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29 de ago. de 2014

BM&FBovespa São Paulo Brasil Mercado Aberto - USA Pretendem Atacar Síria - Não Só Agronegócio: O Boicote Aos USA Tem Que Continuar - Fukushima: Um Presente de Gregos? Não: de Japonês

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Brasil - Mercado Aberto


O pregão da BM&FBovespa fechou a semana com os seguintes números e valores.

Acompanhe a evolução do gráfico às 17h00 de hoje:


Futuro*29/08/2014


OscilaçãoPreço
IBOVESPA1,4927%62215
DÓLAR-0,0669%2239,5
FRC2,4691%0,83
DI10,0929%10,78
CAFÉ0,7653%237A
BOI0,0693%130,04
ETANOLNDND
MILHO-0,6087%22,86A
SOJA-1,6847%22,76
S&P 5000,1001%2001
OC1NDND

Atualização:
Futuro*29/08/2014

Oscilação:
         Preço:
IBOVESPA
1,6476%
62310

DÓLAR
-0,2654%
2254,5

FRC
0,0000%
1,02

DI1
0,0929%
10,78

CAFÉ
-0,2881%
242,3
A
BOI
-0,1846%
129,8
A
ETANOL
0,0000%
1205

MILHO
-0,4348%
22,9
A
SOJA
-1,6847%
22,76

S&P 500
0,0500%
2000

OC1
ND
ND

A Vista*29/08/2014


Oscilação
Preço
OURO
-0,1080%
92,50



Dólar: cotação em R$(Real) por mil 1,000.00

Café: cotação em   US$ por saca de 60 quilos

Boi: cotação em R$(Real) por arroba (15 quilos)

Etanol: cotação em R$(Real) por metro cúbico

Milho: cotação em R$(Real) por saca de 60 quilos

Soja: cotação em US$ por saca de 60 quilos


Ouro: cotação em R$(Real) por grama


A Vista*29/08/2014

OscilaçãoPreço
OURO-0,1080%92,5

Fonte: BM&FBovespa - Bolsa de Mercadorias e de Futuros - São Paulo - Brasil




Internacional


Vladimir Putin: ONU deve ser reformada depois de amplo consenso


Presidente russo quer manutenção das prerrogativas do Conselho de Segurança


O Presidente russo, Vladimir Putin, acredita que a ONU necessita de reformas, mas esse processo deve ocorrer somente após o cumprimento de duas condições obrigatórias: amplo consenso e manutenção das prerrogativas do Conselho de Segurança. A declaração aconteceu nesta quinta-feira, 29, durante o Fórum da Juventude Seliger 2014.

Segundo ele, a reforma deve ser o resultado de um amplo consenso – um grande número de participantes deve concordar com o que é proposto para a reforma. A segunda condição, para Putin, é manter os fundamentos da eficácia das Nações Unidas, em particular, os direitos e prerrogativas do Conselho de Segurança, segundo os quais, só o organismo pode tomar uma decisão sobre a aplicação de sanções e sobre o uso das Forças Armadas. Essas decisões seriam obrigatórias para os membros da comunicação internacional. Para o presidente, esses mecanismos não podem ser destruídos. Caso contrário, a ONU se transformará na Liga das Nações.
Vladimir Putin lembrou também que a Rússia, juntamente com a França e a Alemanha, foi contra a invasão militar das tropas norte-americanas no Iraque, em 2003. Segundo ele, "excepcionalmente, a França e a Alemanha, junto com a Rússia, se opuseram à posição dos Estados Unidos, e isso diz muito". Fonte: Diário da Rússia




Oriente Médio


Países rivais do Golfo buscam consenso para enfrentar jihadistas



Os países do Golfo, potenciais sócios de Washington contra o Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria, mantiveram nesta semana negociações de alto nível, inclusive com o Irã, embora os especialistas duvidem da formação rápida de uma potente coalizão para lutar contra os jihadistas.
Os especialistas consideram que as grandes divergências e rivalidades entre alguns Estados do Golfo os impedirão de atuar lado a lado.
Na falta de uma estratégia, o presidente americano, Barack Obama, rejeitou na quinta-feira bombardeios no médio prazo na Síria e ressaltou a necessidade de se apoiar em "sócios regionais fortes". O secretário de Estado americano, John Kerry, deve viajar em breve ao Oriente Médio.
No centro das reuniões no Golfo, encontra-se o ministro saudita das Relações Exteriores, o príncipe Saud al-Faysal, que desde domingo se reuniu com vários países vizinhos e inclusive com o Irã.
Após um encontro sobre a Síria, em um comunicado conjunto Egito, Emirados Árabes Unidos (EAU), Catar e Jordânia mostraram sua vontade de agir seriamente contra o avanço da ideologia terrorista e extremista.
O príncipe Faysal recebeu dois dias depois o vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Hossein Amir Abdolahian, no primeiro encontro a este nível desde a eleição do presidente iraniano, Hassan Rohani, há mais de um ano.
A Arábia Saudita sunita e o Irã xiita mantêm habitualmente relações tensas. O encontro abordou os "desafios que a região enfrenta, como o extremismo", segundo um diplomata iraniano.
Um dia depois, o chanceler saudita, acompanhado do ministro saudita do Interior e do chefe dos serviços secretos, viajou ao Catar, antes de visitar também Bahrein e EAU.

Tentativa de aproximação Arábia/Catar

Enquanto a comunidade internacional aborda atualmente a situação no Iraque e na Síria, o Catar mantém uma crise diplomática há seis meses com Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein.
Em março, os três países chamaram para consultas seus embaixadores em Doha, ao acusar o Catar de se envolver em seus assuntos e de desestabilizar a região devido ao seu apoio ao movimento islamita e à Irmandade Muçulmana.
Os ministros das Relações Exteriores dos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) - os quatro países afetados pela crise diplomática junto a Kuwait e Omã - devem se reunir no sábado em Yeda (oeste da Arábia Saudita).
Segundo os especialistas, um fracasso desta reunião prejudicaria uma eventual frente comum no Golfo contra os jihadistas do Estado Islâmico (EI), classificados de inimigo número um do islã pelo grande mufti da Arábia Saudita.
"O Catar fez todo o possível para Riad gostar, mas Riad ainda não está satisfeito", considerou Abduljaleq Abdula, professor de Ciência Política na universidade de EAU.
Por sua vez, Frederic Wehrey, especialista sobre o Golfo no instituto Carnegie Endowment for International Peace, mostrou-se prudente sobre a formação de uma frente árabe comum e de uma coalizão militar contra o EI, já que os seis países da CCG têm problemas para cooperar militarmente entre eles devido à desconfiança no comando.
Wehrey também não vê que a "hostilidade mútua de Arábia Saudita e Irã com o EI evolua até uma cooperação realmente positiva", já que existem outros assuntos estratégicos que os separam.
"Não são apenas as divisões sunitas/xiitas e persas/árabes, mas também (os assuntos de) Síria, Líbano, Bahrein, o programa nuclear (iraniano) e, em especial, a presença americana na região" que Riad quer e Teerã rejeita, explicou. Fonte: France Press


Ban Ki-moon se mostra “alarmado” com crise na Ucrânia


Bandeira Ucrânia - Divulgação 
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, se mostrou “alarmado” nesta quinta-feira com os relatórios que dão conta de uma extensão dos combates no leste da Ucrânia em direção ao sul, perto da fronteira com a Rússia e com o Mar de Azov.
“Se for confirmado, isto pode representar uma perigosa escalada na crise da Ucrânia. A comunidade internacional não pode permitir que haja uma escalada da situação nem que continuem a violência e a destruição do conflito originado no leste da Ucrânia”, afirmou Ban em declaração divulgada por sua assessoria de imprensa.
O Conselho de Segurança da ONU fará uma reunião de emergência nas próximas horas a fim de analisar a crise no país, depois que o governo denunciou uma incursão russa em seu território.
Em sua declaração lida pelo porta-voz de Ban, Stéphane Dujarric, na entrevista coletiva diária na sede da organização, o secretário-geral lembrou os passos dados nos últimos dias para tentar parar a crise na Ucrânia. Ele mencionou a reunião de terça-feira em Minks entre os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Petro Poroshenko, a primeira entre ambos os governantes, e um pedido para a continuação dessas conversas.
“Todos devem cumprir com seu papel para contribuir para uma solução pacífica deste conflito, de uma forma como se mantenha a soberania da Ucrânia e sua integridade territorial”, acrescentou a declaração. Fonte: Agência EFE




ONU critica lista negra de jornalistas publicada na Ucrânia


O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, defendeu acesso livre de jornalistas à informação, algo necessário para fazer uma cobertura objetiva dos acontecimentos na Ucrânia, comunicou na noite da quinta-feira o seu representante oficial, Stéphane Dujarric.

Ban Ki-moon - Secretário Geral da ONU - Divulgação
O funcionário comentou assim a publicação, pelas autoridades ucranianas, de uma lista negra de representantes da mídia russa que estão proibidos de visitar o país: "O secretário-geral defende a liberdade total de acesso (à informação) aos jornalistas, que é criticamente importante para a transmissão objetiva da informação".
A lista negra contém os nomes de 49 representantes da mídia russa, inclusive jornalistas dos canais RT, Pervy, Rossiya e NTV.
Anteriormente, o serviço de segurança ucraniano já tinha proibido a entrada ao país a mais de 20 jornalistas russos. Fonte: Rádio A Voz da Rússia



Economia


USA aceleram e BC está pronto para elevação do juro pelo FED


A economia norte americana cresceu com força no segundo trimestre, a uma taxa anualizada de 4,2%, conforme a segunda estimativa para o período, divulgada ontem. A expectativa dominante é que o país mantenha um bom desempenho na segunda metade do ano e também em 2015. Além disso, os juros vão continuar baixos por um bom tempo, mesmo depois de o Federal Reserve (FED, o banco central americano) começar a elevá-los, o que deve ocorrer a partir de meados do próximo ano.
No Brasil, o Banco Central considera que a política monetária está no ponto certo para o país enfrentar os efeitos do provável aumento dos juros americanos no ano que vem. O programa de swap cambial, previsto para vigorar até 31 de dezembro, vai durar o tempo que for necessário para que o mercado de câmbio encontre as "condições ideais". Para o Banco Central, a administração de câmbio e juros independe do calendário eleitoral doméstico. Fonte: GS



Indústria 



Produção japonesa caiu 1,7% em julho



A produção de automóveis, camiões e autocarros caiu 1,7% no Japão em julho, face ao mesmo período de 2013, reveliu hoje a agência nipónica de fabricantes automóveis.
Durante o mês de julho produziram-se 894.742 veículos, uma queda que tem lugar depois de dez meses de constante aumento da produção e depois e da subida do imposto sobre o consumo -- de cinco para oito por cento -- que entrou em vigor a 01 de abril.
Em julho produziram-se menos 2,4% automóveis para um total de 757.523 unidades, mais 1,1% de camiões para 1233.154 unidades e mais 13,2% de autocarros, para um total de 14.065. Fonte: Lusa


Ucrânia


Putin: Kiev deve negociar com os milicianos




Sr. Vladimir Putin - Foto: RIA Novosti Alexei Druzhinin 
 O presidente da Rússia, Vladimir Putin, que acaba de chegar ao Fórum da Juventude em Seliger, disse que as autoridades ucranianas devem começar negociações com os milicianos do sudeste da Ucrânia.
"Kiev deve começar negociações fundamentais, não técnicas", destacou o chefe de Estado russo, citado pela RIA Novosti.
Além disso, ele ressaltou que Kiev "fala uma linguagem de ultimatos", para a qual os milicianos não estão preparados. Fonte: Rádio A Voz da Rússia

 


Perdas da Malaysia Airlines dobram após tragédias com MH370 e MH17


Atingiram os R$ 219,228 milhões.



É o sexto trimestre desde 2012 de resultados negativos da companhia




A companhia aérea Malaysia Airlines quase dobrou as perdas no segundo trimestre após as tragédias com os voos MH370 e MH17, e advertiu em comunicado que a situação piorará até o fim do ano, publicou nesta quinta-feira (28) a imprensa local.
Em comunicado apresentado na Bolsa de Kuala Lumpur, a companhia informou que suas perdas chegaram aos 307 milhões de ringgit (R$ 219,228 milhões), frente aos 176 milhões do mesmo período de 2013.
Divulgação
É o sexto trimestre desde 2012 de resultados negativos da companhia, que arrasta problemas financeiros desde antes dos acidentes de março e julho deste ano.
A receita caiu no segundo trimestre 5,05% para 3,78 bilhões de ringgits (R$ 2,7 bilhões), principalmente devido a redução de clientes, a concorrência com outras companhias aéreas e o preço do combustível, segundo o jornal "The Star".
"O impacto total das duas tragédias do MH370 e MH17 chegou na segunda metade do ano, onde vimos uma baixa semanal de 33% nas reservas, imediatamente depois do incidente do MH17", indicou a companhia aérea no comunicado.
O fator de carga no segundo trimestre desceu 6,7% ante os 73,7%, comparado com o 80,4% do mesmo período de 2013.
Entre abril e junho, 4,2 milhões de passageiros voaram pela Malaysia Airlines.
Em 8 de março, o Boeing 777 do voo MH370 da companhia aérea desapareceu no oceano Pacífico com 239 pessoas a bordo após sair de sua rota entre Kuala Lumpur e Pequim por causas desconhecidas.
Quatro meses depois, em 17 de julho, outro Boeing 777 do voo MH17 da Malaysia Airlines foi derrubado com 298 pessoas a bordo quando sobrevoava uma área de conflito entre governo e rebeldes no leste da Ucrânia.
Khazanah Nasional, a empresa investidora estatal da Malásia, dona de 70% das ações da companhia aérea anunciou em 8 de agosto planos de privatização para conter as perdas. O plano de reestruturação pode incluir a demissão de 20 mil funcionários e o cancelamento de rotas de voo para a China e para a Europa. Fonte:EFE



 Fukushima: Presente de Grego, melhor, do Japão



Rússia ajudará Japão a eliminar resíduos radioativos




As autoridades do Japão escolheram a empresa russa RosRAO e mais duas empresas estrangeiras para desenvolverem tecnologias de limpeza eficaz das águas poluídas com trítio radioativo na central nuclear de Fukushima 1.

Fukushima - Divulgação
O mundo nunca enfrentou um problema de semelhante envergadura no que diz respeito à reciclagem de materiais radioativos líquidos, assinala Serguei Florya, dirigente do grupo russo do projeto, especialista da empresa RosRAO, que se especializa em questões de tratamento de resíduos radioativos:
"Os japoneses são os primeiros que devem resolver essa complicadíssima tarefa, que surgiu como resultado de uma catástrofe industrial. Na história não há precedente de acumulação de semelhante quantidade de resíduos nucleares ativos num só momento e num só lugar. É preciso tratar 800 mil metros cúbicos de água. O Japão quer resolver esse problema num máximo de cinco anos".
Depois da avaria da Fukushima no Japão, foi construída uma grande quantidade de reservatórios para guardar resíduos radioativos líquidos, foram abertas valas para juntar águas subterrâneas, foi congelado o solo para impedir que as águas radioativas corressem para o mar. Mas isso é insuficiente. E o Japão não tem forças suficientes. Por isso, teve de recorrer à cooperação internacional. É completamente justificado o facto de o governo japonês ter chamado a companhia russa RosRAO para a solução desta tarefa muito complicada.
A ciência russa tem uma rica experiência na solução de semelhantes tarefas. Por exemplo, os especialistas russos há muito se dedicam às questões da criação de tecnologias e de capacidades produtivas para transformar resíduos radioativos líquidos, acumulados durante o funcionamento dos submarinos nucleares. Esses resíduos são completamente idênticos aos acumulados em Fukushima. Quando aconteceu a avaria na central nuclear japonesa, a empresa RosRAO ficou convencida de que as tecnologias russas seriam necessárias.
E, realmente, o projeto russo venceu o concurso realizado pela Tepco e Mitsubishi. A principal condição era que a produtividade do novo equipamento de tratamento de resíduos radioativos fosse superior a quatrocentos metros cúbicos por dia. Além da RosRAO, entre 29 concorrentes foram escolhidas a companhia americana Kurion Inc e a estadunidense-japonesa GE Hitachi Nuclear Energy Canada Inc. A apresentação do projeto russo realizou-se em Tóquio há alguns dias atrás, assinala Serguei Florya:
"Neste momento, o equipamento com a produtividade exigida pelo Japão não existe. Presentemente, existem apenas pequenos agregados. Em cada país escolhido para a realização do projeto irá ser criado um modelo piloto. Além das caraterísticas técnicas, na escolha do projeto irá ter sido em conta também o custo da aparelhagem. A Rússia propõe uma tecnologia que permitirá conseguir os gastos de exploração mais baixos".
Tóquio concedeu para os projetos mais de 9,5 milhões de dólares. Espera-se que as empresas apresentem os resultados das suas experiências até ao fim de março de 2016. Fonte: Rádio A Voz da Rússia


Rússia alerta os EUA sobre um ataque sem permissão na Síria


O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, alertou os Estados Unidos que um ataque aéreo contra o grupo terrorista Estado Islâmico dentro do território sírio, sem a permissão do governo de Damasco, é uma “flagrante violação” do direito internacional.
- Os norte-americanos anunciaram que vão bombardear os terroristas na Síria sem a aprovação (governo sírio), dissemos que esta é uma violação flagrante do direito internacional – disse Lavrov’.

Povo sírio na rua - Divulgação
Manifestação Síria  - Rússia alerta norte-americanos sobre a quebra de soberania nacional na Síria
 Segundo ele, os Estados Unidos finalmente admitiram que os terroristas estão na linha de frente da luta contra o governo sírio.
 - A luta contra o terrorismo é uma obrigação (…), mas, a fim de isolar os terroristas, EUA tem que coordenar com as autoridades sírias – disse o ministro das Relações Exteriores russo.
Ele também criticou o duplo padrão que caracteriza a política norte-americana, denunciando que Washington se opôs à entrada dos comboios de ajuda humanitária da Rússia na Ucrânia e afirmando que isso seria uma violação da soberania dos ucranianos.
No entanto, Lavrov acrescentou, os Estados Unidos forneceram vários tipos de apoio a grupos na Síria, sem o consentimento de Damasco, mas isso não é considerado uma violação da soberania do país árabe.
Enquanto algumas autoridades americanas levantaram a possibilidade de realizar um bombardeio nas regiões dominadas pelo Estado Islâmico na Síria, o governo de Damasco alertou que qualquer esforço para combater o terrorismo no território sírio deve ser feito com a sua permissão e consentimento.



Ucrânia 



A Comissão Europeia está preocupada com as últimas informações sobre a crise na Ucrânia, declarou Maya Kosyanchich, secretária de imprensa da сomissária europeia para a política externa, Catherine Ashton.
 
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 - Estamos preocupados ao máximo com as últimas informações sobre o desenrolar dos acontecimentos – disse ela.
- Declaramos novamente que apoiamos a solução política mais rápida possível da crise na base de respeito à soberania e à integridade territorial da Ucrânia – ressaltou Kosyanchich. Os ministros das Relações Exteriores dos países-membros da União Europeia realizarão um encontro em Milão, na Itália, quando também discutirão o caso ucraniano.
No entanto, boa parte dos problemas políticos vividos pela Ucrânia atualmente foram induzidos de forma direta ou indireta pela própria União Europeia. A crise começou em meados de fevereiro, quando as atuais autoridades ucranianas assumiram o poder do país contrariamente ao desejo de boa parte da população, especialmente aquela da região leste, que considerou o ato um golpe. Desde abril, as tensões aumentaram, culminando em investidas militares do governo e gerando diversos conflitos na região.
Os europeus apoiaram a tomada de poder e até hoje permanecem ao lado dos governantes, mesmo com as investidas militares contra a própria população do país. Milhares de pessoas morreram ou ficaram feridas nos confrontos. Um sem número de famílias teve que mudar de cidade ou mesmo fugir para a Rússia.
Outra contribuição prejudicial da União Europeia aconteceu quando o governo russo foi acusado, sem provas, de enviar armamento e apoio econômico para a população contrária ao atual governo, fato este negado pelo governo de Moscou. Mesmo a ajuda humanitária enviada pela Rússia foi duramente questionada pelas autoridades ucranianas e europeias, novamente, sem qualquer tipo de prova, talvez apenas numa tentativa de desviar o foco.
Este apoio a tomada de poder na Ucrânia ocorreu porque a União Europeia não queria uma aproximação entre o país e a Rússia, conforme estava inclinado o governo ucraniano anterior, por isso, sempre paira a dúvida se este desejo em ajudar na resolução dos conflitos no leste ucraniano não é mais uma forma da União Europeia evitar uma aproximação entre russos e ucranianos.
O presidente russo, Vladimir Putin, conversou por telefone, nesta quarta-feira (27), com a chanceler alemã, Ângela Merkel. Eles concordaram em se esforçar conjuntamente para contribuir para um rápido desfecho dos conflitos na Ucrânia, aliviar a grave situação humanitária no sudeste do país e resolver a crise por via política.
Os dois líderes apontaram que o grupo de contato para a questão ucraniana deve retomar o trabalho o mais breve possível, a fim de aliviar os conflitos. Foram ainda consideradas muito urgentes as negociações sobre o transporte do gás natural da Rússia para a Europa via Ucrânia, talvez aí, nesta questão, esteja o verdadeiro interesse da União Europeia na situação ucraniana.
Putin disse que a Rússia decidiu enviar um novo lote de apoio humanitário para as regiões de Lugansk e Donetsk, na Ucrânia. Ele também informou a Merkel os resultados de seu encontro com os países membros da União Aduaneira, o presidente ucraniano e os representantes da União Europeia, realizado nesta terça-feira, em Minsk, capital da Bielorrússia.
Durante o encontro, os participantes discutiram as possíveis consequências provocadas pelo acordo de associação entre Ucrânia e europeus. Segundo o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukasenko, o encontro deu um impulso para resolver a crise ucraniana, mas não resultou em nenhum acordo escrito. Fonte: CDB



Diplomacia


Itamaraty decide mandar embaixador de volta a Israel após cessar-fogo



Ministério das Relações Exteriores ainda não definiu a data do retorno.



Brasil havia convocado embaixador em Tel-Aviv para consulta em junho.



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 O Palácio do Itamaraty informou nesta quinta-feira (28) que o embaixador brasileiro em Israel, Henrique da Silveira Sardinha Pinto, retornará em breve a Tel-Aviv. Em nota oficial divulgada após o anúncio de cessar-fogo entre israelenses e palestinos, o Ministério das Relações Exteriores disse “acolher com satisfação" a medida e confirmou a volta do diplomata ao Oriente Médio. O Itamaraty, no entanto, não informou a data em que Sardinha Pinto reassumirá a chancelaria brasileira em Israel.
Representantes palestinos e israelenses, com mediação do Egito, acertaram um cessar-fogo por tempo ilimitado na Faixa de Gaza nesta terça-feira (26). O acordo foi estabelecido após 50 dias de guerra.
Em julho, o governo brasileiro convocou ao país seu embaixador em Tel-Aviv para consultas após considerar "inaceitável a escalada de violência" e condenar "energicamente o uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza.
Na ocasião, um porta-voz de Israel afirmou que a decisão brasileira não contribuia para "encorajar a calma e a estabilidade na região" e chamou o país de "anão diplomático". A medida de convocar um embaixador é excepcional e tomada quando o governo quer demonstrar descontentamento e avalia que a situação no outro país é grave.
A nota do Itamaraty informa que as consultas com o embaixador Henrique da Silveira Sardinha Pinto, para avaliar a situação no Oriente Médio, já foram concluídas. O texto também felicita o cessar-fogo entre Israel e Palestina, que, na visão do Itamaraty, pode contribuir para alcançar a paz no local.
Leia abaixo a íntegra da nota do Ministério das Relações Exteriores:
Cessar-Fogo no Oriente Médio.
O Brasil acolhe com satisfação o anúncio de um cessar-fogo entre Israel e Palestina com base no esforço de mediação do Egito.
O Governo brasileiro confia em que o cessar-fogo contribua para a estabilização da região e permita encontrar um encaminhamento definitivo para o conflito entre Israel e Palestina, com base na solução de dois Estados, vivendo lado a lado, em paz e segurança.
Concluídas as consultas para as quais foi convocado, o Embaixador do Brasil em Israel, Henrique da Silveira Sardinha Pinto, retornará a Tel Aviv.
Fonte: Assessoria de Imprensa Itamaraty – Brasil




Agronegócio


Boicote aos USA e a seus asseclas deve continuar



Agronegócio lidera embarque de produtos ao exterior


Dos dez itens mais embarcados em portos brasileiros, sete são do setor no Paraná; o índice é de nove em cada dez
Carro-chefe da economia brasileira, a importância do agronegócio vai além do mercado interno. Análise da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), apontou que de janeiro a julho deste ano, dos dez principais produtos da pauta das exportações do Brasil sete eram do agronegócio. Entre eles: soja, café, bovinos, aves e suínos, itens que lideram as exportações brasileiras. Os únicos produtos que não se enquadram no agronegócio entre os mais comercializados no exterior são: Petróleo e derivados, bens de consumo duráveis e minérios.
Nos sete primeiros meses de 2014, a soja em grão seguiu na liderança das exportações brasileiras do agronegócio com uma arrecadação de US$ 19,3 bilhões, 14,4% a mais no comparativo com o mesmo período do ano passado. Outro item de destaque no período foi a carne bovina com crescimento de 16,7% a um total comercializado de US$ 3,3 bilhões. Além disso, chamou a atenção a alta de 16,1% na receita dos negócios de café que somou no período US$ 3,1 bilhões.
No Paraná, segundo maior produtor agrícola do País, perdendo somente para Mato Grosso, dos dez principais produtos exportados, nove são do agronegócio. O único exportado fora do segmento agropecuário é automóvel, que ocupa a 6ª posição no ranking do Estado.
Segundo dados do Mdic, analisados pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), no ano 2000 os produtos do agronegócio representavam 62% da pauta das exportações. Em 2013 essa representatividade saltou para 74%. O agronegócio paranaense movimentou no ano passado US$ 13,54 bilhões, a um total de US$ 18,23 bilhões de produtos enviados pelo Paraná ao exterior.
O complexo soja (grão, óleo e farelo), lidera as exportações paranaenses. No ano passado a receita do embarque desses três produtos chegou a US$ 6,15 bilhões, 14,15% a mais se comparado a 2012. No primeiro semestre de 2014 o embarque de produtos do complexo soja registrou um incremento de 13,43% na mesma base de comparação com o ano passado. Ao todo, em 2014 foram comercializados no mercado externo US$ 4,20 bilhões. Só a soja em grão representou 44% da receita de todos os produtos embarcados pelo Paraná no semestre. Em volume, no primeiro semestre deste ano, foram enviadas ao exterior 8,02 milhões de toneladas de produtos do complexo soja, alta de 13,43%.
Pedro Loyola, economista da Faep, explica que o alto ganho em produtividade das lavouras de soja garantiu o aumento da participação do complexo nas exportações paranaenses. Além disso, completa o especialista, o processo de agro industrialização, que tem crescido no Paraná nos últimos anos, estimulou o embarque de produtos de maior valor agregado. O economista ainda completa que a abertura do mercado chinês foi o maior responsável pelo aquecimento das exportações paranaenses do complexo soja.
A tendência, observa Loyola, é de que as vendas do agronegócio no segmento soja não se alterem muito nos próximos anos devido ao limite máximo de crescimento da produtividade que a cultura tem atingindo. Porém, o economista vê no milho um item em potencial para elevar a pauta das exportações paranaenses, já que a cultura tem muito o que crescer em termos de produtividade. Outros produtos que compõem a pauta das exportações paranaenses do agronegócio são: aves, suínos, bovinos, madeira, borracha, entre outros.



Indústrias



A agroindústria também tem contribuído para elevar as vendas externas do agronegócio paranaense, segundo avalia Francisco José Gouveia de Castro, economista do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Segundo ele, o setor de alimentos representa 21% da transformação industrial do Estado.
"O agronegócio é o setor que mais tem representatividade no Paraná", declara. Castro observa que a tendência é que o Estado exporte mais produtos acabados daqui para frente, o que será muito importante para a economia local. "A agroindústria está preparada para exportar", enfatiza o economista. Fonte: Agrolink


Renda agropecuária dos USA deve cair 


13,8% em 2014, diz USDA



A renda agropecuária nos Estados Unidos deve cair 13,8% 

neste ano e atingir o menor nível desde 2010


A renda agropecuária nos Estados Unidos deve cair 13,8% neste ano e atingir o menor nível desde 2010, refletindo os preços mais baixos de grãos, informou o Departamento de Agricultura do país (USDA). De acordo com o governo, a renda líquida do setor deve cair para US$113,2 bilhões neste ano, de US$131,3 bilhões em 2013, o maior patamar desde 1973, em valores atualizados pela inflação.Em fevereiro, o USDA tinha previsto uma queda maior na renda agropecuária, de 27,0%.
A nova projeção reflete principalmente a melhora das condições para criadores, que estão se beneficiando de preços recordes de carnes bovina e suína, e de preços baixos de milho e outros grãos usados em ração animal. Em sua projeção de fevereiro, o USDA previa um aumento de 0,7% na renda de pecuaristas neste ano, mas agora espera um crescimento superior a 15,0%.
Mesmo assim, a renda total deve ser a menor em quatro anos. Os preços do milho acumulam perda de 15% neste ano, depois de terem caído 40,0% em 2013.
Em seu relatório mensal de oferta e demanda, divulgado na semana passada, o USDA disse que a produção de milho neste ano deverá ser recorde, de 14,0 bilhões de bushels (356,4 milhões de toneladas).
O USDA também prevê uma safra recorde de soja, de 3,8 bilhões de bushels (103,9 milhões de toneladas). Fonte: Canal Rural

EUA registram queda nas exportações de safra velha

Números do USDA evidenciam migração de demanda para safra nova, com preços mais baixos
 
Divulgação
As exportações de soja e milho da safra velha dos Estados Unidos registraram queda na semana entre 15 e 21 de agosto. A informação está em relatório divulgado nesta quinta-feira (28/8) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês).
Os dados evidenciam uma maior demanda por grãos da safra nova. Com expectativa de volumes recordes, a colheita 2014/2015, em vias de ser colhida, tem pressionado as cotações no mercado internacional.
Na soja, as exportações relativas à safra 2013/2014 caíram 30% em relação à semana anterior, chegando a 62,8 mil toneladas. De outro lado, o volume referente à safra 2014/2015 chegou a 1,29 milhão de toneladas, prioritariamente pela China, que negociou mais da metade do volume.
Em Chicago, o contrato para setembro, que serve de referência para a demanda de curto prazo, é o único a operar acima dos US$ 11 por bushel. A partir de novembro, os vencimentos oscilam entre US$ 10,20 e US$ 10,50.
No milho, as exportações relativas à safra velha (2013/2014) dos Estados Unidos totalizaram 32,7 mil toneladas. Quanto ao grão relativo à safra 2014/2015, o USDA registrou negócios equivalentes a 695,6 mil toneladas. O Japão é o principal destino do milho norte-americano.
Na Bolsa de Chicago, os contratos entre setembro de 2014 e maio de 2015 têm variado entre US$ 3,50 e US$ 3,90 por bushel. Fonte: EM


No Breu das Tocas


Guido Mantega encontra ministro da Economia da Argentina em reunião sigilosa


São Paulo, 28 ago. - A reunião desta quinta-feira entre o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o ministro da Economia da Argentina, Axel Kicillof, terminou sem declarações e em meio a um total sigilo por parte das duas delegações.
Guido Mantega - Ministro da Fazenda - Brasil
 Os dois ministros se negaram a conversar com os jornalistas que os esperavam na sede do Ministério da Fazenda em São Paulo e seus assessores disseram que não tinham informações nem sobre os resultados nem sobre o motivo do encontro, que foi incluído de última hora na agenda oficial de Mantega.
Segundo os porta-vozes tanto de Mantega como de Kicillof, as duas partes concordaram em não dar nenhuma informação.
De acordo com a imprensa argentina, Kicillof pretendia propor ao governo brasileiro um novo acordo automotivo que permita uma recuperação desse castigado setor.
O encontro coincide com uma deterioração do comércio bilateral, principalmente no setor automotivo, que, segundo fontes oficiais, obedece a diversos fatores, como a forte desaceleração da economia nos dois países, as barreiras impostas pela Argentina e o próprio conflito em torno da dívida desse país.
A reunião também aconteceu no momento em que a Argentina prepara o terreno para habilitar o pagamento de dívida reestruturada no país, no meio da batalha legal que mantém com fundos especulativos, na qual recebeu um amplo respaldo político do Brasil. Fonte: EFE – Textos revistos por Narcisi Primus .:.



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