Translate

4 de ago. de 2014

Exportações: Paraná x China - Moleza no País de Gardel - Economia

# Compartilhe - Siga







Exportações do Paraná para a China  de 3% 

para 28%


As exportações paranaenses nunca foram tão dependentes da 

China.

De 2000 para cá, as exportações do Paraná saltaram de 3% para 28%. Entre janeiro e junho deste ano, os chineses importaram US$ 2,35 bilhões em produtos do estado. No mesmo período do ano passado, a proporção era de 23%.
O principal produto adquirido pelo país asiático é a soja e o Paraná também está cada vez mais dependente do grão. Cerca de 30% das receitas de exportação do primeiro semestre vieram da oleaginosa, o maior índice desde 1997, segundo o banco de dados do Ministério do Desenvolvimento.
O Paraná não está sozinho nessa. Entre soja, minério de ferro, petróleo e alguns outros produtos, 22% das exportações brasileiras nos seis primeiros meses do ano foram para a China, maior índice já registrado em um primeiro semestre.
O crescimento no número de exportações tanto do Paraná quanto do Brasil aconteceu porque souberam aproveitar o forte e prolongado processo de crescimento econômico chinês, que impulsionou a demanda por matérias-primas.

Fonte: Agrolink

Centro de recrutamento militar atacado em Carcóvia


Desconhecidos dispararam lança-chamas contra o edifício do centro de recrutamento militar regional em Carcóvia, as forças de segurança abriram um processo-crime sobre terrorismo, informa hoje a agência de informação UNIAN, citando a procuradoria militar.

“Hoje, 4 de agosto, por volta das 02:35 (horário local), desconhecidos atacaram o centro de recrutamento militar regional. Supõe-se que se tratou de um disparo de lança-chamas”, informa a agência. Esta acrescenta que foram disparados tiros de metralhadora contra o edifício.
Segundo a agência, na fachada do edifício foram partidos vidros, bem como foram danificadas portas. No local trabalham agentes da segurança que tentam esclarecer detalhes do incidente.
Antes, Piotr Poroshenko, presidente da Ucrânia, assinou uma lei sobre a mobilização parcial. Segundo o decreto, a mobilização parcial está a ser realizada em 24 regiões do país, bem como em Kiev.

Fonte: A Voz da Rússia


Brasil Mercado Aberto


Futuro*04/08/2014


OscilaçãoPreço
IBOVESPA0,5616%56405
DÓLAR0,0879%2277,5
FRC-0,9346%1,06
DI1-0,6009%11,58
CAFÉ-0,8874%228,95
BOI-0,1270%125,85
ETANOLNDND
MILHO2,0610%24,76
SOJA0,8264%24,4
S&P 5000,7431%1932
OC10,2730%11,02


Ouro: Cotação em R$(Real) por grama:




Ouro preço para pagamento cash

A Vista*                                    04/08/2014


OscilaçãoPreço
OURO0,8584%94,00



Especialistas dizem que calote da Argentina tem 

origem em políticas dos anos 90


Na década de 90, a Argentina manteve o regime de câmbio fixo, pelo qual um peso equivalia a um dólar com garantia na Constituição do país


default (calote) técnico na dívida externa da Argentina reflete a herança de políticas desastrosas do fim dos anos 90. Segundo economistas ouvidos pela Agência Brasil, o impasse no pagamento aos credores pouco tem a ver com a gestão atual da economia do país vizinho.
- A rigor, a situação da Argentina nem pode ser chamada de calote porque o país tem dinheiro para pagar a dívida reestruturada (renegociada), mas uma pequena parte dos credores não quer receber com desconto – diz o professor de macroeconomia do IBMEC Alexandre Espírito Santo.

Divulgação
Segundo Alexandre, a crise cambial que estourou no início do ano na Argentina, elevando a inflação e reduzindo o consumo, não está relacionada ao calote. “É importante separar as coisas. Os problemas da dívida argentina vêm de um processo que se arrasta há anos. Mas o default técnico pode sim, intensificar a recessão por lá”, explica.
Economista chefe do banco Sulamérica Investimentos, Newton Rosa concorda que as origens do impasse na dívida argentina não estão na política econômica atual, embora os fundamentos econômicos do país vizinho agravem a situação. “A crise da dívida vem de mais de dez anos, mas o calote piorou o que já estava ruim, num país sem crédito externo e com poucas reservas internacionais”, comenta.
Na década de 90, a Argentina manteve o regime de câmbio fixo, pelo qual um peso equivalia a um dólar com garantia na Constituição do país. Para financiar a moeda sobrevalorizada, a economia argentina tornou-se cada vez mais dependente do capital especulativo. Após a crise da Rússia, em 1998, e do Brasil, em 1999, a Argentina ainda resistiu por dois anos à fuga de divisas. No entanto, em dezembro de 2001, o governo do ex-presidente Fernando de la Rúa, liberou o câmbio.
A desvalorização abrupta do peso tornou impagável a dívida pública (externa e interna) do país, que era em boa parte corrigida pelo dólar. Sem reservas internacionais para honrar os compromissos, a Argentina viu-se obrigada a deixar de pagar os juros e a dívida principal dos papéis que havia emitido. Com a moratória, o país foi excluído do sistema financeiro internacional e ficou sem acesso a crédito externo.
Em 2005 e 2010, a Argentina renegociou a dívida e apresentou diversos planos de reestruturação. Dos credores internacionais, 93% aceitaram a proposta do governo argentino para quitar os débitos de forma parcelada com desconto de 60% a 65% no valor da dívida. No entanto, 7% não aceitaram o plano e decidiram contestar o acordo na Justiça norte-americana, que tem jurisdição sobre os títulos emitidos na Bolsa de Nova York.
Em novembro de 2012, o juiz de primeira instância Thomas Griesa, do Tribunal Federal de Nova York, aceitou a alegação de um grupo que representa 1% do total de credores e obrigou o pagamento do valor integral dos papéis, mais os juros. Esse grupo é formado pelos fundos abutres, que compram títulos podres e depois cobram o valor dos papéis na Justiça.
Segundo o governo argentino, a decisão abre precedente para que os demais 6% que não aceitaram o acordo de reestruturação também cobrem o valor integral da dívida. Alguns entraram com processo em outros tribunais dos Estados Unidos. Se esses grupos fossem cobrar hoje, a Argentina teria de desembolsar cerca de US$ 15,4 bilhões, mais juros, o que ficaria em torno de US$ 17 bilhões. O montante equivale a mais da metade das reservas internacionais do país, em torno de US$ 30 bilhões.
Em agosto do ano passado, a Corte de Apelações do Segundo Circuito de Nova York manteve a sentença de Griesa e ordenou o país a pagar a totalidade do US$ 1,3 bilhão devido aos fundos abutres. A batalha judicial arrastou-se até junho deste ano, quando a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou os recursos do governo argentino e manteve as sentenças de primeira e segunda instâncias.
Desde então, a Argentina entrou numa corrida contra o tempo para evitar o calote. No fim de junho, o país depositou mais de US$ 1 bilhão em um banco de Nova York para pagar a parcela devida aos 93% de credores que aceitaram a renegociação. O juiz Griesa, no entanto, sustou o pagamento, alegando que o Banco de Nova York ajudaria a Argentina a violar a sentença judicial se permitisse ao país pagar os credores da dívida reestruturada, antes dos fundos abutres, ganhadores do processo.
Em 30 de julho, venceu o prazo para que o governo argentino pagasse uma nova parcela da dívida renegociada. Sem ter como pagar aos credores que aceitaram a reestruturação, o país entrou em default técnico.

Fonte: Correio do Brasil


Jacques Sapir: Dólar ou a nossa resposta aos EUA


Jacques Sapir, conhecido economista francês, fez, numa entrevista à emissora de rádio Voz da Rússia, o seu prognóstico sobre o futuro das moedas mundiais. Sapir considera que as moedas dos países em desenvolvimento acabarão por tirar terreno ao dólar

          Hoje, fala-se cada vez mais da falta de garantia do dólar com ouro. Está de acordo com esta hipótese?

Tudo isto não tem grande sentido. O fato é que desde 1973 o dólar deixou de ter qualquer ligação com o ouro. É precisamente o ouro que tem preço, que se manifesta em dólares, euros, rublos, yuans, tal como qualquer outra matéria-prima.

Moeda Inflacionária Decadente - Divulgação
         Tem grande interesse a seguinte questão: torna-se o dólar mais fraco ou mais forte em relação a outras moedas? Isso reflete a força ou a fraqueza da economia americana, bem como a situação geopolítica. O fato é que parte da força do dólar reside no potencial militar do estado americano.

        Alguns economistas consideram ser bem provável que os EUA possam declarar bancarrota, o que seria uma coisa muito, muito séria, tendo em conta o fardo das suas obrigações financeiras. Eles podem concentrar-se na zona norte-americana de comércio livre, que englobará também o Reino Unido e criará uma nova moeda: o “amero”, o que já foi acordado com o Canadá e o México em 2007. Semelhante cenário é pura fantasia ou tem fundamentos reais?

       Não diria que essa teoria nada tem a ver com a realidade. Nos EUA nota-se realmente um certo desejo de avançar nesse sentido. Não obstante, aos EUA agradaria uma situação igual há que existiu há dois anos atrás. Nessa situação, os EUA controlam o dólar que, por sua vez, é uma moeda internacional. No que diz respeito à bancarrota, os EUA não precisam disso, porque o mundo continua a precisar de dólares e eles podem imprimir quantos querem. Não obstante, há seis ou sete meses atrás, a situação começou a mudar. Por enquanto, ainda não tomamos consciência, mas aproximamo-nos de um momento fulcral, tanto na economia, como nas finanças, geopolítica e geoestratégia.


      Os países em desenvolvimento tentam formar um sistema financeiro alternativo com o seu próprio banco de desenvolvimento, que é algo entre o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional. Ele ficará em Xangai, mas não será um banco chinês. Será o banco dos BRICS, um banco comum para uma série de países. Se esses países conseguirem criar uma moeda alternativa ao dólar, então a correlação realmente começará a mudar. Neste caso, uma das hipóteses poderá ser o auto isolamento dos EUA, a formação de estruturas comuns com o Canadá e o México. Hoje, semelhante hipótese não me parece muito provável, porque os EUA sentiram o domínio mundial, isso tornou-se para eles numa verdadeira droga. Parece que os EUA “estão dependentes” do domínio mundial.


     Significa isso que o mundo, no período após a crise, poderá separar-se em várias regiões, em “mega-regiões” do tipo da UE. Isto é, teremos regiões com diferentes moedas, os próprios institutos, leis e regras de relações entre Estados. Parece-lhe que avançam-se precisamente para um mundo semelhante?

Penso que vocês têm toda a razão. Hoje observamos uma nova fragmentação do mundo. Em geral, considero que a própria ideia do mundo global, mundo sem arestas, foi, na realidade, apenas uma ilusão. A atual fragmentação do mundo é o resultado das ações dos países em desenvolvimento, bem como da consequência imprevisível da política americana. Hoje, é complicado dizer se esses blocos mundiais terão pesos semelhantes ou uns continuarão em estado de gestação, enquanto outros se irão desenvolver realmente. Mas essa é outra questão completamente diferente.


     Hoje, vê-se bem que na Europa não há uma verdadeira unidade, que a União Europeia atravessa uma crise extremamente profunda. 


    Há três-quatro semanas atrás, começou uma nova etapa da crise financeira com a séria crise bancária em Portugal, que se refletirá obrigatoriamente na União Europeia e na zona do euro dentro de algum tempo. Vejo a força na América, vejo a força nos países em desenvolvimento. 


    Por isso, enquanto francês e europeu, preocupa-me a atual disfunção da União Europeia. Parece-me que para os nossos estados seria melhor a união com os países em desenvolvimento e com a Rússia, e não tentar lutar contra eles sob maus pretextos.

Fonte: PV



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagens populares