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Brasil – Mercado Aberto
O pregão para o mercado futuro,
hoje, na BM&FBovespa, teve uma oscilação de quase 0,2%, com 54.595 pontos
às 17h00, hora de Brasília.
Veja os números das principais
mercadorias negociadas:
Brasil – Mercado Aberto
O pregão para o mercado futuro,
hoje, na BM&FBovespa, teve uma oscilação de quase 0,2%, com 54.595 pontos
às 17h00, hora de Brasília.
Veja os números das principais
mercadorias negociadas:
Do US$:
Do Ouro:
Fonte: Bolsa de Mercadorias e de Futuros de São Paulo - BrasilQuem Obama está a bombardear na Síria?
Alguns dias atrás, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, teve de lembrar aos norte-americanos que bombardeios do território sírio sem um pedido oficial do governo desse país ou sem uma respectiva decisão do Conselho de Segurança da ONU seriam uma violação do direito internacional.
Pode parecer estranho que isso
tenha que ser lembrado àqueles que gritaram mais alto que todos sobre violação
do direito internacional após a anexação da Crimeia à Rússia, no entanto, isso
não é surpreendente se nos lembrarmos quantas vezes os Estados Unidos têm agido
segundo a lógica de duplos padrões.
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| Barack - Divulgação |
O que é realmente estranho, é o
contexto em que se estão desenvolvendo os mais recentes eventos.
É evidente que se queremos
realmente lutar contra os terroristas do Estado Islâmico no Iraque, é
necessário atacar suas posições também na Síria. Mas do ponto de vista da
lógica comum é muito difícil entender por que afirma-se, ao mesmo tempo, que o
inimigo principal permanece o regime de Bashar Assad.
Para qualquer observador é óbvio
que os ataques contra os piores inimigos do regime sírio objetivamente reforçam
a posição desse regime, mas o que totalmente escapa à compreensão é a
declaração dos Estados Unidos de que eles pretendem, ao mesmo tempo, ajudar
outros grupos de oposição, moderados, guerreando contra Damasco oficial.
A estes grupos pretendem-se
fornecer novos tipos de armas e outras formas de assistência, mas o passado
recente ensinou-nos que é justamente dessa oposição que os fundamentalistas
receberam uma grande parte de armas ocidentais com as quais agora estão lutando
contra o exército do Iraque.
E há mais ainda. Recentemente
soube-se que muitos dos chamados “moderados” negociaram com os extremistas do
Estado Islâmico um cessar-fogo mútuo em todo o território da Síria, e
concordaram em parar todas as “ações fratricidas”.
A situação é verdadeiramente
absurda: com uma mão eles estão bombardeando seu pior inimigo, e com a outra
estão passando armas àqueles que mesmo formalmente são aliados dele.
A razão para este conflito é
dupla. Por um lado, para garantir o apoio da Arábia Saudita e outros países
sunitas, os norte-americanos devem mostrar que, independentemente dos problemas
do Estado Islâmico, Assad continua sendo o inimigo, e os grupos armados
próximos aos países árabes acima mencionados, pelo contrário, continuam sendo
amigos dos Estados Unidos.
Por outro lado, pedir autorização
prévia ao governo de Damasco para realizar bombardeios seria reconhecer o
regime sírio como um interlocutor e potencial aliado, e mais importante, seria
necessário negociar com seus dois principais protetores: o Irã e a Rússia. O
Irã iria colocar a questão do seu programa nuclear, as negociações sobre o qual
estão avançando com muitas dificuldades, e a Rússia exigiria que os Estados
Unidos moderassem suas ambições na Ucrânia.
E por cima de tudo, a Turquia
recusa-se a apoiar as operações dos EUA contra o EI. Tanto porque teme
retaliações dos militantes em seu território (os turcos se lembram muito bem o
que aconteceu no Paquistão), como porque tendo atravessado seu próprio Rubicão
nas relações com Damasco, Ancara teme que o regime de Assad pode de alguma
forma se fortalecer e anular as pretensões da Turquia à hegemonia nos países
vizinhos e em toda a região.
Tudo isso resulta numa situação
surreal. É muito difícil de entender quem está a favor de quem e qual é o
objetivo final. Resta acrescentar que só bombardeios por si não podem derrotar
completamente os terroristas, e mais cedo ou mais tarde surgirá a necessidade
de realizar uma operação em terra. Mas mesmo neste caso é também absolutamente
incompreensível quem e onde irá realizar esta operação. Fonte: Rádio A Voz da Rússia - Texto revisto







