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5 de set. de 2014

Agronegócio no BRICS

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Internacional



Miguel Urbano Rodrigues: Obama, a máscara do fariseu



Eleito na base de campanha massacrante, de âmbito mundial, que fabricou e difundiu a imagem de um homem disposto a mudar quase tudo nos EUA e a promover a paz no mundo, é muito provável que Obama passe à história como o mais nocivo, hipócrita e perigoso para a humanidade de todos os presidentes do seu país.


Assente a poeira do tempo atual, o que ficará na História da passagem pelo poder de Barack Obama no início do século 21 quando o fim da hegemonia dos EUA começava a ser transparente?
Creio que a imagem do homem e do estadista será muito negativa. Admito que será responsabilizado pelas gerações futuras no mundo e no seu próprio país pelo agravamento de uma estratégia imperial criminosa que empurrou a humanidade para uma crise civilizacional que ameaça a sua continuidade.

Mas nestes dias, nos países da União Europeia, a imagem de um Obama inexistente foi tão profundamente assimilada por milhões de pessoas, de Lisboa a Budapeste, de Londres a Varsóvia, que é muito difícil persuadir a maioria de que o atual presidente dos EUA é o oposto do cidadão exemplar a quem a Academia de Oslo atribuiu o Prémio Nobel da Paz.

Uma campanha massacrante, de âmbito mundial, fabricou e difundiu a imagem de um Obama disposto a mudar quase tudo nos EUA e a promover a paz no mundo, um político de matizes revolucionários.

O senador Barack Obama chamou a atenção ainda jovem por ser um homem muito inteligente, ambicioso, grande orador. Candidato pelo Partido Democrata soube, em plena crise, capitalizar o descontentamento da maioria do eleitorado, com um discurso progressista que sintetizou as aspirações dos mais pobres, da classe média, duramente atingida pelo escândalo dos subprimes, das minorias raciais. 

Atacou Wall Street, responsabilizou a Banca e as grandes transnacionais, pelos sofrimentos das vítimas da engrenagem. A sua famosa frase "yes, we can" (sim, nós podemos) as admoestações ao Congresso, as denúncias da corrupção na burocracia de Washington, as críticas às guerras do Iraque e do Afeganistão, a promessa de uma política diferente, orientada para a Paz foram decisivas para a grande vitória eleitoral que alcançou.

Uma onda de esperança varreu os EUA.

O fato de ser negro contribuiu também para que os intelectuais progressistas, incluindo muitos comunistas, admitissem que o país poderia estar em vésperas de uma viragem.

Entretanto, para surpresa da maioria, a sua campanha foi generosamente financiada pelo grande capital. Wall Street conhecia o homem; as suas críticas e promessas e a sua oratória populista não impressionaram a Finança.
Os senhores do capital agiram com inteligência.

Instalado na Casa Branca, Obama esqueceu, engavetou ou violou a maioria dos compromissos assumidos.

Não encerrou a prisão de Guantânamo, manteve legislação repressiva de Bush, promulgou uma lei que na prática autoriza a tortura e outra sobre a prisão de suspeitos de ligação com presumíveis terroristas (diploma que no dizer de Michel Chossudovsky confere ao Estado uma caráter totalitário), e chamou para o governo e cargos da sua confiança políticos e economistas intimamente ligados à engrenagem de Wall Street.

Uma política externa imperial e agressiva

A nomeação de Hillary Clinton para o Departamento de Estado foi o prólogo de uma política internacional profundamente reacionária.

A esposa do ex-presidente conseguiu o que se tinha por impossível. Imprimiu à sua ação um estilo mais agressivo e belicista do que o de Condoleeza Rice.

Obama apoiou a sua defesa do sionismo, as suas críticas desabridas à China, a sua indisfarçável hostilidade ao mundo islâmico.

Uma das primeiras decisões estratégicas do presidente foi o envio de mais de 100 mil militares para o Afeganistão. Não hesitou em apresentar como prioridade a vitória na guerra de agressão ali iniciada por Bush filho. O resultado negou o projeto. Posteriormente, o fracasso de sucessivas ofensivas- dois comandantes regionais foram demitidos – desembocou no compromisso de retirar todas as tropas estadunidenses até final de 2014. Mas, afinal, vão ali permanecer muitos milhares de soldados.

Hoje, as forças que combatem no país os ocupantes norte-americanos e a Otan controlam quase todo o território com exceção de Cabul e das principais cidades.

Quanto à produção de ópio aumentou muitíssimo desde a invasão em 2001.

A agressão à Líbia, também concretizada invocando a defesa dos direitos humanos e o amor pela liberdade e a democracia, foi na realidade uma guerra imperial, preparada com antecedência com características genocidas. De acordo com o projeto, viabilizado pelo Conselho de Segurança da ONU, o seu desfecho após a destruição do país e o assassínio de Muamar Kadafi seria um "regime democrático", tutelado por Washington, pelos aliados da União Europeia e pelas grandes empresas petrolíferas.

Mas as coisas não correram de acordo com o desejo de Obama.

Os governos fantoches instalados pelos ocupantes perderam rapidamente o controlo do país. A situação existente é anárquica, com diferentes milícias envolvidas em combates fratricidas. A desordem atingiu tais proporções que uma dessas milícias tribais ocupou em Trípoli edifícios da Embaixada dos EUA cujo pessoal diplomático havia prudentemente abandonado o país.

No Iraque, uma campanha estrondosa anunciou ao mundo que, cumpridos os objetivos da invasão do país, e instalado em Bagdá "um regime democrático estável", os EUA, honrando uma promessa, tinham retirado, finalmente todas as tropas de combate.

Outra mentira grosseira. Dezenas de milhares de mercenários, controlados por empresas mafiosas dos EUA, substituíram as forças do Exército.

A situação em Bagdá e nas províncias é caótica. As últimas eleições, como as anteriores, foram uma farsa. Mas a recusa do primeiro-ministro Nouri Al Malik em abandonar o poder gerou uma crise, marcada por cenas próprias de um teatro de absurdo que só findou com um ultimato de Washington. A violência é endémica em todo o território.

Na Síria, Obama tentou repetir, recorrendo a um método diferente, a "operação" desestabilizadora que na Líbia tinha por objetivo o derrubamento do regime.

A fase inicial foi uma campanha mediática montada a nível mundial para demonstrar que o país estava submetido a uma feroz ditadura. O presidente Bashar al Assad foi demonizado, apresentado como um monstro responsável por crimes contra a humanidade.

A segunda fase foi o desencadeamento de uma "rebelião". Grupos de mercenários, armados e financiados pelos EUA, por Israel e pela Turquia, atacaram o exército, destruíram instalações públicas, ocuparam cidades e aldeias.

Crimes cometidos pelos "rebeldes" foram atribuídos pelos governantes e pelas mídias dos EUA e da União Europeia às forças armadas sírias.

Obama chegou a anunciar num discurso inflamado, que tomara a decisão de bombardear a Síria para instalar no país a democracia e as liberdades.

Mas o contexto diferia do líbio. A grande maioria do povo sírio e o seu exército infligiram severas derrotas às organizações terroristas, tuteladas por Washington. E a firmeza da Rússia forçou Obama a recuar.

Essa derrota política coincidiu com outra. O governo norte-americano, que semanas antes multiplicava as ameaças ao Irã, e aprovava pacotes de sanções por Teerã não ceder às suas exigências, mudou subitamente de tática e discurso e decidiu abrir negociações com o governo do presidente Hassan Rohani .

Obama e o caos ucraniano

Numa demonstração de irresponsabilidade, Barack Obama tomou iniciativas na frente europeia que agravaram as relações com a Rússia, já muito tensas, no momento em que no Médio Oriente acumulava derrotas.

O cenário escolhido para o confronto foi a Ucrânia. Não soube extrair lições do fracasso georgiano.

Tudo começou no início de fevereiro com manifestações em Kiev tendentes a desestabilizar o país. Na Praça Maidan grupos paramilitares, financiados pela CIA provocaram distúrbios, assaltaram ministérios, destruíram edifícios públicos, entraram em choques armados com a polícia.

Washington atingiu o objetivo. O presidente legítimo, Viktor Ianukovitch – aliás um aventureiro corrupto, tal como a ex- primeira-ministra Iúlia Timochenko, da ultradireita – foi deposto a 24 de Fevereiro.

Uma Junta de políticos fascizantes, criada ad hoc, assumiu interinamente o governo do país.

Os EUA festejaram, e eleições promovidas a correr, levaram à Presidência o multimilionário Petro Porochenko, conhecido pela alcunha de "rei do chocolate".

A farsa democrática foi recebida com reservas por alguns dos aliados europeus dos EUA.

Ficou claro que o Parlamento e a Junta são controlados por partidos de extrema-direita, alguns dos quais exibem com orgulho símbolos nazis. A caça aos comunistas foi oficializada.

Ucranianos que lutaram nas SS hitleristas contra a União Soviética são agora guindados a título póstumo a heróis nacionais.

No leste do país, em províncias onde a maioria da população é russófona, a resistência encontrada pelo governo fantoche de Kiev foi imediata e firme. Exigiam garantias de uma ampla autonomia.

Porochenko não soube extrair dos acontecimentos da Crimeia, as conclusões que se impunham.

Com o aval de Washington e confiando em promessas de uma ajuda financeira generosa, garantiu que iria submeter os "rebeldes" em poucos dias.

A bravata foi logo desmentida. As ofensivas do exército de Kiev, apoiadas por brigadas de voluntários que se assumem como nazistas e antirrussos, foram derrotadas.

A própria imprensa dos EUA reconhece que a deserção de soldados e oficiais é maciça.

No momento nem que escrevo – início de setembro – a situação militar, política, econômica e social é catastrófica.

Os insistentes apelos para ajuda militar e o pedido de ingresso na Otan, formulado pela Junta, expressam bem o desespero da camarilha instalada no poder.

As declarações do presidente dos EUA e do secretário de Estado John Kerry - um republicano muito conservador e de mediocridade inocultável - deixam transparecer a confusão existente em Washington.

Obama esclareceu que no momento não tem uma estratégia definida para a região. Não pode confessar que todas as opções são negativas.

Os EUA reforçaram a presença militar nas repúblicas Bálticas e na Polônia e vão instalar cinco novas bases militares nos países do Leste. Simultaneamente, a União Europeia escolheu para presidente do seu Conselho de Ministros, como sucessor do belga Rompuy, o polaco Donald Tusk, um anti russo assumido que na juventude militou no Solidarnosc de Lech Walesa.

Mas as arrogantes ameaças de Obama à Rússia são na realidade tiros de pólvora seca. As sanções prejudicam sobretudo a União Europeia.

O presidente sabe aliás que as acusações de participação de unidades militares russas nas províncias separatistas ucranianas são falsas.

Os generais do Pentágono consideram impensável o envolvimento dos EUA na Ucrânia numa guerra convencional contra a Rússia. E o recurso a armas nucleares, mesmo táticas, seria provavelmente o prólogo de uma tragédia planetária.

A desorientação que se instalou na Casa Branca, no Pentágono e no Departamento de Estado justifica-se.

No auge da crise da Ucrânia, a situação existente no Iraque e na Síria agravou-se perigosamente.

A proclamação do Califado em territórios do Crescente fértil por uma seita jihadista que se auto intitula Estado Islâmico-EI desencadeou o pânico em Washington e nas capitais europeias. Surgindo repentinamente como vendaval de violência, essa organização de jihadistas fanáticos, liderada por Abu Bakr Al Baghdadi (que afirma ser descendente do profeta Maomé) ocupou em poucas semanas uma área do Nordeste da Síria e quase um terço do Iraque. Infligiu derrotas demolidoras ao exército iraquiano e invadiu territórios do Curdistão autônomo, aliado dos EUA.

A situação, tal como se apresenta lembra uma tragicomédia.

Reagindo ao SOS lançado pelo novo primeiro ministro de Bagdá, Haida al Abadi, homem de confiança da Casa Branca, os EUA decidiram realizar bombardeamentos "cirúrgicos", alegando agiam para evitar o extermínio dos Iazidis, uma minoria de religião pré-islâmica (serão no máximo uns 300 mil) com rituais do mazdeísmo persa.

Omitiram as mídias que os Iazidis foram bombardeados em 2007 em circunstâncias mal esclarecidas e que na época o governo dos EUA ignorou o assunto Obama informou, entretanto, que os EUA não enviarão tropas terrestres para a região.

Os monstruosos atos de barbárie praticados pelo Estado Islâmico – já degolaram dois jornalistas americanos - provocaram a justa indignação de milhões de muçulmanos em todo o mundo. Os governos do Irã e da Síria tornaram pública a sua disponibilidade para combater os criminosos do fantasmático Califado.

A posição dos EUA, enfrentando uma situação de pesadelo, inimaginável há poucos meses, é, portanto, mais do que incômoda, dilemática. Todas as possíveis opções, repito, são negativas.

Não podem aceitar a ajuda militar da Síria, do Irã e de outros Estados inimigos que definem como terroristas e formam aquilo a que chamam "o eixo do mal".

Não podem também reenviar tropas da US Army para o Iraque depois de terem utilizado a sua retirada do país como prova do cumprimento da sua missão "democrática e civilizadora".

O que fazer então?

Barack Obama não tem resposta para a pergunta.

Acredito que os historiadores que identificam na Historia a mãe das ciências chegarão no futuro à conclusão de que o Obama foi o mais nocivo, hipócrita e perigoso para a humanidade de todos os presidentes do país. 
Fonte: O Diário


Estadado Islâmico sequestra 70 jovens no Iraque



 Combatentes do grupo radical Estado Islâmico (EI) capturaram nesta quinta-feira (4) mais de 70 jovens na cidade de Tal Ali, na província de Kirkuk, no norte do Iraque, segundo fontes locais de segurança.

Foto: AP - Divulgação
 Os sequestrados são habitantes da cidade, onde uma bandeira do grupo jihadista teria sido queimada. O sequestro em massa, além de servir para recrutar novos combatentes ao EI, também estaria relacionado a uma ação de vingança.
Dezenas de jihadistas cercaram a cidade, situada a cerca de 80 quilômetros ao sudoeste de Kirkuk, e perpetraram o sequestro, conduzindo os jovens para um local desconhecido.
Na província de Kirkuk, situada a cerca de 250 quilômetros de Bagdá, existem zonas controladas pelos extremistas e outras pelas forças curdas peshmergas.
Ambos enfrentam-se nesta província e em outras da região, como Saladino e Ninawa, onde os peshmergas conseguiram avançar nos últimos dias junto às tropas iraquianas.
O EI, acusado de cometer crimes contra a humanidade, efetuou rápidas conquistas no norte do Iraque e, em junho passado, proclamou um califado nos territórios dominados entre o Iraque e a Síria. Fonte: A Voz da Rússia – Texto revisto



Chancelaria russa propôs aula sobre história da Rússia a Barack Obama



Obama, Mais Um Equívoco


Presidente norte-americano falou na Estônia em retorno aos tempos dos czares


O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia propôs para seus seguidores no Face book preparar para o Presidente dos Unidos, Barack Obama, uma relação das terras perdidas pela Rússia no século XIX. Esta foi a maneira encontrada pela chancelaria russa para comentar as declarações feitas na véspera pelo chefe de Estado norte-americano em Tallin, na Estônia.
Na ocasião, Obama disse que “retornar ao passado, ao tempo dos czares, tentar restituir terras perdidas no século XIX, não é a forma pela qual a Rússia pode declarar a sua grandeza no século XXI”.
Em resposta a isso, a chancelaria russa publicou a seguinte mensagem em sua página oficial no Face book: “Hoje vamos todos juntos preparar para o Presidente Barack Obama um inventário das terras perdidas pela Rússia no século XIX!”. Fonte: Rádio A Voz da Rússia

Terrorismo


'EUA não irão se intimidar pelo Estado Islâmico', diz Obama, o ‘dono mundo’


Osama Bin Laden está vivo e muito vivo


O presidente Barack Obama está em Tallinn, na Estônia, e vai participar nesta semana de uma reunião dos Estados-membros da Otan, no País de Gales

Divulgação
O presidente americano Barack Obama (Kevin Lamarque/Reuters)
O presidente Barack Obama afirmou nesta quarta-feira que os Estados Unidos não se deixarão intimidar pelos jihadistas do Estado Islâmico (EI), após a decapitação de um segundo jornalista americano, Steven Sotloff. "Os que comentem o erro de provocar dano aos americanos aprenderão que não esquecemos, nosso alcance é longo e faremos justiça", disse durante uma visita a Estônia, antes da reunião de cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), no País de Gales, na quinta-feira e sexta-feira. "Não nos deixaremos intimidar", completou, apesar de reconhecer que a luta contra o EI, que atua no Iraque e Síria, "levará tempo".
Após a divulgação do vídeo da decapitação de Sotloff, 
considerado autêntico pela Casa Branca, o governo americano anunciou o envio de mais 350 soldados ao Iraque. Desde 8 de agosto, Washington realiza ataques aéreos contra os jihadistas no Iraque. Os soldados se unem aos 470 oficiais mobilizados desde 9 de junho, quando a ofensiva jihadista passou a tomar cidades no Iraque. O EI cumpriu a ameaça de executar Sotloff, que havia sido anunciada há duas semanas no mesmo vídeo que mostrava a decapitação de outro jornalista americano, James Foley. Nas imagens publicadas nesta terça-feira, o EI, que proclamou a criação de um califado nas regiões invadidas no Iraque e na Síria, ameaçou matar um terceiro refém, o britânico David Cawthorne Haines.
Washington prossegue com a ofensiva aérea que permitiu às forças iraquianas e curdas retomar dos jihadistas várias áreas ao norte de Bagdá, incluindo a cidade de Amerli, cercada durante dois meses pelo EI. A Casa Branca também informou que terá uma reunião com os aliados da Otan para "desenvolver uma coalizão internacional para estabelecer uma estratégia" e que continuará apoiando o Iraque na luta contra o Estado Islâmico. Na última semana, Obama havia dito que ainda não tinha uma estratégia para combater os jihadistas na Síria.
Mensagem para os EUA – O primeiro-ministro britânico David Cameron, que chamou o vídeo da decapitação de Sotloff de "repugnante", adotou um tom semelhante ao de Obama, dizendo que o EI será “varrido do mapa” e afastando qualquer possibilidade de a Grã-Bretanha pagar resgates para grupos terroristas. No vídeo, com o título "Segunda mensagem aos Estados Unidos", Sotloff, de 31 anos, que provavelmente foi sequestrado na Síria em agosto de 2013, fala olhando para a câmera e diz ser vítima da decisão de Obama de realizar ataques aéreos contra os jihadistas no Iraque. Nesta quarta-feira, a chancelaria de Israel informou que o jornalista também tinha cidadania israelense.
O carrasco, com o rosto encapuzado e que fala com sotaque britânico, aponta depois outro refém, o britânico David Cawthorne Haines, e ameaça executá-lo. O vídeo é muito similar ao divulgado em 19 de agosto, que mostrava a decapitação de James Foley, de 40 anos, sequestrado na Síria em 2012. O executor dos dois jornalistas pode ser a mesma pessoa, um terrorista apontado pela imprensa britânica como Abdel Majed Abdel Bary, um ex-rapper de 24 anos nascido em Londres e conhecido como ‘L. Jinny’. As autoridades britânicas ainda não confirmaram a informação. Fonte: Reuters




Vários terremotos registrados na Sibéria



Foto: Flickr.com/matthileo/cc-by-nc-sa 3.0
O Serviço Geofísico da filial siberiana da Academia das Ciências da Rússia informa que vários abalos subterrâneos foram registrados nas regiões russas de Tuva e de Kemerovo.

Foto: Flickr.com/matthileo/cc-by-nc-sa 3.0
Quinta-feira, à noite, ocorreu um terremoto de magnitude 3,3. O seu epicentro encontrava-se a 125 quilômetros a leste de Kyzyl, capital da República de Tuva. Mais um terremoto de magnitude 1,7 ocorreu quatro horas depois do primeiro, na parte ocidental desta república.
Além disso, o terremoto de magnitude 2,1 foi registrado em 4 de setembro, à noite, a 5 quilômetros sudeste da cidade de Tashtagol, região de Kemerovo.
Os terremotos, alguns dos quais, bastante fortes, continuam na República de Tuva desde o final de 2011. Fonte: Rádio A Voz da Rússia





Aumentam títulos do agronegócio na BM&FBovespa em agosto


O estoque de títulos do agronegócio registrado na BM&FBOVESPA totalizou R$ 113,18 bilhões em agosto. O resultado representa aumento ante os R$ 111,41 bilhões registrados em julho. O estoque de LCAs (Letra de Crédito do Agronegócio) totalizou R$ 108,22 bilhões, ante R$ 106,44 bilhões na mesma base de comparação.


Derivativos de commodities

Em agosto, foram negociados 221.431 contratos futuros e de opções sobre futuro de commodities, ante 212.360 em julho. O número dos contratos em aberto ao final do período foi de 122.753 posições, ante 115.224, no período anterior.

O número de contratos negociados de futuros e de opções de milho foi de 103.523 contratos, ante 103.952 no mês anterior. O boi gordo encerrou o período com 83.265 contratos negociados, em agosto, ante 78.398 em julho. O café arábica encerrou agosto com 27.010 contratos, enquanto em julho o total foi de 19.534. A soja registrou negociação de 392 contratos em agosto, ante 1.611 no mês anterior. O etanol hidratado registrou 4.215 contratos negociados, ante 3.479.
Fonte: Agrolink



FINANCEIRO 




NO RASTRO DO FED, BCE QUER RETIRAR ZONA DO EURO DO SUFOCO


Compra de ativos e redução das taxas de juros

‘Amplo portfólio’ de títulos de dívida começará a ser formado a partir de outubro


A perspectiva fraca para inflação, a perda de impulso no crescimento econômico na Zona do Euro e a dinâmica fraca do crédito na região foram os motivos justificados pelo Banco Central Europeu (BCE) parar cortar as taxas de juros e revelar planos para comprar ativos.
O BCE anunciou nesta quinta-feira que as instituições que compõem o Euro sistema - formado pelo BCE e pelos bancos centrais dos países membros da Zona do Euro - vão iniciar em outubro a compra de um “amplo portfólio” de ativos securitizados (ABS, na sigla em inglês) e de títulos de dívida garantidos (os chamados covered bonds) denominados em euro.
O anúncio foi feito pelo presidente do BCE, Mario Draghi, durante entrevista coletiva após o anúncio desta decisão de política monetária. Mais cedo, o banco central informou que também vai baixar as três principais taxas de juros da região.


Taxas de juro

A taxa básica de juros dos países que compõem a Zona do Euro caiu em 0,10 ponto percentual (pp), passando de 0,15% para 0,05% ao ano. A taxa da linha que o BCE mantém com bancos comerciais para que estes obtenham liquidez de curto prazo (marginal lending facility) também foi cortada em 0,10 pp, de 0,40% a 0,30% ao ano. E a taxa da linha que a instituição mantém com bancos para depósitos de curtíssimo prazo (deposity facility) foi reduzida de -0,10% para -0,20% ao ano. Todas as taxas terão efeito a partir do dia 10 de setembro.
Draghi não deu mais explicações sobre o funcionamento dos dois programas de compras de ativos, mas disse que o detalhamento virá após a reunião do Conselho do BCE do dia 2 de outubro. Segundo o dirigente do BCE, essas medidas, junto com as operações focadas de refinanciamento de longo prazo (TLTROs, na sigla em inglês) anunciadas em junho, terão um impacto considerável no balanço da autoridade monetária.
“Essas decisões refletem o fato de que há significativas e crescentes diferenças no ciclo da política monetária entre as principais economias avançadas”, disse Draghi. “As medidas melhorarão a transmissão da política monetária e apoiarão a concessão de crédito para a economia”.
Também explicou que o conselho de diretores do BCE, ao decidir pelas medidas, levou em conta a perspectiva fraca para inflação, a perda de impulso no crescimento econômico na zona do euro e a dinâmica fraca do crédito na região.
“As decisões de hoje, junto com outras medidas já anunciadas, foram tomadas para apoiar o firme ancoramento das expectativas de inflação no médio e longo prazo, em linha com nossa meta de manter a taxa de inflação abaixo, mas perto, de 2%”, disse Draghi. Lembrou que de acordo com a leitura preliminar da agência de estatística Eurostat, a inflação anual desacelerou para 0,3% em agosto, depois de marcar 0,4% em julho.
O presidente do BCE também reiterou que o conselho é unânime em usar mais instrumentos não convencionais para combater o risco de um período muito prolongado de baixa inflação, caso isso seja necessário.


Fortalecimento

As decisões tomadas pelo conselho do BCE servirão para fortalecer os ajustes realizados em junho na política monetária, visto que os dados a respeito de crescimento e perspectiva de inflação registraram forte deterioração em agosto, afirmou Draghi.
“O que ocorreu é que vimos em agosto uma piora da perspectiva de inflação no médio prazo. Vimos movimento negativo em todos os indicadores de expectativas de inflação, em todas as curvas de maturidade”, disse durante a entrevista coletiva. “Alguns, senão todos os dados de agosto, de Produto Interno Bruto e inflação, demonstraram que a recuperação estava perdendo força”.
Em junho, o BCE diminuiu a taxa referencial de juros da Zona do Euro de 0,25% para 0,15% ao ano e divulgou que pretende oferecer financiamento mais barato aos bancos que aumentarem o volume de empréstimos aos consumidores e empresas do bloco monetário.
Além disso, o banco central liberou aproximadamente 164 bilhões de euros em liquidez que estava sendo intencionalmente represada e passou para o território negativo a taxa de juros que incide sobre as reservas bancárias (taxa de depósitos), penalizando instituições financeiras que deixarem dinheiro parado.


Flexibilidade

Os países da Zona do Euro precisam ter maior flexibilidade para implementar o Pacto de Estabilidade e Crescimento, mas também precisam agir mais no lado fiscal para combater a crise, retirando tributos sobre o mercado de trabalho, afirmou o presidente do Eurogrupo (que reúne os ministros de Finanças da Zona do Euro), Jeroen Dijsselbloem.
“A flexibilização do pacto precisa ser utilizada sem prejudicar a credibilidade. Isto não quer dizer que vale tudo. A flexibilidade pode ser aplicada em combinação com as reformas estruturais, e isto será debatido em outubro e novembro, quando os países membros da União Europeia discutirem seus projetos de orçamento nacionais com a Comissão Europeia”, disse Dijsselbloem em depoimento ao Comitê de Assuntos Econômicos e Monetários do Parlamento Europeu. Afirmou, também, que o projeto de união bancária será “crucial” para os investimentos, mas é preciso “ímpeto do lado público também.”


Ações atingem máxima

As ações europeias subiram nesta quinta-feira e o índice FTSEurofirst 300 atingiu no intradia a máxima em seis anos e meio, depois que o BCE cortou as taxas de juros e revelou planos para comprar ativos na tentativa de elevar a inflação na zona do euro.
O índice FTSEurofirst 300, que reúne os principais papéis do continente, subiu 1,12%, a 1.400 pontos, após atingir no intradia o maior nível desde o começo de 2008. O índice acumula alta de cerca de 8% desde meados de agosto, antecipando as medidas do BCE.
“Mesmo que estas medidas acabem não sendo tão eficazes como o BCE espera, isso não significa que as ações no médio a longo prazos não vão subir, porque novamente o mercado está inundado por liquidez e há poucas alternativas a ações”, disse o operador sênior da Peregrine & Black Markus Huber. O volume de negociação foi quase 40% maior do que a média diária do FTSEurofirst 300 dos últimos três meses.
Fonte: Monitor Digital



Novo embaixador(?) dos EUA chega a Moscou



O novo embaixador dos EUA John Tefft chegou a Moscou, onde vai exercer as suas funções profissionais. “O embaixador Tefft chegou a Moscou”, foi esta a informação que a agência Interfax obteve na embaixada dos EUA na Federação da Rússia.

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A candidatura de Tefft que substituiu no cargo de embaixador dos EUA na Rússia Michael McFaul, foi aprovada pelo Senado dos EUA em finais de julho. O secretário de Estado John Kerry assistiu ao seu juramento em 3 de setembro.
Anteriormente Tefft já tinha trabalhado na embaixada americana em Moscou e foi também embaixador dos EUA na Lituânia, Geórgia e na Ucrânia.
Fonte: A Voz da Rússia

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