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Mercado Aberto
BRICS – Brasil
O pregão da BM&FBovespa comportou-se como segue e pode-se
vir no gráfico abaixo:
Ouro:cotação é em R$(Real) o grama e teve a seguinte variação:
A Vista*26/08/2014
| Oscilação | Preço | ||
| OURO | 0,2155% | 93,00 | |
Futuro*26/08/2014
Oscilação
|
Preço
|
||
IBOVESPA
|
0,5446%
|
60925
|
|
DÓLAR
|
-1,1344%
|
2266
|
|
FRC
|
-2,2556%
|
1,3
|
|
DI1
|
-0,2639%
|
11,34
|
|
CAFÉ
|
-0,7107%
|
237,5
|
A
|
BOI
|
-0,0694%
|
129,61
|
A
|
ETANOL
|
0,4701%
|
1175,5
|
|
MILHO
|
-0,6443%
|
23,13
|
A
|
SOJA
|
ND
|
ND
|
|
S&P 500
|
0,2005%
|
1999
|
|
OC1
|
0,0901%
|
11,11
|
|
Fonte: BM&FBovespa - Bolsa de Mercadorias e de Futuros - São Paulo - Brasil
Despreparado!
Obama diz que eliminar Estado Islâmico não será fácil
O presidente dos Estados Unidos, Barack
Obama, prometeu nesta terça-feira perseguir os membros do Estado Islâmico que
mataram o jornalista norte-americano James Foley, e disse que eliminar o grupo
militante no Iraque e na Síria não será fácil.
"Os Estados Unidos não se esquecem,
nosso alcance é longo, somos pacientes, a justiça será feita", disse Obama
a veteranos reunidos em uma convenção da Legião Americana, em Charlotte, na
Carolina do Norte.
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| Divulgação |
Obama, que ordenou a realização de ataques
aéreos contra o grupo militante no Iraque e pode expandir as ações para a
Síria, disse que fará o que for necessário para encontrar aqueles que atacam
norte-americanos.
"Remover um câncer como o ISIL não
será fácil e não será rápido", disse Obama, referindo-se à sigla em inglês
que os Estados Unidos usam para o Estado Islâmico.
Fonte: Reuters
(*O termo usado na última frase pelo presidente Barack não é
próprio para uma pessoa que está em cargo da importância que é a direção do
povo norte americano.
É demonstrar que não está preparado para o importante cargo
que ocupa).
Previsões catastróficas para o meio ambiente
Geleiras derretidas poderão inundar a Ásia?
Geleiras
do Tibete estão “reaquecendo” no máximo. Nos últimos dois mil anos, a
temperatura da fonte principal de água para habitantes da Ásia alcançou valores
inéditos, enquanto os ritmos de sua subida registrados nos últimos 50 anos
ultrapassaram em duas vezes o nível médio mundial, comunicam em relatório de
especialistas do Instituto de Estudo do Planalto do Tibete. Em opinião de
cientistas, tal fenômeno põe em perigo todos os habitantes da região asiática
do planeta por ameaça de desertificação e de outros cataclismos.
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| Divulgação |
No Planalto do Tibete nascem os
principais rios da Ásia – o Yangtze e o Huang He, o Bramaputra e a maior
artéria fluvial da Península da Indochina – o rio Mekong. De acordo com
cientistas, nos últimos 30 anos, as geleiras do Tibete perderam 8000
quilômetros quadrados de superfície, ou seja, 15% do maciço de gelo. Se tudo
continuar assim, haverão em breve frequentes inundações e deslizamentos de gelo
destrutivos.
Peritos da ONU especializados em
mudanças climáticas vaticinaram esta primavera num encontro em Yokohama um
cenário apocalíptico para a humanidade. Foram prognosticadas a morte de milhões
de pessoas das regiões costeiras da Ásia em resultado de inundações e a fome
por causa da queda do rendimento de cereais devido à fúria dos elementos. Os
números estimados são impressionantes – para 2050, as colheitas de milho, arroz
e trigo poderão diminuir em 25%, enquanto a população da Terra chegará a 9
bilhões de pessoas.
Além disso, os habitantes das
regiões tropicais poderão sentir insuficiência de peixe, porque muitas espécies
irão migrar para as águas setentrionais “aquecidas”. Como se estima, o volume
de pesca pode diminuir pela metade. Por seu lado, a falta de recursos hídricos
e alimentares irá provocar inevitavelmente conflitos entre países e povos, o
que significa guerras, mortes e destruições.
No entanto, há quem faça
previsões mais moderadas. De acordo com Alexander Yulin, chefe do Laboratório
do Regime de Gelo do Instituto russo do Ártico e Antártico o Porém, não
assistiremos, possivelmente, a este filme do horror porque o derretimento de
geleiras no Tibete tem contudo um caráter local e, ao que tudo indica,
provisório.
“A Groenlândia é sem dúvida o nosso maior depósito superficial de
gelo e só alterações consideráveis dessa geleira podem influir nas mudanças
climatéricas. Ao mesmo tempo, as alterações de geleiras alpinas têm um caráter
puramente local e não devemos ter medo delas. É evidente que neste ano serão registadas
grandes cheias que, por mais triste que seja, poderão provocar vítimas humanas.
Mas esse fenômeno não levará a mudanças climatéricas globais”.
No entanto, cientistas chineses
apelam a que o governo elabore medidas para diminuir os riscos. Segundo uma
versão, a causa principal é a fuligem que se assenta em picos nevados de montes
em resultado da utilização maciça de carvão como combustível.
Essa fuligem,
alegadamente, leva à absorção intensa de raios solares, provocando,
respetivamente, o derretimento de gelo no Tibete.
Contudo, no século passado,
quando começou a industrialização, foi queimado mais carvão do que agora,
quando muitas empresas passam a usar gás, combustível mais ecológico. Na
altura, o volume de emissões de CO2 era muito maior e o Tibete continuava a
estar coberto por gelo sem problemas, destaca o perito russo. Em sua opinião,
as mudanças regionais não estão ligadas diretamente à atividade humana:
“Há aproximadamente 30 anos, foi
registada uma queda catastrófica do nível de água nos mares Cáspio e de Aral.
Mas, posteriormente, o ciclo climatérico mudou e tudo voltou para trás.
Atualmente, o nível de água no Cáspio chegou aos valores antigos. O desabamento
que teve lugar no Japão tem sem dúvida uma escala regional, não tendo nada a
ver com o clima”.
O clima depende da frequência
desses fenômenos, aponta o chefe do Laboratório do Regime de Gelo. É evidente
que diferentes cataclismos como furacões, tormentas e inundações se tornaram
mais frequentes … Mas eles ocorrem só no período quente do ano, enquanto no
período frio tudo passa sem mudanças, tal como era há cem, 200 e mais anos. Fonte: Rádio A Voz da Rússia
Alerta no Ar
EUA planejam espionar 'jihadistas' na Síria com drones
Os Estados Unidos estão prontos para enviar aviões com o
objetivo de espionar os "jihadistas" no território sírio e preparar o
caminho para possíveis ataques aéreos, informou um alto funcionário americano
nesta segunda-feira.
A equipe aérea de vigilância, que inclui aviões não
tripulados (drones), tentará obter informações mais claras sobre os milicianos
do Estado Islâmico (EI), que assumiram o controle de parte do território da
Síria e do Iraque, explicou o funcionário, que pediu para não ser identificado.
The Wall Street Journal informou mais cedo que os voos de
espionagem sobre a Síria começarão em "breve".
Durante duas semanas, os Estados Unidos realizaram ataques
aéreos limitados contra os militantes do Estado Islâmico no norte do Iraque,
especialmente nos arredores da represa de Mossul.
O cruel assassinato do jornalista americano James Foley por
parte do EI e a crescente preocupação do Ocidente com a ameaça dos extremistas
têm gerado especulações sobre uma ampliação dos ataques aéreos dos EUA ao
território sírio.
Segundo Wall Street Journal, o Comando Central americano, que
supervisiona as forças dos EUA no Oriente Médio, solicitou o envio de mais aviões
de vigilância para obter informações sobre potenciais objetivos do EI na Síria.
Funcionários americanos revelaram que Washington não planeja
obter o consentimento do governo em Damasco para as missões aéreas de reconhecimento
sobre o país. Fonte: France Press
Faixa de Gaza
O Massacre continua e a ONU faz vista grossa.
Ataque aéreo mata cinco pessoas da mesma
família em Gaza

Barack x Netanyahu - Divulgação

Cinco pessoas da mesma família, incluindo duas mulheres e
duas crianças, morreram num ataque aéreo israelense a uma casa no centro da
Faixa de Gaza, informaram hoje (23) fontes médicas locais.
Inicialmente, os serviços de emergência tinham indicado que o
ataque ocorrido antes do amanhecer em Al Zawayda havia deixado três mortos e
cinco feridos. Posteriormente informaram que dois feridos acabaram morrendo.
Os médicos do Hospital Al Aqsa, em Deir Al Balah, afirmaram
que os cinco mortos são da mesma família: o pai de 28 anos, a mãe de 26, dois
filhos e uma tia de 45 anos.
O Exército israelense informou ter realizado cerca de 20
ataques aéreos sobre a Faixa de Gaza na madrugada e que três foguetes ou
morteiros atingiram o Sul do país, próximo à fronteira de Gaza.
Pelo menos 2.095 palestinos morreram desde 8 de julho. Desse
total, a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 70% sejam civis. Do
lado israelense, morreram 68 pessoas, sendo quatro soldados.
Fonte: Agência Brasil
EUA mantêm Síria em 'stand-by'
Casa Branca informa que o Presidente Barack Obama "ainda não tomou uma decisão" sobre eventuais ataques aéreos para combater os 'jihadistas' do Estado Islâmico.
O porta-voz Josh Earnest deu a entender que, se Obama decidir lançar ataques sobre território sírio, não sentirá necessidade de informar o Governo de Damasco.
O Presidente norte-americano, Barack Obama, "ainda
não tomou uma decisão" quanto a eventuais ataques aéreos norte-americanos
na Síria para combater os 'jihadistas' do Estado Islâmico, indicou hoje o seu
porta-voz Josh Earnest.
Os Estados Unidos, que bombardeiam os 'jihadistas'
no Iraque há duas semanas, colocaram na semana passada a hipótese de ataques na
Síria.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Walid Muallem, sublinhou hoje que qualquer ataque norte-americano contra os 'jihadistas' no seu território deverá ser coordenado com o executivo, sob pena de ser considerado uma agressão e uma violação da sua soberania.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Walid Muallem, sublinhou hoje que qualquer ataque norte-americano contra os 'jihadistas' no seu território deverá ser coordenado com o executivo, sob pena de ser considerado uma agressão e uma violação da sua soberania.
Earnest referiu-se a notícias de que o Pentágono
tem estado a preparar opções para a ação militar dos Estados Unidos na Síria,
afirmando que é o trabalho do Estado-Maior das Forças Armadas norte-americanas
fazer planos para todos os tipos de cenário.
"O Presidente ainda não tomou qualquer decisão
sobre ordenar ação militar na Síria", disse o porta-voz, antes de Obama se
reunir com o secretário da Defesa, Chuck Hagel, para discutir assuntos como a
situação no Iraque e a ameaça que o Estado Islâmico representa.
O porta-voz da Casa Branca não respondeu
diretamente a um comentário do regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad,
segundo o qual este estaria disposto a trabalhar com os Estados Unidos para
"combater o terrorismo" dentro da Síria, numa referência às forças do
Estado Islâmico a que se opõem tanto Washington quanto Damasco.
Washington tem repetidamente instado Assad a
abandonar o poder, acusando-o de violação dos direitos humanos numa guerra
civil que já matou pelo menos 190.000 pessoas.
O porta-voz deu ainda a entender que, se Obama
decidir lançar ataques sobre território sírio, não sentirá necessidade de
informar o Governo de Damasco.
"O Presidente já demonstrou disponibilidade no
que era preciso... para usar a força militar para proteger o povo
norte-americano, independentemente das fronteiras", declarou.
"Isto é evidente desde que o Presidente
ordenou a missão para apanhar Osama bin Laden: os Estados Unidos não foram
convidados a entrar pelo Governo paquistanês, foi uma decisão que o Presidente
tomou para apanhar Bin Laden", concluiu.
Fonte: SAPO
Fonte: SAPO
Snowden: NSA criou serviço de buscas para compartilhar dados com outras agências
Novas
informações reveladas pelo ex-técnico da Agência de Segurança Nacional (NSA)
dos Estados Unidos, Edward Snowden, mostram que em 2007 a agência criou uma
ferramenta de buscas, semelhante aos sites de buscas comuns, como o Google,
onde era possível que outras 23 agências do governo americano tivessem acesso a
mais de 850 bilhões de registros sobre as comunicações de estrangeiros que
estavam no país.
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| Edward Snowden - Divulgação |
Os novos
documentos foram publicados no site The Intercept, criado pelo jornalista e colunista
norte-americano Glenn Greenwald. Ele foi o responsável pelas revelações sobre o
esquema de espionagem da NSA sobre as comunicações de cidadãos e outros
Estados, como o Brasil.
Em um
memorando de 2010 que fala sobre a ferramenta de compartilhamento chamada de
ICREACH, mas de mil analistas de 23 agências do governo americano tinham acesso
ao acervo que incluía registros sobre os e-mails, telefonemas, chats da
web e dados sobre a localização do cidadão a partir do celular, todos sem
mandado judicial e coletados pela NSA. As informações incluem quem enviou e
quem recebeu dados e também a frequência desses envios e recebimentos, no
entanto, não inclui o conteúdo real das conversas.
Segundo
as informações do The Intercept, o objetivo da ferramenta ao ser desenvolvida
era ser o maior sistema para permitir o compartilhamento dos registros de
vigilância coletados nos Estados Unidos. A plataforma é capaz de receber até 5
bilhões de novos registros a cada dia. Entre as agências de segurança que
tinham acesso às informações dos estrangeiros e cidadãos americanos estão o FBI
e a CIA, que rotineiramente acessavam este conteúdo.
As
informações de Greenwald não indicam que o ICREACH teria relação com o esquema
de espionagem da NSA responsável por coletar dados sobre ligações telefônicas
de milhões de americanos. A informação foi divulgada em julho do ano passado e
foi considerada um dos fatos mais polêmicos relevados por Snowden. Fonte: SOMA
EUA prestes a iniciar voos de reconhecimento na Síria
A autorização concedida por Obama para a realização de voos de reconhecimento em território sírio é vista como um primeiro passo para a preparação de futuros ataques aéreos contra os jihadistas.
A Administração Obama não pretende notificar o Governo sírio dos voos de reconhecimento / EPA
Os Estados Unidos podem iniciar "a qualquer momento" voos de
reconhecimento sobre a Síria. Depois de Barack Obama os ter autorizado neste
fim de semana, conforme fonte oficial revelou ao "The New York Times"
e à "CNN", os voos são interpretados como a preparação para futuros
ataques aéreos contra os jihadistas do Estado Islâmico.
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| Divulgação |
A operação recorrerá a uma combinação de diferentes aviões, entre eles
drones e outros aviões especiais, explicaram fontes do Departamento de Defesa.
Sob a mira norte-americana estarão, provavelmente, "centros de treino,
parques com equipamentos militares, e todo o tipo de instalações ou edifícios
que possam servir de base ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante
(ISIS)", disse à CNN Peter Mansoor, um coronel na reforma, antigo colaborador
do general David Petraeus, ex-diretor da CIA.
Ainda que a Administração Obama não pretenda notificar o Governo sírio
dos voos de reconhecimento, escreve o "The New York Times", o
ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria, Walid al Mualem, disse na
segunda-feira que o Governo do país permitirá aos Estados Unidos atacarem os
jihadistas dentro das suas fronteiras, sempre e quando os ataques sejam
"coordenados previamente" com as autoridades.
Fonte:
Google
Terroristas do Estado Islâmico devem ser parados hoje
A
Rússia está seriamente preocupada com a situação no Iraque, onde militantes do
Estado Islâmico estão construindo com bastante sucesso o seu “califado global”,
utilizando para isso métodos chocantes para qualquer pessoa civilizada.
| Militantes do Estado Islâmico - Divulgação |
Moscou está exortando seus
parceiros ocidentais a abandonarem os duplos padrões na luta contra o
terrorismo. Esta prática só pode ser ultrapassada com base nos princípios do
direito internacional e em estreita cooperação com as autoridades legítimas. A
ameaça do Estado Islâmico ultrapassou as fronteiras regionais tornando-se uma
dor de cabeça para toda a comunidade mundial. Ao mesmo tempo, segundo o
ministro russo do Exterior, Serguei Lavrov, o Ocidente e a Rússia devem unir-se
no desejo de vencer o terrorismo internacional e de evitar que terroristas
ocupem novos territórios criando assim, essencialmente, um Estado terrorista.
“Mas quando nós lutamos contra o
terrorismo, é preciso fazê-lo com base no direito internacional, inclusive
respeitar à soberania dos respectivos estados”, disse Lavrov. Quando começou a
Primavera Árabe, a Rússia propôs a seus parceiros trabalhar em conjunto, com
base em abordagens mutuamente acordadas, mas no Ocidente prevaleceram
considerações de conveniência política:
“O que é mais importante: mudar
regimes e satisfazer antipatias pessoais, ou unir forças contra a ameaça comum
– o terrorismo? Somos a favor da segunda opção. Antipatias pessoais
incentivaram os esforços para derrubar Saddam Hussein. Agora vemos em que se
transformou o Iraque. Antipatias pessoais foram em grande parte a causa da
derrubada de Kadhafi. Como resultado, a Líbia se desmoronou. E Deus sabe quando
tudo isto acabará”.
O Estado Islâmico, com o qual
agora estão tentando lutar os norte-americanos, também, inicialmente também
gozava de seu apoio, como os Mujahidin que criaram a Al-Qaeda e
organizaram o ataque 11 de setembro de 2001. No Iraque, os Estados Unidos
correm o risco de cometerem o mesmo erro, acredita o vice-presidente da
Academia de Problemas Geopolíticos, Vladimir Anokhin:
“Os Estados Unidos entendem
perfeitamente que o seu fracasso no Iraque a precipitação deste estado num caos
incontrolável pode levar a sérias perdas políticas e econômicas. Terroristas do
EI, ao contrário do Taliban e da Irmandade Muçulmana, têm propriedade territorial
e armamentos poderosos que os norte-americanos forneceram ao exército
iraquiano. É óbvio que a coisa não ficará só pelo Iraque”.
Tendo percebido todo o escopo do
seu erro, os norte-americanos estão começando a reconhecer que a posição do
Ocidente em relação à guerra civil síria estava errada e que, provavelmente,
eles deveriam ter ouvido as advertências do presidente russo, Vladimir Putin.
O jornal The Washington Post
recorda como mudou a abordagem ao problema em apenas um ano. Ainda no outono passado
o Ocidente estava se preparando para uma ação militar contra o regime de Bashar
Assad, e agora a Força Aérea dos EUA está atacando opositores do líder sírio. A
ironia do momento é trágica, observa o jornal. Mas desde o início estava claro
que na Síria está acontecendo não uma luta pela democracia mas um conflito
armado entre o governo e a oposição num país multirreligioso. Só que até certa
altura para o Ocidente era inconveniente admiti-lo.
Agora os norte-americanos estão à
procura de novos aliados na região pois os velhos já não são adequados, diz
Vladimir Anokhin:
“O medo de atos terroristas
obrigará a cooperar com quem quer que seja. Há um ano, os Estados Unidos diziam
que os rebeldes na Síria devem ser ajudados por quaisquer meios, inclusive com
armas. Agora eles começam a flertar com Assad para estrangular os
fundamentalistas com suas mãos”.
Há que admitir que o Estado
Islâmico está agindo com muito sucesso. Os militantes conseguiram chegar a
Bagdá de três direções: do sul, norte e oeste. Por todo o Iraque estão
decorrendo batalhas. O exército regular do país se viu impotente perante o
ataque dos fundamentalistas. Havia esperanças no Exército de Guardiães da
Revolução Islâmica, mas ele não foi capaz de atingir os objetivos propostos.
Mesmo a milícia curda Peshmerga estava recuando até que recebeu apoio da
aviação norte-americana.
Entretanto, grupos de militantes
tentaram avançar para o Mediterrâneo para ganhar acesso a novos centros de
transportes e controlar comunicações. Eles foram parados, mas a própria
tentativa mostra que o Estado Islâmico não vai parar na sua expansão
territorial. Os terroristas devem ser parados hoje.
Mas esta organização é impossível
de derrotar pelas forças de um só Estado, e nenhum deles manifestou a vontade
de fazê-lo. Para vencer, são necessários esforços conjuntos. Apesar da escalada
de tensões em torno da Ucrânia, a Rússia e os Estados Unidos ainda são aqui
aliados naturais. É necessário, pelo menos temporariamente, fechar o tema
ucraniano artificialmente inflado pelo Ocidente e se concentrar no essencial,
enquanto junto da Europa não surgiu um verdadeiro estado terrorista.
Fonte: Rádio A Voz da Rússia – Texto revisto
Câmara de Comércio Árabe Brasileira apresentou projeto digital de certificação de origem e legalização de documentos de exportação. Sistema pode reduzir custos e prazos dos serviços.
A Câmara de
Comércio Árabe Brasileira apresentou à Liga dos Estados Árabes, nesta
segunda-feira (25), no Cairo, o projeto de um sistema online de certificação de
origem e legalização de documentos de exportação que promete reduzir os custos
e os prazos destes serviços. A Câmara é a única entidade no Brasil autorizada
pela Liga a fazer certificação de origem e de documentos nas exportações ao
mundo árabe. Já a legalização é feita pelas embaixadas e consulados dos países
da região.
A proposta
foi apresentada pelo diretor-geral da Câmara, Michel Alaby, e pelo gerente de Relações
Governamentais da instituição, Tamer Mansour, ao secretário-geral adjunto para
Assuntos Econômicos da Liga, Mohammed Al-Tuwaijri, e ao responsável pela área
de informática da organização multilateral, Ramy Abdallah.
Segundo relato de Alaby, Tuwaijri concordou que a tecnologia reduz tempo,
custos e burocracia, e perguntou se o sistema é exclusivo da Câmara Árabe
Brasileira, ou se pode ser aplicado em outras câmaras árabes de comércio. “Um
dos pontos considerados de suma importância para a Liga é ter a possibilidade
de acessar eletronicamente e obter os relatórios de exportações e importações
por país”, declarou Alaby.
De acordo com
o diretor-geral da Câmara, os relatórios poderão não só ser consultados pela
Liga, mas também pelas alfândegas dos países árabes para o controle de preços e
volumes importados. Uma nova reunião sobre a instalação do sistema será
realizada ainda esta semana.
Alaby e
Mansour agora vão se juntar a uma delegação brasileira chefiada pelo ministro
da Agricultura, Neri Geller, que estava no Irã e chega nesta terça-feira (26)
ao Cairo.
Irã suspende embargo
Segundo
informações da Agência Brasil, a passagem do grupo pelo país persa foi bem
sucedida, pois o Irã suspendeu o embargo sobre a carne bovina de Mato Grosso.
Geller e seu colega iraniano, Mahmoud Hojjati, se reuniram no domingo.
No Egito,
Geller terá reunião com o ministro da Agricultura Adel El-Beltagy, na
quinta-feira (28), para tratar do mesmo tema. O governo egípcio também embargou
as importações de carnes do estado.
Os dois
países suspenderam as compras após a identificação este ano do agente causador
da encefalopatia espongiforme bovina – o mal da vaca louca – num animal do
rebanho de Mato Grosso.
O caso foi
considerado “atípico”, pois, segundo o Ministério da Agricultura, ocorreu em
função da idade avançada da vaca e não por intoxicação. O status do Brasil
segue como de risco insignificante para a doença, segundo avaliação da
Organização Internacional de Saúde Animal (OIE).
Em entrevista
à ANBA na semana passada, o secretário de Relações Internacionais do Ministério
da Agricultura do Brasil, Marcelo Junqueira, disse que a delegação pretendia
mostrar aos governos dos dois países que “o status sanitário do Brasil é
compatível com os melhores do mundo” e que a maioria dos mercados que
suspenderam as importações após o anúncio do caso já voltaram a comprar. “Nossa
expectativa é voltar [ao Brasil] com estes temas solucionados”, destacou. Na
primeira etapa da viagem, o objetivo foi cumprido.
Fonte: Ministério da Agricultura -
Brasil
Internacional
Estados Unidos e a Ásia Instável
Apesar
do rápido crescimento econômico, o sudeste da Ásia continua a ser uma região de
disputas territoriais permanentes que podem impedir o desenvolvimento de vários
países em caso de conflitos abertos. A bomba de efeito retardado, como de
costume, é controlada por Washington, que ora fica de um lado do conflito entre
os países asiáticos, ora de outro. Não é nenhum segredo algum que as ambições
dos Estados Unidos possuem um carácter que vai muito além de suas fronteiras.
Recentemente, o Japão declarou o
fim do auto isolamento militar devido ao agravamento das antigas disputas
territoriais no mar da China Meridional. Deste conflito antigo participam a
China, Taiwan, Malásia, Vietnã, Filipinas, Japão e indiretamente, os Estados
Unidos, a Coreia do Norte e a Coreia do Sul. A raiz do conflito é a posse de
algumas ilhas.
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| Senkaku(?) - Divulgação |
A tarefa de Washington é fazer o
possível, sob a máscara de neutralidade, para diminuir no Círculo do Pacífico a
influência crescente da China. Os Estados Unidos estão sempre interessados nas
disputas territoriais emaranhadas e prolongadas. Há alguns meses atrás, Barack
Obama visitou o Japão. A visita se realizou em um momento de deterioração das
relações entre Pequim, Tóquio e Seul devido às ilhas disputadas. O líder
americano apoiou os planos do governo japonês, aprovou a alteração da
Constituição pós-guerra pacifista do país que antes limitava as forças armadas
japonesas e determinava a elas as funções exclusivamente defensivas. A política
militarista do Japão, a qual Obama deu sinal verde, pode só agravar as tensões
na região.
Professor da Universidade Russa
da Amizade dos Povos, Yuri Tavrovsky chamou a atenção para outro fato
importante em qualquer disputa territorial que é um fator de aleatoriedade:
"Nas áreas de tensão entre
as forças armadas, mesmo ao redor de ilhas não muito grandes, como, por
exemplo, as ilhas Senkaku, disputadas pela China e Japão, ficam muitos navios
de guerra e escunas de pesca com militares a bordo. Se algum oficial perder o
controle dos nervos, ele pode abrir fogo sem receber a ordem. Alguém de outro
lado pode responder a este ataque, o que vai dar início a um conflito armado.
Deste ponto de vista, as ilhas Senkaku são um dos pontos mais perigosos,
seguidas pelas ilhas do mar da China Meridional, onde se encontram os
interesses da China perante Vietnã, Filipinas e em escala menor, Indonésia. Lá
a situação desagradável se agravou ainda mais, quando a China começou a
perfuração da plataforma continental."
Voltando ao lado político da
questão, a China pretende reagir à pressão dos Estados Unidos que estão
tentando controlar e reduzir suas atividades no mar da China Meridional.
Utilizando, claro, as contradições existentes entre as partes interessadas. O
principal desafio de Washington é convencer os pequenos países asiáticos de que
eles podem se opor ao crescente poder da China. No entanto, nem todos estão
prontos para entrar em conflito aberto, preferindo as negociações. Aqui o
volume enorme de comércio e laços econômicos com a China têm um papel crucial.
O politólogo Andrei Ivanov conta
sobre as ameaças ao Sudeste Asiático, caso as disputas territoriais continuem:
"Agora os norte-americanos
seguem a política de ampliação da influência na Ásia, em resposta ao
crescimento da China. O agravamento da rivalidade entre Pequim e Washington
pode tornar a disputa das ilhas ainda mais sensível."
Mas, no entanto, na região
existem forças, que adotaram uma abordagem prudente do conflito. Por exemplo, a
Malásia é um dos maiores parceiros comerciais da China e tem disputas
territoriais com o gigante asiático. Mas a Malásia sempre escolhe uma abordagem
menos agressiva dos problemas territoriais. E vale lembrar que o país ainda tem
boas relações com os Estados Unidos. Este é um exemplo do que é chamado de
política oriental delicada.
Fonte: Rádio A Voz da Rússia
Política
Câmara dos Deputados dos USA quer
processar Obama
A Comissão Administrativa da Câmara dos Deputados dos EUA
declarou nesta segunda-feira que a câmara já contratou o escritório de
advocacia Baker Hostetler como conselheiro jurídico, para processar o
presidente norte-americano Barack Obama, em nome da Câmara dos Deputados. Os
honorários de advogado não vão ultrapassar os de US$ 350 mil.
A Comissão Administrativa diz numa declaração que a Câmara
dos Deputados solicitou o Departamento Jurídico para avaliar se o presidente
executa fielmente a lei ou não. O documento diz ainda que o presidente tem que
assumir a responsabilidade e a Câmara dos Deputados continua a defender a
Constituição de uma forma aberta e transparente.
Atualmente a questão central da acusação é a execução do
projeto de reforma médica. Entretanto, a Câmara dos Deputados não avançou mais
detalhes.
Fonte: CRI
Petroquímica
Refinaria movimentará US$ 15 bi entre Brasil e China
Segundo Charles Tang ,
presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil China, as refinarias do
Ceará e do Maranhão movimentarão, juntas, US$ 30 bilhões entre os dois países
A
construção da refinaria Premium II, no Pecém, deve movimentar cerca de US$ 15
bilhões no comércio entre Ceará e China. Juntando com a refinaria Premium I, no
Maranhão, o valor movimentado entre Brasil e o gigante asiático chegará a US$
30 bilhões. Segundo Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria
Brasil China, as transações entre os dois países chegarão a US$ 100 bilhões
neste ano.
Tang, que
foi um dos participantes do painel Brasil China: oportunidades de investimentos
- a Agenda 2021, ressalta que a realização da Cúpula dos BRICS em Fortaleza fez
o mundo conhecer a cidade. “Foi uma propaganda gigantesca para a Cidade. Muitos
estrangeiros nem sabiam nada sobre Fortaleza”.
Comparando
Brasil e China, ele diz que o país asiático não é comunista na prática. “É um
país bastante capitalista com um partido único no controle. Já o Brasil é um
país capitalista, mas com uma economia bastante socialista, centralizada”.
Clodoaldo
Hugueney Filho, embaixador do Brasil na China de 2009 a 2013, que articulou a
formulação do Plano de Ação Brasil-China 2010-2014, destaca a evolução da
economia chinesa. “A China é um ator importante no cenário mundial porque ela
abraçou a globalização, e é uma prioridade para o mundo e para o Brasil”. Ele
explica que o País foi deixando de ser processador de matéria prima para
abraçar todos os elos da cadeia produtiva. “A China muda rapidamente”. Fonte: CDB
Cultura e Turismo
Em 1970, por exemplo, o Brasil tinha uma participação duas vezes maior
no Produto Interno Bruto (PIB) mundial do que a China, complementou Francisco
Mauro Brasil de Holanda, ministro de primeira Classe da carreira diplomática e
diretor do Departamento da Ásia do Leste. Hoje, o PIB Brasileiro representa
apenas 1/4 do chinês. “Se há uma palavra para definir a China é mudança”. Para
ele, além de se tornar em breve a maior economia do planeta, a China se tornará
também o maior emissor de turistas do mundo.
André
Maciel, primeiro secretário e chefe da Divisão de Difusão Cultural do
Itamaraty, destaca o mercado cultural do Brasil na China. “Os mais promissores
são com relação à música, cinema e literatura. Inclusive a gente tem visto
muitos autores brasileiros contemporâneos sendo levados para o mercado chinês,
traduzidos para o mandarim”.
Comparando
o Nordeste com a China em termos de potencial de crescimento, João Dummar Neto,
vice-presidente do Grupo de Comunicação O POVO, diz que o seminário Futura
Trends traz exemplos chineses que podem ser aproveitadas a inovação no Ceará.
“Podemos adaptar práticas a nossa realidade”.
Fonte: JH
Visita
Ministro da Economia suíço adia sua visita à Rússia devido à situação na Ucrânia
O chefe do Departamento Federal (Ministério) da Economia da Suíça, Johann Schneider-Ammann, adiou sua visita à Rússia devido à situação na Ucrânia, divulgou o secretário de imprensa do departamento.
A visita foi agendada para outubro de 2014.
Anteriormente, tinha sido
relatado que o Conselho Federal da Suíça considerará, em 27 de agosto, a adesão
às medidas restritivas econômicas da UE contra a Rússia.
Fonte: Rádio A Voz da Rússia
Caso Snowden
Mega Vazamento
Novo vazamento de Snowden: Como NSA compartilhou a 850 milhões de
registros de metadados mais
Documentos vazados por Edward Snowden sugerem
durante os noughties, a NSA expandiu maciçamente as informações compartilhadas
com os seus cinco olhos aliados e outras agências.
Em lâminas dadas para a intercepção, a NSA
se gaba de que seu programa ICREACH "aumenta NSA comunicações metadados
partilha de 50 bilhões de registros para 850+ bilhões de registros", com
uma nota, acrescentando que 126 bilhões desses novos registros vieram de
"parceiros SIGINT segundo partido" .
Ao mesmo tempo, houve também um grande aumento nos
metadados da NSA estava armazenando. A data, hora, duração, número chamado e
chamando partido - elaborado a partir de sistemas PSTN antigos - além de mais
de 20 novos campos, incluindo latitude e longitude se tornou parte da partilha
de dados.
Para lidar com tudo isso a NSA também necessária
para criar um mecanismo de pesquisa de banco de dados federado, em essência, o
seu próprio middleware sentado entre as bases de dados e os usuários.
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| Divulgação |
Os documentos, datados de 2006 e 2007, descrevem
ICREACH como uma "consulta federado" motor que iria procurar "em
todos os conjuntos de dados para informações relativas a um identificador de
alvo." Os documentos vazados dizem que um agente pode procurar a partir de
um único login para recuperar "telefone numéricas, satélite móvel global e
celulares eventos e seletores, endereço de e-mail, etc ".
Corretores de dados também foram criados para dar
parceiros da NSA - Os sinais de Direção australiano (então DSD), GCHQ da
Grã-Bretanha, Nova Zelândia GCSB, CSE do Canadá e do FBI norte-americano - o
acesso aos mesmos recursos de pesquisa.
A NSA compartilhou mais metadados campos
pós-ICREACH. Image: O Intercept
Apesar de manter a posição de que os metadados são
"informações sobre o conteúdo (mas não o conteúdo em si)", a NSA
também observa que os dados coletados incluem "formatos e protocolos
usados para processar as informações para as pessoas e sistemas".
O middleware também significava que os analistas
foram capazes de trabalhar em inteligência leva "sem a necessidade de
acesso à informação em bruto", afirmam os vazamentos. ®
Fonte: CDB
Agricultura
China libera importação de variedades de soja e milho do Brasil
O Ministério da Agricultura da China (MoA) publicou
na quinta-feira (21) a aprovação de importação de 10 variedades geneticamente
modificadas para comercialização.
Para soja, estão liberadas as variedades A2704-12 (Bayer), MON89788 (Monsanto)
e 305423 (Pionner). Para o milho foram aprovadas as variedades MON88017
(Bayer), MON89034 (Monsanto), NK603 (Monsanto), GA21 (Syngenta) e MIR604
(Syngenta).
“Esse é um tema muito presente na agenda bilateral de negociação agrícola. A
aprovação pela China de produtos geneticamente modificados é fundamental para o
bom fluxo de comércio de grãos entre os dois países”, disse o secretário de
Relações Internacionais do Agronegócio, Marcelo Junqueira.
Fonte: Agrolink
Oriente Médio
Bashar al-Assad deixa de ser principal ameaça na Síria
Avanços dos extremistas do “Estado Islâmico” enfraquecem regime sírio e tomam do ditador Bashar al-Assad o posto de inimigo número um do Ocidente no Oriente Médio
A Síria está
em guerra há mais de três anos. Mais de 190 mil pessoas foram mortas e muitas de
suas cidades, vilas e aldeias, destruídas. O combate contra o grupo terrorista
“Estado Islâmico” no vizinho Iraque, no entanto, vem ofuscando a violência no
país.
O grupo, que surgiu no Iraque
como uma dissidência da Al Qaeda, ganhou força e destaque no cenário
internacional depois de lutar na cidade síria de
Ar-Raqqah. No início, Assad não fazia diferenciações entre seus inimigos,
qualificando todos como “terroristas”.
Ainda não está claro por que, no
início de 2012, Assad ordenou a libertação de
centenas de radicais islamistas, muitos deles líderes salafistas, da
prisão de Saidnaya, perto de Damasco. Alguns especialistas acreditam que a
decisão era parte da estratégia do regime sírio de lembrar a população sobre os
perigos de um reino islâmico de terror.
Contra o regime
Há alguns meses, grupos de
oposição na Síria receberam armas francesas, segundo o presidente
da França, François Hollande. No entanto, os grupos opositores moderados estão
em retirada, pois têm de lutar contra o regime e contra os grupos terroristas
de oposição.
No começo, os jihadistas não
lutavam contra as forças de Assad e focavam sua estratégia em ganhar o controle
de áreas libertadas pelos rebeldes sírios. Isso fez com que a resistência
contra Assad se enfraquecesse e caísse nas mãos do regime.
- De um ponto de vista militar, o
‘EI’ é um dos maiores perigos para Assad – diz o cientista político alemão
Jochen Hippler, da Universidade de Duisburg.
Em Aleppo, por exemplo, grupos
moderados de oposição estão cada vez mais na defensiva enquanto militantes do
“Estado Islâmico” se aproximam da cidade. No norte e no leste do país, eles
controlam um terço do território total da Síria.
No domingo, extremistas do grupo
assumiram o controle do aeroporto militar de Tabqa, até então último bastião do
regime de Assad na província de Raqa.
Os avanços obtidos pelo “Estado
Islâmico” na Síria estão enfraquecendo o regime, razão pela qual a Força Aérea
do país está oficialmente atacando alvos controlados pelo grupo. Os EUA também
já afirmaram que não descartam ataques contra o “EI” na Síria.
Parceria indesejada
Embora o Reino Unido já tenha
descartado qualquer tipo de cooperação com Assad, especialistas acreditam que
as vitórias do “Estado Islâmico” na Síria poderiam fazer do presidente sírio um
parceiro na região.
Na semana passada, o presidente
americano, Barack Obama, classificou a destruição das armas químicas da Síria
como uma “conquista importante”. Ao mesmo tempo, ele advertiu Assad a não
cometer crimes contra o seu povo. Obama, no entanto, não pediu a saída do
presidente sírio do poder.
- Os ataques políticos e verbais
do Ocidente contra Assad foram obviamente atenuados, já que ele não é mais
considerado a principal ameaça. O foco agora está no ‘Estado Islâmico’ – diz
Hippler.
Enquanto o Ocidente está apoiando
os curdos no Iraque e os EUA realizando ataques na região, não houve auxílio
militar para a Síria, o que fez com que muitos sírios se sentissem abandonados
pela comunidade internacional.
- Muitos sírios nem veem mais
Assad como a principal ameaça, ele agora é o menor de dois males – afirma
Hippler, em referência aos métodos brutais do “Estado Islâmico” apresentados em
diversos vídeos.
O grupo parece ser agora o
inimigo número um não apenas dos sírios, mas também do Ocidente.
Fonte: CDB
Rússia e Síria estão prontas para lutar juntas contra terrorismo
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Os
chanceleres russo e sírio, Serguei Lavrov e Walid Muallem, respectivamente,
confirmaram durante uma conversa telefônica que a ação coletiva para combater o
terrorismo internacional deve ser realizada em estrita conformidade com o direito
internacional.
"Os ministros discutiram em
detalhe a situação na República Árabe Síria no contexto do aumento da atividade
terrorista na Síria e no Iraque, fortalecimento das posições de grupos
terroristas e extremistas, particularmente de militantes do Estado Islâmico,
afirma um comunicado publicado no site do Ministério das Relações Exteriores da
Rússia e citado pela RIA Novosti.
"Serguei Lavrov e Walid
Muallem confirmaram uma atitude de solidariedade da Rússia e Síria quanto à
necessidade de uma luta intransigente contra o extremismo em todas as suas
formas", afirma um comunicado do Ministério das Relações Exteriores russo
publicado esta segunda-feira no site do departamento.
Walid Muallem anunciou a
prontidão da Síria para cooperar com outros parceiros internacionais, incluindo
os Estados Unidos e o Reino Unido na luta contra o terrorismo. Fonte: A Voz da Rússia
Europa Política
Governo socialista francês troca gabinete e critica política alemã
Valls tentava equilibrar os pratos entre a esquerda e os segmentos conservadores da sociedade francesa
Primeiro-ministro francês,
o socialista Manuel Valls
apresentou, nesta segunda-feira, a renúncia de seu gabinete, um dia depois de o
ministro da Economia, Arnaud Montebourg, pedir novas políticas econômicas e
questionar a “obsessão” da vizinha Alemanha com o rigor orçamentário. O
presidente francês, François Hollande, pediu há quatro meses que Valls formasse
um novo governo, mas o primeiro-ministro vinha permanentemente tentando
conciliar diferenças de visão política entre esquerdistas como Montebourg e
membros mais centristas do governo liderado pelos socialistas.
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O gabinete de Hollande disse em
um comunicado que o novo governo seria formado na terça-feira, em conformidade
com a “direção que ele (o presidente) definiu para o nosso país”. Montebourg
disse no fim de semana que medidas para a redução de déficits implementadas
desde a crise financeira de 2008 estavam paralisando as economias da zona do
euro e pediu aos governos que mudem com urgência o curso, do contrário perderão
votos para populistas ou extremistas de direita. Com a dissolução do gabinete,
a França entra em águas políticas desconhecidas.
O primeiro-ministro, um socialdemocrata,
que tem sido comparado a Tony Blair, agiu com a rapidez própria de quem precisa
reafirmar sua autoridade. Montebourg cruzou a “linha amarela” em uma entrevista
ao diário francês de centro Le
Monde, no sábado, e seguiu com seu discurso no Partido Socialista, que se reuniu neste
domingo. Em uma referência velada ao presidente François Hollande, disse que o
conformismo era um inimigo e “meu inimigo é a governabilidade”.
– A França é um país livre que
não deve ser alinhando-se com as obsessões do direito alemão – disse ele,
pedindo uma “resistência justa e sã” à política de austeridade.
Ele foi acompanhado em sua crítica
pelo ministro da Educação, Benoit Hamon, que na segunda-feira negou que tivesse
sido desleal. Um terceiro ministro, Aurélie Filipetti, também apareceu em
perigo de perder o seu emprego depois de desejar um “bom dia” no Twitter para seus dois
colegas dissidentes. Hollande, que está politicamente enfraquecido com seu índice de aprovação no ponto
mais baixo desde as eleições, em 17%, determinou que Valls
forme um novo governo, o que é esperado para esta terça-feira.
Valls prometeu cortar déficits e
reduzir a carga fiscal sobre as empresas, o que o coloca em rota de colisão com
a ala esquerda do partido, representada por Montebourg. As mudanças ainda não
foram realizadas, o desemprego está em cerca de 11% e crescimento em 2014 está
previsto para ser de apenas 0,5%. Espera-se um discurso de Montebourg para as
próximas horas.
Políticos de centro-direita
disseram que o ministro da Economia deveria se, enquanto alguns socialistas
reconheceram que era ilógico para um ministro da Economia atacar as políticas
econômicas de seu próprio governo. A Frente Nacional passou também a exigir a
dissolução do parlamento. O desafio para Valls será montar um governo que possa
ganhar a aprovação da Assembleia Nacional, apesar da revolta e deserções à
esquerda do Partido Socialista pelos ecologistas.
– Nós não podemos descartar que o
governo que perde sua maioria no parlamento, e o presidente precisará encarar a
dissolução da Assembleia. A crise ainda não acabou, está apenas
começando – afirmou o especialista constitucional Dominique Rousseau ao
diário francês de esquerda Libération.
Crise na Ucrânia
A chanceler alemã Ângela Merkel e
o presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, sem comentar a crise no país
vizinho, percorreram nesta manhã os seis quilómetros finais do Caminho de
Santiago de Compostela, antes de visitar em conjunto a catedral desta cidade
galega. Sobre a situação de dificuldades econômicas na Europa, Merkel
afirmou que a crise na Ucrânia está afetando a Alemanha, maior economia do
bloco, que sofreu uma surpreendente contração de 0,2% no segundo trimestre.
Markel afirmou que um inverno
incomumente ameno, que antecipou a virada de primavera, teve influência na
leitura fraca do período de abril a junho, mas acrescentou que a crise na
Ucrânia também estava afetando o crescimento alemão.
– Existem, entretanto, algumas
incertezas, e não quero ocultar isso, toda a situação Ucrânia-Rússia mostra que
nós claro temos um grande interesse em nossas relações internacionais serem
construtivas novamente. Mas eu todavia espero que nossa taxa de crescimento
anual seja boa, se nada dramático acontecer – disse ela, na entrevista
conjunta com o primeiro-ministro espanhol.
O governo alemão projeta que a
economia crescerá 1,8% neste ano. Fonte CDB











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