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11 de ago. de 2014

Kerry Rechaçado - Obama: Desequilibrado

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China coloca EUA no seu devido lugar




A China colocou publicamente os EUA no seu devido lugar.


Sr.Wang Yi - Ministro das |Relações Exteriores da China
O escândalo aconteceu em Naypyidaw, capital de Mianmar, no Fórum Regional da ASEAN para a segurança. Nesse fórum o ministro chinês das Relações Exteriores Wang Yi não apenas chamou à atenção do secretário de Estado dos EUA John Kerry. Ele angariou o apoio, na avaliação da situação no mar da China Meridional, por parte da maioria dos países da ASEAN.


A situação na Ásia se agrava, por isso os EUA e a ASEAN têm uma responsabilidade comum pela garantia da segurança nos mares, regiões terrestres e portos estrategicamente importantes, declarou John Kerry.
A China e a ASEAN já encontraram vias para a resolução dos problemas do mar da China Meridional. A situação aí estabilizou e também não há problemas para a livre navegação, respondeu Wang Yi. Ele discursou no fórum depois do secretário de Estado dos EUA.
A China não vê com bons olhos as especulações por parte de algumas pessoas sobre a chamada tensão em torno do mar da China Meridional, sublinhou o diplomata chinês. Ele apelou aos países da ASEAN para estarem atentos a planos secretos na avaliação da situação nessa bacia.
Entretanto Wang Yi rejeitou a intenção dos EUA em aumentar sua presença na região. Wang Yi propôs uma “abordagem em dois vetores” que exclui a participação dos EUA na regulação de disputas na Ásia. De acordo com Wang Yi, elas devem ser resolvidas exclusivamente através de consultas e negociações amigáveis entre os países envolvidos nesses problemas, assim como pela linha China-ASEAN. O perito do Centro de Análises de Estratégias e Tecnologias Vassili Kashin considera esse modelo de resolução de divergências como o mais adequado para a China:
“A China continua sendo o maior e mais influente país da região, por isso ela poderá obter um resultado desejável se lidar sozinhos com seus vizinhos. Por outro lado, os EUA tentam agora dinamizar sua política de contenção da China. Para isso eles começam anunciando cada vez mais suas posições, sobretudo em relação ao mar da China Meridional. Eles associam o problema territorial ao problema da liberdade de navegação. Sua preocupação pela situação serve de pretexto para um apoio político a países do Sudeste Asiático e para o seu aproveitamento como um instrumento e transmissor da política norte-americana. A China reage vigorosamente a isso. Entretanto as Filipinas estão ligadas aos EUA por uma aliança militar e, em caso de conflito militar, os EUA têm obrigações de assistência às Filipinas. Isso é um fator fortemente irritante para as relações entre a China e os EUA.”
Nesse contexto, não foi de surpreender o tom do discurso do ministro das Relações Exteriores das Filipinas Albert del Rosário no Fórum Regional da ASEAN. Ele apoiou o papel dos EUA na regulação das divergências no mar da China Meridional. O ministro expressou sua extrema preocupação pelo aumento da agressividade e pela ocorrência de diversas provocações nas águas em disputa.
Entretanto, os outros países da ASEAN recusaram diplomaticamente a proposta de John Kerry sobre uma intervenção dos EUA na regulação das disputas. Eles não discutiram o “plano Kerry”, tendo recordado que ainda em 2002 eles tinham assinado com a China um acordo de “observância de moderação” no mar da China Meridional.
Houve outra coisa que chamou a atenção. O Vietnã se absteve de quaisquer vênias na direção de John Kerry e de críticas à China, apesar de recentes trabalhos de perfuração, por parte de uma plataforma chinesa na zona offshore em disputa, terem agravado seriamente as relações sino-vietnamitas.
A Rússia, por sua vez, confirmou que a ingerência de terceiros países na resolução de disputas territoriais no mar da China Meridional era contraproducente. Isso foi declarado pelo vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia Igor Morgulov, que chefiou a delegação russa ao Fórum Regional da ASEAN e a outras iniciativas da ASEAN em Naypyidaw.
“Nós não somos participantes nessa disputa, por isso não apoiamos nenhum dos lados. Os próprios participantes da disputa territorial devem resolvê-la dentro de um formato definido por eles próprios”, sublinhou o diplomata russo. Ele apelou igualmente a uma resolução dos problemas existentes pela via político-diplomática e com base no direito internacional.

Fonte: Rádio A Voz da Rússia




 Porque Obama está nervoso e Putin calmo?


Já se tornou habitual vermos Barack Obama criticando a Rússia e Vladimir Putin por sua política errada, do ponto de vista dos Estados Unidos, relativamente à Ucrânia e descrevendo as dificuldades enfrentadas pela elite, empresários e povo russo à medida que são agravadas as sanções ocidentais. Também se tornou habitual o visível nervosismo de Obama quando pronuncia esses discursos. Já Putin, pelo contrário, tem um aspecto calmo e se permite sorrir com frequência. O que está acontecendo?



Tomemos como exemplo a tragédia do Boeing da Malásia. Ao acusar sem provas a Rússia e os “separatistas” do sudeste da Ucrânia, que ela alegadamente apoia, Washington e Bruxelas violaram as normas. Eles provocaram um grande escândalo anunciando a destruição do Boeing como um crime grave, cujos responsáveis devem ser severamente punidos através de sanções e do julgamento em corte internacional.

Contudo, tal como não havia provas que o Boeing tivesse sido abatido pelos milicianos, tudo indica que elas continuam inexistentes. Já a versão de o avião de passageiros ter sido abatido por um avião Su-25 ucraniano parece bastante convincente, considerando o tipo de danos que apresenta a fuselagem do Boeing.
Se a leitura das caixas-pretas e outras peritagens provarem a culpa dos militares ucranianos, Washington e Bruxelas ficaram numa posição muito desagradável. Eles terão de pedir desculpa à Rússia pelas falsas acusações e, de acordo com seus próprios apelos, penalizar criminalmente os verdadeiros autores da tragédia, ou seja, os líderes ucranianos. Para Obama isso será uma perda de face. Claro que ele fica nervoso.
Com as sanções as coisas não estão melhor. Há dias Obama pronunciou uma frase misteriosa: “Nós não sabemos como estão funcionando as sanções, mas temos a certeza que elas já pressionam a Rússia.” Então não sabemos, ou temos a certeza? Na realidade parece que Obama já sabe que na Rússia as sanções não provocaram pânico, a divisão nas elites, as exigências para que Putin desista de sua política relativamente à Ucrânia e à Crimeia, mas a unidade das elites e o entusiasmo da população.
Ele pode ser formulado da seguinte forma: obrigado, Ocidente, pelas sanções que finalmente nos vão obrigar a resolver nossos problemas de corrupção e domínio dos burocratas, da dependência do setor da energia e de fraco desenvolvimento na construção de máquinas. O que satisfaz mais a população são as limitações introduzidas pelo governo russo às importações de produtos alimentares ocidentais: finalmente a agricultura nacional, que já neste momento é capaz de alimentar a Rússia e não só, conseguirá encontrar seu caminho até ao consumidor russo, até ao mercado russo, que até há pouco tempo esteve quase monopolizado pelos produtores agroalimentares ocidentais!
Também não podem satisfazer Obama os relatórios militares dos combates travados pelo exército ucraniano, pelos exércitos privados dos oligarcas ucranianos, pelos mercenários ocidentais, que trabalham para Kiev, e os milicianos do sudeste. Segundo dados de Kiev, dos 5 mil militares de elite ucranianos que foram cercados, mais de 3,5 mil estão dados como desaparecidos, ou seja, eles estarão provavelmente mortos. Aqueles que tiveram a sorte de escapar ao cerco ou fugir para a Rússia estão em estado muito deprimido e não se apressam a regressar para a guerra. Os milicianos capturaram dezenas de blindados pesados, lançadores múltiplos de foguetes e caminhões.
As esperanças de uma vitória rápida sobre as milícias se esfumam a olhos vistos. Mas mesmo que suponhamos o inacreditável e que Kiev, realizando uma grande mobilização e concentrando os restos de material pesado, esmague a resistência do sudeste a troco de baixas enormes, essa será uma vitória pírrica. Kiev terá entre mãos uma região devastada e destruída para cuja recuperação serão necessários bilhões de que a Ucrânia não dispõe. E, além disso, uma população hostil que odeia as autoridades de Kiev pelos crimes que os militares cometeram contra o povo do sudeste.
Aliás, a verdade sobre esses crimes está gradualmente chegando às populações da União Europeia e dos EUA. Isso também não pode deixar de afligir Barack Obama.
Fonte: Rádio A Voz da Rússia Foto: Divulgação


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