Translate

3 de set. de 2014

Soja USA: Oferta Crescente

# Compartilhe - Siga






Brasil – Mercado Aberto


O pregão da BM&FBovespa no dia esteve com uma onda baixista que às 18h00 ainda estava com 62.570 pontos conforme mostra o gráfico abaixo.
  


Mercado Futuro:

03/09/2014


OscilaçãoPreço
IBOVESPA-0,2151%62615
DÓLAR-0,2877%2253
FRC2,7027%1,14
DI10,1799%11,14
CAFÉ0,0829%241,6A
BOI-0,1871%128,01A
ETANOLNDND
MILHO-0,1356%22,1A
SOJA-0,1308%22,9
S&P 500-0,0750%1999
OC1NDND

Ouro: o metal na BM&FBovespa teve o comportamento baixista conforme o previsto, entrando na faixa compradora desde que não oscile para cima antevendo fazer preço médio.

Veja o gráfico correspondente à variação das cotações do metal e o respectivo preço em R$(Real) por grama:



A Vista*03/09/2014


                                              Oscilação:   Preço:
OURO-0,8152%91,25
Fonte: BM&FBovespa - Bolsa de Mercadorias e de Futuros - São Paulo - Brasil



Vladimir Putin expõe plano de normalização na Ucrânia



O presidente da Rússia, Vladimir Putin, opina que para pôr fim à violência e estabilizar a situação no sudeste da Ucrânia ambas as partes conflitantes têm de coordenar e realizar uma série de ações concretas.

Sr. Vladimir Putin - Divulgação
“Primeiro, será necessário suspender as ofensivas militares ativas empreendidas pelas forças armadas e milícias do sudeste na direção de Donetsk e Lugansk”, anunciou Putin numa conversa com jornalistas. Explicou que, durante a sua viagem à Mongólia, ele traçou seu próprio plano de regularização da crise ucraniana que passamos a transcrever:
Segundo ponto do plano é retirar as tropas ucranianas para uma distância que exclua a possibilidade de ataques de artilharia pesada e sistemas de fogo simultâneo.
Terceiro, garantir a realização de uma supervisão internacional objetiva sobre a observância do cessar-fogo e o monitoramento da situação que se crie, deste modo, na zona de segurança.
Quarto, excluir o emprego de aviação militar contra a população civil e as povoações na zona do conflito.
Quinto, organizar a troca de prisioneiros pela fórmula “todos por todos” sem quaisquer condições prévias.
Sexto, abrir corredores humanitários para a deslocação de refugiados e o fornecimento de cargas humanitárias para cidades e vilas de Donbass, regiões de Donetsk e Lugansk.
Sétimo, garantir a possibilidade de envio, para as vilas afetadas pela guerra, de brigadas de socorro, incumbidas de reabilitar as infraestruturas sociais e econômicas.
Na opinião de Putin, os acordos definitivos entre as autoridades de Kiev e representantes do Sudeste “poderiam ser alcançados e firmados no decurso de uma reunião do Grupo de Contato, agendada para o dia 5 de setembro”. Fonte: Rádio A Voz da Rússia


Protecionismo Yanquee


Como se os USA não subsidiassem mercadorias que exportam!


USDA reduz cota de importação de açúcar do México para o mínimo da OMC


Sob justificativa de que o governo Mexicano subsidia a indústria local, valor cai para 1,117 milhão de toneladas

Washington, 02 – O USDA afirmou nesta terça-feira, 02, que reduzirá a cota de importação de açúcar bruto para 1,23 milhão de toneladas curtas (1,117 milhão de toneladas) no ano fiscal 2015 dos Estados Unidos, que se inicia em 1º de outubro. Conforme acordo firmado pelo país na Organização Mundial do Comércio (OMC), esse é o menor volume que os Estados Unidos podem estabelecer como cota de importação da commodity.
Sob Pressão USA Subsídiam Contrariando OMC 
A redução foi anunciada uma semana após o governo norte-americano elevar o imposto para o produto mexicano, sob a justificativa de que o governo do México subsidia a indústria local.
Com essas medidas, as indústrias norte-americanas que utilizam açúcar como matéria-prima podem pagar mais pelo produto. Enquanto o demerara negociado na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) acumula queda de 7,38% em 2014, a 15,82 cents/lb no fechamento de hoje, os preços domésticos do alimento registram alta de 25,2%, a 25,5 cents/lb. Fonte: Agência Estado



Europa



Empresas da zona do euro crescem em agosto no ritmo mais fraco do ano


Tensão entre a Rússia e a Ucrânia restringiu os gastos e os investimentos.

Banco Central Europeu faz reunião de política monetária na quinta (4).


As empresas da zona do euro cresceram no ritmo mais lento neste ano em agosto, uma vez que a tensão entre a Rússia e a Ucrânia restringiu os gastos e os investimentos, mostrou nesta quarta-feira (3) a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).

Divulgação
Sinais de crescimento mais lento, junto com cortes de preços pelas empresas a uma taxa ainda mais rápida, ampliaram a pressão sobre o Banco Central Europeu (BCE) antes de sua reunião de política monetária na quinta-feira (4).
O PMI Composto, baseado em pesquisas junto a milhares de empresas na região e considerada uma boa medida de crescimento, caiu para mínima de oito meses de 52,5, bem abaixo dos 53,8 de julho.
Essa leitura final foi mais fraca do que a preliminar de 52,8, embora tenha sido o 14º mês acima da marca de 50 que indica crescimento.
O crescimento na Alemanha, potência da Europa, atingiu mínima de 10 meses enquanto na França, segunda maior economia do bloco, a atividade desacelerou pelo quarto mês.
"A economia da zona do euro está desafiando as expectativas de ganho de ímpeto, o que vai sem dúvida ampliar os pedidos para que o BCE adote um afrouxamento quantitativo de larga escala", disse Chris Williamson, economista-chefe do Markit.
O sub índice de produção do PMI Composto, que está abaixo de 50 desde abril de 2012, caiu para mínima de três meses de 48,9 ante 49,0 em julho, uma vez que as empresas cortaram os preços para elevar o comércio.
O PMI para o dominante setor de serviços caiu para 53,1 contra 54,2 em julho, abaixo da preliminar de 53,5. Fontes: G1 - Reuters



Ucrânia quer status de aliado dos EUA ainda neste ano



A Ucrânia poderá obter um status de aliado norte-americano fora da Otan ainda durante este ano, já que o assunto será discutido na próxima reunião entre o líder ucraniano, Piotr Poroshenko, e o presidente dos EUA, Barack Obama, segundo informações de Pavel Petrenko, ministro da Justiça nomeado pelo parlamento da Ucrânia.
"Em meio às condições vividas agora pelo nosso país, temos uma perspectiva de obter muito rapidamente o status de aliado norte-americano. Acho que isso pode se materializar já no ano em curso", explicou o titular da pasta da Justiça, acrescentando que este status permitirá Kiev  expandir significativamente a cooperação na esfera técnico-militar, assim como "criar um mecanismo que possibilite comprar as armas necessárias".
Na opinião de Petrenko, o status de aliado norte-americano fora da Otan é "uma etapa intermediária antes de conceder à Ucrânia a adesão à Otan como membro de pleno direito".
No entanto, esta iniciativa da Ucrânia de romper com a política de neutralidade e pedir a adesão à Aliança Atlântica mina os esforços para resolver a atual crise ucraniana, avalia Serguei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia.
Segundo ele, “essa atitude surge precisamente quando, após o encontro de Minsk, se começou a desenhar um acordo, uma tentativa de encontrar uma solução aceitável para todas as partes envolvidas nos conflitos no leste da Ucrânia”.
Ele ressaltou ainda que certas atitudes do governo de Kiev visam claramente minar todos os esforços de resolver os problemas na região.
Lavrov lamentou que atitudes contraproducentes sejam constantemente colocadas em pauta por EUA e por países europeus. Enquanto alguns membros da organização, liderados pela Polônia e pelos países Bálticos estão tentando persuadir o Ocidente a implantar o sistema de defesa antimíssil e até mesmo a cessar a cooperação com Moscou, nas fileiras do próprio bloco estão surgindo controvérsias.
Na véspera da cúpula, Varsóvia e as capitais bálticas anunciaram posições que de fato significam um retorno à era da Guerra Fria. Além disso, está sendo discutida a possibilidade que Bruxelas rompa unilateralmente o ato de cooperação entre a Rússia e a Otan. Fontes: Vermelho e Rádio A Voz da Rússia

Petróleo


Produção de petróleo e gás natural bate recorde, diz ANP


Volume registrado em julho supera o mês anterior, segundo a agência.

Dados foram divulgados nesta terça no Boletim da Produção da ANP.


A Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou nesta terça-feira (2) que a produção total de petróleo e gás natural no Brasil no mês de julho atingiu 2,82 milhões de barris de óleo equivalente (BOE) por dia, sendo 2,267 milhões de barris diários de petróleo, e 87,9 milhões de metros cúbicos de gás natural.
Segundo a ANP, o volume é o maior já registrado, superando o do mês anterior, quando a produção de petróleo e gás natural totalizou 2,79 milhões de barris de óleo equivalente por dia.
Ainda de acordo com o Boletim da Produção da ANP, o resultado foi puxado pela produção de petróleo, que também superou a marca alcançada no mês anterior, de 2,246 milhões de barris por dia.
Divulgação
Em relação a junho de 2014, o aumento na produção de petróleo foi de 1%. Já em comparação com julho de 2013, houve alta de 14,8%. Já a produção de gás natural em julho de 2014 superou em 1,5% a do mês anterior, de 86,6 milhões de metros cúbicos por dia, e em 12% a de julho de 2013.
Em torno de 90,7% da produção de petróleo e gás natural foram provenientes de campos operados pela Petrobras. Aproximadamente 92,5% da produção de petróleo e 73,5% da produção de gás natural do Brasil foram extraídos de campos marítimos.
Assim como ocorreu em junho, o campo de Roncador, na bacia de Campos, foi o de maior produção de petróleo, com média de 273,1 mil barris por dia. O maior produtor de gás natural foi o campo de Mexilhão, na bacia de Santos, com média diária de 6,8 milhões de metros cúbicos.

Pré-sal

Segundo os dados da ANP, a produção no pré-sal diminuiu 0,1% em julho em relação ao mês anterior, totalizando 582,8 mil barris de óleo equivalente por dia, sendo 480,8 mil barris diários de petróleo e 16,2 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.
A produção teve origem em 34 poços, localizados nos campos de Baleia Azul, Baleia Franca, Jubarte, Barracuda, Caratinga, Búzios, Linguado, Lula, Marlim Leste, Pampo, Sapinhoá, Trilha e nas áreas de Iara e Entorno de Iara. Fonte: G1

Internacional

Barack Obama: "Não seremos intimidados"

O presidente norte-americano Barack Obama disse esta manhã na Estónia, que a justiça será feita em relação à morte do jornalista dos EUA Steven Sotloff, depois dos EUA verificarem a autenticidade do vídeo da execução ontem divulgado. "Não seremos intimidados, vamos ficar unidos na luta contra estes terroristas", referiu.
Obama participou esta manhã numa conferência de imprensa com o presidente Estónio, Toomas Hendrik, em Tallinn. O presidente norte-americano referiu-se à missão do jornalista assassinado e aos seus pais: "O país está com eles".
Numa declaração que foi seguida de perguntas dos jornalistas, Obama acentuou "O país está de luto" e dirigiu algumas palavras aos pais da vítima.
O Estado Islâmico divulgou na terça-feira um vídeo em que mostra a decapitação do jornalista americano Steven Sotloff, que estava seu refém desde agosto de 2013. Islamitas ameaçam agora matar um terceiro refém, o britânico David Haines. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, reuniu esta manhã o gabinete de crise.
O jornalista Steven Sotloff, de 31 anos, estava desaparecido desde agosto de 2013 enquanto fazia cobertura noticiosa da guerra civil na Síria.
Os islamitas tinham ameaçado matar Sotloff no final de agosto, mostrando-o no final do vídeo da decapitação do colega James Foley. O mascarado que corta a cabeça de Foley, exibe Sotloff, advertindo que este terá o mesmo destino que seu colega, caso os EUA não suspendam os seus ataques conta o grupo islamita. Fonte: DN

Agricultura

Soja dos EUA atinge 72% de lavouras em “boas ou excelentes condições”

Cerca de 72% das lavouras norte-americanas de soja atingiram o status de “boas ou excelentes condições”. É o que aponta o novo boletim de acompanhamento da safra norte-americana 2014/2015, divulgado nesta terça-feira (02.09) pelo do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA).
O índice subiu dois pontos percentuais em relação à semana passada. Já o percentual de lavouras em situação “regular” diminui de 23% para 22%, enquanto as em condições “ruins ou muito ruins” cairam de 7% para 6%.
Segundo o USDA, 95% das lavouras apresentam formação de vagens, contra 90% na semana anterior. A média dos últimos cinco anos é de 95%. Fonte: Agrolink


Finanças

Mantega confirma que alta na produção industrial afasta quadro recessivo


Legenda: Mantega garante que a economia brasileira “não está parada”

Ministro da Fazenda, Guido Mantega disse, nesta terça-feira, que “a economia cresce, neste segundo semestre, e sem recessão”. Ele fez as declarações ao comentar Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado mostra que a produção industrial brasileira cresceu 0,7% de junho a julho, sendo a primeira alta depois de cinco meses de queda.

Guido Mantega - Colagem Oficina da Casa
– A economia não está parada. Não está em recessão. Teve problemas passageiros no primeiro semestre, mas neste segundo semestre vamos em direção a uma gradual melhoria. A produção industrial veio bem, mostrando que no segundo semestre nós temos um crescimento da atividade econômica – disse Mantega.
O ministro lembrou que o maior crescimento foi registrado em bens duráveis e também bens de capital (máquinas e equipamentos utilizados na produção).
– Importante (o resultado) porque indica que neste terceiro trimestre teremos um crescimento positivo ao lado de outros indicadores – acrescentou.
Mantega citou ainda outro indicador, o Índice de Gerentes de Compra setor industrial brasileiro (PMI, na sigla em inglês), divulgado, segundo ele, pelo Banco HSBC, que mede o “apetite dos gestores para comprar”. O índice, divulgado ontem (1º), chegou a 50,2 pontos em agosto, ante os 49,1 pontos em julho. Ele avalia o resultado como positivo, pois representa a intenção de aumentar as atividades.
Além desse índice, o ministro citou o desempenho das 271 maiores empresas do país, com capital aberto, que tiveram aumento na receita líquida de 11,9% na mesma comparação.
Sobre a correção da tabela do Imposto de Renda (IR), que caducou no Congresso Nacional, Mantega disse que o governo busca uma alternativa para enviar ao Parlamento de forma a permitir que a proposta seja mantida para o contribuinte. A medida provisória que reajusta a tabela do IR não foi votada pelos parlamentares e perdeu validade.

‘Temerário’

Mantega, durante uma breve conversa com jornalistas, voltou a criticar o programa de governo da candidata do PSB/Rede Sustentabilidade à Presidência, Marina Silva, dizendo nesta terça-feira que um forte aumento do superávit primário para o combate à inflação é temerário e provocará estagnação da economia.
– Combate à inflação com aumento muito grande do primário, um choque de primário pode ser temerário porque pode paralisar a atividade econômica – disse o ministro a jornalistas ao ser perguntado sobre qual avaliação ele fazia sobre o programa da candidata.
As críticas de Mantega sobre os efeitos do programa de Marina sobre a atividade, em linha com a estratégia da campanha da presidente Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição, não vem num bom momento. Na última sexta-feira, o IBGE divulgou que a economia brasileira entrou em recessão técnica pela primeira vez em cinco anos.
O ministro também fez referência à eventual elevação dos juros para reforçar o combate à alta de preços.
– Inflação se combate com firmeza como temos feito, com política monetária firme, inclusive com elevação de juros, porém não com a volta ao passado, com elevação da taxa de juros para 20, 30, 40% como era praticando antes do nosso governo – afirmou.
O programa de governo de Marina Silva apresentado na última sexta-feira prevê menor presença do Estado na economia, apresentando como promessa assegurar a independência do Banco Central (BC).
Prevê também a criação do Conselho de Responsabilidade Fiscal, com a atribuição de “verificar a cada momento o cumprimento das metas fiscais e avaliar a qualidade dos gastos públicos”.
O programa se propõe ainda a reduzir as atribuições do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que nos últimos anos recebeu injeções bilionárias de recursos do Tesouro para financiar diversos linhas de crédito ao setor privado com juros subsidiados.
– Hoje máquinas e equipamentos comprados por todos os setores econômicos teriam elevação de custo, porque sem subsídios do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) esses itens vão encarecer, porque se depender só dos bancos privados hoje eles cobram taxas mais elevadas – concluiu. Fonte: CDB

Brasil – Indústria

Indústria brasileira reage e mostra sinais de crescimento neste trimestre

A produção na indústria brasileira voltou a crescer de julho em diante



A produção da indústria brasileira iniciou o terceiro trimestre com alta de 0,7% em julho frente junho, interrompendo cinco meses seguidos de quedas num resultado melhor do que o esperado. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção industrial caiu 3,6% em julho, quinta taxa negativa seguida, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

Operário a Trabalhar  Divulgação
Pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters junto a economistas mostrou que as medianas apontavam alta da atividade de 0,5% na base mensal e recuo de 3,7% sobre um ano antes. O resultado mensal de julho, entretanto, não foi suficiente para compensar as perdas anteriores. Entre fevereiro e junho, segundo o IBGE, a perda acumulada foi de 3,5%.
Somente em junho a produção recuou 1,4% sobre o mês anterior, em parte por causa do menor número de dias úteis por conta da Copa do Mundo. Embora o torneio tenha acabado na metade de julho, a maior parte dos jogos aconteceu em junho.



Bens de consumo


O avanço de junho para julho foi motivado por altas nos bens de consumo duráveis (20,3%) – máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (16,7%) – e bens de consumo semi e não duráveis (0,7%). Vinte dos 24 setores da indústria pesquisados tiveram crescimento na produção. Os principais impactos positivos vieram dos equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (44,1%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (8,5%).
O segmento equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos teve a maior alta da série histórica, iniciada em 2002, e interrompeu uma trajetória de quatro meses de quedas (que acumulou perda de 38,1%). Já os veículos automotores superaram queda de 18,1%, acumulada nos meses de maio e junho.
Outros setores que tiveram contribuição importante para o crescimento da produção industrial foram outros equipamentos de transporte (31,3%), máquinas e equipamentos (7%), máquinas e materiais elétricos (13,1%), outros produtos químicos (2,4%), além de vestuário e acessórios (8,6%).
Na outra ponta, uma queda de 6,3% no segmento de produtos alimentícios impediu que a indústria tivesse um desempenho melhor. Outro setor que contribuiu negativamente foi o de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,6%).

Queda intensa


A alta de 0,7% da produção industrial na passagem de junho para julho não foi suficiente para repor a perda de 3,5% acumulada desde fevereiro. A indústria brasileira registrava cinco quedas consecutivas, sendo que a mais intensa (-1,4%) foi observada em junho, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
– Mesmo com esse resultado positivo na margem, que tem claramente um perfil disseminado de crescimento, ainda é pouco para superar aquelas perdas mais intensas observadas em cinco meses de taxas negativas consecutivas – disse o pesquisador do IBGE André Macedo.
Segundo ele, a alta de julho foi provocada pelo fato de o mês ter mais dias úteis do que junho, que sofreu impacto pelo grande número de feriados na primeira fase da Copa do Mundo.
Macedo destaca que em outros tipos de comparação temporal, a indústria continuou apresentando quedas. Na comparação com julho de 2013, a queda chegou a 3,6%. A indústria também acumula quedas de 2,8% no ano e 1,2% em 12 meses. “Nos outros tipos de comparação, os resultados ainda são predominantemente negativos”, disse.
O pesquisador explica que é preciso esperar os resultados dos próximos meses para saber se a alta de 0,7% sinaliza recuperação ou se é apenas o efeito de comparação com um mês que teve desempenho muito fraco (junho deste ano).

Venda de veículos


Ainda nesta manhã, levantamento da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostrou que a venda de veículos no país registrou queda de 7,43% em agosto, na comparação com o mês anterior. Em relação ao mesmo período do ano passado, foi observado recuo de 16,05% na comercialização. Também houve queda no comparativo entre o acumulado dos oito primeiros meses do ano (-8,62%).
No total, foram vendidos 404.217 veículos em agosto, com um acumulado de 3,333 milhões em 2014. Em igual período do ano passado, os números chegaram a 481.524 e 3,647 milhões, respectivamente. Em julho deste ano, a comercialização ficou em 436.674 veículos.
A venda de automóveis tem maior participação no mercado, representando 48,27% de janeiro a agosto. Em seguida, aparecem as motos, com taxa de participação de 28,88%, e veículos comerciais leves (como vans e furgões), com 16,22%.
No último mês, 193.146 carros foram negociados – volume 7,12% menor do que o observado em julho (207.963). Em relação a agosto do ano passado, quando foram vendidos 241.681 carros, o recuo chega a 20,08%.
Considerando apenas a venda de automóveis e veículos comerciais leves, este mês de agosto é o pior dos últimos quatro anos. Fonte: CDB

Internacional


Anistia acusa EI de “limpeza étnica” no norte do Iraque


A Anistia Internacional acusou nesta terça-feira os extremistas do chamado “Estado Islâmico” (EI) de conduzirem uma “limpeza étnica sistemática” e assassinatos em massa de minorias no norte do Iraque. Num relatório de mais de 20 páginas, a organização cita relatos “aterrorizantes” de sobreviventes dos massacres, que deixaram “centenas de mortos”.


Mãe com Criança - Iraque - Divulgação
Relatório traz depoimentos de sobreviventes de massacres e acusa extremistas de transformarem áreas rurais em “campos de matança banhados de sangue”
- Os massacres e sequestros efetuados pelo EI fornecem novas e angustiantes evidências de que uma onda de limpeza étnica contra minorias está varrendo o norte do Iraque – afirma Donatella Rovera, consultora sênior da Anistia Internacional para Resposta a Crises, que atualmente se encontra no país. “O EI tem realizado crimes hediondos e, em sua campanha brutal para eliminar qualquer traço de não árabes e muçulmanos não sunitas, tem transformado áreas rurais de Sinjar em campos de matança banhados de sangue.”
Batizado de “Limpeza étnica em escala histórica: ataques sistemáticos do Estado Islâmico contra minorias no norte do Iraque”, o relatório divulgado pela Anistia destaca dois ataques em particular, apontados como os mais violentos de que se tem notícia: um em Qiniyeh no dia 3 de agosto e outro em Kocho, no dia 15. O número de mortos nesses dois únicos vilarejos chegou a centenas, afirma o texto. Segundo o documento, grupos de homens e meninos de ambos os locais, incluindo crianças a partir de 12 anos, foram sequestrados por militantes do EI e fuzilados.
O relatório traz ainda depoimentos de testemunhas dos massacres. Um dos sobreviventes foi Said, que escapou por pouco da morte depois de levar cinco tiros (três no joelho esquerdo, um no quadril e outro no ombro). Ele e seu irmão Khaled perderam sete outros irmãos num único ataque.
Outra vítima, Salem, conta como conseguiu ficar escondido durante 12 dias perto do local de um massacre, enquanto ouvia os gritos de dor das pessoas feridas. “Alguns não podiam se mexer e não puderam se salvar. Eles ficaram lá prostrados, esperando pela morte. Eles tiveram uma morte horrível”, conta o sobrevivente.
- Consegui me arrastar para longe e fui salvo por um vizinho muçulmano. Ele arriscou sua vida para me salvar. Por 12 dias, ele me trouxe comida e água todas as noites. Eu não podia andar e não tinha nenhuma esperança de escapar. E estava ficando cada vez mais perigoso para ele me manter lá – disse.
Salem conseguiu, então, fugir para as montanhas e, em seguida, para áreas controladas pelo Governo Regional do Curdistão.
- Ao invés de agravar o conflito fazendo vista grossa para as milícias sectárias ou armando as milícias xiitas contra o Estado Islâmico, como as autoridades têm feito até agora, o governo do Iraque deveria focar na proteção de todos os civis, independentemente de etnia ou religião – afirma Rovera. “As pessoas no norte do Iraque merecem viver livres de perseguição e sem temer por suas vidas o tempo todo. Aqueles que estão ordenando, executando ou ajudando a cometer crimes de guerra devem ser detidos e levados à Justiça.”
Desde que tomou o controle de Mossul, no dia 10 de junho, o EI tem espalhado terror na região, a ponto de fazer com que milhares de habitantes do norte do Iraque deixassem suas casas por medo dos ataques. Entre as minorias perseguidas pelos jihadistas estão cristãos assírios, turcomanos xiitas e yazidis. O destino da maioria das centenas de yazidis sequestrados pelo EI permanece desconhecido. Muitos dos reféns foram ameaçados de estupro ou pressionados a se converteram ao Islã. Fonte: Correio do Brasil – Texto revisto

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagens populares