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BRICS – Brasil
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Vista*18/09/2014
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Estado Islâmico declara guerra aos EUA
Os combatentes da organização sunita
extremista Estado Islâmico (EI) divulgaram um vídeo em que se declaram prontos
a desencadear a guerra contra os EUA. O filme, chamado “Flash of War”, se
considera “um aviso claro” a Washington.
| Divulgação |
“A guerra está no início e os mujahedin estão
ansiosos de lutar contra os soldados dos EUA”, diz a legenda do filme de 52
minutos. A imprensa qualifica o vídeo como “declaração da guerra contra os
EUA”. Claro que tal desafio é muito dúbio e controverso. O Estado Islâmico não
tem recursos materiais e humanos para medir forças com o maior país
industrializado do mundo.
Todavia, os EUA não podem hoje usar ao máximo o seu
potencial militar. Apesar de o ministro da Defesa, general Chuck Hagel, e de o
chefe dos Estados Maiores das Forças Armadas, general Martin Dempsey, terem
admitido a realização de operações militares terrestres, travar uma nova guerra
no outro extremo do planeta seria um negócio dispendioso e arriscado para os
EUA.
Por outro lado, seria insensato não atender aos
desafios lançados pelos fundamentalistas islâmicos. É por isso que a Casa
Branca procura lidar com o Estado Islâmico recorrendo à força externa. Além
disso, o problema do EI se agudizou por culpa dos EUA.
Na recente conferência internacional de Paris,
Washington se apressou a formar uma coalizão antiterrorista que já integra mais
de 40 países. Os mais resistentes e fortes nessa luta têm sido o Irã e a Síria
que, curiosamente, não se fizeram representar naquele fórum. Cooperar com estes
dois Estados significa reconhecer os erros cometidos pelos EUA e alterar de
forma radical o vetor da política externa. Washington parece não estar
preparado para tal cenário, comenta o diretor do Centro de Pesquisas
Político-Sociais, Vladimir Evseev:
“Os EUA não querem dialogar. Alguns de seus
“amigos”, por exemplo, o Qatar, constituem a base financeira do Estado Islâmico.
Não imagino como se pode lutar contra terroristas quando parceiros dos EUA os
estão ajudando!”
É verdade que os EUA sempre se enganam na escolha
de aliados. Desta feita, em vez de contar com apoio de Bashar Assad, se
prontificam a atacar as posições do EI no território sírio sem consentimento de
Damasco. Washington até vai ameaçando com golpes contra os sírios se eles
vierem impedi-los na sua nova cruzada. Claro que tal menosprezo pela soberania
de outro país vem abalando a realização do projeto antiterrorista em geral.
Infelizmente, a atual política externa de Obama
converte os aliados dos EUA em seus inimigos, fazendo os adversários ainda mais
intransigentes. Ora, nesse sentido, Washington precisa de apoio da Rússia em
nível do CS da ONU.
Simultaneamente, a Casa Branca procura encostar a
Rússia à parede, isolando-a no palco internacional, impondo sanções antirrussas
à UE, ameaçando com a instalação de novas bases militares no leste da Europa e
se solidarizando com o “partido da guerra” na Ucrânia.
Moscou fica perplexa perante tal postura estranha.
Segundo anunciou o chefe da comissão parlamentar de assuntos internacionais,
Alexei Pushkov, aos EUA “compete fazer uma opção certa e definir bem a sua
política em relação à Rússia. Afinal de contas, os americanos têm de decidir o
que representa a Rússia para eles – um país que eles, contrariando o bom senso,
procuram transformar em ‘pária’ou um Estado com
o qual se deve cooperar para controlar os complicados processos que ocorrem em
várias regiões do mundo.”
Uma opção semelhante tem que ser feita em relação
aos outros países que não desejam a confrontação, preferindo conduzir uma
política soberana. Tendo respeito aos outros, os EUA poderão contar com a
compreensão e o início de processos sinérgicos. Tais são os principais fatores
de qualquer projeto internacional eficiente. A operação militar contra o EI não
é exceção. Fonte: Rádio A Voz da Rússia
Cumprindo Palavra Dada e Assinada
Hollande planeja entregar Mistral à Rússia
O
presidente francês, François Hollande, declarou que as condições de entrega à
Rússia do primeiro porta-helicópteros Mistral, encomendado por Moscou e
construído em estaleiros franceses, podem ser alcançadas dentro do prazo
planejado.
![]() |
| Divulgação |
"Se o processo de solução pacífica
da crise na Ucrânia for concluído, se houver um cessar-fogo permanente, o
contrato poderá ser cumprido", disse Hollande em uma grande coletiva de
imprensa, esta quinta-feira.
O contrato para o fornecimento de
dois porta-helicópteros foi concluído entre a França e a Rússia, em 2011. O
primeiro navio deverá ser adotado pela Marinha russa em 2014, o segundo
– em 2015.
No início de setembro, Hollande ameaçou
suspender a entrega do navio em conexão com a crise na Ucrânia. Fonte Rádio A
Voz da Rússia
Grupo ativista processa USDA por nova regra na inspeção de carcaças |
O grupo
ativista Food & Water Watch entrou com uma ação contra Governo Federal
americano por causa das novas regras acrescentadas no Novo Sistema de
Inspeção de Aves (NPI), em vigor desde 2012.
A nova legislação, que começa a valer no dia 20 de outubro, traz algumas
modificações na legislação original, publicadas em janeiro de 2012. A
principal mudança, e polêmica, é permitir que os funcionários das indústrias
de processamento classifiquem as carcaças contaminadas ou não com Salmonellae Campylobacter sem o aval do
Food Safety and Inpection Service (FSIS), órgão de inspeção do USDA.
Exige também, pela primeira vez, que todas as instalações avícolas realizem
sua própria coleta microbiológica em dois pontos do processo de produção sem
a presença e um fiscal do FSIS. Apesar da pressão dos ativistas, como o Food
& Water Watch, o USDA declarou no final de julho que a mudança será
mantida.
Para o Food & Water Watch, as novas regras de inspeção de aves limita a
supervisão dos fiscais do USDA. Para o Grupo, a nova regra não irá proteger
os consumidores e ainda viola a Lei de Inspeção Produtos Avícolas (PPIA),
aprovada em 1957, que concede ao USDA, autoridade para proteger a saúde e o
bem-estar do consumidor, assegurando que os produtos avícolas sejam
saudáveis, não adulterados, e devidamente marcados, rotulados e embalados.
A organização alega que a NPIS viola uma série de requisitos legais,
incluindo a prescrição de que os fiscais do governo federal são os
responsáveis por condenar as carcaças contaminadas e não a própria equipe do
abatedouro.
A alteração da regra foi realizada com o intuito de remanejar as funções dos
fiscais do FSIS na linha de processamento. Alguns defensores das mudanças
alegam o FSIS ainda vai participar ativamente da produção e garantir a
segurança dos produtos avícolas.
Para eles, o abatedouro precisa ter autonomia para comandar seu próprio
programa de garantia de qualidade e formar pessoas capacitadas para
classificar as carcaças. Assim, os fiscais do FSIS podem se concentrar na
inspeção de parâmetros relacionados com a segurança alimentar como os
defeitos que não são visíveis.
“A
proporção de inspetores do FSIS fazendo tarefas relacionadas com a segurança
dos alimentos propriamente dita vai realmente aumentar, e não diminuir, como
alguns dos críticos dizem”, atesta a Vice Presidente de Ciência e Tecnologia
do National Chicken Council’s, Ashley Peterson em entrevista.
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Fonte: AviSite
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Argentina aproveita demanda crescente da China por sorgo
Após argentinos e chineses anunciarem um acordo fitossanitário, o país sul-americano
deve exportar sorgo para os asiáticos já nesta safra, aproveitando a demanda
crescente pelo grão. Segundo números do USDA, a China importou um volume de 84
mil toneladas de sorgo na temporada 2011/2012. Em 2013/2014, o número pulou
para impressionantes 3,4 milhões, reporta o AgroSouth
News.
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| Divulgação |
Antes do acordo argentino com a China, apenas Estados Unidos, Mianmar e
Austrália podiam exportar sorgo para o gigante asiático. Enquanto isso, na
Argentina, aparentemente alguns produtores já vislumbravam possibilidades de
comércio do grão. A superfície subiu de 600 mil hectares para 1,2 milhão de
hectares em cinco anos.
No entanto, segundo especialistas, alguns problemas devem ser vistos na próxima
safra por conta da falta de tecnologias para o grão, falta de conhecimentos
sobre o cultivo e falta de dinamismo do mercado. "O mercado de sorgo é
fragmentado (na Argentina). Não há uma região de produtores, mas produtores
ilhados com material insignificante para exportar", disse Estebán
Martínez, pesquisador do Departamento de Sorgo da Nidera.
O sorgo pode ser especialmente atrativo para os produtores argentinos porque
não há a aplicação dos impostos de exportação (chamados de retenções). Essa
também é uma das razões pelas quais alguns agricultores já apostam no
cultivo. Fonte: Agrolink – Texto
revisto
ISO 14000
Meio Ambiente
Combate ao aquecimento global favorece a economia, diz relatório
Documento de comissão global estima volume de investimentos até 2030 para
conter emissões
Gasto seria pequeno perto dos prejuízos causados pela poluição, afirma texto que será debatido em cúpula
Uma fração do que o mundo gasta com subsídios ao petróleo permitiria evitar um aquecimento perigoso da atmosfera, segundo um relatório sobre economia do clima lançado nesta terça (16).
Um dos coautores do documento é Nicholas Stern, barão britânico que já foi
economista-chefe do Banco Mundial e publicou em 2006 o célebre estudo
"Relatório Stern", primeiro a defender uma relação custo-benefício
positiva para ações contra a mudança do clima.
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| Planeta Terra - Foto Montagem NASA |
"Podemos combinar crescimento com responsabilidade no clima? A
resposta é sim", disse Stern em entrevista coletiva por telefone.
Basta que governos deem os incentivos corretos ao setor privado. "O
risco induzido por políticas de governo é o maior inimigo do investimento no
mundo todo", afirmou.
O relatório, "Crescimento Melhor, Clima Melhor" foi lançado pela Comissão Global sobre Economia e
Clima. Ela foi criada por sete países (Reino Unido, Suécia, Noruega,
Coreia do Sul, Colômbia, Indonésia e Etiópia) e é chefiada por Felipe Calderón,
ex-presidente do México.
O objetivo do trabalho é influenciar a Cúpula do Clima convocada pelo
secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para a semana que vem em Nova York.
Será a primeira grande reunião de chefes de Estado para tratar do tema após o
fracasso da Conferência de Copenhague, em 2009.
O encontro decisivo está marcado para 2015 em Paris, quando teria de ser
adotado um acordo para substituir o Protocolo de Kyoto, de 1997, que tinha
metas de redução de emissões de gases-estufa.
MARCA PERIGOSA
As estimativas sobre o subsídio dado a combustíveis fósseis, como petróleo e
carvão, variam entre US$ 500 bilhões e US$ 1 trilhão por ano.
Segundo o relatório, com investimento adicional de
US$ 270 bilhões anuais, seria possível realizar pelo menos 50% do corte nas
emissões de carbono necessárias para evitar que o aquecimento global ultrapasse
a marca de 2°C.
Acima desses 2°C, os modelos climáticos predizem que o clima sofreria
perturbações sérias: secas, ondas de calor e inundações mais graves e
frequentes. Os próximos 15 anos, diz o texto, são cruciais para impedir
isso.
O investimento adicional seria para inovações em três setores chave para
emissões de carbono: energia, uso da terra (agricultura e desmatamento) e
cidades. Em lugar de US$ 89 trilhões em 15 anos (2015-2030), a conta
subiria para US$ 94 trilhões, um acréscimo de 4,5% -- US$ 1 trilhão seria
compensado com ganhos de eficiência.
É pouco, argumenta o relatório, se comparado com os custos não contabilizados
da opção preferencial por combustíveis fósseis para gerar eletricidade e
movimentar veículos. Só o impacto da poluição do ar sobre a saúde pública
custaria em média 4% do PIB de cada país (no caso da China, mais de 10%).
O texto propõe investimentos para tornar mais competitivas as energias
renováveis, e as cidades, mais compactas, o que reduziria gastos com transporte
em até 50%.
No setor agroflorestal, defende redução no desmate e aumento de 1% ao ano na
produtividade agrícola. Se 10% das terras degradadas fossem recuperadas
para o cultivo, estima o trabalho, seria possível produzir alimentos para 200
milhões de pessoas.
O projeto Nova Economia do Clima inclui um relatório sobre o Brasil, realizado
pelo Núcleo de Avaliação de Políticas Climáticas da PUC-Rio. O estudo
brasileiro será publicado em novembro. Fonte: FGV
Vietnã pode adquirir mísseis russo-indianos BrahMos
Segundo
a imprensa indiana, o consórcio russo-indiano BrahMos realiza conversações
sobre fornecimentos de mísseis cruzeiro por ele fabricados ao Vietnã, sendo que
as conversações já se encontram numa fase avançada.
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| Divulgação |
Caso o negócio tenha êxito, o
Vietnã receberá potentes mísseis de cruzeiro supersónicos, capazes de atingir
navios do inimigo ou alvos em terra a uma distância de 300 quilômetros.
Pelo que se pode deduzir das
notícias da imprensa, a Índia, que realiza as principais conversações,
desempenha o papel principal na preparação do contrato. Embora os mísseis sejam
fabricados por uma empresa conjunta russo-indiana, a Índia, nos últimos anos,
aumentou o nível da sua localização. Na Índia encontra-se também a montagem
final.
Por enquanto não se compreende
que modelo de mísseis BrahMos os indianos pretendem propor ao Vietnã. O BrahMos
tem um modelo aéreo, um modelo marítimo para navios e um modelo terrestre. Este
último é empregado na qualidade de míssil antibarco costeiro ou míssil
“terra-terra”.
Os portadores de BrahMos aéreos
na Força Aérea da Índia são os aviões Su-30MKI. Visto que para o emprego de
semelhantes mísseis é necessária uma modernização especial dos aviões
vietnamitas Su-30 e que entre os navios da armada vietnamita por enquanto não
há portadores potenciais para esse míssil, talvez se trate de mísseis BrahMos
no modelo de complexos de mísseis antinavio instalados em terra.
É interessante que, antes, o
Vietnã já tinha comprado na Rússia duas baterias de complexos de mísseis
antinavio Bastion (SSC-5, na classificação da NATO), que utilizam mísseis
Yahont, modelo de exportação do míssil Oniks. O míssil russo-indiano BrahMos é
outra modificação do Oniks, por isso as caraterísticas destes sistemas são
idênticas.
Se o BrahMos for adquirido no
modelo de complexo terrestre, isso significa que os vietnamitas terão dois
sistemas de mísseis antinavio, embora sejam muito semelhantes um ao outro.
A explicação possível é a
seguinte: se, para a Rússia, o fornecimento de misseis, era uma questão de
negócio puro, para a Índia, trata-se de uma questão de política externa. A
Índia presta grande atenção ao desenvolvimento das relações estratégicas com os
países do Sudeste Asiático e poderia ter aceite as condições especiais de
negócio propostas pelos vietnamitas. Nomeadamente, criar para o Vietnã uma
linha especial de crédito para financiar fornecimentos de armas indianas.
Pelo que se pode compreender, a
marinha chinesa dedica particular atenção à luta contra mísseis antinavio
supersónicos de produção russa e indiana, utilizados por uma série de países do
Sudeste Asiático. Nomeadamente, produzem e compram alvos especiais que imitam
mísseis supersónicos que voam a baixa altitude, realizam-se periodicamente
tiros contra alvos desse tipo com o emprego de sistemas navais de DAM.
Baterias suplementares de mísseis
antinavio costeiros com um alcance até 300 quilómetros permitem ao Vietnã
sentir-se mais seguro perante a construção rápida da armada chinesa no mar do
Sul a China. Ao mesmo tempo, os complexos costeiros, ao contrário dos navios de
guerra e submarinos, não podem ser uma arma da luta pelo domínio no mar e o
Vietnã, para os empregar de forma mais eficaz, terá de resolver a questão da
garantia de alvos eficazes. Fonte: Rádio A Voz da Rússia




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