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22 de ago. de 2014

Mercado Aberto Brasil - Argentina Suspende Exportações - Rússia 2014: 100 Milhões de Tons de Grãos - Declaração Conjunta entre Xi e Mongólia

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Brasil – Mercado Aberto

O pregão da BM&FBovespa nesta sexta feira teve a seguinte variação; veja abaixo o gráfico:


Mercado Futuro:

Futuro*22/08/2014


OscilaçãoPreço
IBOVESPA-1,1167%59330
DÓLAR0,4834%2286,5
FRC1,5873%1,28
DI1-1,0408%11,41
CAFÉ-0,8261%228,1
BOI-0,5445%127,85
ETANOLNDND
MILHO-0,0422%23,69A
SOJA-0,4202%23,7
S&P 500-0,1884%1986,25
OC1NDND

Dólar: Cotação em R$(Real) por mil dólares:

Café: Cotação em dólares a saca de 60 quilos

Boi: cotação em R$(Real) a arroba *(15 quilos)

Etanol: Cotação em R$(Real) por metro cúbico

Milho: Cotação em R$(Real) a saca de 60 quilos

Soja: Cotação em US$ a saca de 60 quilos


Ouro: Cotação em R$(Real) o grama
    Fonte: BM&FBovespa - São Paulo - Brasil



Argentina proíbe exportação para evitar desabastecimento e aumento de preços



Argentina restringe exportações de carne bovina, dizem entidades

  

País costuma fazer isso para garantir abastecimento e evitar aumentos.


Governo ainda não confirmou a possível interrupção.



As principais entidades agrícolas da Argentina disseram que o governo federal restringiu as exportações de carne bovina, em um novo capítulo na luta de anos entre a indústria e a presidente Cristina Kirchner.
Porta-vozes do governo contatados pela Reuters não forneceram informações sobre a possível interrupção dos embarques da Argentina, que ainda é um dos principais exportadores de cortes de carne bovina, apesar da redução das exportações nos últimos anos.
"A Confederação Rural Argentina (CRA) rejeita a medida do governo nacional para interromper as exportações de carne bovina, sendo mais uma medida estranha, errada e negativa para todo o setor agrícola", disse a associação de produtores em um comunicado de imprensa.
O governo federal restringe há anos as exportações de carne, milho e trigo para garantir o abastecimento local de alimentos e evitar aumentos de preços em um país que sofre com alta inflação de mais de 30 por cento ao ano, segundo estimativas privadas.
"Mais uma vez assistimos a mesma decisão autoritária para, na prática, bloquear as exportações de carne, medida que foi o início da crise no setor em 2006", disse a Sociedade Rural Argentina (SRA), por meio de um comunicado.
Em 2013, a Argentina exportou 201.688 toneladas de carne bovina no valor de 981 milhões de dólares, de acordo com o Ministério da Agricultura.
Nos primeiros seis meses de 2014, 84.453 toneladas foram embarcadas, no valor de 437 milhões de dólares.
Em 2005, o último ano em que as exportações não foram limitadas, de acordo com os sindicatos do setor, as exportações do país sul-americano haviam totalizado 771.427 toneladas.
Fonte: Reuters


BRICS – Agricultura


Colheita de grãos na Rússia em 2014 será de 100 milhões de toneladas


Colagem Oficina da Casa
A colheita de grãos este ano na Rússia será de pelo menos 100 milhões de toneladas, afirmou o ministro da Agricultura da Rússia, Nikolai Fedorov, em uma conversa com o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev.
"Recebemos as previsões das regiões sobre a gestão agrícola. Eles atualizaram seus dados e chegaram à conclusão que a colheita será de pelo menos 100 milhões de toneladas", disse Fedorov.
A previsão oficial do Ministério da Agricultura da Federação Russa quanto à colheita de cereais em 2014 foi de 97 milhões de toneladas contra 92,4 milhões de toneladas do ano passado.

Fonte: Rádio A Voz da Rússia




Diplomacia


Chefes de Estado da China e Mongólia 


assinam  declaração conjunta


O presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente da Mongólia, Tsakhya Elbegdorg, assinaram nesta quinta-feira em Ulan Bator, capital mongol, uma declaração conjunta sobre o estabelecimento e desenvolvimento de uma parceira estratégica global entre os dois países. O documento diz que ambos os países manterão o intercâmbio de alto nível e a tradição de realizar encontros em ocasiões internacionais, além de consolidar as comunicações estratégicas por diversos canais e meios.

Sr. Xi Jinping - Presidente da China - Colagem Oficina da Casa
Os dois chefes de Estado decidiram elevar a parceria estratégica para parceria estratégica global, baseada no alto nível de confiança entre os dois países e na vontade comum de aprofundamento das relações, o que corresponde aos interesses comuns dos dois países e povos.
Ambas as partes reiteraram que não praticarão qualquer ação, não assinarão qualquer acordo, nem ingressarão em qualquer aliança ou grupo que prejudique a soberania, segurança e integridade territorial do outro. Os dois prometeram não permitir que qualquer terceiro país, organização ou grupo que prejudique a outra parte entre em seu território.
A Mongólia reiterou que o governo da República Popular da China é o único governo legítimo que representa todo o país. Os mongóis apoiam firmemente a posição chinesa nas questões de Taiwan, Tibete e Xinjiang.
Segundo a declaração, a China aplaude o desenvolvimento das relações amistosas entre a Mongólia e diversos países e organizações internacionais, e apoia o esforço do país na criação de um bom ambiente de investimento para estrangeiros.
O documento diz ainda que a China respeita e apoia a posição mongol de não ter armas nucleares e de se opor a qualquer tipo de transporte ou armazenamento de resíduos nucleares em seu território.
Tradução: Xia Ren
Fonte: Departamento de Estado China


Análise: Hesitação dos EUA na Síria abriu 


caminho para extremistas


Falta de ação do Ocidente no conflito Síria pode ter alimentado avanço de militantes extremistas e atual crise no Iraque, analisa correspondente de Defesa da BBC.


Desde que os EUA desistiram de realizar ataques aéreos na Síria, um ano atrás, na sequência de um ataque com gás sarin contra civis atribuído ao governo do presidente Bashar al Assad, o número de mortos no conflito dobrou, superando 191 mil.
Além do assustador custo humano, muitos acreditam que a relutância naquela ocasião teve também consequências geopolíticas para a região, permitindo o fortalecimento de grupos radicais que hoje desembocaram no autodenominado Estado Islâmico (EI).
Hoje, os EUA usam seu poderio aéreo para tentar mudar o equilíbrio de forças na região - mas não na Síria, e sim no Iraque, considerado um Estado que se desmorona diante da ameaça dos grupos radicais islâmicos.
Uma das questões que se destacam é se a falta de ação militar na Síria, um ano atrás, fomentou o caos regional a que assistimos hoje.

Hesitação na Síria

Um ano atrás os eventos na Síria ainda eram vistos como uma extensão da Primavera Árabe. Em outros países, líderes que ocupavam o poder havia anos tinham sido derrubados pela pressão popular. Na Síria, o presidente Bashar al-Assad estava determinado a manter sua posição.
As divisões na oposição síria jogaram a favor de Assad e complicaram as dimensões regionais do conflito. Países sunitas, como a Arábia Saudita, apoiaram várias facções opositoras, enquanto o Irã apoiou o regime de Assad.
O Ocidente flertou com grupos opositores, mas a desunião deles e a falta de resolução das nações ocidentais impediram uma decisão sobre fornecer ou não armas a esses grupos.
Foi então que Assad aparentemente usou armas químicas contra seu próprio povo. Diferentemente de outras ocasiões, as provas deste ataque eram claras e exigiam uma reação. O presidente americano, Barack Obama, estava sob pressão para responder ao desrespeito de uma "linha vermelha" que ele próprio estabelecera: o uso de armas químicas por parte do governo sírio contra sua população civil.
Como se sabe, o ataque americano nunca ocorreu. O Parlamento britânico se opôs a uma ação conjunta com os EUA e enfraqueceu uma autorização semelhante que buscasse aprovação do Congresso americano para uma ação militar.
A alternativa diplomática, costurada entre Washington e Moscou com apoio da comunidade internacional, foi elaborar um plano conjunto para destruir os estoques de armamentos químicos do governo sírio.
Foi um capítulo memorável na história do controle de armas. Mas não interrompeu o derramamento de sangue no país.
A remoção do estoque de armas químicas da Síria foi, de certa maneira, uma distração: agora, as atenções estavam voltadas unicamente para a questão das armas químicas.
Enquanto isso, grupos considerados pelo Ocidente como uma "oposição moderada" foram acossados por um novo e perigoso inimigo.

Jihadistas

Extremistas islâmicos ligados a um ramo da al-Qaeda tinham sido, por muito tempo, uma fonte de preocupação no Ocidente.
A capacidade deles de cooptar islâmicos moderados e enfrentar combatentes apoiados pelo Ocidente foi um dos motivos citados para justificar a relutância em fornecer armamento ocidental a combatentes da oposição. Afinal, nas mãos de quem esse armamento poderia acabar?
Os críticos de Obama - alguns dos quais defendiam o uso de ataques aéreos não apenas para punir, mas derrubar o regime de Assad – acreditavam que a Casa Branca tinha perdido uma oportunidade para mudar o equilíbrio militar na Síria de uma vez por todas.
Em vez de fortalecer a oposição moderada, eles argumentam, houve espaço para que os elementos mais radicais da oposição - os jihadistas - prosperassem. Esses grupos se expandiram e desembocaram no autoproclamado Estado Islâmico, que agora controla uma faixa de território na Síria e no Iraque.
Muitos se perguntam por que os EUA atacam o Iraque e não atacaram a Síria. Para alguns, a resposta é fácil: petróleo.
É verdade que o Iraque, por muitas razões, é visto como um país com uma maior importância estratégica. Além disso, os EUA herdaram uma responsabilidade no país que invadiram em 2003.
Os EUA são um aliado de longa data dos curdos e receberam um pedido explícito para a intervenção do governo em Bagdá. A opinião em Washington é a de que não há uma ordem constitucional no Iraque.
É difícil prever o que teria acontecido na Síria se Obama tivesse mantido sua promessa de realizar ataques aéreos. Mas ficou claro que, sem impedir a desintegração da Síria, chegou-se a uma situação em que a integridade do Iraque também está sob ameaça.
O Estado extremista que hoje controla territórios nos dois países pode um dia exportar sua violência para locais ainda mais distantes. Fonte: BBC

Relatório conclui que Pentágono violou a 


lei em troca de militar por talebãs



O governo americano libertou cinco membros do Taleban para resgatar o soldado Bergdahl


O Departamento de Defesa dos Estados Unidos descumpriu a lei ao não informar o Congresso com 30 dias de antecedência da troca de um militar sequestrado pelos talibãs em troca de cinco prisioneiros de Guantánamo, segundo um relatório divulgado nesta quinta-feira (21) pelo Escritório de Supervisão do Governo (GAO).
A agência independente não partidária que trabalha para o Congresso publicou um relatório no qual indica que o Pentágono descumpriu outra lei ao usar fundos que não tinham sido previamente autorizados.
O documento é publicado meses depois de o governo do presidente Barack Obama libertar cinco talebãs presos em Guantánamo em troca do sargento Bowe Bergdhal, que após desaparecer em 2009 de sua base no Afeganistão caiu em poder dos talebãs, em circunstâncias pouco claras, e a quem seus companheiros acusaram de ter desertado.
A Casa Branca negociou a troca de prisioneiros com a assistência do governo do Catar, que aceito acolher os cinco presos talebãs por pelo menos um ano.
A troca causou controvérsia entre os legisladores, que não só denunciaram não terem sido informados, mas também questionam as condições nas quais se efetuou a operação e o perigo para a segurança nacional que podem representar os cinco talibãs libertados se voltarem à luta terrorista.
O governo respondeu que não tinha notificado o Congresso a troca com maior adiantamento porque considerou necessário atuar com urgência perante a deterioração da saúde de Bergdhal e pela possibilidade que sua vida corresse perigo caso vazasse o processo de negociação.

Como Israel coloca em risco o apoio dos 

USA


O diálogo dos governos Netanyahu e Obama chegou a um novo ponto baixo. A longo prazo, a tendência é Washington abandonar a política de ajuda incondicional aos israelenses




Netanyahu e Obama durante conversa na Casa Branca em 2011. O israelense aposta no Congresso enquanto espera as novas eleições nos EUA

Ninguém pode negar que o premier de Israel, Benjamin Netanyahu, é um líder autoconfiante. Segundo em tempo de permanência na lista de primeiros-ministros do país, atrás do histórico David Ben Gurion, Netanyahu comanda um Exército formidável, tem apoio significativo da classe política e viu sua popularidade explodir desde o início da ofensiva contra o Hamas na Faixa de Gaza, em 8 de julho (apesar de agora ela já ter despencado novamente). A autoconfiança de Netanyahu, entretanto, está colocando em risco aquele que é o ativo mais importante do país – a parceria com os Estados Unidos. A longo prazo, isso pode significar a redução de um apoio precioso no ambiente hostil em que Israel vive.
A relação entre Estados Unidos e Israel tem sido bastante atribulada desde que Barack Obama tomou posse, no início de 2009. O atual presidente dos EUA e Netanyahu tiveram diversos atritos, alguns públicos, em especial a respeito do estabelecimento do Estado palestino e do programa nuclear do Irã. Em 2012, quando Obama buscava a reeleição, Netanyahu não fez questão de esconder seu apoio a Mitt Romney, o candidato republicano.
Na atual ofensiva contra o Hamas, a relação entre Estados Unidos e Israel chegou a um novo ponto baixo. No fim de julho, o Departamento de Estado enviou o rascunho de um possível cessar-fogo com o Hamas para o governo israelense, com o objetivo de consulta. O documento, visto como favorável ao Hamas, indignou o gabinete de Netanyahu, que não apenas decidiu votar o rascunho, dando a ele um caráter oficial que não tinha, como vazou o conteúdo para a imprensa. A imagem de John Kerry, o secretário de Estado dos EUA, ficou arranhada, e fez o Departamento de Estado atestar publicamente que se tratava de um rascunho. Aos poucos, a diplomacia norte-americana saiu de cena e foi substituída pela da Egito, também hostil ao Hamas, como defensora dos interesses de Israel nos diálogos com o grupo palestino.
No início do mês, as coisas pioraram, com um ríspido telefonema entre Netanyahu e Dan Shapiro, o embaixador dos EUA em Israel. Segundo relatos, em 2 de agosto Netanyahu disse a Shapiro para a administração Obama "jamais questioná-lo novamente". No dia seguinte, o Departamento de Estado condenou o "vergonhoso" ataque a uma escola da ONU na Faixa de Gaza, a mais recente das diversas (e raras até a atual operação) críticas norte-americanas à morte de civis palestinos. No último dia 14, surgiu em reportagem do Wall Street Journal o problema mais grave na relação bilateral: Israel estava solicitando munições diretamente ao Pentágono (o Departamento de Defesa dos EUA) sem pedir autorização para a Casa Branca ou o Departamento de Estado. A descoberta do contato direto fez a administração Obama paralisar a entrega de mísseis Hellfire para as Forças Armadas de Israel, uma notícia que chocou muitos israelenses.
A "relação especial" com os EUA é preciosa política e militarmente para Israel, e se provou decisiva diversas vezes nas últimas décadas. Diante disso, parece ser um contrassenso o governo israelense provocar a Casa Branca. Não na cabeça de Netanyahu. O primeiro-ministro de Israel vê Obama como um idealista ingênuo, que não entende o Oriente Médio da forma correta. Ele se dá ao luxo de flanquear Obama pois sabe que o atual mandatário norte-americano tem apenas mais dois anos de mandato. Enquanto isso, Netanyahu aposta no forte lobby pró-Israel que funciona no Congresso dos EUA. A estratégia pode parecer boa a curto prazo, mas tem potencial desastroso para o futuro de Israel.
EUA longe de Israel?

Estados Unidos e Israel são parceiros antigos. Além do lobby, a aliança tem outras três bases fortes – os interesses estratégicos comuns, os valores liberais compartilhados e a tradição judaico-cristã que une os dois povos. Mudanças demográficas, que vão demorar algum tempo para se estabelecer, mas que já estão em andamento, tendem a erodir esta relação especial entre as partes. Em artigo apresentado no Congresso da International Studies Association em Buenos Aires, na Argentina, no fim de julho, Ilai Saltszman, pesquisador da Claremont McKenna College, nos Estados Unidos, mostrou como isso pode ocorrer. A tradição judaico-cristã é a única que tende a se manter a longo prazo, enquanto o mesmo não é verdade para os outros três fatores citados acima.
Em primeiro lugar, Saltszman lembra que os interesses estratégicos dos Estados Unidos e de Israel estão, cada vez mais, percorrendo caminhos separados. Para os EUA, a existência no Oriente Médio de problemas mais urgentes que a questão palestina, como o Iraque; a decrescente dependência do petróleo, proporcionada pelo sucesso da exploração do gás de xisto em solo norte-americano; e o desejo de conter a China, o famoso "pivô para a Ásia" de Obama; têm feito Washington perder interesse no Oriente Médio como um todo e, em Israel, sua ponta-de-lança na região, em particular.
Em segundo lugar, há também uma importante mudança no perfil do lobby pró-Israel. Tradicionalmente estruturado como um grupo de pressão da direita beligerante israelense, o lobby tem um novo ator poderoso, o J-Street, criado por judeus-americanos pró-Israel, mas também pró-paz, postura contrastante com a do atual governo israelense. O J-Street apoiou abertamente a campanha de Obama e tem inúmeras divergências públicas com a direita israelense.
Por fim, o compartilhamento de valores liberais entre as sociedades também parece ameaçado. Enquanto os judeus norte-americanos se encontram entre os grupos demográficos mais progressistas do país, a sociedade israelense tem dado exemplos gritantes de fanatismo, político e religioso. Saltszman lembra que, na ala jovem-liberal da comunidade judaica dos EUA, que está em ascensão, o progressismo é ainda mais acentuado. Para este grupo, diz o pesquisador, as "políticas de Israel em relação aos palestinos constituem um teste decisivo crucial para a viabilidade e capacidade de resistência de seus alicerces morais e éticos". Tal postura dá legitimidade às críticas contra Israel, em especial porque, segundo uma pesquisa do instituto Pew feita em 2013, 89% dos judeus norte-americanos enxergam como compatíveis as condições de ser judeu e a de ter posições "fortemente críticas" a Israel.
Israel deve pensar no futuro

Outras mudanças na sociedade e na política norte-americanas podem prejudicar a relação especial entre os dois países. No fim de julho, o mesmo instituto Pew mostrou que 40% dos americanos culpavam o Hamas pelo conflito na Faixa de Gaza, enquanto 19% responsabilizavam Israel. Entre os maiores de 65 anos, a tendência melhorava para Israel (53% a 15%), mas caía para no grupo entre 18 e 29 anos (29% a 18%). O corte "racial" também mostrava dados importantes. Enquanto 47% dos brancos culpavam o Hamas pelo conflito e 15% responsabilizavam Israel, os negros se dividiam (25% a 27%) e os hispânicos atribuíam mais culpa a Israel (20% a 35%).
Divulgação

Manifestantes pró-Palestina pedem boicote a Israel durante manifestação em Madri, na Espanha, nesta quinta-feira 21

As críticas da sociedade ao governo israelense dialogam com a postura da imprensa norte-americana. Tradicionalmente favorável a Israel, representantes da mídia têm se sentido à vontade para criticar a ofensiva israelense. A operação atual é um marco, pois as críticas a Israel se tornaram, como se diz nos EUA, jogo limpo. Isso tem dificultado a tentativa de Israel de tornar consenso a sua versão do conflito: a de que essa é uma guerra de defesa, em nome do sofrimento de uma população que vive sob a ameaça constante dos foguetes do Hamas. Cada vez mais, ganha força a narrativa contrária, a de que o sofrimento maior é dos palestinos, em especial os da Faixa de Gaza, 1,8 milhão de pessoas que vivem sob um cerco de Israel e do Egito, em uma espécie de prisão a céu aberto, cujas vidas já miseráveis estão sendo destruídas pelos bombardeios e pela incursão terrestre israelense.
Mais um agravante demográfico para Israel é a perda de poder dos brancos evangélicos dentro do Partido Republicano. Este grupo é majoritária e ferrenhamente pró-Israel, por motivos religiosos inclusive, e está na base do lobby tradicional. Como mostrou recente reportagem do jornal The Washington Post, os evangélicos têm se sentido isolados politicamente no partido, diante do crescimento de ativistas libertários e da Tea Party, cujas prioridades se concentram em questões econômicas, não sociais. Se essa tendência interna do Partido Republicano continuar, os brancos evangélicos vão ver reduzido seu poder de eleger deputados e senadores, diminuindo a base suscetível ao lobby da direita israelense.
Todos esses fatores são, por enquanto, meramente indicativos de mudança. Israel é e vai continuar sendo um parceiro importante dos Estados Unidos, mas a longo prazo pode perder sua condição de aliado preferencial e o apoio incondicional do qual desfruta hoje. Se fosse um bom líder, Netanyahu transmitiria este diagnóstico a sua coalizão de extrema-direita e à sociedade israelense. Além disso, buscaria alterar as atitudes de seu governo de forma a torná-las mais palatáveis não apenas para quem já apoia o país. Em vez disso, Netanyahu transmite sua autoconfiança e empáfia ao Estado de Israel, e esquece que a existência do país, em segurança, está visceralmente calcada no apoio de Washington. Com apoio reduzido dos EUA, Israel pode ter de confrontar, enfraquecido, desafios até hoje inéditos, como o boicote internacional que vem sendo gestado por conta da questão palestina, cujo objetivo é transformar Israel em um pária internacional. Quanto mais cedo os israelenses acordarem para essa realidade, mais seguros estarão. Fonte: CC


Oriente Médio


EUA lançam 6 novos bombardeios sobre 

jihadistas no Iraque

Ataques aéreos, realizados com caças-bombardeiros, "destruíram ou danificaram três veículos militares e vários depósitos de artefatos explosivos de EI"

Edifício Sede do Pentágono
O prédio do Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos
Washington - As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram nesta quinta-feira seis novos bombardeios contra posições dos jihadistas do Estado Islâmico (EI) perto da represa de Mossul, no norte do Iraque, como parte de sua operação em apoio às forças iraquianas e curdas.

Os ataques aéreos, realizados com caças-bombardeiros, "destruíram ou danificaram três veículos militares e vários depósitos de artefatos explosivos de EI", informou o Comando Central americano em um comunicado.
Washington confirmou ontem a decapitação do jornalista americano James Foley, sequestrado na Síria em 2012 por jhadistas do EI.
No vídeo de sua execução, Foley responsabiliza o presidente dos EUA, Barack Obama, por sua morte devido à intervenção militar no Iraque, antes de ser degolado por um homem encapuzado que falava em inglês.
Após a operação ser concluída com sucesso, as aeronaves saíram da zona de ataque sem problemas, acrescentou o Comando Central.
Os ataques foram feitos com o objetivo de "apoiar os esforços humanitários no Iraque, assim como para proteger o pessoal e as instalações americanas", explicou a mesma fonte.
Desde 8 de agosto, os EUA realizaram um total de 90 ataques no norte do Iraque, 57 deles em apoio às forças iraquianas que combatem o EI perto da estratégica represa de Mossul.
No vídeo da execução de Foley, o carrasco de EI ameaça matar também Steven Joel Sotloff, outro jornalista americano que o grupo jihadista sequestrou, mas o presidente Obama respondeu que os Estados Unidos vão "seguir fazendo" o que deve fazer para acabar com essa organização extremista. Fonte: EFE

Síria


Mortos em conflito na Síria já superam 191 mil, 

diz ONU

Milhares de civis foram atingidos pelo conflito; milhões se refugiaram em países da região


O conflito de três anos na Síria já deixou mais de 191 mil mortos até abril, disse nesta sexta-feira a Organizações das Nações Unidas (ONU). É mais que o dobro do número estimado pela ONU um ano atrás.

A comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, qualificou a estimativa de "escandalosa". Ela acusou o governo e grupos rebeldes sírios de crimes de guerra e criticou o que chamou de "paralisia internacional" na questão.
"Tragicamente, este número provavelmente subestima o número verdadeiro de pessoas mortas durante os três primeiros anos desse conflito assassino", disse Navi Pillay.
A porta-voz da ONU criticou ainda o Conselho de Segurança da organização, dizendo que a falta de ação do órgão permitiu centenas de milhares de mortos em zonas de conflito.
"Os assassinos, destruidores e torturadores na Síria foram fortalecidos pela paralisia internacional", disse.
A estimativa foi baseada no cruzamento de dados de quatro diferentes grupos de monitoramento e do governo. O maior número de mortes foi registrada na província de Damasco, com 39.393 mortes, e em Aleppo, com 31.932.
A ONU havia interrompido a contagem de mortos em julho de 2013 alegando que não poderia verificar suas fontes.


Rebeldes sírios têm perdido terreno nos últimos meses no confronto contra forças do presidente Assad

 Aniversário de ataque
Grupos opositores enfrentam forças do presidente Bashar al-Assad desde 2011, mas têm perdido terreno nos últimos meses.
Há um ano, um ataque químico com gás sarin nos subúrbios da capital síria, Damasco, matou centenas e quase desatou ataques aéreos americanos.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acusou Assad de ter cruzado uma "linha vermelha" ao lançar um ataque químico contra sua população.
Mas um acordo diplomático, apoiado pela ONU, evitou a retaliação, exigindo que Assad entregasse seu armamento químico.
Desde então, o equilíbrio do conflito tem favorecido Assad. O regime mantém - e recuperou - partes significativas do país.
O correspondente de Defesa da BBC, Jonathan Marcus, disse que o conflito aguçou o sectarismo na região, levando os combatentes mais extremistas a se reunir em torno do autodenominado Estado Islâmico (EI), que formou um califado em partes da Síria e do Iraque.
Para Marcus, "o fracasso em conter a desintegração da Síria agora ameaça a integridade do Iraque também".
Os jihadistas continuam a se expandir e ameaçam grupos considerados pelo Ocidente como "oposição moderada". Fonte: BBC


Investidores esperam pistas da mulher-forte da 


Reserva Federal



Divulgação

Discurso de Janet Yellen, no encontro de Jackson Hole, vai prender as atenções dos investidores de todo o mundo, que procuram pistas sobre a orientação da política monetária da Fed.

As bolsas asiáticas encerraram a sessão em terreno negativo, numa altura em que os investidores aguardam, com expectativa, o discurso de Janet Yellen, presidente da Reserva Federal norte-americana, que irá discursar esta sexta-feira, 22 de Agosto, no encontro de Jackson Hole.
O japonês Topix perdeu 0,4% para os 1.286,07 pontos, enquanto o Nikkei desvalorizou 0,3% para 15.539,19 pontos. Já o MSCI Asia Pacific avança 0,2% para 148,76 pontos.

O discurso de Yellen vai prender as atenções dos investidores de todo o mundo, que procuram pistas sobre a orientação da política monetária do banco central dos Estados Unidos.

Os últimos indicadores económicos estão a apontar para uma recuperação sólida da economia norte-americana. Os pedidos de subsídio de desemprego estão a diminuir, o produto interno bruto está a aumentar, e os indicadores revelam que a percepção dos agentes económicos aponta para que a economia norte-americana fortaleça o seu crescimento. Os dados têm contribuído para a subida dos índices norte-americanos nas últimas sessões, e levaram o S&P500 a renovar máximos na sessão de ontem.
Por outro lado, a melhoria destes indicadores poderá levar a FED a antecipar a subida da taxa de juro de referência, tal como foi sublinhado nas minutas da última reunião de política monetária, divulgadas esta quarta-feira.
No mercado das matérias-primas, o petróleo segue em lata ligeira nos mercados internacionais devido à subida das reservas nos Estados Unido e aos sinais de abrandamento da economia chinesa. O West Texas Intermediate avança 0,03% para 93,99 dólares por barril, enquanto o Brent, que serve de referência às importações europeias, sobe 0,07% para 102,70 dólares.
O euro sobe 0,11% para 1,3295 dólares.
Fonte:Cofina


Exportação - Grãos



Brasil abocanha mais da metade das 


importações de soja pela China no ano


A China importou 20,9 milhões de toneladas de soja do Brasil de janeiro a julho, crescimento de 11,5 por cento na comparação com o mesmo período do ano passado, com a oleaginosa brasileira respondendo no acumulado de 2014 por mais da metade dos desembarques do produto no país asiático, apontaram nesta quinta-feira dados da alfândega chinesa.
Os chineses, os maiores compradores de soja do mundo, importaram de todos os fornecedores no mesmo período 41,7 milhões de toneladas, aumento de 20 por cento na comparação anual.
Em julho, as importações chinesas somaram 7,5 milhões de toneladas, sendo mais de 5 milhões de toneladas do produto do Brasil, que colheu uma safra recorde da oleaginosa no primeiro semestre e tem contado com a forte demanda da China para atingir uma marca histórica de exportações em 2014.
Nesta semana, a associação da indústria de soja do Brasil revisou para cima em 1 milhão de toneladas a previsão de exportação da oleaginosa, para 45 milhões de toneladas em 2014, apontando que os prêmios pelo produto nacional ante os valores da bolsa de Chicago estão bastante favoráveis aos embarques.
Grandes volumes de soja brasileira deverão chegar à China ainda em agosto, considerando os registros de exportação do Brasil, que apontam embarques de 27,5 milhões de toneladas de janeiro a julho --esse volume representa mais de 70 por cento do total exportado pelo Brasil.
O país aparece à frente dos Estados Unidos como principal fornecedor de soja para a China, segundo dados da alfândega, mas os norte-americanos ainda teriam a chance de virar o jogo, na medida em que os desembarques do produto brasileiro tendem a perder força no final do ano.
A safra nova dos EUA, entretanto, só chega ao mercado em novembro atualmente, a oferta da colheita anterior norte-americana está escassa.
Até julho, as importações de soja dos EUA pela China atingiram 17,3 milhões de toneladas, segundo a alfândega chinesa. Fonte: Agrolink



Bancos centrais avaliam as opções para dar 

estímulo à economia global


Os líderes de bancos centrais do mundo todo reúnem-se esta semana em Jackson Hole, em Wyoming - Bloomberg News

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As principais autoridades dos bancos centrais do mundo todo, reunidos esta semana em Wyoming, nos Estados Unidos, têm de confrontar uma economia global que mais uma vez desaponta, tornando-as relutantes em alguns pontos e incapazes em outros de fechar as torneiras de dinheiro fácil empregado desde 2008 para impulsionar o crescimento.
As autoridades do Federal Reserve Bank, o banco central americano, — confusas com uma combinação de baixo crescimento econômico e uma taxa elevada de contratação pelas empresas — estão esperando por mais evidências de que a melhora do mercado de trabalho continuará antes de decidirem elevar os juros de curto prazo.
Em outros países, as autoridades estão discutindo se devem fazer mais, não menos. A China — a segunda maior economia mundial, depois dos EUA — tem tido dificuldades para atingir a meta de crescimento do governo e alguns analistas estão prevendo cortes nos juros. O Japão, a terceira maior economia, segue titubeante depois do governo elevar os impostos sobre bens de consumo e o Banco do Japão segue adiante com seu programa de compra de títulos de dívida destinado a impulsionar o crescimento. A Alemanha, no quarto lugar, registrou contração no segundo trimestre e o Banco Central Europeu faz experimentos no terreno de juros negativos. A economia britânica é talvez a de melhor desempenho do mundo desenvolvido atualmente, mas o líder de seu banco central reluta em elevar os juros de curto prazo.
"A recuperação global decepciona", disse Stanley Fischer, vice-presidente do FED, em discurso em Estocolmo no início do mês. "Com poucas exceções, o crescimento nas economias desenvolvidas ficou abaixo das expectativas à medida que saem da recessão."
Isso coloca os bancos centrais em uma posição incômoda. Muitos temem que os juros baixos que eles estão empregando para encorajar os empréstimos e impulsionar o crescimento podem criar uma nova bolha financeira. Em lugares como Londres e Vancouver, os preços de imóveis explodiram e as autoridades do FED estão assistindo, desconfortáveis, um boom na emissão de títulos de dívida reestruturados e de outros instrumentos financeiros de alto risco nos EUA. No momento, elas dependem de políticas regulatórias não testadas para prevenir outra crise e manter os juros baixos.
O FED caminha para encerrar seu programa de estímulo de recompra de títulos em outubro. As autoridades apontam meados de 2015 — e possivelmente mais tarde — para o início da elevação dos juros de curto prazo. O rápido declínio da taxa de desemprego americano, para 6,2% em julho ante mais de 7% há um ano, combinado com a melhora de outros indicadores do mercado de trabalho e aumento discreto da inflação, criou um acirrado debate dentro do FED sobre um aumento antecipado dos juros, possivelmente em março de 2015.
No momento, entretanto, as autoridades do FED querem mais provas de que os avanços do mercado de trabalho podem ser sustentados. "A maioria dos participantes indicou que qualquer mudança em suas expectativas sobre o momento apropriado para o primeiro aumento na taxa dos fundos federais depende de mais informações", segundo a ata da reunião de julho do Fed.
A presidente do FED, Janet Yellen, deve estabelecer o tom da reunião desta semana nas declarações que fará hoje sobre o desempenho do mercado de trabalho. Em grande parte do ano, ela apontou fraquezas no mercado de trabalho americano — como uma abundância de trabalhadores de meio período que querem trabalhar em tempo integral — que estariam mantendo em baixa o crescimento da inflação e dos salários.
No Reino Unido, o Banco da Inglaterra também está cauteloso. O Fundo Monetário Internacional estimou que o Reino Unido é a economia desenvolvida com mais rápido crescimento em 2014, depois de vários anos próximo à estagnação. O BC espera um crescimento da economia britânica de 3,5% este ano, segundo sua mais recente previsão.
Duas das nove autoridades do Banco da Inglaterra — Martin Weale e Ian McCafferty — pediram este mês por um aumento de 0,25 ponto percentual no juro de referência para manter a inflação na meta, segundo registros das discussões. Mas o presidente do banco, Mark Carney, acredita que um aumento do juro agora seria prematuro e a maioria de seus colegas concorda.
O desafio crescente da China foi ressaltado por dados industriais mais fracos que o esperado. "A recuperação econômica segue, mas seu ritmo diminuiu de novo", disse o economista do HSBCHSBA.LN +0.80% Qu Hongbin, sobre o índice dos gerentes de compras do setor manufatureiro da China, que caiu em agosto para uma mínima de três meses.
O morno indicador foi divulgado uma semana depois de o Banco Popular da China acionar o alarme ao informar que sua medida mais ampla de novos empréstimos caiu cerca de 65% em julho ante o mês anterior, sugerindo que o programa de "mini estímulos" com investimentos em infraestrutura, transporte e tecnologia da informação e um afrouxamento da liquidez pelo banco central fez pouco para impulsionar a economia.
"Nós mantemos nossa previsão de dois cortes nos juros" no segundo semestre "para aliviar a carga de dívida, sustentar a demanda e reduzir os riscos financeiros", informou o Barclays BARC.LN +0.43% em relatório elaborado após a divulgação dos dados.
O Banco do Japão se uniu tardiamente aos estímulos dos bancos centrais do mundo depois da crise financeira de 2008. Em contraste com o FED, ele está nos estágios iniciais de um programa de compra de ativos, cuja meta é impulsionar o crescimento. O grande debate no Japão agora não é sobre se o banco central vai reduzir o programa, mas se ele não deveria expandi-lo, já que dados recentes mostram que as medidas em andamento não têm sido eficazes. Fonte: The Wall Street Journal


M e t a l


Ouro fecha no menor valor em dois meses



Com menor aversão a risco, contrato mais negociado na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), para entrega em dezembro, caiu US$ 19,80


 Ouro: metal ficou em US$ 1.275,40 a onça-troy, o menor preço desde 18 de junho
São Paulo - A possibilidade de o Federal Reserve (FED, o banco central dos EUA) antecipar seu ciclo de aperto monetário levou o ouro ao menor valor em dois meses.
Com a menor aversão a risco, o contrato mais negociado na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), para entrega em dezembro, caiu US$ 19,80 (1,53%), para US$ 1.275,40 a onça-troy, o menor preço desde 18 de junho.
Pela manhã, o Departamento de Trabalho dos EUA informou que o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 14 mil na semana encerrada em 16 de agosto, para 298 mil.
O resultado ficou abaixo da previsão dos analistas, de 302 mil novos pedidos, e voltou a patamares de oito anos atrás, o que indica melhora do mercado de trabalho.
Os números de vendas de moradias usadas, assim como o índice de atividade do Meio Atlântico e o índice de indicadores antecedentes, também surpreenderam positivamente.
Os indicadores reforçaram a sinalização dada pela ata do FED, divulgada ontem, na qual a autoridade monetária reconhece a possibilidade de aumento dos juros antes do previsto caso a economia americana reaja rapidamente.
Agora, os investidores aguardam o pronunciamento de amanhã da presidente do FED, Janet Yellen, no simpósio anual de política monetária em Jackson Hole.
Com informações da Dow Jones Newswires.



Finanças


Capital estrangeiro está voltando a emergentes



Investidores internacionais abandonaram, há cerca de um ano, os mercados em desenvolvimento na expectativa de que as taxas de juros dos Estados Unidos subiriam quando o Federal Reserve (FED) começasse a reduzir seu programa de estímulo monetário. Os bancos centrais da Turquia, Brasil, Índia, Indonésia e África do Sul decidiram, então, elevar os juros para estancar a fuga de capitais. Muitos governos também prometeram reformas econômicas complexas para restaurar a confiança.


Os investidores retiraram US$ 32,5 bilhões de ações e títulos de 30 países emergentes em junho de 2013, no auge da turbulência nos mercados globais, de acordo com o Institute of International Finance Inc. A agitação política na Ucrânia em janeiro provocou nova debandada. Mas os investidores injetaram US$ 221,7 bilhões em ativos de países emergentes nos últimos 11 meses, incluindo uma estimativa de US$ 45 bilhões só em maio, o maior total mensal desde setembro de 2012.



Agora, alguns países, como a Turquia, estão começando a reverter aumentos de juros sob pressão política. Outros estão adiando reformas apontadas por economistas como necessárias durante anos e que, finalmente, pareciam mais próximas de se tornar realidade.



China amplia importação de soja brasileira e 


fiscaliza sorgo norte-americano



De acordo com a Conab, a soja foi o principal destaque do levantamento crescimento de 10,5%



A China importou 20,9 milhões de toneladas de soja do Brasil de janeiro a julho, crescimento de 11,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, com a oleaginosa brasileira respondendo no acumulado de 2014 por mais da metade dos desembarques do produto no país asiático, apontaram nesta quinta-feira dados da alfândega chinesa. Os chineses, os maiores compradores de soja do mundo, importaram de todos os fornecedores no mesmo período 41,7 milhões de toneladas, aumento de 20% na comparação anual.
Em julho, as importações chinesas somaram 7,5 milhões de toneladas, sendo mais de 5 milhões de toneladas do produto do Brasil, que colheu uma safra recorde da oleaginosa no primeiro semestre e tem contado com a forte demanda da China para atingir uma marca histórica de exportações em 2014. Nesta semana, a associação da indústria de soja do Brasil revisou para cima em 1 milhão de toneladas a previsão de exportação da oleaginosa, para 45 milhões de toneladas em 2014, apontando que os prêmios pelo produto nacional ante os valores da bolsa de Chicago estão bastante favoráveis aos embarques.
Grandes volumes de soja brasileira deverão chegar à China ainda em agosto, considerando os registros de exportação do Brasil, que apontam embarques de 27,5 milhões de toneladas de janeiro a julho –esse volume representa mais de 70% do total exportado pelo Brasil. O país aparece à frente dos Estados Unidos como principal fornecedor de soja para a China, segundo dados da alfândega, mas os norte-americanos ainda teriam a chance de virar o jogo, na medida em que os desembarques do produto brasileiro tendem a perder força no final do ano.
A safra nova dos EUA, entretanto, só chega ao mercado em novembro – atualmente, a oferta da colheita anterior norte-americana está escassa. Até julho, as importações de soja dos EUA pela China atingiram 17,3 milhões de toneladas, segundo a alfândega chinesa.

Fiscalização

Depois de ampliar as importações da soja brasileira, as autoridades chinesas têm aumentando as verificações em carregamentos de sorgo dos Estados Unidos, um produto correlato à soja, disseram operadores, potencialmente reduzindo os embarques originados no maior exportador global do grão que é considerado um substituto para o milho.
Quatro operadores com conhecimento direto do assunto disseram que o escritório de quarentena chinês pediu no mês passado que as autoridades locais apertem a fiscalização do sorgo e da cevada, em busca de impurezas como resíduos de pesticidas e metais pesados. Um porta-voz do escritório de quarentena não quis comentar o assunto imediatamente.
A medida ocorre depois de a China rejeitar mais de 1 milhão de toneladas de milho dos EUA devido à presença de uma variedade transgênica não autorizada por Pequim. As fábricas chinesas de ração têm aumentado suas compras de sorgo dos EUA como um substituto barato para o milho doméstico, que é negociado a preços inflados pela política de apoio do governo aos agricultores.
– Há preocupações no mercado, que deverá reduzir importações de sorgo nos meses posteriores – disse o analista Zhang Yan, da Shanghai JC Intelligence (JCI).
Carregamentos
A JCI reduziu sua estimativa de importação de sorgo pela China em 2014/15 para 1,6 milhão de toneladas, ante 3,9 milhões de sua previsão anterior. A China é o maior comprador de sorgo dos EUA, e suas fábricas compram quase todo o sorgo que consomem dos norte-americanos.
– Os carregamentos já agendados ou a caminho da China podem não ter nenhum problema, mas os carregamentos feitos depois do aviso podem enfrentar problemas. Alguns dos maiores compradores já foram informados de verificações rigorosas – disse uma outra fonte da indústria, que pediu para não ser identificada porque não é autorizada a falar com a imprensa.
Fonte: CDB



USDA: Exportação Semanal de Soja dos USA 


Supera Expectativas


 Nesta quinta-feira (21), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou seu novo boletim semanal de vendas para exportação com números referentes à semana que terminou em 14 de agosto.  

As vendas semanais de soja da safra 2013/14 vieram negativas em 89,7 mil toneladas, contra as 61,4 mil toneladas da semana anterior. O volume ficou aquém das expectativas do mercado, que oscilavam entre 0 e 100 mil toneladas. No acumulado do ano, as exportações norte-americanas já totalizam 46.090,7 milhões de toneladas, frente à estimativa do USDA de 44.630,0 milhões de t para toda a temporada 2013/14.  

Já da safra 2014/15, as exportações semanais totalizaram 1.420,6 milhão de toneladas, volume ligeiramente maior do que o registrado na semana anterior, de 1.081,8 milhão. O total ficou acima do esperado pelo mercado, que apostava em algo entre 800 mil e 1.050,0 milhão de toneladas.  

As vendas semanais de farelo de soja dos EUA da safra velha somaram 99,8 mil toneladas, contra as negativas 31,7 mil da semana anterior. O número veio dentro das expectativas - 50 mil a 125 mil toneladas - e elevaram o acumulado no ano a 10.403,8 milhões de toneladas, contra o esperado pelo USDA de 10.570,0 milhões.  

Da safra nova foram vendidas 78,6 mil toneladas, nesse caso, volume menor do que o registrado na semana anterior de 152,1 mil toneladas. As expectativas do mercado, nesse caso, variavam de 125 mil a 250 mil toneladas.  

Sobre o óleo de soja, o USDA reportou as vendas da safra 2013/14 em 15,7 mil toneladas, contra negativas 4,7 mil da semana anterior. As expectativas do mercado para essa semana variavam de 0 a 20 mil toneladas. Com isso, o total acumulado no ano sobe para 821,6 mil toneladas, contra 840 mil esperadas pelo USDA para todo o ano comercial.  

Da safra 2014/15, enquanto as expectativas do mercado variavam de 0 a 20 mil toneladas, as vendas semanais de óleo ficaram em 5 mil toneladas. Na semana anterior, o total foi de 6,7 mil.  

Milho - As vendas para exportação semanais de milho da safra 2013/14 dos EUA totalizaram, ainda segundo o USDA, 99,8 mil toneladas e ficaram dentro das expectativas do mercado, que iam de 0 a 150 mil toneladas. Na semana passada, esse número veio negativo em 117,2 mil toneladas.  

Para a safra 2014/15, o departamento norte-americano reportou as vendas em 719,3 mil toneladas, frente às projeções do mercado entre 650 mil e 900 mil toneladas. Na semana anterior, porém, esse número veio ligeiramente maior, somando 787,9 mil toneladas.  

Trigo - O USDA reportou ainda as vendas semanais de trigo em 209,2 mil toneladas, número que veio ligeiramente menor do que o esperado pelo mercado, algo entre 350 mil e 500 mil toneladas.  

Fonte: Notícias Agrícolas

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