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25 de ago. de 2014

Enquanto Capacho Chama Brasil de Anão Diplomático, USA Brinca de Dilplomacia Com Gente Séria

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Brasil – Mercado Aberto

O pregão da BM&FBovespa teve o comportamento como se segue no gráfico:



Mercado Futuro*25/08/2014

Oscilação
Preço
IBOVESPA
2,4155%
60630

DÓLAR
0,4161%
2292,5

FRC
3,9063%
1,33

DI1
-0,0878%
11,38

CAFÉ
-0,4386%
227
A
BOI
0,1560%
128,4
A
ETANOL
ND
ND

MILHO
-0,2979%
23,43
A
SOJA
-1,6878%
23,3

S&P 500
0,3774%
1995

OC1
-0,0900%
11,1



Ouro: a cotação do metal é em R$(Real) o grama

A Vista*25/08/2014


          Oscilação   Preço
OURO-0,3222%92,8



 Síria adverte EUA sobre ataques sem permissão em seu território



Qualquer esforço internacional para combater o terrorismo na Síria deve ser coordenado com o governo em Damasco, disse nesta segunda-feira (25) o ministro das Relações Exteriores sírio, Walid al-Moallem. 
Al-Moallem alertou os Estados Unidos para que não lancem ataques aéreos contra os membros do Estado Islâmico sem a permissão Síria ou isso será considerado uma violação da soberania nacional.

Walid al-Moallem - Divulgação
O governo sírio não descarta a possibilidade de receber algum tipo de apoio internacional, desde que isso seja previamente acordado. De acordo com Al-Moallem, os ataques aéreos não são suficientes para eliminar os terroristas ligados a Al-Qaeda e ao estado islâmico. O grupo tem desenvolvido suas atividades em regiões da Síria e do Iraque e pretende ampliar sua área de dominação.
Além disso, o ministro das Relações Exteriores sírio manifestou a disponibilidade do seu país em cooperar e coordenar regional e internacionalmente a luta contra o terrorismo de acordo com as resoluções do Conselho de Segurança da ONU. 
Por outro lado, Al-Moallem condenou a decapitação do jornalista americano James Foley nas mãos de membros do Estado islâmico. Segundo os terroristas, a morte foi uma retaliação por conta dos bombardeios aéreos norte-americanos no Iraque.
As declarações do Ministro das Relações Exteriores sírio vieram depois que o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Ben Rhodes, afirmou que os EUA avaliam a possibilidade de combater o Estado Islâmico tanto no território do Iraque como na Síria. 
O presidente dos EUA, Barack Obama autorizou no dia 7 de agosto, o uso da força contra os membros do Estado Islâmico e prometeu continuar com os ataques aéreos o tempo que for necessário para impedir a ascensão do grupo terrorista.
O que se pode inferir das declarações das autoridades sírias é que o país está disposto a realizar operações conjuntas, mas a Síria destaca que existe uma diferença enorme entre prestar algum tipo de apoio e uma intervenção militar sem autorização no território da Síria. Fonte: Vermelho

FMI defende subida de salários alemães para impulsionar retomada na Europa



A diretora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, defendeu, numa entrevista divulgada esta segunda-feira, que a Alemanha deve aumentar o seu nível de salários para que impulsione a recuperação económica na Europa.

Colagem Oficina da Casa - Divulgação
"Acho muito importante que a Alemanha participe no movimento de recuperação de forma intensa. Tem os meios para o fazer", afirmou Christine Lagarde à estação de televisão suíça RTS.
Descrevendo a retoma económica da Europa como "trabalhosa", a líder do FMI sublinhou que aquela que é a maior potência económica do continente europeu tem "margem de manobra" para ajudar, como ficou provado nas recentes negociações salariais.
A existência "dessa margem ficou provada nas negociações salariais entre sindicatos e organizações patronais", afirmou, acrescentando ter esperança que "a iniciativa seja alargada e isso ajude a impulsionar a retoma europeia".
No mês passado, o presidente do banco central alemão (bundesbank), Jens Weidmann, admitiu haver possibilidade de os salários do país aumentarem até 3%, já que a Alemanha "está praticamente em situação de pleno emprego".
No entanto, esta posição contraria aquilo que o Governo e a chanceler Ângela Merkel têm defendido quando referem que a política de salários baixos é que tem permitido ao país aumentar a competitividade.



Ministério anuncia liberação da carne de 
MT pelo Irã


País havia embargado produto por causa de caso não clássico de vaca louca

O Irã suspendeu o embargo à carne bovina de Mato Grosso

A informação foi divulgada nesta segunda-feira (25/8) pelo Ministério da Agricultura. De acordo com a pasta, a decisão foi tomada depois de reunião entre o ministro Neri Geller e o ministro da Agricultura iraniano, Mahmoud Hojjati.
“Estou muito contente com mais esta conquista, visto que o estado de Mato Grosso tem toda a capacidade para exportar carne bovina não só para o Irã, mas também para outros países”, disse Geller, conforme a nota divulgada pelo Mapa.
O Irã havia embargado a carne bovina de MT em maio deste ano devido à constatação do caso atípico de vaca louca no estado. Nos outros estados as exportações não foram interrompidas. Neste ano, até o momento foram exportados 52 milhões de quilos de carne bovina para o Irã, num total de US$ 238 milhões.
Ainda de acordo com o Ministério da Agricultura, Neri Geller entregou para as autoridades iranianas propostas de certificados sanitários internacionais que poderão abrir mercado para bovinos vivos, ovos férteis e material genético bovino.
Outro resultado foi o acerto entre os ministros para a criação de um grupo de trabalho que irá discutir a cooperação na área agrícola entre os dois países. Além de carne bovina, o Brasil exporta soja e carne de frango para os iranianos. Fonte: MAPA – Texto revisto


EUA procuram novas formas de pressionar a Rússia



Atendendo os relatos da OTAN sobre um "envolvimento direto" de tropas, blindados e artilharia da Rússia nos combates no território da Ucrânia, a Casa Branca pretende encontrar novas formas de pressionar Moscou.

Divulgação
Esta afirmação da vice chefe do serviço de imprensa do Departamento de Estado dos EUA, Marie Harf, foi hoje tornada pública pela CNN.
"Estamos tentando fazer com que (a Rússia) pague um custo extra", manifestou ela, acrescentando que "os russos têm uma escolha: eles podem continuar a escalada, enfrentando consequências adicionais e o isolamento da parte do resto do mundo, ou podem seguir o caminho de desanuviamento, o qual é possível".

Mais cedo, o Ministério da Defesa da Rússia tinha negado afirmações do secretário-geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, sobre o alegado envolvimento direto de tropas, blindados e artilharia da Rússia nos combates no território da Ucrânia.
Fonte: Rádio A Voz da Rússia

 

Estados Unidos em vão propõem à China amizade contra a Rússia

 

A China vai perder a oportunidade de reformatar a ordem mundial se sucumbir à pressão dos Estados Unidos para impor sanções contra a Rússia, afirmou o presidente do Instituto de Estratégia Nacional, Mikhail Remizov. Assim ele comentou as tentativas de Washington de propor a Pequim amizade contra Moscou por causa de sua política na Ucrânia.

Essas declarações parecem paranoia e perda total do sentido da realidade, acredita o vice-presidente do Centro de Tecnologias Políticas, Serguei Mikheev.

Colagem Oficina da Casa
A tentativa dos Estados Unidos de convencer a China a se juntar às sanções do Ocidente contra a Rússia foi anunciada pelo coordenador do Departamento de Estado dos EUA, Daniel Freed. A China, educadamente, mas com firmeza, rejeitou aos Estados Unidos o apoio de sua política antirrussa. O Ministério das Relações Exteriores chinês explicou na sua resposta aos Estados Unidos que a introdução de quaisquer tipos de proibições não vai ajudar a resolver a situação na Ucrânia.

Eis o que diz o politólogo Mikhail Remizov:
“A China tem um motivo bastante sólido e forte para não ceder a tal pressão. Nos últimos anos surgiu uma tendência de transformação da China em um centro alternativo de poder no cenário mundial. Regimes de muitos países da Ásia, América Latina, África, que estão tendo dificuldades com os norte-americanos, muitas vezes se focam e reorientam para a China. E isso é vantajoso para a China. E se agora ela demonstrasse maleabilidade perante a pressão bruta dos Estados Unidos, então, sem dúvida, ela teria demonstrativamente recusado esse estatuto do centro de poder alternativo, ela teria perdido a cara”.

Os Estados Unidos não têm nenhum “prêmio” para a China em troca de sanções contra a Rússia, acredita o analista político Serguei Mikheev:
“Os norte-americanos não têm nada que eles pudessem oferecer aos chineses para que os chineses estragassem suas relações com a Rússia. Se a China concordar com isso, então ela reconhecerá de fato a liderança dos Estados Unidos como potência mundial e se tornará um de seus vassalos. Isso nunca vai acontecer. A China está vendendo quantidades enormes de produtos no mercado russo, por isso perder esse mercado assim de repente ou arranjar problemas nele não é para a China de forma nenhuma. E a China não vai envolver-se em competição geopolítica com a Rússia, que é um vizinho próximo e um dos seus próximos parceiros políticos, só para agradar os Estados Unidos”.


O politologista chamou de conversa de filisteus os rumores de que os Estados Unidos vão dar à China umas tecnologias em troca de sanções contra a Rússia. Os Estados Unidos nunca irão fortalecer com suas próprias mãos o seu concorrente global, algo que Pequim entende perfeitamente. O máximo que nesta situação a China pode obter dos Estados Unidos é um tapinha nas costas, sorrisos e apelos ao estabelecimento da democracia, acredita Serguei Mikheev.

Fonte: A Voz da Rússia



Armamento



China – EUA: a corrida aos mísseis hipersônicos




Foto de arquivo - Foto: AP/Andy Wong


O segundo teste pela China de um míssil hipersônico terminou sem sucesso. A falha do dispositivo ocorreu pouco depois do lançamento do míssil, segundo informou a 22 de agosto o jornal de Hong Kong South China Morning Post.

Dois dias antes, a publicação norte-americana Washington Free Beacon relatou esse teste, citando o Pentágono, informando igualmente que na Internet tinham sido publicadas fotos do primeiro estágio do míssil que se despenhou.
Entretanto, o mistério está em a mídia chinesa não ter divulgado nada sobre os testes do míssil. Há igualmente divergências sobre o local de lançamento, apesar de se tratar realmente de um teste realizado a 7 de agosto. O South China Morning Post escreve que ele foi realizado numa plataforma de lançamento perto de Taiwan na província de Shanxi, no noroeste da China. Já o Washington Free Beacon indica o centro de lançamentos de satélites de Jiuquan na região autônoma da Mongólia Interior.
A publicação norte-americana apresentou a declaração de um porta-voz do Pentágono que este é o segundo teste do ano de um míssil hipersônico. O míssil, equipado com uma ogiva hipersônica planadora destacável, pode realizar ataques nucleares contra os EUA. Entretanto, na opinião do editor principal do jornal russo Voienno-Promyshlenny Kurier (Correio Militar Industrial) Mikhail Khodarenok, a China está desenvolvendo essa arma porque os EUA e a Rússia já a têm, e a China tenciona se juntar ao clube:
“A China não desenvolve armas hipersônicas para ameaçar alguém em concreto, como os EUA, a Índia ou quaisquer outros potenciais adversários geopolíticos e geoestratégicos. Essas armas são desenvolvidas com um único propósito. Se existe a possibilidade de dissuadir um potencial adversário, e se os outros países desenvolvem essas armas, seria completamente imperdoável não participar no seu desenvolvimento e testes. Tanto mais que a China tem capacidades potenciais para desenvolver esse tipo de armas”.
Os peritos consideram que um possuidor de mísseis hipersônicos se torna em líder no mercado de armamentos. A China também tenciona entrar no grupo desse tipo de líderes. Entretanto, os testes dessa classe de mísseis demonstram as tentativas por parte da China para aprender a ultrapassar o sistema de defesa antimísseis norte-americano, diz Vladimir Evseev:
“A China, possuindo um arsenal limitado de mísseis nucleares, está criando forças nucleares capazes de ultrapassar, em caso de necessidade, o sistema de defesa antimísseis dos EUA. A China não possui um sistema de defesa antimísseis. Mais que isso, ela não possui sequer um sistema de alerta de ataques com mísseis. Nessas condições, o desenvolvimento de quaisquer aparelhos hipersônicos que possam realmente ultrapassar o sistema estratégico de defesa antimísseis dos EUA será uma vantagem considerável para a China”.
A China pode furar o sistema de defesa antimísseis dos EUA de forma limitada, mas não podemos falar de um avanço significativo, considera Vladimir Evseev. Essa opinião é partilhada por Mikhail Khodarenok, o qual também pensa que, depois dos EUA e da Rússia, a China poderá ser o terceiro país a possuir uma defesa antimísseis:
“Podem ser considerados como países emergentes, que já anunciaram por diversas vezes suas ambições em criar sistemas de defesa antimísseis, a China e a Índia. É preciso realizar um grande salto tecnológico para criar um sistema desses e colocá-lo em funcionamento. A China, apesar de todas suas capacidades, ainda não atingiu o nível necessário para desenvolver um sistema de defesa antimísseis. Mas eu penso que isso é uma questão que será resolvida num futuro imediato”.

O primeiro teste do míssil hipersônico WU-14 foi realizado pela China no dia 9 de janeiro deste ano. Ele decorreu com sucesso. Seu novo teste, apesar do fracasso, prova que a corrida aos armamentos hipersônicos se desenrola a nível global.

Fonte: Rádio A Voz da Rússia


Política


EUA buscam seu novo papel na política internacional


Barack Obama muda a linha de política externa seguida por Washington até então e divide opiniões. Alguns defendem que país mantenha liderança global, enquanto outros não veem mais espaço para uma única superpotência.


A sensação de que algo está errado na política externa dos Estados Unidos não é nova entre os americanos. Provavelmente por esse motivo a população decidiu, em 2008, eleger como presidente um jovem senador que prometia fazer as coisas de maneira diferente e acabar com as duas prolongadas guerras em que o país estava envolvido.

Embora o debate sobre o futuro do papel dos Estados Unidos no mundo viesse fervilhando desde então, ele ganhou impulso definitivo com a recente deflagração de violência no Oriente Médio e na Ucrânia, associada a um artigo do eminente pensador neoconservador Robert Kagan e às críticas a Barack Obama da ex-secretária de Estado Hillary Clinton.
Os argumentos giram basicamente em torno da questão se, no futuro, os Estados Unidos podem e devem ser a superpotência decisiva do mundo, e se a política de retração do poder americano, promovida por Obama, é ou deveria ser a nova norma.
Kagan teme que esse se torne o novo padrão para a política externa americana. Apesar da ascensão da China e das mudanças na estrutura global de poder, ele acha que os EUA podem manter seu papel como única superpotência e configurar o mundo de acordo. O problema, argumenta o jornalista, é que os americanos estão cada vez mais céticos quanto a esse papel inflacionado de seu país.
Distanciamento da política mundial
"Ninguém fez recentemente uma enquete sobre se os Estados Unidos deveriam acorrer em defesa de seus aliados de tratado, numa guerra entre a China e o Japão, por exemplo. Ou se deveria sair em defesa da Estônia num conflito com a Rússia semelhante ao da Ucrânia. As respostas poderiam ser interessantes", escreveu Kagan.
Ele argumenta que, embora a política externa dos EUA nem sempre tenha sido bem sucedida, o balanço é positivo, de maneira geral. "Se tem havido menos agressões, menos limpezas étnicas, menos conquistas territoriais nos últimos 70 anos, é porque os Estados Unidos e seus aliados tanto puniram como impediram agressões, intervieram, algumas vezes, para impedir limpeza étnica, e foram à guerra para reverter conquistas territoriais."
O ensaio de Kagan é um brado de batalha por uma política externa ativista e internacionalista, cujos dias não estão necessariamente contados, contanto que o povo americano queira mantê-la. "O mundo vai mudar muito mais rapidamente do que eles imaginam. E não existe uma superpotência democrática esperando nos bastidores para salvar o mundo, caso esta superpotência democrática falhe."
Influência de fatores externos
Barry Posen, um dos principais representantes da tendência realista, não se deixa impressionar. "Robert Kagan tem o direito de acreditar no que quer acreditar e de moldar o mundo de acordo com a 'teoria sobre como o mundo funciona' que ele acredita ser correta", rebateu o professor de ciência política do Instituto de Tecnologia de Massachussetts, em entrevista à DW.
Assim como Kagan, ele tem uma opinião firme sobre o que está errado com a política externa americana e qual caminho ela deve seguir no futuro mas sua ideia é diametralmente oposta. Posen acredita que a estratégia de hegemonia liberal global dos EUA fracassou, e que é hora de o país superar sua política externa ativista.
"Com base apenas na tendência de longo prazo com a China e a União Europeia ficando mais fortes, os poderes médios crescendo, com a difusão da tecnologia militar, o aumento dos custos de aplicar a tecnologia militar, eu acho que essas coisas estão dizendo aos americanos que não vai ser mais possível eles se promoverem como única superpotência, assumindo a tarefa de cuidar da maior parte dos aspectos econômicos e de segurança da política global", afirma Posen.
Ele cita o estudo do governo americano Global Trends 2030, publicado pelo National Intelligence Council, que mostra três ou quatro grandes poderes globais mais ou menos em pé de igualdade. Enquanto o poder dos EUA e da UE deverá ter decaído até 2030, o da China e da Índia tende a crescer.
Mensagem para a Europa
Diante dessa tendência e do histórico dos esforços americanos de tentar moldar o mundo de acordo com seus desejos, manter-se no mesmo caminho não é apenas fútil, mas também contraproducente, aponta Posen. "Acho que podemos olhar para trás, para os últimos 20 anos, e ver que essa não é uma estratégia vitoriosa."
Ao mesmo tempo, os gastos militares na Europa e em outras partes do mundo despencaram, sendo improvável que voltem a subir. Por fim, "tivemos esses 'clientes' absurdos no Afeganistão e no Iraque, a quem temos tentado assistir de uma maneira ou de outra, que basicamente pegam o nosso dinheiro e nossos meios militares e não aceitam os nossos conselhos. São motoristas imprudentes".
Em consequência, os EUA deveriam cortar dramaticamente sua presença militar global, reduzir seu orçamento de defesa para 2,5% do PIB (em oposição aos atuais 3,8%) e deixar que os europeus tomem sua segurança nas próprias mãos, defende o cientista político.
"Não vivemos perto dessa estranha Rússia, como os europeus. E, deixando de lado as potências menores, basta olhar para os números dos países maiores, Alemanha, Reino Unido, França. Eles dispõem da riqueza, da tecnologia e das armas nucleares para competir perfeitamente com o que quer que tenha restado da Rússia."
Retração não vai durar
Stephen Sestanovich, ex-embaixador americano na União Soviética, concorda que o momento é bastante propício a uma política externa de retração. Ele estudou a fundo a política externa americana desde a presidência de Harry S. Truman (1945-1953) até Obama para seu novo livro, Maximalist.
Segundo o especialista, o atual presidente americano não é apenas um clássico adepto da retração na política externa: "Ele foi especificamente contratado pelo povo americano para esse papel, da mesma forma que Richard Nixon foi contratado para sair do Vietnã, e Dwight Eisenhower, para sair da Guerra da Coreia."
Para Sestanovich, muito do atual debate soa familiar. Depois que a política externa americana é "esticada" exageradamente por um presidente ativista, elege-se com perfil de retração, para limpar a bagunça. Ele diz ser possível que o atual período de menor intervenção seja mais longo do que os anteriores, mas não vai durar. "Acredito que, de uma maneira ou de outra, haverá uma retomada do ativismo americano, para enfrentar desafios que, de outra forma, serão vistos como perigosos demais."
Aliados incapazes
Embora convencido de que está ocorrendo uma difusão do poder global que vai mudar a atual ordem internacional, Stephen Sestanovich acredita que os EUA e seus parceiros são os mais adequados a permanecerem como líderes mundiais, por um bom tempo.
("Os países do BRICS [Brasil, Rússia, Índica (o nome correto é Índia, correção do editor) e China (e África do Sul, inclusão e correção do editor)] não têm nenhum conceito de unidade). Em contrapartida, os EUA e seus aliados têm uma concepção mais unificada de seus interesses. Então, uma das principais questões para as próximas décadas, será verificar se essa concepção se sustenta, se o bloco que se formou em torno dos Estados Unidos, neste meio século, vai continuar a ter a mesma efetividade que teve no passado."
Sestanovich não aceita o argumento de Posen, de que os europeus e outros países deveriam arcar com a maior parte do peso hoje carregado pelos Estados Unidos. "Num mundo ideal, isso seria verdadeiro e possível, claro. Mas quando os americanos olham para a Europa, o Oriente Médio ou a Ásia Oriental, eles não veem outros países capazes de garantir a estabilidade condizente com o nosso interesse e o deles. Então, infelizmente, o papel reduzido que os realistas querem, provavelmente implicaria considerável instabilidade e o crescimento de novos obstáculos aos interesses americanos."
Fonte: DW - Observação do editor: matéria tendenciosa e que não se deve dar crédito.


Economia e Finanças



Euro abre em baixa em Frankfurt

O euro abriu nesta segunda-feira em baixa no mercado de divisas de Frankfurt, cotado a US$ 1,3198, em relação a US$ 1,3230 da sexta-feira.
O Banco Central Europeu (BCE) tinha fixado na última sessão a taxa de câmbio de referência da divisa europeia em US$ 1,3267. 
Fonte: EFE


Coene: Travagem na economia alemã "não representa boas notícias"

O governador do banco central da Bélgica, Luc Coene, realça que o momento está a ser pautado pela preocupação geral em relação à economia europeia, em especial numa altura em que a Alemanha está a dar sinais de enfraquecimento.

"O motor alemão hesitante não representa boas notícias para as outras economias europeias", assim como "não é para a Bélgica", afirmou Luc Coene em entrevista ao De Standard, citado pela Bloomberg.

"O tom, da maioria das pessoas daqui quando se trata da Europa, que melhor descreve [a situação] é preocupante". A preocupação está centrada na sustentabilidade da recuperação da economia europeia, de acordo com o responsável. Isto numa altura em que já se sabe que a economia da Zona Euro estagnou no segundo trimestre do ano, num período em que a Alemanha contraiu, a França estagnou e Itália regressou à recessão económica.

"Setembro vai dar uma boa indicação sobre a atividade económica no Outono e se o recente enfraquecimento da economia é temporário ou mais duradouro. Se for o último [cenário], provavelmente haverá uma correção" das previsões económicas, afirma o responsável que é também membro do BCE.
Fonte: COFINA


China, globalização e mercado interno em pauta

Evento acontece hoje e mostrará os novos desafios do empreendedorismo, oportunidades de investimentos, sustentabilidade nos negócios e experiências e visões de líderes empresariais

Novos desafios do empreendedor no mercado interno e cada vez mais globalizado, oportunidades de investimentos, sustentabilidade nos negócios e experiências de quem está há mais tempo nos negócios. Os temas serão abordados hoje no seminário Futura Trends, evento realizado pelo Grupo de Comunicação O POVO e Fundação Demócrito Rocha.

O presidente do Grupo Pague Menos, Deusmar Queirós, acredita que o Seminário auxilia o empreendedor a remover incertezas antes de se aventurar no mundo dos negócios. “O Futura Trends é uma forma de mostrar um caminho para os empreendedores através da experiência vivida pelos palestrantes e conhecimento de práticas das lideranças”, reforça. Deusmar irá ministrar palestra sobre os desafios do empreendedorismo, além de mostrar sua trajetória de vida no cenário empresarial.

O mercado chinês será tema da palestra do embaixador e especialista em negociações internacionais Clodoaldo Hugueney. “As negociações com a China demandam esforço, compromisso e idas frequentes ao País. A ideia é enfatizar as oportunidades de investimentos”, comenta. Segundo ele, o Ceará pode despontar no crescimento se aproximando do país asiático. “O Ceará vem crescendo economicamente nos últimos anos. É importante que esse espírito se volte para a China no sentido de realizar negócios, nas áreas de energias renováveis e na experiência das Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs)”, avalia.


Aprendizado


De acordo com o fundador e CEO da Dotz, Roberto Chade, responsável pelo painel “O Homem que inventou uma nova moeda”, o maior aprendizado está no compartilhamento de experiências no sentido de ajustar condutas de mercado. “Falar do início, dos erros e acertos é enriquecedor. Quando comecei (no mercado), gostava de ouvir a história dos empreendedores”, revela.
Ele diz que para o sucesso da atividade do empreendedor, independente do ramo de atividade, a prioridade é acreditar no próprio modelo de negócios. “É importante que o empreendedor mantenha o foco e não pule etapas. A diversificação também é importante e deve chegar em um futuro, quando você está consolidado no mercado”, aconselha.
As palestras também auxiliam na capacitação dos envolvidos. Segundo o coordenador do Futura Trends, Nazareno Albuquerque, o evento irá proporcionar a expansão de conhecimentos de executivos, gestores e estudiosos do mercado corporativo “Observamos uma lacuna nos grandes negócios. Carecíamos de uma proposta de conhecimento e capacitação com temas modernos que envolvem o mundo globalizado”, destaca.


Argentina busca apoio para plano que permite pagamento local da dívida


O Executivo de Cristina Kirchner vem buscando apoio para a iniciativa que habilita o pagamento local da dívida, enquanto se prepara para uma semana conflituosa com a greve geral convocada por sindicatos de oposição para a próxima quinta-feira.


Divulgação
O Senado começará a discutir nos próximos dias o projeto de lei de pagamento soberano local da dívida externa com o qual o governo de Cristina Kirchner pretende se esquivar da decisão de tribunais americanos que lhe obrigam a pagar a totalidade da dívida para 1% dos credores litigantes, em sua maioria fundos especulativos.
O kirchnerismo, que conta com uma apertada maioria nas duas câmaras do Congresso, quer uma tramitação rápida da lei e procura convencer os detentores de bônus que aceitaram as reestruturações de 2005 e 2010 (92,4% do total).
O primeiro grande apoio chegou neste domingo através do magnata mexicano David Martínez Guzmán, que opinou que a iniciativa permitirá contornar o bloqueio do pagamento aos credores da dívida reestruturada ditado pelo juiz americano Thomas Griesa.
'É a medida correta que deve tomar um país soberano diante de um ataque judicial indevido', afirmou Martínez Guzmán, titular do fundo de investimento Fintech, em entrevista publicada pelo jornal 'Página/12'.
O investidor mexicano afirmou que está disposto a trocar seus títulos da dívida pública argentina amparados pela legislação estrangeira por bônus a serem pagos no país sul-americano para 'isolar o juiz Thomas Griesa e os fundos abutres e retomar a cadeia de pagamentos interrompida de forma arbitrária'.
'A solução de fundo é passar para um plano local. Me recordo da velocidade com que o mercado absorveu os bônus emitidos para o pagamento da indenização à Repsol. Há muitos investidores dispostos a fazer negócios amparados pela lei local porque é indiscutível a solvência da Argentina e a vontade de pagamento de seu governo', especificou.
O titular da Fintech, que possui cerca de US$ 1 bilhão em bônus da dívida argentina, segundo fontes do mercado citadas pelo 'Página/12', é também acionista majoritário da empresa de telecomunicações Telecom Argentina e sócio minoritário da operadora de TV a cabo Cablevisión, do grupo 'Clarín'.
Apesar do apoio expressado por Martínez Guzmán, a maioria dos economistas duvidam que o governo consiga convencer todos os credores da dívida reestruturada e preveem que isso poderá gerar novas e complexas batalhas judiciais, com um impacto negativo na economia.
Alguns partidos políticos de oposição, como o conservador Proposta Republicana (Pro), liderado pelo prefeito de Buenos Aires Mauricio Macri, e a União Cívica Radical (UCR), anteciparam que votarão contra o projeto de lei. Além disso, outras formações ainda não decidiram se rejeitarão a proposta ou se vão optar pela abstenção, como é o caso da coalizão de centro-esquerda Unem.
O deputado e líder da coligação opositora Frente Renovadora, Sergio Massa, anunciou que apresentará um projeto de lei alternativo com sedes alternativas de pagamento em Paris e na Basileia, e criticou que a Argentina vive 'uma situação de incerteza, de angústia e de preocupação, criada pela soma de erros e pela conjunção de pecados capitais, por não ter tratado a tempo e de forma íntegra esse tema'.
Os últimos indicadores econômicos mostram a fraqueza da economia argentina, que registrou uma contração anualizada do 0,2% do PIB no primeiro trimestre de 2014 e sofreu leve aumento do desemprego, que ficou em 7,5% no primeiro semestre do ano, três décimos a mais que no mesmo período de 2013.
Os sindicatos de oposição aderiram à queda de braço com o governo ao convocarem uma greve geral para a próxima quinta-feira, dia 28 de agosto, em protesto pela queda dos salários frente à inflação e contra o aumento das suspensões e demissões.
O líder sindical Hugo Moyano denunciou que vê a presidente argentina 'muito desorientada' e 'muito confusa' e previu que a greve será 'total', apesar de o governo e os sindicatos ligados ao kirchnerismo tentarem minimizar o protesto.
Fonte: EFE


Merkel diz que crise da Ucrânia afeta economia alemã


A chanceler alemã, Ângela Merkel, afirmou que a crise na Ucrânia está afetando a Alemanha, maior economia da Europa, que sofreu uma surpreendente contração de 0,2 por cento no segundo trimestre.
Merkel afirmou que um inverno incomumente ameno, que antecipou a virada de primavera, teve influência na leitura fraca do período de abril a junho, mas acrescentou que a crise na Ucrânia também estava afetando o crescimento alemão.
Chanceler Germânia
"Existem, entretanto, algumas incertezas --não quero ocultar isso-- toda a situação Ucrânia-Rússia mostra que nós claro temos um grande interesse em nossas relações internacionais serem construtivas novamente", disse ela na entrevista à imprensa conjunta com o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy.
"Mas eu todavia espero que nossa taxa de crescimento anual seja boa, se nada dramático acontecer."
O governo alemão projeta que a economia crescerá 1,8 por cento neste ano.
Fonte: Reuters



Abertura de mercados: Declarações de Mario Draghi e Janet Yellen marcam início da semana


As declarações dos presidentes dos bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa irão continuar a fazer eco junto dos investidores. Janet Yellen deixou indicações de que a taxa de juro não deverá subir no curto prazo nos EUA. Já Mario Draghi apelou para a adopção de políticas de estímulo económico na Zona Euro. A situação na Ucrânia continua a causar preocupações.
As declarações de Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE), e de Janet Yellen, líder do FED, na sexta-feira passada, no âmbito do encontro Jackson Hole, deverão marcar a negociação de títulos nas próximas sessões.
No seu discurso no encontro de banqueiros centrais, Yellen deu a entender que as taxas de juro, nos Estados Unidos, não deverão subir no curto prazo, até porque a presidente da Reserva Federal pretende garantias de que a recuperação do mercado laboral é sustentada.
Já Mario Draghi mudou o tom do discurso, deixando de lado os apelos à prossecução de políticas de austeridades e pedindo medidas de apoio à economia. "Precisamos de atuar nos dois lados da economia: políticas [de incentivo da] procura têm de ser acompanhadas por políticas estruturais" nos países, acrescentou o italiano, citado pela agência de informação americana.
O presidente do BCE, apesar de considerar que "o pacote de medidas que anunciámos em Junho vai oferecer o impulso que se quer à procura", deixou ainda em aberto a possibilidade de o BCE adoptar novas políticas de estímulo à economia para combater as baixas taxas de inflação e o fraco crescimentos das economias da Zona Euro.

"Estamos prontos para ajustar mais a nossa política", disse Mario Draghi.

Esta segunda-feira serão conhecidos novos dados económicos, designadamente, na Alemanha, o índice de confiança dos empresários.

A situação na Ucrânia continua a ser um foco desestabilizador a nível internacional. Este domingo, nas comemorações do dia da independência deste país, o Presidente Petro Poroshenko anunciou que Kiev vai aumentar o nível de despesa em matéria militar.

Já esta terça-feira, 26 de Agosto, será realizada uma cimeira entre os presidentes da Rússia e Ucrânia. Depois de um fim-de-semana em que as tensões aumentaram, as esperanças ficam, para já, depositadas nas conversações que terão lugar em Minsk, capital da Bielorrúsia.

Os índices japoneses valorizaram. O Topix, que acumula ganhos há já duas semanas, subiu 0,41% para 1.291,31 pontos e o Nikkei avançou 0,48% para 5.613,25 pontos.

Já o crude segue em queda. Em Londres, o Brent, que serve de referência para as importações nacionais, desliza 0,10% para 102,19 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, cai 0,04% para 93,61 dólares.

Um negócio que também está a marcar o dia prende-se com o anúncio, este domingo, do acordo para a comprada InterMune pela Roche por 8,3 mil milhões de dólares.
Fonte: COFINA


Agricultura


Embrapa investe em trigo de ciclo precoce



BRS Sabiá promete alta produtividade em um espaço de tempo de produção menor

A busca por cultivares de ciclo precoce tem ganhado a preferência dos produtores paranaenses. Muito comum em soja e milho, a precocidade acaba de chegar na cultura do trigo. A Embrapa Soja, em parceria com a Fundação Meridional, já disponibiliza no mercado a nova cultivar BRS Sabiá classe pão de ciclo precoce. Do plantio até a colheita, o tempo de produção da cultivar é de 110 dias, variando de 10 a 15 dias a menos se comparado a uma semente comum.

Manuel Carlos Bassoi, desenvolvedor da variedade, afirma que o objetivo da BRS Sabiá é atender uma demanda antiga do produtor, que é ter um trigo com um ciclo mais curto. O foco é evitar maior exposição da cultura às intempéries e também antecipar o plantio da safra verão. Contudo, o produtor precisa ter ciência de que variedades de ciclo precoce também geram riscos se não forem implantadas no período certo.

Ralf Udo Dengler, gerente executivo da Fundação Meridional, explica que como a janela de cada etapa de desenvolvimento da planta é encurtada em uma cultivar precoce, um pequeno período de seca, por exemplo, pode interferir e muito no resultado final, ou seja, na produção. Udo revela que se o triticultor plantar no período certo e obedecer a assistência técnica, a BRS Sabiá pode oferecer um resultado muito bom.
Dengler recomenda o plantio da cultivar no Paraná a partir do dia 20 de abril. Nesse período há poucas chances do trigo sofrer com as intempéries, a exemplo do excesso de chuva, da seca ou até mesmo da geada. O gerente da Fundação Meridional revela ainda que muitos produtores do Oeste paranaense não obedecem à recomendação e plantam cada vez mais cedo, ação essa que favorece a proliferação de doenças como a giberela, que ataca as espigas do trigo.

Bassoi afirma que a BRS Sabiá é moderadamente suscetível à giberela. Ele alerta que a variedade também é suscetível à brusone, doença que também ataca as espigas. Contudo, a cultivar é resistente ao oídio, doença foliar com alto poder destrutivo.



Características


Em testes realizados na região de Guarapuava (Sul), a produtividade da cultivar chegou a 5.438 quilos por hectare, contra 5.122 kg/ha se comparada a uma variedade padrão. De acordo com Bassoi, a BRS Sabiá se compara em produtividade à BRS Gralha Azul, carro-chefe da Embrapa no segmento trigo. A cultivar BRS Sabiá está recomendada para plantio no Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

O pesquisador da Embrapa afirma que a variedade pode ser plantada em qualquer época dentro do zoneamento, adaptando-se facilmente ao clima onde é semeada. "Mesmo em condições desfavoráveis a cultivar apresentou bom desenvolvimento", avalia Bassoi. Além disso, ele destaca que a BRS Sabiá se mostrou extremamente estável nos testes de campo.

A recomendação é a adição de adubação nitrogenada após a emergência das plantas. Bassoi completa que a precocidade dessa nova cultivar favorece principalmente os produtores do Sul e Sudoeste do Paraná porque plantam mais tarde. No Norte e Oeste, o plantio também pode ser realizado mais tarde devido a essa característica de precocidade. 
Fonte: Agrolink



Argentinos têm sérias dificuldades para financiar próxima safra‏


Depois que a Argentina falhou em selar um acordo com 7% dos credores que não aceitaram o plano de reestruturação da dívida do país apresentado em 2005, o juiz arbitral Thomas Griesa ordenou que o país deveria pagar o total de US$ 1,3 bilhão para todos os credores no caso. O país sul americano não aceitou a ordem, porque os outros 93% dos credores podem reivindicar o mesmo valor, levantando o total para US$ 17 bilhões. Com o impasse, desde o dia 31 de julho o país entrou em moratória técnica - o segundo 'default' em 13 anos.


Como consequência, a agência de risco Standard & Poor's rebaixou a Argentina de CCC- para o status SD (moratória seletiva). Isso significa que o país terá menos acesso ainda aos mercados e ao crédito internacional. E o que isso pode significar para os produtores de grãos? É o que responde reportagem do jornalista Luís Vieira, do Agriculture.com.



Em um ambiente com inflação anual de 30% a 40% e um governo entrando em moratória, as taxas de juros tendem a subir e os produtores devem ter mais dificuldades para financiar a próxima safra, apontam vários especialistas. A Associação Argentina do Consórcio Regional de Experimentação Agrícola (CREA) diz que se paga uma média de 40% de juros ao ano. O CREA também prevê que a área de milho deve cair pelo menos 25% na Argentina, tanto por ser a mais cara como pelos preços internacionais do cereal.



Como alternativa aos juros bancários, cerca de 50% dos produtores argentinos utilizam as bolsas locais para se financiar e aproximadamente 25% usam a soja como moeda e uma "conta poupança", mantendo a oleaginosa em silo-bolsas e vendendo apenas quando atingirem altos valores, de acordo com a Bolsa de Comércio de Rosário.



Cerca de 39% dos produtores de grãos do país precisarão financiar a próxima safra. A tendência, com isso, é que os estoques de soja comecem a ser vendidos logo para que exista dinheiro para comprar os insumos. "Os produtores endividados e os menos capitalizados venderão muito em breve os estoques. Somente os mais capitalizados permanecerão esperando pelo melhor valor da soja", explicou ao Agriculture.com a analista de mercado Lorena D’Ângelo, de Rosário.



Lorena também disse que o acesso dificultado a crédito combinado com preços baixos de commodities e inflação de insumos são uma "bomba prestes a explodir". As vendas de insumos nas principais províncias produtoras apresentaram uma queda abrupta no primeiro semestre do ano e é atribuída a incerteza econômica vivida no país.

Fonte: Agrolink



Internacional


Raul Khadzhimba é eleito presidente da Abkházia


A Comissão Eleitoral Central da Abkházia anunciou que o líder da oposição, Raul Khadzhimba, obteve o maior número de votos, tendo sido eleito, portanto, presidente da república.


De acordo com os dados da agência Interfax, que cita a declaração do presidente da Comissão Eleitoral Central da Abkházia, Batal Tabagua, Raul Khadzhimba obteve 50.494 votos, o que corresponde a 50,57% do seu número total.


Divulgação
O seu concorrente principal, Aslan Bzhania, chefe do Serviço de Segurança de Estado, obteve 35,91% dos votos. Dois outros candidatos para a presidência, o ministro da Defesa, Mirab Kishmaria, e o ex-ministro do Interior, Leonid Dzapshba, obtiveram, respectivamente, 6,49% e 3,40% dos votos do eleitorado.
Portanto, Khadzhimba venceu logo no primeiro turno da votação.
Mais tarde na segunda-feira serão anunciados os resultados finais do sufrágio.
Os cidadãos da república tinham a oportunidade de votar contra todos, riscando os nomes de todos os candidatos. Foi assim que votaram 1.868 pessoas, ou 1,87% do eleitorado. Além disso, 1.851 boletins foram reconhecidos inválidos.

O índice de comparecimento do eleitorado foi igual a 70%. Nas listas de eleitores foram incluídos, ao todo, 142.664 cidadãos da república, mas da votação participaram 99.869 pessoas.

Fonte: Rádio A Voz da Rússia


Atentado deixa ao menos 40 mortos no Iraque

Ataque foi realizado contra mesquita na região de Diyala

Ao menos 40 pessoas foram mortas nesta sexta-feira (22) no Iraque em um atentado realizado contra uma mesquita sunita no leste do país.
    A informação é do canal de televisão Al Arabiya citando fontes da segurança local, segundo a qual os ataques aconteceram na região de Diyala.
Os conflitos no Iraque se acirraram nos últimos meses no Iraque principalmente com as ações do Estado Islâmico, conhecido como Isis.
Nos últimos 8 meses os bombardeios do governo iraquiano já deixaram 752 civis mortos, entre eles quase 130 crianças, em Falluja a 60 quilômetros de Bagdá que desde o final do ao passado está sob o controle do Isis, informou a agência nacional de notícias Nina.
Segundo o médico Ahmed al Shami, porta-voz do hospital central de Falluja, os feridos registrados foram 1.424, destes mais de 208 eram crianças.
Falluja, na província iraquiana ocidental de Al Ahbar, que faz fronteira com a Síria, foi palco do combate mais sangrento entre as tropas norte-americanas e os insurgentes sunitas em 2004.
Desde o final de 2013 está sob o controle dos jihadistas assim como outras localidades durante uma ofensiva lançada pelo Isis em toda a província.
O presidente norte-americano, Barack Obama, declarou na última quarta-feira (20) que seu país será implacável contra o Isis ao comentar o vídeo publicado pelo grupo mostrando a decapitação do jornalista James Foley, raptado a mais de dois anos na Síria. OS Estados Unidos estão realizando ataques com aviões não tripulados em várias localidades do Iraque que estão sob o comando do Isis. Fonte: ANSA



Crise: O Jihadista Barack Obama


Bombardeamentos? Falar de Deus? Obama está a seguir o guião dos jihadistas O califado tem produtores teatrais bastante estritos. Escreveram um sórdido e selvagem guião. Que fazemos? Exatamente o que previ há 24 horas: converter a morte de Foley numa nova razão para continuar a bombardear o califado do EIIL.

Barack Obama, antes de voltar ao campo de golfe, informou ao mundo que nenhum Deus justo permitiria (ao EIIL) fazer o que o grupo faz diariamente
O califado tem produtores teatrais bastante estritos. Escreveram um sórdido e selvagem guião. O nosso trabalho é responder a cada uma das suas frases. Compreendem-nos o suficiente para saber o que diremos. Assim, decapitaram James Foley e ameaçam fazer o mesmo com um dos seus colegas. Que fazemos? Exatamente o que previ há 24 horas: converter a morte de Foley numa nova razão para continuar a bombardear o califado do EIIL.
E que mais nos provocaram a fazer, ou pelo menos ao presidente norte-americano de férias? Uma guerra em estritos termos religiosos, que é exatamente o que eles queriam.
Barack Obama, antes de voltar ao campo de golfe, informou ao mundo que nenhum Deus justo permitiria (ao EIIL) fazer o que o grupo faz diariamente.
Aí têm: Obama converteu a barbárie do califado numa batalha inter-religiosa entre deuses rivais; o nosso (ocidental) e o deles (o Deus dos muçulmanos, claro). Isto é o mais que Obama se aproximou para rivalizar com a néscia reação de George W. Bush quando, ao referir-se ao 11 de setembro, afirmou que nos bateríamos numa cruzada.
Agora, claro, Obama não se referiu ao Deus muçulmano da mesma forma que Bush não tinha a intenção de mandar milhares de guerreiros cristãos a cavalo às terras bíblicas do Médio Oriente. De facto, Bush só enviou guerreiros em tanques e helicópteros.
Obama mencionou também que as vítimas do califado são “muçulmanas na sua imensa maioria”, com o que deu a entender que o califado nem sequer é muçulmano, apesar do seu entusiasmo em intervir no Iraque no princípio deste mês não ter sido para ajudar esses milhares de pobres muçulmanos, mas porque o preocupava que cristãos e yazidis fossem perseguidos. E, então, existia o perigo potencial de que houvesse vítimas norte-americanas, facto que os homens de Abú Bakr Bagdadi compreenderam muito bem. Por isso assassinaram o pobre James Foley. Não por ser jornalista, mas por ser norte-americano; um dos norte-americanos que Obama prometeu defender no Iraque.
Independentemente de Obama se esquecer que tinha reféns de nacionalidade norte-americana na Síria, a tentativa de resgate levada a cabo pelo exército dos Estados Unidos pelo menos prova que sabiam que Foley estava na Síria. Mas, porque é que o EIIL está na Síria? Pois para derrotar o governo de Assad, claro, que é o mesmo que nós tentamos fazer, certo?
Por que raio Obama achou que pode dizer aos muçulmanos o que um Deus justo pode ou não pode fazer? O presidente lamentou a guerra de Bush no Iraque, mas não se dá conta de que milhões de muçulmanos no Iraque não acham que um Deus justo aceite a invasão norte-americana ao seu país em 2003, ou que dezenas de milhares de iraquianos tenham sido assassinados pelas mentiras de Bush e de Blair
Por que raio Obama achou que pode dizer aos muçulmanos o que um Deus justo pode ou não pode fazer? O presidente lamentou a guerra de Bush no Iraque, mas não se dá conta de que milhões de muçulmanos no Iraque não acham que um Deus justo aceite a invasão norte-americana ao seu país em 2003, ou que dezenas de milhares de iraquianos tenham sido assassinados pelas mentiras de Bush e de Blair.
Fiquei chocado quando ouvi Obama dizer: Algo em que todos nós (sic) podemos estar de acordo é que um grupo como o EIIL não tem lugar no século XXI.
É o mesmo discurso pedante que o velho malandro do Bill Clinton usou para se dirigir ao Parlamento jordano após o impopular tratado do rei Hussein com Israel; quando afirmou que todos os grupos muçulmanos que se opuseram ao acordo eram formados por homens do passado.
Por alguma razão, na verdade achamos que os muçulmanos do Médio Oriente precisam que lhes contemos a sua história e lhes expliquemos o que os beneficia ou os prejudica.
Os muçulmanos que estão de acordo que o assassinato de Foley foi um repugnante crime contra a humanidade foram insultados por um cristão que lhes disse o que um Deus justo aprovaria ou desaprovaria. E os que apoiaram o assassinato estarão ainda mais convencidos de que os Estados Unidos são, muito justificadamente, inimigos de todos os muçulmanos.
Quanto ao sinistro verdugo britânico John, inclino-me a pensar que viveu entre Newcastle, Tyne ou Gateshead, pois dado que passei algum tempo em Tyne achei que escutei uma pitada do sotaque característico dessa região.
Mas John bem pode ser francês, russo ou espanhol. Não é isso que está mal na sua cabeça; trata-se de um fenómeno que afeta muitos outros jovens, e milhares farão o mesmo que ele.
Como foi que, por exemplo, um australiano permitiu que o seu filho posasse com a cabeça decapitada de um soldado sírio? (Um militar que servia no exército de Assad, cujo governo jurámos derrotar).
E como responderam os nossos serviços de segurança? Com as suas tolices habituais, dando a entender que o simples facto de ver esses horríveis vídeos de execuções poderia constituir um crime terrorista. Que tipo de idiotice é esta?
Pessoalmente, acho igualmente ofensivo filmar – para depois mostrar na televisão – o assassinato em massa de seres humanos mediante bombardeamentos. Mas apesar disso mostramo-los, não é assim? Repetidamente convidam-nos a observar nos nossos ecrãs de televisão os aviões e drones a apontar ao alvo nas supostas posições dos combatentes do EIIL e a imaginar a sua morte dentro da bola de fogo que calcina os seus veículos. Que não possamos ver os seus rostos não torna isso menos obsceno. 
Claro, as suas atividades são o oposto daquilo por que lutava Foley, mas na verdade todos são militantes? Ainda não ouvimos essa aberrante maldição linguística: dano colateral, mas estou certo de que em breve ouviremos.
Que farão os nossos chefes de segurança? Converter em crime terrorista ver os vídeos das ações militares norte-americanas? Duvido, a não ser que nas filmagens se mostre o sangrento assassinato de muitos civis. Então sim poderiam argumentar, com justa razão, que ao vê-los se alimenta o terrorismo. E então teríamos que deixar de cobrir as guerras. Fonte: GGN

Ameaças do ISIS não travam ataques dos EUA no Norte do Iraque


Irã disponível para combater Estado Islâmico, mas exige progressos nas negociações sobre o seu programa nuclear e o fim das sanções econômicas da ONU, EUA e UE


O vídeo da execução do jornalista americano James Foley terminava com o jiadista que o matou a fazer uma ameaça direta a Barack Obama, que passava por executar outro jornalista, Steven Joel Stoloff, caso os ataques americanos continuassem. Obama reagiu garantindo que tudo faria pela segurança dos americanos e dos seus aliados e ontem os aviões americanos participaram em novas operações de apoio ao combate dos peshmergas curdos.
Desde que o vídeo com a execução de Foley foi lançado, as forças americanas já participaram em 14 ataques perto da barragem de Mossul, um local estratégico e que foi recuperado esta semana pelos combatentes curdos aos militantes islamitas. Os raides dos drones americanos tinham a missão de dar cobertura às forças curdas e ao exército iraquiano nas montanhas a sudoeste da barragem. As fontes oficiais americanas confirmaram que os drones destruíram veículos e outros alvos pertencentes às forças do Estado Islâmico, incluindo pontos onde os jihadistas tinham colocado explosivos.
A forma como tem decorrido a operação curda já leva mesmo os responsáveis a pensar em ampliá-la a outras regiões do país. O ministro curdo responsável pelas forças de segurança, Mostafá Said Qadir, afirmou que os raides "estão a ser muito eficazes, destroem os objetivos com precisão e isso baixa a moral do EI e aumenta a dos peshmergas". Said Qadir sublinha que o êxito da ofensiva do EI se deve apenas a ser "uma força terrorista, suicida e cruel" e à sua "brutalidade, à sua experiência de combate na Síria e à apropriação das armas que o exército iraquiano abandonou".
Depois do vídeo de Foley, o grupo extremista divulgou ontem outro vídeo em que mostra a conversão ao islamismo de dezenas de membros da minoria religiosa curda yazidi. A gravação começa pela definição dos yazidis como "uma seita de infiéis", que pratica "rituais estranhos" como "a adoração do maldito Satanás" e depois de recitar a shahada, a profissão de fé islâmica, os yazidis são vistos a rezar a oração muçulmana, e vários declaram que o islão é "a religião verdadeira e da justiça".
A ofensiva do Estado Islâmico continua a ser condenada mesmo entre países muçulmanos, como a Arábia Saudita.
Textos revistos por Narcisi Primus.:.




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