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Exportações do Paraná para a China de 3%
para 28%
As exportações paranaenses nunca foram tão dependentes da
China.
De 2000
para cá, as exportações do Paraná saltaram de 3% para 28%. Entre janeiro e
junho deste ano, os chineses importaram US$ 2,35 bilhões em produtos do estado.
No mesmo período do ano passado, a proporção era de 23%.
O
principal produto adquirido pelo país asiático é a soja e o Paraná também está
cada vez mais dependente do grão. Cerca de 30% das receitas de exportação do
primeiro semestre vieram da oleaginosa, o maior índice desde 1997, segundo o
banco de dados do Ministério do Desenvolvimento.
O
Paraná não está sozinho nessa. Entre soja, minério de ferro, petróleo e alguns
outros produtos, 22% das exportações brasileiras nos seis primeiros meses do
ano foram para a China, maior índice já registrado em um primeiro semestre.
O
crescimento no número de exportações tanto do Paraná quanto do Brasil aconteceu
porque souberam aproveitar o forte e prolongado processo de crescimento
econômico chinês, que impulsionou a demanda por matérias-primas.
Fonte: Agrolink
Centro de recrutamento militar atacado em Carcóvia
Desconhecidos
dispararam lança-chamas contra o edifício do centro de recrutamento militar
regional em Carcóvia, as forças de segurança abriram um processo-crime sobre
terrorismo, informa hoje a agência de informação UNIAN, citando a procuradoria
militar.
“Hoje, 4 de agosto, por volta das 02:35 (horário local), desconhecidos
atacaram o centro de recrutamento militar regional. Supõe-se que se tratou de
um disparo de lança-chamas”, informa a agência. Esta acrescenta que foram
disparados tiros de metralhadora contra o edifício.
Segundo a agência, na fachada do edifício foram partidos vidros, bem
como foram danificadas portas. No local trabalham agentes da segurança que
tentam esclarecer detalhes do incidente.
Antes, Piotr Poroshenko, presidente da Ucrânia, assinou uma lei sobre a
mobilização parcial. Segundo o decreto, a mobilização parcial está a ser
realizada em 24 regiões do país, bem como em Kiev.
Fonte: A Voz da
Rússia
Brasil Mercado Aberto
Futuro*04/08/2014
| Oscilação | Preço | ||
| IBOVESPA | 0,5616% | 56405 | |
| DÓLAR | 0,0879% | 2277,5 | |
| FRC | -0,9346% | 1,06 | |
| DI1 | -0,6009% | 11,58 | |
| CAFÉ | -0,8874% | 228,95 | |
| BOI | -0,1270% | 125,85 | |
| ETANOL | ND | ND | |
| MILHO | 2,0610% | 24,76 | |
| SOJA | 0,8264% | 24,4 | |
| S&P 500 | 0,7431% | 1932 | |
| OC1 | 0,2730% | 11,02 | |
Ouro: Cotação em R$(Real) por grama:
Ouro preço para pagamento cash
A Vista* 04/08/2014
| Oscilação | Preço | ||
| OURO | 0,8584% | 94,00 | |
Especialistas dizem que calote da Argentina tem
origem em políticas dos anos 90
Na década de 90, a Argentina manteve o regime de câmbio fixo, pelo qual um peso equivalia a um dólar com garantia na Constituição do país
O default (calote) técnico na
dívida externa da Argentina reflete
a herança de políticas desastrosas do fim dos anos 90. Segundo economistas
ouvidos pela Agência Brasil,
o impasse no pagamento aos credores pouco tem a ver com a gestão atual da
economia do país vizinho.
- A
rigor, a situação da Argentina nem pode ser chamada de
calote porque o país tem dinheiro para pagar a dívida reestruturada
(renegociada), mas uma pequena parte dos credores não quer receber com desconto
– diz o professor de macroeconomia do IBMEC Alexandre Espírito Santo.
![]() |
| Divulgação |
Segundo
Alexandre, a crise cambial que
estourou no início do ano na Argentina, elevando a inflação e
reduzindo o consumo, não está relacionada ao calote. “É importante separar as
coisas. Os problemas da dívida argentina vêm de um processo que se arrasta há
anos. Mas o default técnico pode sim,
intensificar a recessão por lá”, explica.
Economista
chefe do banco Sulamérica Investimentos, Newton Rosa concorda que as origens do
impasse na dívida argentina não estão na política econômica atual, embora os
fundamentos econômicos do país vizinho agravem a situação. “A crise da dívida
vem de mais de dez anos, mas o calote piorou o que já estava ruim, num país sem
crédito externo e com poucas reservas internacionais”, comenta.
Na década
de 90, a Argentina manteve o regime de câmbio fixo, pelo qual um peso equivalia
a um dólar com garantia na Constituição do país. Para financiar a moeda
sobrevalorizada, a economia argentina tornou-se cada vez mais dependente do
capital especulativo. Após a crise da Rússia, em 1998, e do Brasil, em 1999, a
Argentina ainda resistiu por dois anos à fuga de divisas. No entanto, em
dezembro de 2001, o governo do ex-presidente Fernando de la Rúa, liberou o
câmbio.
A
desvalorização abrupta do peso tornou impagável a dívida pública (externa e
interna) do país, que era em boa parte corrigida pelo dólar. Sem reservas
internacionais para honrar os compromissos, a Argentina viu-se obrigada a
deixar de pagar os juros e a dívida principal dos papéis que havia emitido. Com
a moratória, o país foi excluído do sistema financeiro internacional e ficou
sem acesso a crédito externo.
Em 2005 e
2010, a Argentina renegociou a dívida e apresentou diversos planos de
reestruturação. Dos credores internacionais, 93% aceitaram a proposta do
governo argentino para quitar os débitos de forma parcelada com desconto de 60%
a 65% no valor da dívida. No entanto, 7% não aceitaram o plano e decidiram
contestar o acordo na Justiça norte-americana, que tem jurisdição sobre os
títulos emitidos na Bolsa de Nova York.
Em
novembro de 2012, o juiz de primeira instância Thomas Griesa, do Tribunal
Federal de Nova York, aceitou a alegação de um grupo que representa 1% do total
de credores e obrigou o pagamento do valor integral dos papéis, mais os juros.
Esse grupo é formado pelos fundos abutres, que compram títulos podres e depois
cobram o valor dos papéis na Justiça.
Segundo o
governo argentino, a decisão abre precedente para que os demais 6% que não
aceitaram o acordo de reestruturação também cobrem o valor integral da dívida.
Alguns entraram com processo em outros tribunais dos Estados Unidos. Se esses
grupos fossem cobrar hoje, a Argentina teria de desembolsar cerca de US$ 15,4
bilhões, mais juros, o que ficaria em torno de US$ 17 bilhões. O montante
equivale a mais da metade das reservas internacionais do país, em torno de US$
30 bilhões.
Em agosto
do ano passado, a Corte de Apelações do Segundo Circuito de Nova York manteve a
sentença de Griesa e ordenou o país a pagar a totalidade do US$ 1,3 bilhão
devido aos fundos abutres. A batalha judicial arrastou-se até junho deste ano,
quando a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou os recursos do governo
argentino e manteve as sentenças de primeira e segunda instâncias.
Desde
então, a Argentina entrou numa corrida contra o tempo para evitar o calote. No
fim de junho, o país depositou mais de US$ 1 bilhão em um banco de Nova York
para pagar a parcela devida aos 93% de credores que aceitaram a renegociação. O
juiz Griesa, no entanto, sustou o pagamento, alegando que o Banco de Nova York
ajudaria a Argentina a violar a sentença judicial se permitisse ao país pagar
os credores da dívida reestruturada, antes dos fundos abutres, ganhadores do
processo.
Em 30 de
julho, venceu o prazo para que o governo argentino pagasse uma nova parcela da
dívida renegociada. Sem ter como pagar aos credores que aceitaram a
reestruturação, o país entrou em default técnico.
Fonte:
Correio do Brasil
Jacques Sapir: Dólar ou a nossa resposta aos EUA
Jacques Sapir, conhecido economista francês,
fez, numa entrevista à emissora de rádio Voz da Rússia, o seu prognóstico sobre
o futuro das moedas mundiais. Sapir considera que as moedas dos países em
desenvolvimento acabarão por tirar terreno ao dólar
Hoje,
fala-se cada vez mais da falta de garantia do dólar com ouro. Está de acordo
com esta hipótese?
Tudo
isto não tem grande sentido. O fato é que desde 1973 o dólar deixou de ter
qualquer ligação com o ouro. É precisamente o ouro que tem preço, que se
manifesta em dólares, euros, rublos, yuans, tal como qualquer outra
matéria-prima.
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| Moeda Inflacionária Decadente - Divulgação |
Tem
grande interesse a seguinte questão: torna-se o dólar mais fraco ou mais forte
em relação a outras moedas? Isso reflete a força ou a fraqueza da economia
americana, bem como a situação geopolítica. O fato é que parte da força do
dólar reside no potencial militar do estado americano.
Alguns economistas
consideram ser bem provável que os EUA possam declarar bancarrota, o que seria
uma coisa muito, muito séria, tendo em conta o fardo das suas obrigações
financeiras. Eles podem concentrar-se na zona norte-americana de comércio
livre, que englobará também o Reino Unido e criará uma nova moeda: o “amero”, o
que já foi acordado com o Canadá e o México em 2007. Semelhante cenário é pura
fantasia ou tem fundamentos reais?
Não
diria que essa teoria nada tem a ver com a realidade. Nos EUA nota-se realmente
um certo desejo de avançar nesse sentido. Não obstante, aos EUA agradaria uma
situação igual há que existiu há dois anos atrás. Nessa situação, os EUA
controlam o dólar que, por sua vez, é uma moeda internacional. No que diz
respeito à bancarrota, os EUA não precisam disso, porque o mundo continua a
precisar de dólares e eles podem imprimir quantos querem. Não obstante, há seis
ou sete meses atrás, a situação começou a mudar. Por enquanto, ainda não
tomamos consciência, mas aproximamo-nos de um momento fulcral, tanto na
economia, como nas finanças, geopolítica e geoestratégia.
Os
países em desenvolvimento tentam formar um sistema financeiro alternativo com o
seu próprio banco de desenvolvimento, que é algo entre o Banco Mundial e o
Fundo Monetário Internacional. Ele ficará em Xangai, mas não será um banco
chinês. Será o banco dos BRICS, um banco comum para uma série de países. Se
esses países conseguirem criar uma moeda alternativa ao dólar, então a
correlação realmente começará a mudar. Neste caso, uma das hipóteses poderá ser
o auto isolamento dos EUA, a formação de estruturas comuns com o Canadá e o
México. Hoje, semelhante hipótese não me parece muito provável, porque os EUA
sentiram o domínio mundial, isso tornou-se para eles numa verdadeira droga.
Parece que os EUA “estão dependentes” do domínio mundial.
Significa isso que o
mundo, no período após a crise, poderá separar-se em várias regiões, em
“mega-regiões” do tipo da UE. Isto é, teremos regiões com diferentes moedas, os
próprios institutos, leis e regras de relações entre Estados. Parece-lhe que
avançam-se precisamente para um mundo semelhante?
Penso
que vocês têm toda a razão. Hoje observamos uma nova fragmentação do mundo. Em
geral, considero que a própria ideia do mundo global, mundo sem arestas, foi,
na realidade, apenas uma ilusão. A atual fragmentação do mundo é o resultado
das ações dos países em desenvolvimento, bem como da consequência imprevisível
da política americana. Hoje, é complicado dizer se esses blocos mundiais terão
pesos semelhantes ou uns continuarão em estado de gestação, enquanto outros se
irão desenvolver realmente. Mas essa é outra questão completamente diferente.
Hoje,
vê-se bem que na Europa não há uma verdadeira unidade, que a União Europeia
atravessa uma crise extremamente profunda.
Há
três-quatro semanas atrás, começou uma nova etapa da crise financeira com a
séria crise bancária em Portugal, que se refletirá obrigatoriamente na União
Europeia e na zona do euro dentro de algum tempo. Vejo a força na América, vejo
a força nos países em desenvolvimento.
Por
isso, enquanto francês e europeu, preocupa-me a atual disfunção da União
Europeia. Parece-me que para os nossos estados seria melhor a união com os
países em desenvolvimento e com a Rússia, e não tentar lutar contra eles sob
maus pretextos.
Fonte: PV


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