argumentam, houve espaço para que os elementos mais
radicais da oposição - os jihadistas - prosperassem. Esses grupos se expandiram
e desembocaram no autoproclamado Estado Islâmico, que agora controla uma faixa
de território na Síria e no Iraque.
Muitos se perguntam por que
os EUA atacam o Iraque e não atacaram a Síria. Para alguns, a resposta é fácil:
petróleo.
É verdade que o Iraque, por
muitas razões, é visto como um país com uma maior importância estratégica. Além
disso, os EUA herdaram uma responsabilidade no país que invadiram em 2003.
Os EUA são um aliado de longa
data dos curdos e receberam um pedido explícito para a intervenção do governo
em Bagdá. A opinião em Washington é a de que não há uma ordem constitucional no
Iraque.
É difícil prever o que teria
acontecido na Síria se Obama tivesse mantido sua promessa de realizar ataques
aéreos. Mas ficou claro que, sem impedir a desintegração da Síria, chegou-se a
uma situação em que a integridade do Iraque também está sob ameaça.
O Estado extremista que hoje
controla territórios nos dois países pode um dia exportar sua violência para
locais ainda mais distantes. Fonte: BBC
Relatório conclui que Pentágono violou a
lei em troca de militar por talebãs
O governo americano libertou cinco membros do Taleban para resgatar o soldado Bergdahl
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos descumpriu a lei
ao não informar o Congresso com 30 dias de antecedência da troca de um militar
sequestrado pelos talibãs em troca de cinco prisioneiros de Guantánamo, segundo
um relatório divulgado nesta quinta-feira (21) pelo Escritório de Supervisão do
Governo (GAO).
A agência independente não partidária
que trabalha para o Congresso publicou um relatório no qual indica que o Pentágono
descumpriu outra lei ao usar fundos que não tinham sido previamente
autorizados.
O documento é publicado meses depois de o governo do presidente Barack Obama libertar cinco talebãs presos em Guantánamo em troca do sargento Bowe Bergdhal, que após desaparecer em 2009 de sua base no Afeganistão caiu em poder dos talebãs, em circunstâncias pouco claras, e a quem seus companheiros acusaram de ter desertado.
O documento é publicado meses depois de o governo do presidente Barack Obama libertar cinco talebãs presos em Guantánamo em troca do sargento Bowe Bergdhal, que após desaparecer em 2009 de sua base no Afeganistão caiu em poder dos talebãs, em circunstâncias pouco claras, e a quem seus companheiros acusaram de ter desertado.
A Casa Branca negociou a troca de prisioneiros com a
assistência do governo do Catar, que aceito acolher os cinco presos talebãs por
pelo menos um ano.
A troca causou controvérsia entre os
legisladores, que não só denunciaram não terem sido informados, mas também
questionam as condições nas quais se efetuou a operação e o perigo para a
segurança nacional que podem representar os cinco talibãs libertados se
voltarem à luta terrorista.
O governo respondeu que não tinha
notificado o Congresso a troca com maior adiantamento porque considerou
necessário atuar com urgência perante a deterioração da saúde de Bergdhal e
pela possibilidade que sua vida corresse perigo caso vazasse o processo de
negociação.
Como Israel coloca em risco o apoio dos
USA
O diálogo dos governos Netanyahu e Obama chegou a um novo ponto baixo. A longo prazo, a tendência é Washington abandonar a política de ajuda incondicional aos israelenses
Netanyahu e Obama
durante conversa na Casa Branca em 2011. O israelense aposta no Congresso
enquanto espera as novas eleições nos EUA
Ninguém pode negar que o premier de
Israel, Benjamin Netanyahu, é um líder autoconfiante. Segundo em tempo de
permanência na lista de primeiros-ministros do país, atrás do histórico David
Ben Gurion, Netanyahu comanda um Exército formidável, tem apoio significativo
da classe política e viu sua popularidade explodir desde o início da ofensiva
contra o Hamas na Faixa de Gaza, em 8 de julho (apesar de agora ela já ter
despencado novamente). A autoconfiança de Netanyahu, entretanto, está colocando
em risco aquele que é o ativo mais importante do país – a parceria com os
Estados Unidos. A longo prazo, isso pode significar a redução de um apoio
precioso no ambiente hostil em que Israel vive.
A relação entre Estados Unidos e
Israel tem sido bastante atribulada desde que Barack Obama tomou posse, no
início de 2009. O atual presidente dos EUA e Netanyahu tiveram diversos
atritos, alguns públicos, em especial a respeito do estabelecimento do Estado
palestino e do programa nuclear do Irã. Em 2012, quando Obama buscava a
reeleição, Netanyahu não fez questão de esconder seu apoio a Mitt Romney,
o candidato republicano.
Na atual ofensiva contra o Hamas, a
relação entre Estados Unidos e Israel chegou a um novo ponto baixo. No fim
de julho, o Departamento de Estado enviou o rascunho de um possível
cessar-fogo com o Hamas para o governo israelense, com o objetivo de consulta.
O documento, visto como favorável ao Hamas, indignou o gabinete de Netanyahu,
que não apenas decidiu votar o rascunho, dando a ele um caráter oficial que não
tinha, como vazou o conteúdo para a imprensa. A imagem de John Kerry, o
secretário de Estado dos EUA, ficou arranhada, e fez o Departamento de Estado
atestar publicamente que se tratava de um rascunho. Aos poucos, a
diplomacia norte-americana saiu de cena e foi substituída pela da Egito, também
hostil ao Hamas, como defensora dos interesses de Israel nos diálogos com o
grupo palestino.
No início do
mês, as coisas pioraram, com um ríspido telefonema entre Netanyahu e Dan
Shapiro, o embaixador dos EUA em Israel. Segundo relatos, em 2 de
agosto Netanyahu disse a Shapiro para a administração Obama "jamais
questioná-lo novamente". No dia seguinte, o Departamento de Estado
condenou o "vergonhoso" ataque a uma escola da ONU na Faixa de
Gaza, a mais recente das diversas (e raras até a atual operação) críticas
norte-americanas à morte de civis palestinos. No último dia 14, surgiu em
reportagem do Wall
Street Journal o
problema mais grave na relação bilateral: Israel estava
solicitando munições diretamente ao Pentágono (o Departamento de Defesa
dos EUA) sem pedir autorização para a Casa Branca ou o Departamento de Estado.
A descoberta do contato direto fez a administração Obama paralisar a entrega
de mísseis Hellfire para as Forças Armadas de Israel, uma notícia que chocou
muitos israelenses.
A "relação especial" com os
EUA é preciosa política e militarmente para Israel, e se provou decisiva
diversas vezes nas últimas décadas. Diante disso, parece ser um contrassenso o
governo israelense provocar a Casa Branca. Não na cabeça de Netanyahu. O
primeiro-ministro de Israel vê Obama como um idealista ingênuo, que não entende
o Oriente Médio da forma correta. Ele se dá ao luxo de flanquear Obama pois
sabe que o atual mandatário norte-americano tem apenas mais dois anos de
mandato. Enquanto isso, Netanyahu aposta no forte lobby pró-Israel que funciona
no Congresso dos EUA. A estratégia pode parecer boa a curto prazo, mas tem
potencial desastroso para o futuro de Israel.
EUA longe de Israel?
Estados Unidos e Israel são parceiros
antigos. Além do lobby, a aliança tem outras três bases fortes – os interesses
estratégicos comuns, os valores liberais compartilhados e a tradição
judaico-cristã que une os dois povos. Mudanças demográficas, que vão demorar
algum tempo para se estabelecer, mas que já estão em andamento, tendem a erodir
esta relação especial entre as partes. Em artigo apresentado no Congresso
da International Studies Association em Buenos Aires, na Argentina, no fim de
julho, Ilai Saltszman, pesquisador da Claremont McKenna College, nos Estados
Unidos, mostrou como isso pode ocorrer. A tradição judaico-cristã é a única que
tende a se manter a longo prazo, enquanto o mesmo não é verdade para os outros
três fatores citados acima.
Em primeiro lugar, Saltszman lembra
que os interesses estratégicos dos Estados Unidos e de Israel estão, cada vez
mais, percorrendo caminhos separados. Para os EUA, a existência no Oriente
Médio de problemas mais urgentes que a questão palestina, como o Iraque; a
decrescente dependência do petróleo, proporcionada pelo sucesso da exploração
do gás de xisto em solo norte-americano; e o desejo de conter a China, o famoso
"pivô para a Ásia" de Obama; têm feito Washington perder interesse no
Oriente Médio como um todo e, em Israel, sua ponta-de-lança na região, em
particular.
Em segundo lugar, há também uma
importante mudança no perfil do lobby pró-Israel. Tradicionalmente estruturado
como um grupo de pressão da direita beligerante israelense, o lobby tem um
novo ator poderoso, o J-Street, criado por judeus-americanos pró-Israel, mas
também pró-paz, postura contrastante com a do atual governo israelense. O
J-Street apoiou abertamente a campanha de Obama e tem inúmeras divergências
públicas com a direita israelense.
Por fim, o compartilhamento de
valores liberais entre as sociedades também parece ameaçado. Enquanto os
judeus norte-americanos se encontram entre os grupos demográficos mais
progressistas do país, a sociedade israelense tem dado exemplos gritantes
de fanatismo, político e religioso. Saltszman lembra que, na ala
jovem-liberal da comunidade judaica dos EUA, que está em ascensão, o
progressismo é ainda mais acentuado. Para este grupo, diz o pesquisador, as
"políticas de Israel em relação aos palestinos constituem um teste
decisivo crucial para a viabilidade e capacidade de resistência de seus
alicerces morais e éticos". Tal postura dá legitimidade às críticas contra
Israel, em especial porque, segundo uma pesquisa do instituto Pew feita em
2013, 89% dos judeus norte-americanos enxergam como compatíveis as
condições de ser judeu e a de ter posições "fortemente críticas" a
Israel.
Israel deve pensar no futuro
Outras mudanças na sociedade e na
política norte-americanas podem prejudicar a relação especial entre os dois
países. No fim de julho, o mesmo instituto Pew mostrou que 40% dos
americanos culpavam o Hamas pelo conflito na Faixa de Gaza, enquanto 19%
responsabilizavam Israel. Entre os maiores de 65 anos, a tendência melhorava
para Israel (53% a 15%), mas caía para no grupo entre 18 e 29 anos (29% a 18%).
O corte "racial" também mostrava dados importantes. Enquanto 47% dos
brancos culpavam o Hamas pelo conflito e 15% responsabilizavam Israel, os
negros se dividiam (25% a 27%) e os hispânicos atribuíam mais culpa a Israel
(20% a 35%).
![]() |
| Divulgação |
Manifestantes pró-Palestina pedem boicote a Israel durante manifestação em Madri, na Espanha, nesta quinta-feira 21
As críticas da sociedade ao governo
israelense dialogam com a postura da imprensa norte-americana. Tradicionalmente
favorável a Israel, representantes da mídia têm se sentido à vontade para
criticar a ofensiva israelense. A operação atual é um marco, pois as
críticas a Israel se tornaram, como se diz nos EUA, jogo limpo. Isso tem
dificultado a tentativa de Israel de tornar consenso a sua versão do
conflito: a de que essa é uma guerra de defesa, em nome do sofrimento de uma
população que vive sob a ameaça constante dos foguetes do Hamas. Cada vez mais,
ganha força a narrativa contrária, a de que o sofrimento maior é dos
palestinos, em especial os da Faixa de Gaza, 1,8 milhão de pessoas que vivem
sob um cerco de Israel e do Egito, em uma espécie de prisão a céu aberto, cujas
vidas já miseráveis estão sendo destruídas pelos bombardeios e pela incursão
terrestre israelense.
Mais um
agravante demográfico para Israel é a perda de poder dos brancos
evangélicos dentro do Partido Republicano. Este grupo é majoritária e
ferrenhamente pró-Israel, por motivos religiosos inclusive, e está na base do
lobby tradicional. Como mostrou recente reportagem do jornal The Washington Post, os
evangélicos têm se sentido isolados politicamente no partido, diante do
crescimento de ativistas libertários e da Tea Party, cujas prioridades se
concentram em questões econômicas, não sociais. Se essa tendência interna do
Partido Republicano continuar, os brancos evangélicos vão ver reduzido seu
poder de eleger deputados e senadores, diminuindo a base suscetível ao lobby da
direita israelense.
Todos esses
fatores são, por enquanto, meramente indicativos de mudança. Israel é e vai
continuar sendo um parceiro importante dos Estados Unidos, mas a longo prazo
pode perder sua condição de aliado preferencial e o apoio incondicional do qual
desfruta hoje. Se fosse um bom líder, Netanyahu transmitiria este
diagnóstico a sua coalizão de extrema-direita e à sociedade
israelense. Além disso, buscaria alterar as atitudes de seu governo de forma a
torná-las mais palatáveis não apenas para quem já apoia o país. Em vez
disso, Netanyahu transmite sua autoconfiança e empáfia ao Estado de Israel, e
esquece que a existência do país, em segurança, está visceralmente calcada no
apoio de Washington. Com apoio reduzido dos EUA, Israel pode ter de
confrontar, enfraquecido, desafios até hoje inéditos, como o boicote
internacional que vem sendo gestado por conta da questão palestina, cujo
objetivo é transformar Israel em um pária internacional. Quanto mais cedo os
israelenses acordarem para essa realidade, mais seguros estarão. Fonte: CC
Oriente Médio
EUA lançam 6 novos bombardeios sobre
jihadistas no Iraque
Ataques aéreos, realizados com caças-bombardeiros, "destruíram ou danificaram três veículos militares e vários depósitos de artefatos explosivos de EI"
Washington - As Forças
Armadas dos Estados Unidos realizaram
nesta quinta-feira seis novos bombardeios contra posições dos jihadistas do
Estado Islâmico (EI) perto da
represa de Mossul, no norte do Iraque, como parte
de sua operação em apoio às forças iraquianas e curdas.
Os ataques aéreos, realizados com caças-bombardeiros,
"destruíram ou danificaram três veículos militares e vários depósitos de
artefatos explosivos de EI", informou o Comando Central americano em um
comunicado.
Washington
confirmou ontem a decapitação do jornalista americano James Foley, sequestrado
na Síria em 2012 por jhadistas do EI.
No vídeo de
sua execução, Foley responsabiliza o presidente dos EUA, Barack Obama, por sua
morte devido à intervenção militar no Iraque, antes de ser degolado por um
homem encapuzado que falava em inglês.
Após a
operação ser concluída com sucesso, as aeronaves saíram da zona de ataque sem
problemas, acrescentou o Comando Central.
Os ataques
foram feitos com o objetivo de "apoiar os esforços humanitários no Iraque,
assim como para proteger o pessoal e as instalações americanas", explicou
a mesma fonte.
Desde 8 de
agosto, os EUA realizaram um total de 90 ataques no norte do Iraque, 57 deles
em apoio às forças iraquianas que combatem o EI perto da estratégica represa de
Mossul.
No vídeo da
execução de Foley, o carrasco de EI ameaça matar também Steven Joel Sotloff,
outro jornalista americano que o grupo jihadista sequestrou, mas o presidente
Obama respondeu que os Estados Unidos vão "seguir fazendo" o que deve
fazer para acabar com essa organização extremista. Fonte: EFE
Síria
Mortos em conflito na Síria já superam 191 mil,
diz ONU
Milhares de civis foram atingidos pelo conflito; milhões se refugiaram em países da região
O conflito de três anos na Síria já
deixou mais de 191 mil mortos até abril, disse nesta sexta-feira a Organizações
das Nações Unidas (ONU). É mais que o dobro do número estimado pela ONU um ano
atrás.
A
comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, qualificou a estimativa de
"escandalosa". Ela acusou o governo e grupos rebeldes sírios de
crimes de guerra e criticou o que chamou de "paralisia internacional"
na questão.
"Tragicamente,
este número provavelmente subestima o número verdadeiro de pessoas mortas
durante os três primeiros anos desse conflito assassino", disse Navi
Pillay.
A
porta-voz da ONU criticou ainda o Conselho de Segurança da organização, dizendo
que a falta de ação do órgão permitiu centenas de milhares de mortos em zonas
de conflito.
"Os
assassinos, destruidores e torturadores na Síria foram fortalecidos pela
paralisia internacional", disse.
A
estimativa foi baseada no cruzamento de dados de quatro diferentes grupos de
monitoramento e do governo. O maior número de mortes foi registrada na
província de Damasco, com 39.393 mortes, e em Aleppo, com 31.932.
A ONU
havia interrompido a contagem de mortos em julho de 2013 alegando que não
poderia verificar suas fontes.
Rebeldes sírios têm
perdido terreno nos últimos meses no confronto contra forças do presidente Assad
Aniversário de
ataque
Grupos
opositores enfrentam forças do presidente Bashar al-Assad desde 2011, mas têm
perdido terreno nos últimos meses.
Há um
ano, um ataque químico com gás sarin nos subúrbios da capital síria, Damasco,
matou centenas e quase desatou ataques aéreos americanos.
O
presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acusou Assad de ter cruzado uma
"linha vermelha" ao lançar um ataque químico contra sua população.
Mas um
acordo diplomático, apoiado pela ONU, evitou a retaliação, exigindo que Assad
entregasse seu armamento químico.
Desde
então, o equilíbrio do conflito tem favorecido Assad. O regime mantém - e
recuperou - partes significativas do país.
O
correspondente de Defesa da BBC, Jonathan Marcus, disse que o conflito aguçou o
sectarismo na região, levando os combatentes mais extremistas a se reunir em
torno do autodenominado Estado Islâmico (EI), que formou um califado em partes
da Síria e do Iraque.
Para
Marcus, "o fracasso em conter a desintegração da Síria agora ameaça a
integridade do Iraque também".
Os
jihadistas continuam a se expandir e ameaçam grupos considerados pelo Ocidente
como "oposição moderada". Fonte: BBC
Investidores esperam pistas da mulher-forte da
Reserva Federal
![]() |
| Divulgação |
Discurso
de Janet Yellen, no encontro de Jackson Hole, vai prender as atenções dos
investidores de todo o mundo, que procuram pistas sobre a orientação da
política monetária da Fed.
As bolsas asiáticas encerraram a
sessão em terreno negativo, numa altura em que os investidores aguardam, com
expectativa, o discurso de Janet Yellen, presidente da Reserva Federal
norte-americana, que irá discursar esta sexta-feira, 22 de Agosto, no encontro de Jackson Hole.
O japonês Topix perdeu 0,4% para
os 1.286,07 pontos, enquanto o Nikkei desvalorizou
0,3% para 15.539,19 pontos. Já o MSCI Asia Pacific avança 0,2% para 148,76
pontos.
O discurso de Yellen vai prender
as atenções dos investidores de todo o mundo, que procuram pistas sobre a
orientação da política
monetária do banco central dos Estados Unidos.
Os últimos indicadores económicos
estão a apontar para uma recuperação sólida da economia norte-americana. Os
pedidos de subsídio de desemprego estão a diminuir, o produto interno bruto
está a aumentar, e os indicadores revelam que a percepção dos agentes
económicos aponta para que a economia norte-americana fortaleça o seu
crescimento. Os dados têm contribuído para a subida dos índices
norte-americanos nas últimas sessões, e levaram o S&P500 a renovar máximos
na sessão de ontem.
Por outro lado, a melhoria destes
indicadores poderá levar a FED a antecipar a subida da taxa de juro de
referência, tal como foi sublinhado nas minutas da última reunião de política
monetária, divulgadas esta quarta-feira.
No mercado das matérias-primas, o
petróleo segue em lata ligeira nos mercados internacionais devido à subida das
reservas nos Estados Unido e aos sinais de abrandamento da economia chinesa. O
West Texas Intermediate avança 0,03% para 93,99 dólares por barril, enquanto o
Brent, que serve de referência às importações europeias, sobe 0,07% para 102,70
dólares.
O euro sobe 0,11% para 1,3295
dólares.
Fonte:Cofina
Exportação - Grãos
Brasil
abocanha mais da metade das
importações de soja pela China no ano
A China importou 20,9 milhões de toneladas de soja
do Brasil de janeiro a julho, crescimento de 11,5 por cento na comparação com o
mesmo período do ano passado, com a oleaginosa brasileira respondendo no
acumulado de 2014 por mais da metade dos desembarques do produto no país
asiático, apontaram nesta quinta-feira dados da alfândega chinesa.
Os chineses, os maiores compradores de soja do mundo, importaram de todos os
fornecedores no mesmo período 41,7 milhões de toneladas, aumento de 20 por
cento na comparação anual.
Em julho, as importações chinesas somaram 7,5 milhões de toneladas, sendo mais
de 5 milhões de toneladas do produto do Brasil, que colheu uma safra recorde da
oleaginosa no primeiro semestre e tem contado com a forte demanda da China para
atingir uma marca histórica de exportações em 2014.
Nesta semana, a associação da indústria de soja do Brasil revisou para cima em
1 milhão de toneladas a previsão de exportação da oleaginosa, para 45 milhões
de toneladas em 2014, apontando que os prêmios pelo produto nacional ante os
valores da bolsa de Chicago estão bastante favoráveis aos embarques.
Grandes volumes de soja brasileira deverão chegar à China ainda em agosto,
considerando os registros de exportação do Brasil, que apontam embarques de
27,5 milhões de toneladas de janeiro a julho --esse volume representa mais de
70 por cento do total exportado pelo Brasil.
O país aparece à frente dos Estados Unidos como principal fornecedor de soja
para a China, segundo dados da alfândega, mas os norte-americanos ainda teriam
a chance de virar o jogo, na medida em que os desembarques do produto
brasileiro tendem a perder força no final do ano.
A safra nova dos EUA, entretanto, só chega ao mercado em novembro atualmente,
a oferta da colheita anterior norte-americana está escassa.
Até julho, as importações de soja dos EUA pela China atingiram 17,3 milhões de
toneladas, segundo a alfândega chinesa. Fonte: Agrolink
Bancos centrais avaliam as opções para dar
estímulo à economia global
Os líderes de bancos centrais
do mundo todo reúnem-se esta semana em Jackson Hole, em Wyoming - Bloomberg
News
![]() |
| Divulgação |
As
principais autoridades dos bancos centrais do mundo todo, reunidos esta semana
em Wyoming, nos Estados Unidos, têm de confrontar uma economia global que mais
uma vez desaponta, tornando-as relutantes em alguns pontos e incapazes em
outros de fechar as torneiras de dinheiro fácil empregado desde 2008 para
impulsionar o crescimento.
As
autoridades do Federal Reserve Bank, o banco central americano, — confusas com
uma combinação de baixo crescimento econômico e uma taxa elevada de contratação
pelas empresas — estão esperando por mais evidências de que a melhora do
mercado de trabalho continuará antes de decidirem elevar os juros de curto
prazo.
Em outros
países, as autoridades estão discutindo se devem fazer mais, não menos. A China
— a segunda maior economia mundial, depois dos EUA — tem tido dificuldades para
atingir a meta de crescimento do governo e alguns analistas estão prevendo
cortes nos juros. O Japão, a terceira maior economia, segue titubeante depois
do governo elevar os impostos sobre bens de consumo e o Banco do Japão segue
adiante com seu programa de compra de títulos de dívida destinado a impulsionar
o crescimento. A Alemanha, no quarto lugar, registrou contração no segundo
trimestre e o Banco Central Europeu faz experimentos no terreno de juros
negativos. A economia britânica é talvez a de melhor desempenho do mundo
desenvolvido atualmente, mas o líder de seu banco central reluta em elevar os
juros de curto prazo.
"A
recuperação global decepciona", disse Stanley Fischer, vice-presidente do FED,
em discurso em Estocolmo no início do mês. "Com poucas exceções, o
crescimento nas economias desenvolvidas ficou abaixo das expectativas à medida
que saem da recessão."
Isso
coloca os bancos centrais em uma posição incômoda. Muitos temem que os juros
baixos que eles estão empregando para encorajar os empréstimos e impulsionar o
crescimento podem criar uma nova bolha financeira. Em lugares como Londres e
Vancouver, os preços de imóveis explodiram e as autoridades do FED estão
assistindo, desconfortáveis, um boom na emissão de títulos de dívida
reestruturados e de outros instrumentos financeiros de alto risco nos EUA. No
momento, elas dependem de políticas regulatórias não testadas para prevenir
outra crise e manter os juros baixos.
O FED
caminha para encerrar seu programa de estímulo de recompra de títulos em
outubro. As autoridades apontam meados de 2015 — e possivelmente mais tarde —
para o início da elevação dos juros de curto prazo. O rápido declínio da taxa
de desemprego americano, para 6,2% em julho ante mais de 7% há um ano,
combinado com a melhora de outros indicadores do mercado de trabalho e aumento
discreto da inflação, criou um acirrado debate dentro do FED sobre um aumento
antecipado dos juros, possivelmente em março de 2015.
No
momento, entretanto, as autoridades do FED querem mais provas de que os avanços
do mercado de trabalho podem ser sustentados. "A maioria dos participantes
indicou que qualquer mudança em suas expectativas sobre o momento apropriado
para o primeiro aumento na taxa dos fundos federais depende de mais
informações", segundo a ata da reunião de julho do Fed.
A
presidente do FED, Janet Yellen, deve estabelecer o tom da reunião desta semana
nas declarações que fará hoje sobre o desempenho do mercado de trabalho. Em
grande parte do ano, ela apontou fraquezas no mercado de trabalho americano —
como uma abundância de trabalhadores de meio período que querem trabalhar em
tempo integral — que estariam mantendo em baixa o crescimento da inflação e dos
salários.
No Reino
Unido, o Banco da Inglaterra também está cauteloso. O Fundo Monetário
Internacional estimou que o Reino Unido é a economia desenvolvida com mais
rápido crescimento em 2014, depois de vários anos próximo à estagnação. O BC
espera um crescimento da economia britânica de 3,5% este ano, segundo sua mais
recente previsão.
Duas das
nove autoridades do Banco da Inglaterra — Martin Weale e Ian McCafferty —
pediram este mês por um aumento de 0,25 ponto percentual no juro de referência
para manter a inflação na meta, segundo registros das discussões. Mas o
presidente do banco, Mark Carney, acredita que um aumento do juro agora seria
prematuro e a maioria de seus colegas concorda.
O desafio crescente da China foi ressaltado por dados
industriais mais fracos que o esperado. "A recuperação econômica segue,
mas seu ritmo diminuiu de novo", disse o economista do HSBC, HSBA.LN +0.80% Qu
Hongbin, sobre o índice dos gerentes de compras do setor manufatureiro da
China, que caiu em agosto para uma mínima de três meses.
O morno
indicador foi divulgado uma semana depois de o Banco Popular da China acionar o
alarme ao informar que sua medida mais ampla de novos empréstimos caiu cerca de
65% em julho ante o mês anterior, sugerindo que o programa de "mini estímulos"
com investimentos em infraestrutura, transporte e tecnologia da informação e um
afrouxamento da liquidez pelo banco central fez pouco para impulsionar a
economia.
"Nós mantemos nossa previsão de dois cortes
nos juros" no segundo semestre "para aliviar a carga de dívida,
sustentar a demanda e reduzir os riscos financeiros", informou o Barclays BARC.LN +0.43% em
relatório elaborado após a divulgação dos dados.
O Banco
do Japão se uniu tardiamente aos estímulos dos bancos centrais do mundo depois
da crise financeira de 2008. Em contraste com o FED, ele está nos estágios
iniciais de um programa de compra de ativos, cuja meta é impulsionar o
crescimento. O grande debate no Japão agora não é sobre se o banco central vai
reduzir o programa, mas se ele não deveria expandi-lo, já que dados recentes mostram
que as medidas em andamento não têm sido eficazes. Fonte: The Wall Street Journal
M e t a l
Ouro fecha no menor valor em dois meses
Com menor aversão a risco, contrato mais negociado na Comex, divisão de
metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), para entrega em dezembro, caiu
US$ 19,80
Ouro:
metal ficou em US$ 1.275,40 a onça-troy, o menor preço desde 18 de junho
São Paulo
- A possibilidade de o Federal Reserve (FED, o banco central dos EUA) antecipar
seu ciclo de aperto monetário levou o ouro ao menor
valor em dois meses.
Com a
menor aversão a risco, o contrato mais negociado na Comex, a divisão de metais da New
York Mercantile Exchange (Nymex), para entrega em dezembro, caiu US$ 19,80
(1,53%), para US$ 1.275,40 a onça-troy, o menor preço desde 18 de junho.
Pela
manhã, o Departamento de Trabalho dos EUA informou que o número de
trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de
auxílio-desemprego caiu 14 mil na semana encerrada em 16 de agosto, para 298
mil.
O
resultado ficou abaixo da previsão dos analistas, de 302 mil novos pedidos, e
voltou a patamares de oito anos atrás, o que indica melhora do mercado de
trabalho.
Os
números de vendas de moradias usadas, assim como o índice de atividade do Meio
Atlântico e o índice de indicadores antecedentes, também surpreenderam
positivamente.
Os indicadores reforçaram a sinalização dada pela ata do FED,
divulgada ontem, na qual a autoridade monetária reconhece a possibilidade de
aumento dos juros antes do previsto caso a economia americana reaja
rapidamente.
Agora, os
investidores aguardam o pronunciamento de amanhã da presidente do FED, Janet
Yellen, no simpósio anual de política monetária em Jackson Hole.
Com
informações da Dow Jones Newswires.
Finanças
Capital estrangeiro está voltando a emergentes
Investidores
internacionais abandonaram, há cerca de um ano, os mercados em desenvolvimento
na expectativa de que as taxas de juros dos Estados Unidos subiriam quando o
Federal Reserve (FED) começasse a reduzir seu programa de estímulo monetário.
Os bancos centrais da Turquia, Brasil, Índia, Indonésia e África do Sul
decidiram, então, elevar os juros para estancar a fuga de capitais. Muitos
governos também prometeram reformas econômicas complexas para restaurar a
confiança.
Os investidores retiraram US$ 32,5 bilhões de ações e títulos de 30 países
emergentes em junho de 2013, no auge da turbulência nos mercados globais, de
acordo com o Institute of International Finance Inc. A agitação política na
Ucrânia em janeiro provocou nova debandada. Mas os investidores injetaram US$
221,7 bilhões em ativos de países emergentes nos últimos 11 meses, incluindo
uma estimativa de US$ 45 bilhões só em maio, o maior total mensal desde
setembro de 2012.
Agora, alguns países, como a Turquia, estão começando a reverter aumentos de
juros sob pressão política. Outros estão adiando reformas apontadas por
economistas como necessárias durante anos e que, finalmente, pareciam mais
próximas de se tornar realidade.
China amplia importação de soja brasileira e
fiscaliza sorgo norte-americano
De acordo com a Conab, a soja foi o principal destaque do levantamento crescimento de 10,5%
A China importou 20,9 milhões de
toneladas de soja do
Brasil de janeiro a julho, crescimento de 11,5% na comparação com o mesmo
período do ano passado, com a oleaginosa brasileira respondendo no acumulado de
2014 por mais da metade dos desembarques do produto no país asiático, apontaram
nesta quinta-feira dados da alfândega chinesa. Os chineses, os maiores
compradores de soja do mundo, importaram de todos
os fornecedores no mesmo período 41,7 milhões de toneladas, aumento de 20% na
comparação anual.
Em julho, as importações chinesas
somaram 7,5 milhões de toneladas, sendo mais de 5 milhões de toneladas do
produto do Brasil, que colheu uma safra recorde da oleaginosa no primeiro
semestre e tem contado com a forte demanda da China para atingir uma marca
histórica de exportações em 2014. Nesta semana, a associação da indústria de
soja do Brasil revisou para cima em 1 milhão de toneladas a previsão de
exportação da oleaginosa, para 45 milhões de toneladas em 2014, apontando que
os prêmios pelo produto nacional ante os valores da bolsa de Chicago estão
bastante favoráveis aos embarques.
Grandes volumes de soja
brasileira deverão chegar à China ainda em agosto, considerando os registros de
exportação do Brasil, que apontam embarques de 27,5 milhões de toneladas de
janeiro a julho –esse volume representa mais de 70% do total exportado pelo
Brasil. O país aparece à frente dos Estados Unidos como principal fornecedor de
soja para a China, segundo dados da alfândega, mas os norte-americanos ainda
teriam a chance de virar o jogo, na medida em que os desembarques do produto
brasileiro tendem a perder força no final do ano.
A safra nova dos EUA, entretanto,
só chega ao mercado em novembro – atualmente, a oferta da colheita
anterior norte-americana está escassa. Até julho, as importações de
soja dos EUA pela China atingiram 17,3 milhões de toneladas, segundo a
alfândega chinesa.
Fiscalização
Depois de ampliar as importações
da soja brasileira, as autoridades chinesas têm aumentando as verificações em
carregamentos de sorgo dos Estados Unidos, um produto correlato à soja,
disseram operadores, potencialmente reduzindo os embarques originados no maior
exportador global do grão que é considerado um substituto para o milho.
Quatro operadores com
conhecimento direto do assunto disseram que o escritório de quarentena chinês
pediu no mês passado que as autoridades locais apertem a fiscalização do sorgo
e da cevada, em busca de impurezas como resíduos de pesticidas e metais
pesados. Um porta-voz do escritório de quarentena não quis comentar o assunto
imediatamente.
A medida ocorre depois de a China
rejeitar mais de 1 milhão de toneladas de milho dos EUA devido à presença de
uma variedade transgênica não autorizada por Pequim. As fábricas chinesas de
ração têm aumentado suas compras de sorgo dos EUA como um substituto barato
para o milho doméstico, que é negociado a preços inflados pela política de
apoio do governo aos agricultores.
– Há preocupações no mercado, que
deverá reduzir importações de sorgo nos meses posteriores – disse o analista
Zhang Yan, da Shanghai JC Intelligence (JCI).
Carregamentos
A JCI reduziu sua estimativa de
importação de sorgo pela China em 2014/15 para 1,6 milhão de toneladas, ante
3,9 milhões de sua previsão anterior. A China é o maior comprador de sorgo dos
EUA, e suas fábricas compram quase todo o sorgo que consomem dos
norte-americanos.
– Os carregamentos já agendados
ou a caminho da China podem não ter nenhum problema, mas os carregamentos
feitos depois do aviso podem enfrentar problemas. Alguns dos maiores
compradores já foram informados de verificações rigorosas – disse uma outra
fonte da indústria, que pediu para não ser identificada porque não é autorizada
a falar com a imprensa.
Fonte: CDB
USDA: Exportação Semanal de Soja dos USA
Supera Expectativas
Nesta quinta-feira
(21), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou seu novo
boletim semanal de vendas para exportação com números referentes à semana que
terminou em 14 de agosto.
As vendas semanais de soja da safra 2013/14 vieram negativas em 89,7 mil toneladas, contra as 61,4 mil toneladas da semana anterior. O volume ficou aquém das expectativas do mercado, que oscilavam entre 0 e 100 mil toneladas. No acumulado do ano, as exportações norte-americanas já totalizam 46.090,7 milhões de toneladas, frente à estimativa do USDA de 44.630,0 milhões de t para toda a temporada 2013/14.
Já da safra 2014/15, as exportações semanais totalizaram 1.420,6 milhão de toneladas, volume ligeiramente maior do que o registrado na semana anterior, de 1.081,8 milhão. O total ficou acima do esperado pelo mercado, que apostava em algo entre 800 mil e 1.050,0 milhão de toneladas.
As vendas semanais de farelo de soja dos EUA da safra velha somaram 99,8 mil toneladas, contra as negativas 31,7 mil da semana anterior. O número veio dentro das expectativas - 50 mil a 125 mil toneladas - e elevaram o acumulado no ano a 10.403,8 milhões de toneladas, contra o esperado pelo USDA de 10.570,0 milhões.
Da safra nova foram vendidas 78,6 mil toneladas, nesse caso, volume menor do que o registrado na semana anterior de 152,1 mil toneladas. As expectativas do mercado, nesse caso, variavam de 125 mil a 250 mil toneladas.
Sobre o óleo de soja, o USDA reportou as vendas da safra 2013/14 em 15,7 mil toneladas, contra negativas 4,7 mil da semana anterior. As expectativas do mercado para essa semana variavam de 0 a 20 mil toneladas. Com isso, o total acumulado no ano sobe para 821,6 mil toneladas, contra 840 mil esperadas pelo USDA para todo o ano comercial.
Da safra 2014/15, enquanto as expectativas do mercado variavam de 0 a 20 mil toneladas, as vendas semanais de óleo ficaram em 5 mil toneladas. Na semana anterior, o total foi de 6,7 mil.
Milho - As vendas para exportação semanais de milho da safra 2013/14 dos EUA totalizaram, ainda segundo o USDA, 99,8 mil toneladas e ficaram dentro das expectativas do mercado, que iam de 0 a 150 mil toneladas. Na semana passada, esse número veio negativo em 117,2 mil toneladas.
Para a safra 2014/15, o departamento norte-americano reportou as vendas em 719,3 mil toneladas, frente às projeções do mercado entre 650 mil e 900 mil toneladas. Na semana anterior, porém, esse número veio ligeiramente maior, somando 787,9 mil toneladas.
Trigo - O USDA reportou ainda as vendas semanais de trigo em 209,2 mil toneladas, número que veio ligeiramente menor do que o esperado pelo mercado, algo entre 350 mil e 500 mil toneladas.
Fonte: Notícias Agrícolas









.jpg)







Nenhum comentário:
Postar um comentário