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Brasil – Mercado Aberto
O pregão
da BM&FBovespa teve o comportamento como se segue no gráfico:
Mercado Futuro*25/08/2014
Oscilação
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Preço
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IBOVESPA
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2,4155%
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60630
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DÓLAR
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0,4161%
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2292,5
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FRC
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3,9063%
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1,33
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DI1
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-0,0878%
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11,38
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CAFÉ
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-0,4386%
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227
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A
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BOI
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0,1560%
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128,4
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A
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ETANOL
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ND
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ND
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MILHO
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-0,2979%
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23,43
|
A
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SOJA
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-1,6878%
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23,3
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S&P 500
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0,3774%
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1995
|
|
OC1
|
-0,0900%
|
11,1
|
|
Ouro: a
cotação do metal é em R$(Real) o grama
A Vista*25/08/2014
| Oscilação | Preço | ||
| OURO | -0,3222% | 92,8 | |
Síria adverte EUA sobre ataques sem permissão em
seu território
Qualquer esforço internacional para combater
o terrorismo na Síria deve ser coordenado com o governo em Damasco, disse nesta
segunda-feira (25) o ministro das Relações Exteriores sírio, Walid al-Moallem.
Al-Moallem
alertou os Estados Unidos para que não lancem ataques aéreos contra os membros
do Estado Islâmico sem a permissão Síria ou isso será considerado uma violação
da soberania nacional.
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| Walid al-Moallem - Divulgação |
O
governo sírio não descarta a possibilidade de receber algum tipo de apoio
internacional, desde que isso seja previamente acordado. De acordo com
Al-Moallem, os ataques aéreos não são suficientes para eliminar os terroristas
ligados a Al-Qaeda e ao estado islâmico. O grupo tem desenvolvido suas
atividades em regiões da Síria e do Iraque e pretende ampliar sua área de
dominação.
Além
disso, o ministro das Relações Exteriores sírio manifestou a disponibilidade do
seu país em cooperar e coordenar regional e internacionalmente a luta contra o
terrorismo de acordo com as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
Por
outro lado, Al-Moallem condenou a decapitação do jornalista americano James
Foley nas mãos de membros do Estado islâmico. Segundo os terroristas, a morte
foi uma retaliação por conta dos bombardeios aéreos norte-americanos no Iraque.
As
declarações do Ministro das Relações Exteriores sírio vieram depois que o
conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Ben Rhodes, afirmou que os
EUA avaliam a possibilidade de combater o Estado Islâmico tanto no território
do Iraque como na Síria.
O
presidente dos EUA, Barack Obama autorizou no dia 7 de agosto, o uso da força
contra os membros do Estado Islâmico e prometeu continuar com os ataques aéreos
o tempo que for necessário para impedir a ascensão do grupo terrorista.
O que
se pode inferir das declarações das autoridades sírias é que o país está
disposto a realizar operações conjuntas, mas a Síria destaca que existe uma
diferença enorme entre prestar algum tipo de apoio e uma intervenção militar
sem autorização no território da Síria. Fonte:
Vermelho
FMI defende subida de salários alemães para impulsionar retomada na Europa
A diretora do Fundo Monetário Internacional, Christine
Lagarde, defendeu, numa entrevista divulgada esta segunda-feira, que a Alemanha
deve aumentar o seu nível de salários para que impulsione a recuperação
económica na Europa.
"Acho muito importante que a
Alemanha participe no movimento de recuperação de forma intensa. Tem os meios
para o fazer", afirmou Christine Lagarde à estação de televisão suíça RTS.
Descrevendo a retoma económica da
Europa como "trabalhosa", a líder do FMI sublinhou que aquela que é a
maior potência económica do continente europeu tem "margem de
manobra" para ajudar, como ficou provado nas recentes negociações
salariais.
A existência "dessa margem ficou
provada nas negociações salariais entre sindicatos e organizações
patronais", afirmou, acrescentando ter esperança que "a iniciativa
seja alargada e isso ajude a impulsionar a retoma europeia".
No mês passado, o presidente do banco
central alemão (bundesbank), Jens Weidmann, admitiu haver possibilidade de os
salários do país aumentarem até 3%, já que a Alemanha "está praticamente
em situação de pleno emprego".
No entanto, esta posição contraria
aquilo que o Governo e a chanceler Ângela Merkel têm defendido quando referem
que a política de
salários baixos é que tem permitido ao país aumentar a competitividade.
Ministério anuncia liberação da carne de
MT
pelo Irã
País havia embargado produto por causa de caso
não clássico de vaca louca
O Irã suspendeu o embargo à carne bovina de Mato Grosso
A informação foi divulgada nesta
segunda-feira (25/8) pelo Ministério da Agricultura. De acordo com a pasta, a
decisão foi tomada depois de reunião entre o ministro Neri Geller e o ministro
da Agricultura iraniano, Mahmoud Hojjati.
“Estou muito
contente com mais esta conquista, visto que o estado de Mato Grosso tem toda a
capacidade para exportar carne bovina não só para o Irã, mas também para outros
países”, disse Geller, conforme a nota divulgada pelo Mapa.
O Irã havia
embargado a carne bovina de MT em maio deste ano devido à constatação do caso
atípico de vaca louca no estado. Nos outros estados as exportações não foram
interrompidas. Neste ano, até o momento foram exportados 52 milhões de quilos
de carne bovina para o Irã, num total de US$ 238 milhões.
Ainda de
acordo com o Ministério da Agricultura, Neri Geller entregou para as
autoridades iranianas propostas de certificados sanitários internacionais que
poderão abrir mercado para bovinos vivos, ovos férteis e material genético
bovino.
Outro
resultado foi o acerto entre os ministros para a criação de um grupo de
trabalho que irá discutir a cooperação na área agrícola entre os dois países.
Além de carne bovina, o Brasil exporta soja e carne de frango para os
iranianos. Fonte:
MAPA – Texto revisto
EUA procuram novas formas de pressionar a Rússia
Atendendo
os relatos da OTAN sobre um "envolvimento direto" de tropas,
blindados e artilharia da Rússia nos combates no território da Ucrânia, a Casa
Branca pretende encontrar novas formas de pressionar Moscou.
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| Divulgação |
Esta afirmação da vice chefe do
serviço de imprensa do Departamento de Estado dos EUA, Marie Harf, foi hoje
tornada pública pela CNN.
"Estamos tentando fazer com
que (a Rússia) pague um custo extra", manifestou ela, acrescentando que
"os russos têm uma escolha: eles podem continuar a escalada, enfrentando
consequências adicionais e o isolamento da parte do resto do mundo, ou podem
seguir o caminho de desanuviamento, o qual é possível".
Mais cedo, o Ministério da Defesa
da Rússia tinha negado afirmações do secretário-geral da OTAN, Anders Fogh
Rasmussen, sobre o alegado envolvimento direto de tropas, blindados e
artilharia da Rússia nos combates no território da Ucrânia.
Fonte: Rádio A Voz da RússiaEstados Unidos em vão propõem à China amizade contra a Rússia
A
China vai perder a oportunidade de reformatar a ordem mundial se sucumbir à
pressão dos Estados Unidos para impor sanções contra a Rússia, afirmou o
presidente do Instituto de Estratégia Nacional, Mikhail Remizov. Assim ele
comentou as tentativas de Washington de propor a Pequim amizade contra Moscou
por causa de sua política na Ucrânia.
Essas declarações parecem
paranoia e perda total do sentido da realidade, acredita o vice-presidente do
Centro de Tecnologias Políticas, Serguei Mikheev.
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| Colagem Oficina da Casa |
A tentativa dos Estados Unidos de
convencer a China a se juntar às sanções do Ocidente contra a Rússia foi
anunciada pelo coordenador do Departamento de Estado dos EUA, Daniel Freed. A China, educadamente, mas com firmeza, rejeitou aos Estados Unidos o apoio de sua
política antirrussa. O Ministério das Relações Exteriores chinês explicou na
sua resposta aos Estados Unidos que a introdução de quaisquer tipos de
proibições não vai ajudar a resolver a situação na Ucrânia.
Eis o que diz o politólogo
Mikhail Remizov:
“A China tem um motivo bastante
sólido e forte para não ceder a tal pressão. Nos últimos anos surgiu uma
tendência de transformação da China em um centro alternativo de poder no
cenário mundial. Regimes de muitos países da Ásia, América Latina, África, que
estão tendo dificuldades com os norte-americanos, muitas vezes se focam e
reorientam para a China. E isso é vantajoso para a China. E se agora ela
demonstrasse maleabilidade perante a pressão bruta dos Estados Unidos, então,
sem dúvida, ela teria demonstrativamente recusado esse estatuto do centro de
poder alternativo, ela teria perdido a cara”.
Os Estados Unidos não têm nenhum
“prêmio” para a China em troca de sanções contra a Rússia, acredita o analista
político Serguei Mikheev:
“Os norte-americanos não têm nada
que eles pudessem oferecer aos chineses para que os chineses estragassem suas
relações com a Rússia. Se a China concordar com isso, então ela reconhecerá de
fato a liderança dos Estados Unidos como potência mundial e se tornará um de
seus vassalos. Isso nunca vai acontecer. A China está vendendo quantidades
enormes de produtos no mercado russo, por isso perder esse mercado assim de
repente ou arranjar problemas nele não é para a China de forma nenhuma. E a
China não vai envolver-se em competição geopolítica com a Rússia, que é um
vizinho próximo e um dos seus próximos parceiros políticos, só para agradar os
Estados Unidos”.
O politologista chamou de
conversa de filisteus os rumores de que os Estados Unidos vão dar à China umas
tecnologias em troca de sanções contra a Rússia. Os Estados Unidos nunca irão
fortalecer com suas próprias mãos o seu concorrente global, algo que Pequim
entende perfeitamente. O máximo que nesta situação a China pode obter dos
Estados Unidos é um tapinha nas costas, sorrisos e apelos ao estabelecimento da
democracia, acredita Serguei Mikheev.
Fonte: A Voz da Rússia
Armamento
China – EUA: a corrida aos mísseis hipersônicos
Foto
de arquivo - Foto: AP/Andy Wong
O
segundo teste pela China de um míssil hipersônico terminou sem sucesso. A falha
do dispositivo ocorreu pouco depois do lançamento do míssil, segundo informou a
22 de agosto o jornal de Hong Kong South China Morning Post.
Dois dias antes, a publicação
norte-americana Washington Free Beacon relatou esse teste, citando o Pentágono,
informando igualmente que na Internet tinham sido publicadas fotos do primeiro
estágio do míssil que se despenhou.
Entretanto, o mistério está em a
mídia chinesa não ter divulgado nada sobre os testes do míssil. Há igualmente
divergências sobre o local de lançamento, apesar de se tratar realmente de um teste
realizado a 7 de agosto. O South China Morning Post escreve que ele foi
realizado numa plataforma de lançamento perto de Taiwan na província de Shanxi,
no noroeste da China. Já o Washington Free Beacon indica o centro de
lançamentos de satélites de Jiuquan na região autônoma da Mongólia Interior.
A publicação norte-americana
apresentou a declaração de um porta-voz do Pentágono que este é o segundo teste
do ano de um míssil hipersônico. O míssil, equipado com uma ogiva hipersônica
planadora destacável, pode realizar ataques nucleares contra os EUA.
Entretanto, na opinião do editor principal do jornal russo Voienno-Promyshlenny
Kurier (Correio Militar Industrial) Mikhail Khodarenok, a China está
desenvolvendo essa arma porque os EUA e a Rússia já a têm, e a China tenciona
se juntar ao clube:
“A China não desenvolve armas
hipersônicas para ameaçar alguém em concreto, como os EUA, a Índia ou quaisquer
outros potenciais adversários geopolíticos e geoestratégicos. Essas armas são
desenvolvidas com um único propósito. Se existe a possibilidade de dissuadir um
potencial adversário, e se os outros países desenvolvem essas armas, seria
completamente imperdoável não participar no seu desenvolvimento e testes. Tanto
mais que a China tem capacidades potenciais para desenvolver esse tipo de
armas”.
Os peritos consideram que um
possuidor de mísseis hipersônicos se torna em líder no mercado de armamentos. A
China também tenciona entrar no grupo desse tipo de líderes. Entretanto, os
testes dessa classe de mísseis demonstram as tentativas por parte da China para
aprender a ultrapassar o sistema de defesa antimísseis norte-americano, diz
Vladimir Evseev:
“A China, possuindo um arsenal
limitado de mísseis nucleares, está criando forças nucleares capazes de
ultrapassar, em caso de necessidade, o sistema de defesa antimísseis dos EUA. A
China não possui um sistema de defesa antimísseis. Mais que isso, ela não
possui sequer um sistema de alerta de ataques com mísseis. Nessas condições, o
desenvolvimento de quaisquer aparelhos hipersônicos que possam realmente
ultrapassar o sistema estratégico de defesa antimísseis dos EUA será uma
vantagem considerável para a China”.
A China pode furar o sistema de
defesa antimísseis dos EUA de forma limitada, mas não podemos falar de um
avanço significativo, considera Vladimir Evseev. Essa opinião é partilhada por
Mikhail Khodarenok, o qual também pensa que, depois dos EUA e da Rússia, a
China poderá ser o terceiro país a possuir uma defesa antimísseis:
“Podem ser considerados como
países emergentes, que já anunciaram por diversas vezes suas ambições em criar
sistemas de defesa antimísseis, a China e a Índia. É preciso realizar um grande
salto tecnológico para criar um sistema desses e colocá-lo em funcionamento. A
China, apesar de todas suas capacidades, ainda não atingiu o nível necessário
para desenvolver um sistema de defesa antimísseis. Mas eu penso que isso é uma
questão que será resolvida num futuro imediato”.
O primeiro teste do míssil
hipersônico WU-14 foi realizado pela China no dia 9 de janeiro deste ano. Ele
decorreu com sucesso. Seu novo teste, apesar do fracasso, prova que a corrida
aos armamentos hipersônicos se desenrola a nível global.
Fonte: Rádio A Voz da Rússia
Política
EUA buscam seu novo papel na política internacional
Barack Obama muda a linha de política
externa seguida por Washington até então e divide opiniões. Alguns defendem que
país mantenha liderança global, enquanto outros não veem mais espaço para uma
única superpotência.
A sensação de que algo está errado na política externa dos Estados Unidos não é
nova entre os americanos. Provavelmente por esse motivo a população decidiu, em
2008, eleger como presidente um jovem senador que prometia fazer as coisas de
maneira diferente e acabar com as duas prolongadas guerras em que o país estava
envolvido.
Embora o debate sobre o futuro do
papel dos Estados Unidos no mundo viesse fervilhando desde então, ele ganhou
impulso definitivo com a recente deflagração de violência no Oriente Médio e na
Ucrânia, associada a um artigo do eminente pensador neoconservador Robert Kagan
e às críticas a Barack Obama da ex-secretária de Estado Hillary Clinton.
Os argumentos giram basicamente em
torno da questão se, no futuro, os Estados Unidos podem e devem ser a
superpotência decisiva do mundo, e se a política de retração do poder
americano, promovida por Obama, é ou deveria ser a nova norma.
Kagan teme que esse se torne o novo
padrão para a política externa americana. Apesar da ascensão da China e das
mudanças na estrutura global de poder, ele acha que os EUA podem manter seu
papel como única superpotência e configurar o mundo de acordo. O problema,
argumenta o jornalista, é que os americanos estão cada vez mais céticos quanto
a esse papel inflacionado de seu país.
Distanciamento da política mundial
"Ninguém fez recentemente uma
enquete sobre se os Estados Unidos deveriam acorrer em defesa de seus aliados
de tratado, numa guerra entre a China e o Japão, por exemplo. Ou se deveria
sair em defesa da Estônia num conflito com a Rússia semelhante ao da Ucrânia.
As respostas poderiam ser interessantes", escreveu Kagan.
Ele argumenta que, embora a política
externa dos EUA nem sempre tenha sido bem sucedida, o balanço é positivo, de
maneira geral. "Se tem havido menos agressões, menos limpezas étnicas,
menos conquistas territoriais nos últimos 70 anos, é porque os Estados Unidos e
seus aliados tanto puniram como impediram agressões, intervieram, algumas
vezes, para impedir limpeza étnica, e foram à guerra para reverter conquistas
territoriais."
O ensaio de Kagan é um brado de
batalha por uma política externa ativista e internacionalista, cujos dias não
estão necessariamente contados, contanto que o povo americano queira mantê-la.
"O mundo vai mudar muito mais rapidamente do que eles imaginam. E não
existe uma superpotência democrática esperando nos bastidores para salvar o
mundo, caso esta superpotência democrática falhe."
Influência de fatores externos
Barry Posen, um dos principais
representantes da tendência realista, não se deixa impressionar. "Robert Kagan
tem o direito de acreditar no que quer acreditar e de moldar o mundo de acordo
com a 'teoria sobre como o mundo funciona' que ele acredita ser correta",
rebateu o professor de ciência política do Instituto de Tecnologia de
Massachussetts, em entrevista à DW.
Assim como Kagan, ele tem uma opinião
firme sobre o que está errado com a política externa americana e qual caminho
ela deve seguir no futuro mas sua ideia é diametralmente oposta. Posen acredita
que a estratégia de hegemonia liberal global dos EUA fracassou, e que é hora de
o país superar sua política externa ativista.
"Com base apenas na tendência de
longo prazo com a China e a União Europeia ficando mais fortes, os poderes
médios crescendo, com a difusão da tecnologia militar, o aumento dos custos de
aplicar a tecnologia militar, eu acho que essas coisas estão dizendo aos
americanos que não vai ser mais possível eles se promoverem como única
superpotência, assumindo a tarefa de cuidar da maior parte dos aspectos
econômicos e de segurança da política global", afirma Posen.
Ele cita o estudo do governo
americano Global Trends 2030, publicado pelo National Intelligence Council, que
mostra três ou quatro grandes poderes globais mais ou menos em pé de igualdade.
Enquanto o poder dos EUA e da UE deverá ter decaído até 2030, o da China e da
Índia tende a crescer.
Mensagem para a Europa
Diante dessa tendência e do histórico
dos esforços americanos de tentar moldar o mundo de acordo com seus desejos,
manter-se no mesmo caminho não é apenas fútil, mas também contraproducente,
aponta Posen. "Acho que podemos olhar para trás, para os últimos 20 anos,
e ver que essa não é uma estratégia vitoriosa."
Ao mesmo tempo, os gastos militares
na Europa e em outras partes do mundo despencaram, sendo improvável que voltem
a subir. Por fim, "tivemos esses 'clientes' absurdos no Afeganistão e no
Iraque, a quem temos tentado assistir de uma maneira ou de outra, que
basicamente pegam o nosso dinheiro e nossos meios militares e não aceitam os
nossos conselhos. São motoristas imprudentes".
Em consequência, os EUA deveriam
cortar dramaticamente sua presença militar global, reduzir seu orçamento de
defesa para 2,5% do PIB (em oposição aos atuais 3,8%) e deixar que os europeus
tomem sua segurança nas próprias mãos, defende o cientista político.
"Não vivemos perto dessa
estranha Rússia, como os europeus. E, deixando de lado as potências menores,
basta olhar para os números dos países maiores, Alemanha, Reino Unido, França.
Eles dispõem da riqueza, da tecnologia e das armas nucleares para competir
perfeitamente com o que quer que tenha restado da Rússia."
Retração não vai durar
Stephen Sestanovich, ex-embaixador
americano na União Soviética, concorda que o momento é bastante propício a uma
política externa de retração. Ele estudou a fundo a política externa americana
desde a presidência de Harry S. Truman (1945-1953) até Obama para seu novo
livro, Maximalist.
Segundo o especialista, o atual
presidente americano não é apenas um clássico adepto da retração na política
externa: "Ele foi especificamente contratado pelo povo americano para esse
papel, da mesma forma que Richard Nixon foi contratado para sair do Vietnã, e
Dwight Eisenhower, para sair da Guerra da Coreia."
Para Sestanovich, muito do atual
debate soa familiar. Depois que a política externa americana é
"esticada" exageradamente por um presidente ativista, elege-se com
perfil de retração, para limpar a bagunça. Ele diz ser possível que o atual
período de menor intervenção seja mais longo do que os anteriores, mas não vai
durar. "Acredito que, de uma maneira ou de outra, haverá uma retomada do
ativismo americano, para enfrentar desafios que, de outra forma, serão vistos
como perigosos demais."
Aliados incapazes
Embora convencido de que está
ocorrendo uma difusão do poder global que vai mudar a atual ordem
internacional, Stephen Sestanovich acredita que os EUA e seus parceiros são os
mais adequados a permanecerem como líderes mundiais, por um bom tempo.
("Os países do BRICS [Brasil,
Rússia, Índica (o nome correto é Índia, correção do editor) e China (e África
do Sul, inclusão e correção do editor)] não têm nenhum conceito de unidade). Em
contrapartida, os EUA e seus aliados têm uma concepção mais unificada de seus
interesses. Então, uma das principais questões para as próximas décadas, será
verificar se essa concepção se sustenta, se o bloco que se formou em torno dos
Estados Unidos, neste meio século, vai continuar a ter a mesma efetividade que
teve no passado."
Sestanovich não aceita o argumento de Posen, de que os
europeus e outros países deveriam arcar com a maior parte do peso hoje
carregado pelos Estados Unidos. "Num mundo ideal, isso seria verdadeiro e
possível, claro. Mas quando os americanos olham para a Europa, o Oriente Médio
ou a Ásia Oriental, eles não veem outros países capazes de garantir a
estabilidade condizente com o nosso interesse e o deles. Então, infelizmente, o
papel reduzido que os realistas querem, provavelmente implicaria considerável
instabilidade e o crescimento de novos obstáculos aos interesses
americanos."
Fonte: DW - Observação do editor: matéria tendenciosa e que não se deve
dar crédito.
Economia e Finanças
Euro abre em baixa em Frankfurt
O euro abriu nesta segunda-feira em baixa no mercado de divisas
de Frankfurt, cotado a US$ 1,3198, em relação a US$ 1,3230 da sexta-feira.
O Banco Central Europeu (BCE) tinha fixado na última sessão a taxa de câmbio de referência da divisa europeia em US$ 1,3267.
O Banco Central Europeu (BCE) tinha fixado na última sessão a taxa de câmbio de referência da divisa europeia em US$ 1,3267.
Fonte: EFE
Coene: Travagem na economia alemã "não representa boas notícias"
O
governador do banco central da Bélgica, Luc Coene, realça que o momento está a
ser pautado pela preocupação geral em relação à economia europeia, em especial
numa altura em que a Alemanha está a dar sinais de enfraquecimento.
"O motor alemão hesitante não representa boas
notícias para as outras economias europeias", assim como "não é para
a Bélgica", afirmou Luc Coene em entrevista ao De Standard, citado pela
Bloomberg.
"O tom, da maioria das pessoas daqui quando se trata da Europa, que melhor descreve [a situação] é preocupante". A preocupação está centrada na sustentabilidade da recuperação da economia europeia, de acordo com o responsável. Isto numa altura em que já se sabe que a economia da Zona Euro estagnou no segundo trimestre do ano, num período em que a Alemanha contraiu, a França estagnou e Itália regressou à recessão económica.
"Setembro vai dar uma boa indicação sobre a atividade
económica no Outono e se o recente enfraquecimento da economia é temporário ou
mais duradouro. Se for o último [cenário], provavelmente haverá uma correção"
das previsões económicas, afirma o responsável que é também membro do BCE.
Fonte: COFINA
China, globalização e mercado interno em pauta
Evento acontece hoje e
mostrará os novos desafios do empreendedorismo, oportunidades de investimentos,
sustentabilidade nos negócios e experiências e visões de líderes empresariais
Novos desafios do empreendedor no mercado interno e cada vez mais globalizado, oportunidades de investimentos, sustentabilidade nos negócios e experiências de quem está há mais tempo nos negócios. Os temas serão abordados hoje no seminário Futura Trends, evento realizado pelo Grupo de Comunicação O POVO e Fundação Demócrito Rocha.
O presidente do Grupo Pague Menos, Deusmar Queirós, acredita que o Seminário auxilia o empreendedor a remover incertezas antes de se aventurar no mundo dos negócios. “O Futura Trends é uma forma de mostrar um caminho para os empreendedores através da experiência vivida pelos palestrantes e conhecimento de práticas das lideranças”, reforça. Deusmar irá ministrar palestra sobre os desafios do empreendedorismo, além de mostrar sua trajetória de vida no cenário empresarial.
O mercado chinês será tema da palestra do embaixador e especialista em negociações internacionais Clodoaldo Hugueney. “As negociações com a China demandam esforço, compromisso e idas frequentes ao País. A ideia é enfatizar as oportunidades de investimentos”, comenta. Segundo ele, o Ceará pode despontar no crescimento se aproximando do país asiático. “O Ceará vem crescendo economicamente nos últimos anos. É importante que esse espírito se volte para a China no sentido de realizar negócios, nas áreas de energias renováveis e na experiência das Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs)”, avalia.
Aprendizado
De acordo com o fundador e CEO da Dotz, Roberto Chade, responsável pelo
painel “O Homem que inventou uma nova moeda”, o maior aprendizado está no
compartilhamento de experiências no sentido de ajustar condutas de mercado.
“Falar do início, dos erros e acertos é enriquecedor. Quando comecei (no
mercado), gostava de ouvir a história dos empreendedores”, revela.
Ele diz
que para o sucesso da atividade do empreendedor, independente do ramo de
atividade, a prioridade é acreditar no próprio modelo de negócios. “É
importante que o empreendedor mantenha o foco e não pule etapas. A
diversificação também é importante e deve chegar em um futuro, quando você está
consolidado no mercado”, aconselha.
As
palestras também auxiliam na capacitação dos envolvidos. Segundo o coordenador
do Futura Trends, Nazareno Albuquerque, o evento irá proporcionar a expansão de
conhecimentos de executivos, gestores e estudiosos do mercado corporativo
“Observamos uma lacuna nos grandes negócios. Carecíamos de uma proposta de
conhecimento e capacitação com temas modernos que envolvem o mundo
globalizado”, destaca.
Argentina busca apoio para plano que permite pagamento local da dívida
O Executivo de
Cristina Kirchner vem buscando apoio para a iniciativa que habilita o pagamento
local da dívida, enquanto se prepara para uma semana conflituosa com a greve
geral convocada por sindicatos de oposição para a próxima quinta-feira.
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| Divulgação |
O Senado começará a discutir nos próximos dias o
projeto de lei de pagamento soberano local da dívida externa com o qual o
governo de Cristina Kirchner pretende se esquivar da decisão de tribunais
americanos que lhe obrigam a pagar a totalidade da dívida para 1% dos credores
litigantes, em sua maioria fundos especulativos.
O kirchnerismo, que conta com uma apertada maioria
nas duas câmaras do Congresso, quer uma tramitação rápida da lei e procura
convencer os detentores de bônus que aceitaram as reestruturações de 2005 e
2010 (92,4% do total).
O primeiro grande apoio chegou neste domingo
através do magnata mexicano David Martínez Guzmán, que opinou que a iniciativa
permitirá contornar o bloqueio do pagamento aos credores da dívida
reestruturada ditado pelo juiz americano Thomas Griesa.
'É a medida correta que deve tomar um país soberano
diante de um ataque judicial indevido', afirmou Martínez Guzmán, titular do
fundo de investimento Fintech, em entrevista publicada pelo jornal 'Página/12'.
O investidor mexicano afirmou que está disposto a
trocar seus títulos da dívida pública argentina amparados pela legislação
estrangeira por bônus a serem pagos no país sul-americano para 'isolar o juiz
Thomas Griesa e os fundos abutres e retomar a cadeia de pagamentos interrompida
de forma arbitrária'.
'A solução de fundo é passar para um plano local.
Me recordo da velocidade com que o mercado absorveu os bônus emitidos para o
pagamento da indenização à Repsol. Há muitos investidores dispostos a fazer
negócios amparados pela lei local porque é indiscutível a solvência da
Argentina e a vontade de pagamento de seu governo', especificou.
O titular da Fintech, que possui cerca de US$ 1
bilhão em bônus da dívida argentina, segundo fontes do mercado citadas pelo
'Página/12', é também acionista majoritário da empresa de telecomunicações
Telecom Argentina e sócio minoritário da operadora de TV a cabo Cablevisión, do
grupo 'Clarín'.
Apesar do apoio expressado por Martínez Guzmán, a
maioria dos economistas duvidam que o governo consiga convencer todos os
credores da dívida reestruturada e preveem que isso poderá gerar novas e
complexas batalhas judiciais, com um impacto negativo na economia.
Alguns partidos políticos de oposição, como o
conservador Proposta Republicana (Pro), liderado pelo prefeito de Buenos Aires
Mauricio Macri, e a União Cívica Radical (UCR), anteciparam que votarão contra
o projeto de lei. Além disso, outras formações ainda não decidiram se
rejeitarão a proposta ou se vão optar pela abstenção, como é o caso da coalizão
de centro-esquerda Unem.
O deputado e líder da coligação opositora Frente
Renovadora, Sergio Massa, anunciou que apresentará um projeto de lei
alternativo com sedes alternativas de pagamento em Paris e na Basileia, e
criticou que a Argentina vive 'uma situação de incerteza, de angústia e de
preocupação, criada pela soma de erros e pela conjunção de pecados capitais,
por não ter tratado a tempo e de forma íntegra esse tema'.
Os últimos indicadores econômicos mostram a
fraqueza da economia argentina, que registrou uma contração anualizada do 0,2%
do PIB no primeiro trimestre de 2014 e sofreu leve aumento do desemprego, que
ficou em 7,5% no primeiro semestre do ano, três décimos a mais que no mesmo
período de 2013.
Os sindicatos de oposição aderiram à queda de braço
com o governo ao convocarem uma greve geral para a próxima quinta-feira, dia 28
de agosto, em protesto pela queda dos salários frente à inflação e contra o
aumento das suspensões e demissões.
O líder sindical Hugo Moyano denunciou que vê a
presidente argentina 'muito desorientada' e 'muito confusa' e previu que a
greve será 'total', apesar de o governo e os sindicatos ligados ao kirchnerismo
tentarem minimizar o protesto.
Fonte: EFE
Merkel diz que crise da Ucrânia afeta economia alemã
A chanceler alemã, Ângela Merkel,
afirmou que a crise na Ucrânia está afetando a Alemanha, maior economia da
Europa, que sofreu uma surpreendente contração de 0,2 por cento no segundo
trimestre.
Merkel afirmou que um inverno
incomumente ameno, que antecipou a virada de primavera, teve influência na
leitura fraca do período de abril a junho, mas acrescentou que a crise na
Ucrânia também estava afetando o crescimento alemão.
"Existem, entretanto, algumas
incertezas --não quero ocultar isso-- toda a situação Ucrânia-Rússia mostra que
nós claro temos um grande interesse em nossas relações internacionais serem
construtivas novamente", disse ela na entrevista à imprensa conjunta com o
primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy.
![]() |
| Chanceler Germânia |
"Mas eu todavia espero que nossa
taxa de crescimento anual seja boa, se nada dramático acontecer."
O governo alemão projeta que a
economia crescerá 1,8 por cento neste ano.
Fonte: Reuters
Abertura de mercados: Declarações de Mario Draghi e Janet Yellen marcam início da semana
As
declarações dos presidentes dos bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa
irão continuar a fazer eco junto dos investidores. Janet Yellen deixou
indicações de que a taxa de juro não deverá subir no curto prazo nos EUA. Já
Mario Draghi apelou para a adopção de políticas de estímulo económico na Zona
Euro. A situação na Ucrânia continua a causar preocupações.
As declarações de Mario Draghi, presidente do Banco
Central Europeu (BCE), e de Janet Yellen, líder do FED, na sexta-feira passada,
no âmbito do encontro Jackson Hole, deverão marcar a negociação de títulos nas
próximas sessões.
No seu discurso no encontro de banqueiros centrais,
Yellen deu a entender que as taxas de juro, nos Estados Unidos, não deverão subir no curto prazo, até porque a presidente da
Reserva Federal pretende garantias de que a recuperação do mercado laboral é
sustentada.
Já Mario Draghi mudou o tom do discurso, deixando de lado os apelos à prossecução de políticas de austeridades
e pedindo medidas de apoio à economia. "Precisamos de atuar nos dois lados
da economia: políticas [de incentivo da] procura têm de ser acompanhadas por
políticas estruturais" nos países, acrescentou o italiano, citado pela
agência de informação americana.
O presidente do BCE, apesar de considerar que
"o pacote de medidas que anunciámos em Junho vai oferecer o impulso que se
quer à procura", deixou ainda em aberto a possibilidade de o BCE adoptar
novas políticas de estímulo à economia para combater as baixas taxas de
inflação e o fraco crescimentos das economias da Zona Euro.
"Estamos prontos para ajustar mais a nossa
política", disse Mario Draghi.
Esta segunda-feira serão conhecidos novos dados
económicos, designadamente, na Alemanha, o índice de confiança dos empresários.
A situação na Ucrânia continua a ser um foco
desestabilizador a nível internacional. Este domingo, nas comemorações do dia
da independência deste país, o Presidente Petro Poroshenko anunciou que Kiev
vai aumentar o nível de despesa em matéria militar.
Já esta terça-feira, 26 de Agosto, será realizada
uma cimeira entre os presidentes da Rússia e Ucrânia. Depois de um
fim-de-semana em que as tensões aumentaram, as esperanças ficam, para já,
depositadas nas conversações que terão lugar em Minsk, capital da Bielorrúsia.
Os índices japoneses valorizaram. O Topix, que
acumula ganhos há já duas semanas, subiu 0,41% para 1.291,31 pontos e o Nikkei avançou
0,48% para 5.613,25 pontos.
Já o crude segue em queda. Em Londres, o Brent, que
serve de referência para as importações nacionais, desliza 0,10% para 102,19
dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova
Iorque, cai 0,04% para 93,61 dólares.
Um negócio que também está a marcar o dia prende-se
com o anúncio, este domingo, do acordo para a comprada InterMune pela Roche por 8,3 mil
milhões de dólares.
Fonte: COFINA
Agricultura
Embrapa investe em trigo de ciclo precoce
BRS Sabiá promete alta produtividade em um espaço
de tempo de produção menor
A busca por cultivares de ciclo precoce tem ganhado a preferência dos
produtores paranaenses. Muito comum em soja e milho, a precocidade acaba de
chegar na cultura do trigo. A Embrapa Soja, em parceria com a Fundação
Meridional, já disponibiliza no mercado a nova cultivar BRS Sabiá classe pão de
ciclo precoce. Do plantio até a colheita, o tempo de produção da cultivar é de
110 dias, variando de 10 a 15 dias a menos se comparado a uma semente comum.
Manuel Carlos Bassoi, desenvolvedor da variedade, afirma que o objetivo da BRS
Sabiá é atender uma demanda antiga do produtor, que é ter um trigo com um ciclo
mais curto. O foco é evitar maior exposição da cultura às intempéries e também
antecipar o plantio da safra verão. Contudo, o produtor precisa ter ciência de
que variedades de ciclo precoce também geram riscos se não forem implantadas no
período certo.
Ralf Udo Dengler, gerente executivo da Fundação Meridional, explica que como a
janela de cada etapa de desenvolvimento da planta é encurtada em uma cultivar
precoce, um pequeno período de seca, por exemplo, pode interferir e muito no
resultado final, ou seja, na produção. Udo revela que se o triticultor plantar
no período certo e obedecer a assistência técnica, a BRS Sabiá pode oferecer um
resultado muito bom.
Dengler recomenda o plantio da cultivar no Paraná a partir do dia 20 de abril.
Nesse período há poucas chances do trigo sofrer com as intempéries, a exemplo
do excesso de chuva, da seca ou até mesmo da geada. O gerente da Fundação
Meridional revela ainda que muitos produtores do Oeste paranaense não obedecem
à recomendação e plantam cada vez mais cedo, ação essa que favorece a
proliferação de doenças como a giberela, que ataca as espigas do trigo.
Bassoi afirma que a BRS Sabiá é moderadamente suscetível à giberela. Ele alerta
que a variedade também é suscetível à brusone, doença que também ataca as
espigas. Contudo, a cultivar é resistente ao oídio, doença foliar com alto
poder destrutivo.
Características
Em testes realizados na região de Guarapuava (Sul), a produtividade da cultivar
chegou a 5.438 quilos por hectare, contra 5.122 kg/ha se comparada a uma
variedade padrão. De acordo com Bassoi, a BRS Sabiá se compara em produtividade
à BRS Gralha Azul, carro-chefe da Embrapa no segmento trigo. A cultivar BRS
Sabiá está recomendada para plantio no Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato
Grosso do Sul.
O pesquisador da Embrapa afirma que a variedade pode ser plantada em qualquer
época dentro do zoneamento, adaptando-se facilmente ao clima onde é semeada.
"Mesmo em condições desfavoráveis a cultivar apresentou bom
desenvolvimento", avalia Bassoi. Além disso, ele destaca que a BRS Sabiá
se mostrou extremamente estável nos testes de campo.
A recomendação é a adição de adubação nitrogenada após a emergência das
plantas. Bassoi completa que a precocidade dessa nova cultivar favorece
principalmente os produtores do Sul e Sudoeste do Paraná porque plantam mais
tarde. No Norte e Oeste, o plantio também pode ser realizado mais tarde devido
a essa característica de precocidade.
Fonte: Agrolink
Argentinos têm sérias dificuldades para financiar próxima safra
Depois que a Argentina falhou em selar um acordo com 7% dos credores que não aceitaram o plano de reestruturação da dívida do país apresentado em 2005, o juiz arbitral Thomas Griesa ordenou que o país deveria pagar o total de US$ 1,3 bilhão para todos os credores no caso. O país sul americano não aceitou a ordem, porque os outros 93% dos credores podem reivindicar o mesmo valor, levantando o total para US$ 17 bilhões. Com o impasse, desde o dia 31 de julho o país entrou em moratória técnica - o segundo 'default' em 13 anos.
Como consequência, a agência de risco Standard & Poor's rebaixou a
Argentina de CCC- para o status SD (moratória seletiva). Isso significa que o
país terá menos acesso ainda aos mercados e ao crédito internacional. E o que isso
pode significar para os produtores de grãos? É o que responde reportagem do
jornalista Luís Vieira, do Agriculture.com.
Em um ambiente com inflação anual de 30% a 40% e um governo entrando em
moratória, as taxas de juros tendem a subir e os produtores devem ter mais
dificuldades para financiar a próxima safra, apontam vários
especialistas. A Associação Argentina do Consórcio Regional de
Experimentação Agrícola (CREA) diz que se paga uma média de 40% de juros ao
ano. O CREA também prevê que a área de milho deve cair pelo menos 25% na
Argentina, tanto por ser a mais cara como pelos preços internacionais do
cereal.
Como alternativa aos juros bancários, cerca de 50% dos produtores argentinos
utilizam as bolsas locais para se financiar e aproximadamente 25% usam a soja
como moeda e uma "conta poupança", mantendo a oleaginosa em silo-bolsas
e vendendo apenas quando atingirem altos valores, de acordo com a Bolsa de
Comércio de Rosário.
Cerca de 39% dos produtores de grãos do país precisarão financiar a próxima
safra. A tendência, com isso, é que os estoques de soja comecem a ser vendidos
logo para que exista dinheiro para comprar os insumos. "Os produtores
endividados e os menos capitalizados venderão muito em breve os estoques.
Somente os mais capitalizados permanecerão esperando pelo melhor valor da
soja", explicou ao Agriculture.com a analista de mercado Lorena D’Ângelo,
de Rosário.
Lorena também disse que o acesso dificultado a crédito combinado com preços
baixos de commodities e inflação de insumos são uma "bomba prestes a
explodir". As vendas de insumos nas principais províncias produtoras
apresentaram uma queda abrupta no primeiro semestre do ano e é atribuída a
incerteza econômica vivida no país.
Fonte: Agrolink
Internacional
Raul Khadzhimba é eleito presidente da Abkházia
A
Comissão Eleitoral Central da Abkházia anunciou que o líder da oposição, Raul
Khadzhimba, obteve o maior número de votos, tendo sido eleito, portanto,
presidente da república.
O seu concorrente principal,
Aslan Bzhania, chefe do Serviço de Segurança de Estado, obteve 35,91% dos
votos. Dois outros candidatos para a presidência, o ministro da Defesa, Mirab
Kishmaria, e o ex-ministro do Interior, Leonid Dzapshba, obtiveram,
respectivamente, 6,49% e 3,40% dos votos do eleitorado.
Portanto, Khadzhimba venceu logo
no primeiro turno da votação.
Mais tarde na segunda-feira serão
anunciados os resultados finais do sufrágio.
Os cidadãos da república tinham a
oportunidade de votar contra todos, riscando os nomes de todos os candidatos.
Foi assim que votaram 1.868 pessoas, ou 1,87% do eleitorado. Além disso, 1.851
boletins foram reconhecidos inválidos.
O índice de comparecimento do
eleitorado foi igual a 70%. Nas listas de eleitores foram incluídos, ao todo,
142.664 cidadãos da república, mas da votação participaram 99.869 pessoas.
Fonte: Rádio A Voz da Rússia
Atentado deixa ao menos 40 mortos no Iraque
Ataque foi realizado contra
mesquita na região de Diyala
Ao menos 40 pessoas foram mortas nesta sexta-feira (22) no
Iraque em um atentado realizado contra uma mesquita sunita no leste do país.
A informação é do canal de televisão Al Arabiya citando fontes da segurança
local, segundo a qual os ataques aconteceram na região de Diyala.
Os conflitos no Iraque se acirraram nos últimos meses no Iraque principalmente com as ações do Estado Islâmico, conhecido como Isis.
Nos últimos 8 meses os bombardeios do governo iraquiano já deixaram 752 civis mortos, entre eles quase 130 crianças, em Falluja a 60 quilômetros de Bagdá que desde o final do ao passado está sob o controle do Isis, informou a agência nacional de notícias Nina.
Segundo o médico Ahmed al Shami, porta-voz do hospital central de Falluja, os feridos registrados foram 1.424, destes mais de 208 eram crianças.
Falluja, na província iraquiana ocidental de Al Ahbar, que faz fronteira com a Síria, foi palco do combate mais sangrento entre as tropas norte-americanas e os insurgentes sunitas em 2004.
Desde o final de 2013 está sob o controle dos jihadistas assim como outras localidades durante uma ofensiva lançada pelo Isis em toda a província.
O presidente norte-americano, Barack Obama, declarou na última quarta-feira (20) que seu país será implacável contra o Isis ao comentar o vídeo publicado pelo grupo mostrando a decapitação do jornalista James Foley, raptado a mais de dois anos na Síria. OS Estados Unidos estão realizando ataques com aviões não tripulados em várias localidades do Iraque que estão sob o comando do Isis. Fonte: ANSA
Os conflitos no Iraque se acirraram nos últimos meses no Iraque principalmente com as ações do Estado Islâmico, conhecido como Isis.
Nos últimos 8 meses os bombardeios do governo iraquiano já deixaram 752 civis mortos, entre eles quase 130 crianças, em Falluja a 60 quilômetros de Bagdá que desde o final do ao passado está sob o controle do Isis, informou a agência nacional de notícias Nina.
Segundo o médico Ahmed al Shami, porta-voz do hospital central de Falluja, os feridos registrados foram 1.424, destes mais de 208 eram crianças.
Falluja, na província iraquiana ocidental de Al Ahbar, que faz fronteira com a Síria, foi palco do combate mais sangrento entre as tropas norte-americanas e os insurgentes sunitas em 2004.
Desde o final de 2013 está sob o controle dos jihadistas assim como outras localidades durante uma ofensiva lançada pelo Isis em toda a província.
O presidente norte-americano, Barack Obama, declarou na última quarta-feira (20) que seu país será implacável contra o Isis ao comentar o vídeo publicado pelo grupo mostrando a decapitação do jornalista James Foley, raptado a mais de dois anos na Síria. OS Estados Unidos estão realizando ataques com aviões não tripulados em várias localidades do Iraque que estão sob o comando do Isis. Fonte: ANSA
Crise: O Jihadista Barack Obama
Bombardeamentos?
Falar de Deus? Obama está a seguir o guião dos jihadistas O califado tem
produtores teatrais bastante estritos. Escreveram um sórdido e selvagem guião.
Que fazemos? Exatamente o que previ há 24 horas: converter a morte de Foley
numa nova razão para continuar a bombardear o califado do EIIL.
Barack
Obama, antes de voltar ao campo de golfe, informou ao mundo que nenhum Deus
justo permitiria (ao EIIL) fazer o que o grupo faz diariamente
O califado
tem produtores teatrais bastante estritos. Escreveram um sórdido e selvagem
guião. O nosso trabalho é responder a cada uma das suas frases. Compreendem-nos
o suficiente para saber o que diremos. Assim, decapitaram James Foley e ameaçam
fazer o mesmo com um dos seus colegas. Que fazemos? Exatamente o que previ há
24 horas: converter a morte de Foley numa nova razão para continuar a
bombardear o califado do EIIL.
E que mais
nos provocaram a fazer, ou pelo menos ao presidente norte-americano de férias?
Uma guerra em estritos termos religiosos, que é exatamente o que eles queriam.
Barack Obama,
antes de voltar ao campo de golfe, informou ao mundo que nenhum Deus justo
permitiria (ao EIIL) fazer o que o grupo faz diariamente.
Aí têm: Obama converteu a barbárie do califado numa batalha inter-religiosa entre deuses rivais; o nosso (ocidental) e o deles (o Deus dos muçulmanos, claro). Isto é o mais que Obama se aproximou para rivalizar com a néscia reação de George W. Bush quando, ao referir-se ao 11 de setembro, afirmou que nos bateríamos numa cruzada.
Agora, claro, Obama não se referiu ao Deus muçulmano da mesma forma que Bush não tinha a intenção de mandar milhares de guerreiros cristãos a cavalo às terras bíblicas do Médio Oriente. De facto, Bush só enviou guerreiros em tanques e helicópteros.
Obama mencionou também que as vítimas do califado são “muçulmanas na sua imensa maioria”, com o que deu a entender que o califado nem sequer é muçulmano, apesar do seu entusiasmo em intervir no Iraque no princípio deste mês não ter sido para ajudar esses milhares de pobres muçulmanos, mas porque o preocupava que cristãos e yazidis fossem perseguidos. E, então, existia o perigo potencial de que houvesse vítimas norte-americanas, facto que os homens de Abú Bakr Bagdadi compreenderam muito bem. Por isso assassinaram o pobre James Foley. Não por ser jornalista, mas por ser norte-americano; um dos norte-americanos que Obama prometeu defender no Iraque.
Independentemente de Obama se esquecer que tinha reféns de nacionalidade norte-americana na Síria, a tentativa de resgate levada a cabo pelo exército dos Estados Unidos pelo menos prova que sabiam que Foley estava na Síria. Mas, porque é que o EIIL está na Síria? Pois para derrotar o governo de Assad, claro, que é o mesmo que nós tentamos fazer, certo?
Por que raio Obama achou que pode dizer aos muçulmanos o que um Deus justo pode ou não pode fazer? O presidente lamentou a guerra de Bush no Iraque, mas não se dá conta de que milhões de muçulmanos no Iraque não acham que um Deus justo aceite a invasão norte-americana ao seu país em 2003, ou que dezenas de milhares de iraquianos tenham sido assassinados pelas mentiras de Bush e de Blair
Aí têm: Obama converteu a barbárie do califado numa batalha inter-religiosa entre deuses rivais; o nosso (ocidental) e o deles (o Deus dos muçulmanos, claro). Isto é o mais que Obama se aproximou para rivalizar com a néscia reação de George W. Bush quando, ao referir-se ao 11 de setembro, afirmou que nos bateríamos numa cruzada.
Agora, claro, Obama não se referiu ao Deus muçulmano da mesma forma que Bush não tinha a intenção de mandar milhares de guerreiros cristãos a cavalo às terras bíblicas do Médio Oriente. De facto, Bush só enviou guerreiros em tanques e helicópteros.
Obama mencionou também que as vítimas do califado são “muçulmanas na sua imensa maioria”, com o que deu a entender que o califado nem sequer é muçulmano, apesar do seu entusiasmo em intervir no Iraque no princípio deste mês não ter sido para ajudar esses milhares de pobres muçulmanos, mas porque o preocupava que cristãos e yazidis fossem perseguidos. E, então, existia o perigo potencial de que houvesse vítimas norte-americanas, facto que os homens de Abú Bakr Bagdadi compreenderam muito bem. Por isso assassinaram o pobre James Foley. Não por ser jornalista, mas por ser norte-americano; um dos norte-americanos que Obama prometeu defender no Iraque.
Independentemente de Obama se esquecer que tinha reféns de nacionalidade norte-americana na Síria, a tentativa de resgate levada a cabo pelo exército dos Estados Unidos pelo menos prova que sabiam que Foley estava na Síria. Mas, porque é que o EIIL está na Síria? Pois para derrotar o governo de Assad, claro, que é o mesmo que nós tentamos fazer, certo?
Por que raio Obama achou que pode dizer aos muçulmanos o que um Deus justo pode ou não pode fazer? O presidente lamentou a guerra de Bush no Iraque, mas não se dá conta de que milhões de muçulmanos no Iraque não acham que um Deus justo aceite a invasão norte-americana ao seu país em 2003, ou que dezenas de milhares de iraquianos tenham sido assassinados pelas mentiras de Bush e de Blair
Por que raio
Obama achou que pode dizer aos muçulmanos o que um Deus justo pode ou não pode
fazer? O presidente lamentou a guerra de Bush no Iraque, mas não se dá conta de
que milhões de muçulmanos no Iraque não acham que um Deus justo aceite a
invasão norte-americana ao seu país em 2003, ou que dezenas de milhares de
iraquianos tenham sido assassinados pelas mentiras de Bush e de Blair.
Fiquei chocado quando ouvi Obama dizer: Algo em que todos nós (sic) podemos estar de acordo é que um grupo como o EIIL não tem lugar no século XXI.
É o mesmo discurso pedante que o velho malandro do Bill Clinton usou para se dirigir ao Parlamento jordano após o impopular tratado do rei Hussein com Israel; quando afirmou que todos os grupos muçulmanos que se opuseram ao acordo eram formados por homens do passado.
Por alguma razão, na verdade achamos que os muçulmanos do Médio Oriente precisam que lhes contemos a sua história e lhes expliquemos o que os beneficia ou os prejudica.
Os muçulmanos que estão de acordo que o assassinato de Foley foi um repugnante crime contra a humanidade foram insultados por um cristão que lhes disse o que um Deus justo aprovaria ou desaprovaria. E os que apoiaram o assassinato estarão ainda mais convencidos de que os Estados Unidos são, muito justificadamente, inimigos de todos os muçulmanos.
Quanto ao sinistro verdugo britânico John, inclino-me a pensar que viveu entre Newcastle, Tyne ou Gateshead, pois dado que passei algum tempo em Tyne achei que escutei uma pitada do sotaque característico dessa região.
Mas John bem pode ser francês, russo ou espanhol. Não é isso que está mal na sua cabeça; trata-se de um fenómeno que afeta muitos outros jovens, e milhares farão o mesmo que ele.
Como foi que, por exemplo, um australiano permitiu que o seu filho posasse com a cabeça decapitada de um soldado sírio? (Um militar que servia no exército de Assad, cujo governo jurámos derrotar).
E como responderam os nossos serviços de segurança? Com as suas tolices habituais, dando a entender que o simples facto de ver esses horríveis vídeos de execuções poderia constituir um crime terrorista. Que tipo de idiotice é esta?
Pessoalmente, acho igualmente ofensivo filmar – para depois mostrar na televisão – o assassinato em massa de seres humanos mediante bombardeamentos. Mas apesar disso mostramo-los, não é assim? Repetidamente convidam-nos a observar nos nossos ecrãs de televisão os aviões e drones a apontar ao alvo nas supostas posições dos combatentes do EIIL e a imaginar a sua morte dentro da bola de fogo que calcina os seus veículos. Que não possamos ver os seus rostos não torna isso menos obsceno.
Claro, as suas atividades são o oposto daquilo por que lutava Foley, mas na verdade todos são militantes? Ainda não ouvimos essa aberrante maldição linguística: dano colateral, mas estou certo de que em breve ouviremos.
Que farão os nossos chefes de segurança? Converter em crime terrorista ver os vídeos das ações militares norte-americanas? Duvido, a não ser que nas filmagens se mostre o sangrento assassinato de muitos civis. Então sim poderiam argumentar, com justa razão, que ao vê-los se alimenta o terrorismo. E então teríamos que deixar de cobrir as guerras. Fonte: GGN
Fiquei chocado quando ouvi Obama dizer: Algo em que todos nós (sic) podemos estar de acordo é que um grupo como o EIIL não tem lugar no século XXI.
É o mesmo discurso pedante que o velho malandro do Bill Clinton usou para se dirigir ao Parlamento jordano após o impopular tratado do rei Hussein com Israel; quando afirmou que todos os grupos muçulmanos que se opuseram ao acordo eram formados por homens do passado.
Por alguma razão, na verdade achamos que os muçulmanos do Médio Oriente precisam que lhes contemos a sua história e lhes expliquemos o que os beneficia ou os prejudica.
Os muçulmanos que estão de acordo que o assassinato de Foley foi um repugnante crime contra a humanidade foram insultados por um cristão que lhes disse o que um Deus justo aprovaria ou desaprovaria. E os que apoiaram o assassinato estarão ainda mais convencidos de que os Estados Unidos são, muito justificadamente, inimigos de todos os muçulmanos.
Quanto ao sinistro verdugo britânico John, inclino-me a pensar que viveu entre Newcastle, Tyne ou Gateshead, pois dado que passei algum tempo em Tyne achei que escutei uma pitada do sotaque característico dessa região.
Mas John bem pode ser francês, russo ou espanhol. Não é isso que está mal na sua cabeça; trata-se de um fenómeno que afeta muitos outros jovens, e milhares farão o mesmo que ele.
Como foi que, por exemplo, um australiano permitiu que o seu filho posasse com a cabeça decapitada de um soldado sírio? (Um militar que servia no exército de Assad, cujo governo jurámos derrotar).
E como responderam os nossos serviços de segurança? Com as suas tolices habituais, dando a entender que o simples facto de ver esses horríveis vídeos de execuções poderia constituir um crime terrorista. Que tipo de idiotice é esta?
Pessoalmente, acho igualmente ofensivo filmar – para depois mostrar na televisão – o assassinato em massa de seres humanos mediante bombardeamentos. Mas apesar disso mostramo-los, não é assim? Repetidamente convidam-nos a observar nos nossos ecrãs de televisão os aviões e drones a apontar ao alvo nas supostas posições dos combatentes do EIIL e a imaginar a sua morte dentro da bola de fogo que calcina os seus veículos. Que não possamos ver os seus rostos não torna isso menos obsceno.
Claro, as suas atividades são o oposto daquilo por que lutava Foley, mas na verdade todos são militantes? Ainda não ouvimos essa aberrante maldição linguística: dano colateral, mas estou certo de que em breve ouviremos.
Que farão os nossos chefes de segurança? Converter em crime terrorista ver os vídeos das ações militares norte-americanas? Duvido, a não ser que nas filmagens se mostre o sangrento assassinato de muitos civis. Então sim poderiam argumentar, com justa razão, que ao vê-los se alimenta o terrorismo. E então teríamos que deixar de cobrir as guerras. Fonte: GGN
Ameaças do ISIS não travam ataques dos EUA no Norte do Iraque
Irã disponível para combater Estado Islâmico, mas exige progressos nas negociações sobre o seu programa nuclear e o fim das sanções econômicas da ONU, EUA e UE
O vídeo da execução do jornalista americano James Foley
terminava com o jiadista que o matou a fazer uma ameaça direta a Barack Obama,
que passava por executar outro jornalista, Steven Joel Stoloff, caso os ataques
americanos continuassem. Obama reagiu garantindo que tudo faria pela segurança
dos americanos e dos seus aliados e ontem os aviões americanos participaram em
novas operações de apoio ao combate dos peshmergas curdos.
Desde que o vídeo com a execução de Foley foi
lançado, as forças americanas já participaram em 14 ataques perto da barragem
de Mossul, um local estratégico e que foi recuperado esta semana pelos
combatentes curdos aos militantes islamitas. Os raides dos drones americanos
tinham a missão de dar cobertura às forças curdas e ao exército iraquiano nas
montanhas a sudoeste da barragem. As fontes oficiais americanas confirmaram que
os drones destruíram veículos e outros alvos pertencentes às forças do Estado
Islâmico, incluindo pontos onde os jihadistas tinham colocado explosivos.
A forma como tem decorrido a operação curda já leva
mesmo os responsáveis a pensar em ampliá-la a outras regiões do país. O
ministro curdo responsável pelas forças de segurança, Mostafá Said Qadir,
afirmou que os raides "estão a ser muito eficazes, destroem os objetivos
com precisão e isso baixa a moral do EI e aumenta a dos peshmergas". Said
Qadir sublinha que o êxito da ofensiva do EI se deve apenas a ser "uma
força terrorista, suicida e cruel" e à sua "brutalidade, à sua
experiência de combate na Síria e à apropriação das armas que o exército
iraquiano abandonou".
Depois do vídeo de Foley, o grupo extremista divulgou ontem outro vídeo em que mostra a conversão ao islamismo de dezenas de membros da minoria religiosa curda yazidi. A gravação começa pela definição dos yazidis como "uma seita de infiéis", que pratica "rituais estranhos" como "a adoração do maldito Satanás" e depois de recitar a shahada, a profissão de fé islâmica, os yazidis são vistos a rezar a oração muçulmana, e vários declaram que o islão é "a religião verdadeira e da justiça".
A ofensiva do Estado Islâmico continua a ser condenada mesmo entre países muçulmanos, como a Arábia Saudita.
Depois do vídeo de Foley, o grupo extremista divulgou ontem outro vídeo em que mostra a conversão ao islamismo de dezenas de membros da minoria religiosa curda yazidi. A gravação começa pela definição dos yazidis como "uma seita de infiéis", que pratica "rituais estranhos" como "a adoração do maldito Satanás" e depois de recitar a shahada, a profissão de fé islâmica, os yazidis são vistos a rezar a oração muçulmana, e vários declaram que o islão é "a religião verdadeira e da justiça".
A ofensiva do Estado Islâmico continua a ser condenada mesmo entre países muçulmanos, como a Arábia Saudita.
Textos revistos por Narcisi Primus.:.









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