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7 de ago. de 2014

USA: Insatisfação Geral Com Situação Econômica - Argentina: "Um Mega Calote à La Gardel" - Snowden Fica - USA Mercado Financeiro Borracho - Infanticídio em Gaza - A ONU Com a Palavra - USA: No Ralo Dinheiro do Contribuinte

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Brasil – Mercado Aberto


O Índice Bovespa, hoje, dia 07/08/2014 comportou-se com os seguintes valores:




Mercado Futuro:
OscilaçãoPreço
IBOVESPA-0,1681%56410
DÓLAR0,8295%2309,5
FRC-1,8182%1,08
DI10,6838%11,78
CAFÉ-0,4494%221,5A
BOI0,1099%127,49A
ETANOL0,0000%1165
MILHO0,6883%24,87A
SOJA0,2053%24,4
S&P 500-0,4572%1905,25
OC1NDND


Ouro: Cotação cash e em R$(Real) por grama:

                                    
OURO1,0526%96,00



Ouro Futuro:


Fonte: BM&FBovespa - São Paulo - Brasil


Obama pode interceder junto a fundos abutres  

O presidente estadunidense, Barack Obama, pode resolver o litígio da Argentina com os fundos abutres se indicar que as decisões do juiz Thomas Griesa interferem em suas faculdades constitucionais, afirma nesta quinta-feira (7) o jornal britânico The Guardian.


A ação dos especuladores, que ameaçam devorar os pagamentos argentinos, pode ser detida com uma simples nota do presidente às cortes judiciais sobre as atribuições que a constituição lhe confere quanto à condução da política internacional, acrescenta o jornal.

*( Nota do editor deste blog:
Quando o governo platino necessitou de investidores, os mesmos foram bem aceitos e chamados como tais, agora que a republiqueta está sentindo chegar a hora de acertar as contas, estes cidadãos que acredito não serem só de nacionalidade norte-americana são taxados de "ABUTRES'.
Se Barack Obama fizer o que está dizendo, a reeleição fica comprometida.
É só pagar para ver.
Narcisi Primus.:. )

No caso de Paul Singer, o Departamento de Estado informou a Griesa que a administração Obama concordava com os argumentos legais da Argentina, "mas Obama nunca invocou a cláusula pétrea para deter os fundos abutres", acrescenta The Guardian.
A ordem de Griesa congela os US$ 539 milhões depositados por Buenos Aires no Bank of New York para o pagamento aos credores que reestruturaram a dívida em 2005 e 2010.

Esta medida estaria vigente até que o país pagasse os US$ 3,6 bilhões que sua decisão dispôs a favor dos fundos abutres.

Fonte: Prensa Latina


Norte-Americanos Continuam a Sentir os Efeitos da Recessão


Os norte-americanos continuam a sentir os efeitos da recessão de 2008-2009 mesmo que alguns considerem que estão "razoavelmente bem" economicamente, de acordo com um inquérito da Reserva Federal (FED) divulgado hoje.
Mais de um terço das famílias norte-americanas (34%) afirma que o seu nível de vida está pior do que há cinco anos, quando a crise financeira e imobiliária mergulhou o país numa grave recessão.
Idêntica percentagem indica que o seu nível de vida ficou igual e 30% das pessoas questionadas dizem que melhorou.
Este "Relatório sobre o bem-estar econômico das famílias norte-americanas" divulgado pelo banco central dos Estados Unidos baseia-se nas respostas de 4.100 pessoas inquiridas entre setembro e outubro de 2013.
Quarenta e dois por cento dizem que tiveram de adiar uma despesa ou uma compra devido à crise e 18% reconhecem que tiveram de adiar uma decisão importante, como pedir a reforma, devido à conjuntura econômica. Fonte: RTP – Texto revisto

Governo da China não quer mais os MacBooks e iPads da Apple


Governo excluiu os gadgets da lista de produtos que podem ser comprados com dinheiro público por questões de segurança
Legenda Loja da Apple em Hong Kong: produtos foram omitidos da lista de compras governamental


O governo da China excluiu os aparelhos iPad e os laptops MacBook da Apple da lista de produtos que podem ser comprados com dinheiro público por questões de segurança, de acordo com funcionários do governo que têm conhecimento sobre o assunto.
Dez produtos Apple – incluindo iPad, iPad Mini, MacBook Air e MacBook Pro – foram omitidos da versão definitiva da lista de compras governamental distribuída em julho, segundo funcionários que a leram e solicitaram anonimato porque a informação é confidencial.
Os modelos estavam presentes em uma versão de junho da lista elaborada pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) e pelo Ministério das Finanças, disseram os funcionários.
A Apple é a mais recente empresa de tecnologia dos EUA a ser eliminada da lista de compras do governo chinês em meio a tensões crescentes entre os dois países devido a alegações de hacking e espionagem virtual.
A secretaria de aquisições da China disse aos departamentos que deixassem de comprar software antivírus da Symantec e da Kaspersky Lab e a Microsoft foi excluída de uma compra de computadores de baixo consumo de energia realizada pelo governo.
“Quando o governo deixa de comprar os produtos ele transmite um sinal para empresas e para órgãos semigovernamentais”, disse Mark Po, analista da UOB Kay Hian em Hong Kong.
“O governo chinês quer garantir que as empresas estrangeiras não tenham influência demais na China”.

Vendas na China

A Apple dependeu da Grande China para aproximadamente 16 por cento de seus US$ 37,4 bilhões em receita no último trimestre, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.
As vendas de iPad no maior mercado do mundo aumentaram 51 por cento e as vendas de Mac aumentaram 39 por cento, disse o CEO Tim Cook no dia 23 de julho.
A análise minuciosa das empresas estrangeiras ocorre após as revelações feitas por Edward Snowden no ano passado sobre o programa de espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA e o anúncio, em maio, de que cinco oficiais militares chineses foram indiciados por promotores dos EUA por supostamente terem roubado segredos corporativos.


Divulgação
Kristin Huguet, porta-voz da Apple, não quis comentar. O Ministério das Finanças e a NDRC não responderam imediatamente a mensagens por fax em busca de comentários sobre a lista de compras, que não inclui smartphones.
O registro se aplica a todos os departamentos centrais do Partido Comunista, aos ministérios do governo e a todos os governos locais, de acordo com os funcionários.
A próxima revisão da lista ocorrerá em janeiro, disseram. Produtos da Dell Inc., da Hewlett-Packard Co. e da fabricante chinesa Lenovo Group foram incluídos em ambas as listas, disseram os funcionários.

Microsoft e Google

Em maio a China disse que faria um exame minucioso das empresas de tecnologia que operam no país por potenciais violações da segurança nacional depois que o governo ameaçou retaliar o indiciamento nos EUA dos funcionários chineses.
As exclusões podem aumentar a pressão sobre as relações entre os EUA e a China, que estão tensas por causa das disputas territoriais entre a China e aliados dos EUA, como o Japão e as Filipinas, e por causa da competição econômica em todo o mundo.
Em maio a Microsoft disse que “se surpreendeu” ao saber que o sistema operacional Windows 8 foi retirado da lista de compras do governo. A agência oficial de notícias Xinhua disse que essa era “uma decisão para garantir a segurança dos computadores”.
Em julho, reguladores da China abriram um inquérito antimonopólio sobre a Microsoft e apreenderam computadores e documentos de escritórios em quatro cidades.
Microsoft, Google, Face book e Apple têm sido criticadas pela mídia estatal por supostamente cooperar com um programa de espionagem dos EUA e em novembro a Qualcomm divulgou uma investigação relacionada à lei antimonopólio.
No mês passado, a Televisão Central da China, controlada pelo Estado, informou que os recursos do software presente no iPhone da Apple poderiam provocar o vazamento de segredos de Estado. A Apple negou essas afirmações.
Fonte: Bloomberg – Texto revisto



Entenda a crise sobre  das dívidas na Argentina


Justiça dos EUA obriga o país a quitar débitos com “fundos abutres”.

Com reservas baixas, a Argentina pode dar calote em credores antigos. 



A Argentina enfrenta uma batalha jurídica em torno dos pagamentos de suas dívidas, que pode levar o país a dar um novo calote em seus credores.
No fim de junho, o depósito de US$ 1 bilhão feito pela Argentina a credores da dívida (que recebiam em parcelas) foi considerado "ilegal" e bloqueado pelo juiz Thomas Griesa, dos Estados Unidos. Os argentinos só podem pagar essa parcela, que vence em 30 de julho, quando acertarem o pagamento a outros credores que ganharam na Justiça o direito de receber o valor integral dos títulos da dívida.
José Maria de Souza Júnior, professor de Relações Internacionais das Faculdades Rio Branco, diz que a disputa é apenas mais uma das instabilidades que a Argentina vem sofrendo desde o megacalote da dívida pública em 2001.


Veja as Perguntas Sobre a Crise


Qual a origem da dívida?


Em 2001, em meio a uma crise econômica e política, a Argentina anunciou um calote em sua dívida pública, que era de cerca de US$ 100 bilhões. As pessoas, empresas e os fundos que tinham títulos da dívida (ou seja, que haviam emprestado dinheiro para o governo) deixaram de receber os rendimentos deles e foram impedidas de resgatar os investimentos. Quatro anos depois, no governo de Néstor Kirchner, o país tentou recuperar a credibilidade com um plano de renegociações desses débitos.


Como foi a renegociação?


Em 2005, o então presidente Néstor Kirchner ofereceu aos prejudicados pagamentos com descontos acima de 70% e parcelados em 30 anos. Ao todo, 92,4% dos credores aceitaram as condições.


O que aconteceu com quem aceitou a renegociação?


Esse grupo de credores tem recebido os pagamentos em parcelas – é a chamada dívida reestruturada.


O que aconteceu com quem não aceitou a renegociação?


Parte dos credores (7,6% do total) não quis receber os valores com descontos e parcelados. Fundos especulativos dos Estados Unidos aceitaram comprar esses títulos desses credores, a preços bem baixos. O governo argentino chama esses fundos de “abutres”, porque, assim como os pássaros, eles "se alimentam de coisas podres". O que os investidores tentam fazer, agora, é lucrar com títulos de pouco valor e que dificilmente seriam resgatados.


Como a questão foi parar na Justiça dos EUA?


Os “fundos abutres”, com sede nos EUA, procuraram a Justiça do seu país para receber o total dos valores dos títulos, sem descontos ou pagamento em parcelas.

O que decidiu a Justiça dos EUA?


Em 2012, um dos casos recebeu uma decisão favorável da Justiça dos Estados Unidos. O juiz Thomas Griesa determinou que a Argentina deve pagar US$ 1,33 bilhão ao NML Capital e Aurelius, um dos fundos especulativos. O governo de Cristina Kirchner recorreu, mas o Tribunal de Apelações de Nova York também concordou com a decisão de Griesa.
A Argentina recorreu, então, à Suprema Corte norte-americana, que, no último dia 19 de maio, decidiu que o país deve pagar os fundos "abutres". A Justiça também determinou que a Argentina não pode pagar as parcelas de dívida reestruturada a menos que pague também aos fundos. A decisão também derrubou uma medida cautelar (chamada de “stay”, que significa “parar”) que suspendia os efeitos da determinação judicial anterior.


Qual foi a consequência da decisão?

Para pagar as parcelas já prometidas, a Argentina teria que pagar também o US$ 1,33 bilhão devido aos “fundos abutres”. Sem isso, o país pode ter que dar um calote involuntário nos credores que aceitaram a reestruturação.
“Não dá para dizer que é uma novidade, ou que pegaram a Argentina de surpresa. É quase que uma tragédia anunciada, porque sempre houve risco de ocorrer”, diz José Maria de Souza Júnior, professor das Faculdades Rio Branco.


Qual o tamanho da dívida com os credores que não aceitaram a renegociação?


Segundo o Ministério da Economia argentino, o grupo que não aceitou a renegociação detém 8% dos títulos da dívida pública, que chegam a US$ 15 bilhões.


A Argentina tem dinheiro para pagar a dívida?


Sim. A Argentina possui atualmente cerca de US$ 28 bilhões em reservas.


Por que a Argentina não paga todos credores?


O país não pode pagar os credores que renegociaram por conta da decisão judicial, que a obriga a pagar também os fundos "abutres". Acatar a decisão e fazer o pagamento aos fundos também poderia abrir uma brecha judicial que permitiria que os credores que aceitaram a renegociação questionassem o país exigindo também o pagamento integral – que o país não tem recursos para efetuar.


Quando vence a próxima parcela da dívida reestruturada?


A próxima parcela da dívida vence em 30 de junho.


Por que a Argentina antecipou o pagamento?


No dia 26, a Argentina anunciou o pagamento da parcela, com depósito de US$ 832 milhões, dos quais US$ 539 milhões foram para contas do Bank New York Mellon, que deveria repassá-los aos credores. O total de US$ 1 bilhão inclui o pagamento de vencimentos em pesos. A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, considera que, mesmo que o dinheiro seja embargado pela Justiça, o país não deu calote na dívida.
O anúncio do pagamento foi interpretado por alguns analistas como uma "estratégia política". "É uma estratégia para jogar a bola para o juiz Thomas Griesa, que no ano passado decidiu a favor dos fundos especulativos, NML Capital e Aurelius", disse à France Presse o economista Eduardo Blasco, da consultoria Maxinver. "Parece que querem que Griesa decida se o país entrará em moratória ou não."


Por que o pagamento da parcela da dívida foi bloqueado?


A Justiça americana determinou que a Argentina só pode pagar os que concordaram com o parcelamento quando também honrar o pagamento dos que exigem receber o valor sem descontos ou parcelas. Em 27 de junho, o juiz Thomas Griesa, dos Estados Unidos, considerou o depósito feito em Nova York como “ilegal” e “não realizado”.

O que acontece se a Argentina não pagar?


Como os recursos do depósito feito pela Argentina foram bloqueados, isso pode configurar um novo calote do país – mesmo que involuntário. Griesa determinou que o dinheiro, depositado no banco New York Mellon, seja devolvido. Se uma solução não for encontrada até 30 de junho (vencimento da parcela), a Argentina terá dado um "calote técnico". Um seguro feito sobre essa dívida, no entanto, deve ser acionado, o que dará ao governo mais 30 dias para negociar com os “fundos abutres”.


O que acontece se a dívida com os "fundos abutres" for executada?


“Se essa dívida for executada, o contrato prevê que os outros credores que aceitaram a renegociação podem recorrer parar receber nos mesmo termos”, explica o professor José Maria de Souza Júnior. “Neste caso, a conta poderia chegar a R$ 500 bilhões, ao passo que as reservas do país estão hoje em US$ 28 bilhões”.


Quais são as alternativas do governo Kirchner?


Para Souza Júnior, não resta muito a fazer a não ser insistir na negociação ou tentar judicialmente suspender ou protelar a decisão da Corte dos EUA que garante aos fundos especulativos o direito de exigir do governo argentino o pagamento integral de US$ 1,33 bilhão que lhes é devido.
“A Argentina vai tentar protelar judicialmente a execução desta decisão e tentar manobrar politicamente, inclusive em instâncias que não necessariamente tem a ver com a corte americana, como a Organização das Nações Unidas (ONU). Ela vai ter que falar que não tem dinheiro, mas que quer pagar e negociar. Esta é única saída”, diz.
José Niemeyer, Coordenador de Graduação e Pós-Graduação em Relações Internacionais Ibmec, lembra que desde a crise de 2008, quando o dinheiro em circulação diminuiu, os credores estão muito mais impacientes em relação aos vencimentos de títulos a receber. Ele avalia, entretanto, que é exagero falar em risco de quebra. “Quando é uma empresa ou indivíduo que não pode pagar, tem como como partir para uma punição ou falência. Mas em se tratando de inadimplência do estado, o país não vai acabar. Trata-se de um problema macroeconômico que vai ter que ser resolvido, uma vez que há uma dezena de agentes econômicos envolvidos.”


A crise na Argentina pode afetar o Brasil?


Já fora dos mercados dos internacionais, pela baixa credibilidade, o principal parceiro econômico da Argentina é o Brasil, que já está sentindo os efeitos da crise no vizinho. A queda nas trocas comerciais entre os países já ultrapassa 20% este ano. Para conter os dólares dentro de casa, o governo vizinho aperta cada vez mais as importações e fecha as portas para os produtos brasileiros.
“Um calote da China seria mais grave, mas um da Argentina também é grave”, diz José Niemeyer, do Ibmec. “O Brasil é o grande líder da região e a Argentina é importante para o país, temos multinacionais lá e uma linha de comércio grande com eles. Qualquer crise macroeconômica na Argentina provoca desdobramentos no Brasil”, explica. Fonte: G1 – Texto revisto


Embargo da Rússia pode atingir 70 empresas portuguesas

A Rússia anunciou formalmente o embargo total durante um ano à importação de alimentos da União Europeia e dos Estados Unidos. É a resposta de Moscou ao endurecimento das sanções ocidentais depois da crise ucraniana.
A lista de produtos incluiu vegetais, carne, peixe, produtos láteos e frutas. Os produtores portugueses podem também ser prejudicados com o embargo. Fonte: RTP

Rússia estende visto de permanência para Snowden


Prolongamento de estadia é de 3 anos


       A Rússia prorrogou por mais três anos o visto de permanência no país para o ex-analista da Agência de Segurança Nacional (NSA) Edward Snowden, informou seu advogado, Anatoli Kucerena.
      Snowden havia pedido a renovação de seu visto no dia 31 de julho, pois a concessão anterior estava expirando. Ele chegou à Rússia em junho de 2013 após deixar Hong Kong.
      Na época, ele havia revelado a jornalistas dos jornais The Guardian e The Washington Post documentos secretos sobre o programa de monitoramento em massa dos Estados Unidos. 
Fonte: ANSA



Finanças



Lição de 2008 já foi esquecida




Concentração não muda; planos de falência são reprovados




Em 2009, os cinco maiores bancos de cada país da União Europeia controlavam pouco mais de 60% dos ativos bancários em 14 países; cinco anos depois, nada se alterou. O fato retrata o fracasso na mudança do sistema financeiro após a crise de 2007/2008. A única exceção foi a Grécia, mas negativa: os cinco maiores bancos controlavam 70% do total dos ativos patrimoniais, percentual que pulou para 94% em 2013, revela a Latino-americana de Notícias, em matéria especial para o MONITOR MERCANTIL.

As maiores mudanças ocorridas na Europa foram a redução no número das agências (11,2% na Zona do Euro e 14,5% na União Europeia) e a eliminação de postos de trabalho (na Zona do Euro foram demitidos 168.847 trabalhadores, na UE, 232.058).
Colagem: Oficina da Casa
O resultado é que há cada vez mais dúvidas sobre a solidez dos bancos. Em Portugal, após a operação de salvamento do BES, a especulação voltou-se para BCP, BPI e Banif. Depois de as ações do BCP caírem 15,07% nesta quarta-feira, para 0,0879 euros, a CMVM (regulador do mercado português) decretou a proibição de vendas a descoberto nesta quinta-feira.

O órgão havia tomado medidas semelhantes para as ações do BES. Também o BPI e o Banif acumularam fortes perdas ao longo do dia. Na Europa, continuou a queda das ações do setor financeiro nas bolsas de valores.

Colagem: Oficina da Casa
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (FED) e a Corporação Federal de Seguro de Depósito (Fdic) reprovaram os planos de falência apresentados por 11 grandes bancos, afirmando que as instituições não conseguiriam demonstrar como poderiam entrar em colapso sem causar repercussões econômicas negativas ao sistema financeiro. Esses bancos terão que apresentar novos planos até o dia 1º de julho de 2015.

Os 11 bancos são: Bank of America, Bank of New York Mellon, Barclays, Citigroup, Credit Suisse, Deutsche Bank, Goldman Sachs, JP Morgan Chase, Morgan Stanley, State Street Corp. e UBS. 
Fonte: MD


Crianças sofrem com consequências da guerra em Gaza


 Ministério da Saúde de Gaza afirma que 1.869 palestinos, a maioria civis, morreram durante a ofensiva militar de Israel


Tudo que Yasmin Al-Bakrim, de 11 anos, lembra-se é que sua mãe estava fazendo pão. Em seguida, ela acordou em um leito de hospital em Gaza para encontrar suas duas pernas e braço direito cobertos em ataduras e descobrir ter sofrido fraturas e queimaduras graves após sua casa ser atingida em um ataque aéreo de Israel. Ela também ficou sabendo da morte de maior parte de sua família.

Divulgação
Yasmin sobreviveu, mas dados divulgados nesta quarta-feira pela Unicef, a agência da Organização das Nações Unidas para a infância, revelaram que 419 crianças palestinas não tiveram a mesma sorte e morreram durante a guerra de quase um mês na Faixa de Gaza.
O número superou as 350 crianças que morreram na invasão terrestre de três semanas conduzida por Israel no enclave cinco anos atrás.
Ao menos seis crianças israelenses foram registradas como feridas em decorrência de foguetes lançados de Gaza contra Israel no mês passado, de acordo com estatísticas preliminares da Unicef.
Yasmin disse ter sido informada que sua mãe, irmã de seis anos e irmão de três meses morreram, assim como seu tio e primo, quando um míssil israelense atingiu sua casa há dois dias.
Desde então, Gaza voltou a ficar tranquila com a obediência por parte de palestinos e israelenses a um cessar-fogo que, espera-se, possa resultar em uma trégua mais duradoura na sequência de uma guerra que devastou grande parte do enclave densamente povoado.
- Eu estava ajudando minha mãe enquanto ela fazia pão, então não sei o que aconteceu. Quando acordei no hospital eles me contaram o que aconteceu – disse Yasmin à Reuters enquanto se preparava para uma cirurgia em seu braço quebrado.
- Minha mãe morreu, minha irmã, que deveria começar a primeira série na escola, e meu irmão bebê. Meu tio também foi martirizado e meu primo também – disse Yasmin com uma voz tênue, esforçando-se para tomar fôlego.

Ofensiva militar


O Ministério da Saúde de Gaza afirma que 1.869 palestinos, a maioria civis, morreram durante a ofensiva militar de Israel contra a Faixa de Gaza. Do lado israelense, 64 soldados e três civis morreram.
Em outro leito do hospital Shifa, em Gaza, Mohammed Wahdan, de apenas 18 meses de idade, chorava sempre que seu primo tentava retirar seu dedo da pequena mão da criança.
- Essas crianças perderam suas mães, seus pais ficaram gravemente feridos e foram transferidos para outro hospital, sua casa ficou destruída – disse Ahlam Wahdan, primo de Mohammed, referindo-se também aos dois irmãos do bebê, que convalesciam em leitos ao lado.
Naturais da cidade de Beit Hanoum, perto da fronteira norte com Israel, a família havia se abrigado em uma escola da ONU após ter a casa bombardeada. Mas a escola acabou atacada e 17 pessoas que se refugiavam ali morreram.
Israel alega ter atirado em militantes palestinos.
- A família então alugou uma casa no campo de refugiados de Jabalya, mas, naquela mesma noite, a casa foi bombardeada e aconteceu a tragédia – contou Ahlam à agência inglesa de notíciasReuters.
Em frente ao hospital Shifa, famílias desabrigadas pelas forças israelenses no distrito de Shejaia, no Leste de Gaza, onde 72 pessoas foram mortas há duas semanas, usavam cobertores para montar tendas provisórias nas calçadas, no jardim e no estacionamento.
Crianças brincavam descalças, algumas dormiam na sombra de suas tendas e outras eram alimentadas por suas mães.
- Qual futuro têm essas crianças? Quais memórias Israel implantou nelas? – indagou uma mulher idosa sentada nas proximidades.
- As crianças estão com medo o tempo todo, elas não dormem e às vezes acordam no meio da noite gritando – disse a mulher.
A Unicef estima que cerca de 400 mil crianças necessitem de atendimento psicológico em Gaza.
Enquanto isso, Yasmin não quer chorar pela perda de sua família. “Eles estão no céu”, disse ela. “Eu tenho paciência.”

Fonte: Correio do Brasil com Reuters – Texto revisto

Estoques de petróleo caem com recuo das 

importações nos EUA, diz AIE


Os estoques de petróleo nos EUA caíram 1,756 milhão de barris, contra uma expectativa de queda de 1,711 milhão


Os estoques de petróleo dos Estados Unidos caíram na semana passada com um recuo acentuado das importações, enquanto uma menor produção de produtos refinados contribuiu para uma forte e surpreendente queda no total armazenado de gasolina e de derivados, mostraram dados da Administração de Informação de Energia (AIE) nesta quarta-feira.

USA desperdiçam energia com sua máquina de guerra
Os estoques de petróleo nos EUA caíram 1,756 milhão de barris, contra uma expectativa de queda de 1,711 milhão, e as importações pelos EUA caíram 181 mil barris por dia, disse a AIE.
Por sua vez, os estoques de petróleo em Cushing, Oklahoma, ponto de entrega da commodity, subiram 83 mil barris.
Já os estoques de gasolina nos EUA caíram 4,387 milhões de barris, contra uma expectativa de aumento de 300 mil barris.
Os estoques de derivados de petróleo, que incluem diesel e óleo de aquecimento, tiveram recuo de 1,798 milhão de barris, enquanto a pesquisa da Reuters apontava aumento de 878 mil barris.
- As quedas em gasolina e destilados são impressionantes, e a redução adicional dos estoques de petróleo deve ajudar a apoiar o complexo – disse o sócio da Again Capital LLC, em Nova York, John Kilduff.
Os preços do petróleo Brent ampliaram alta brevemente após os dados, com o petróleo nos EUA subindo acima de US$ 98.
Por volta das 13h45 (horário de Brasília), os futuros nos EUA operavam em leve baixa, abaixo de US$ 98, e os do Brent tinham ligeira alta, a US$ 104,97.
Fonte; Correio do Brasil – Texto revisto \foto: Divulgação

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