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12 de set. de 2014

BCe Brasil Aprimora Sistema de Crédito - NSA: Sun Tzú: Mantenha o Adversário na Alça de Mira

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Superoferta e Boicote derrubam preço do milho na Bolsa de Mercadorias de Chicago


Na sessão desta quinta-feira (11), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em queda, próximos dos menores patamares dos últimos quatro anos. As principais posições da commodity encerraram o dia com perdas entre 4,75 e 7,00 pontos. O vencimento dezembro/14 era cotado a US$ 3,41 por bushel. 
De acordo com informações reportadas pela agência internacional de notícias Bloomberg, o mercado foi pressionado pelos números do novo boletim de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), reportados nesta quinta-feira. O órgão projetou a safra norte-americana da temporada 2014/15 em 365,65 milhões de toneladas de milho.  
A estimativa está acima das especulações dos investidores, que apostavam em uma safra ao redor de 363,5 milhões de toneladas do grão. Do mesmo modo, a produtividade das lavouras de milho estadunidenses foi revisada para cima, para 181,72 sacas por hectare, contra 180,67 sacas por hectare esperadas pelos participantes do mercado. 
Os estoques também sofreram expressivo ajuste e subiram de 45,93 milhões de toneladas, estimadas no boletim de agosto, para 50,85 milhões de toneladas. Já o produto destinado para a produção de etanol foi previsto em 130,18 milhões de toneladas. No último relatório, o volume divulgado foi de 128,91 milhões de toneladas. 
Quase três meses de chuvas e clima ameno criou condições de desenvolvimento quase ideais, conforme reporte da Bloomberg. Situação inversa da registrada há dois anos, quando os EUA enfrentava a pior seca da história, que impactou na produção de milho e, consequentemente alavancou os preços da commodity. 




Vendas para exportação 



Ainda nesta quinta-feira, o USDA também reportou o boletim de vendas para exportação. Até o dia 4 de setembro, as vendas do cereal totalizaram 1.904 milhão de toneladas. Na semana anterior, o volume reportado pelo departamento norte-americano foi de 525,6 mil toneladas de milho. 



Mercado interno 



Mais um dia de estabilidade para os preços praticados no mercado interno brasileiro. De acordo com levantamento realizado pelo Notícias Agrícolas, em Ubiratã (PR), o preço da saca do milho recuou 1,11% e fechou o dia cotada a R$ 17,80. Em Londrina (PR), a queda foi de 1,16%, com a saca do cereal a R$ 17,00, em Jataí (GO), o recuo foi de 1,81, com a saca a R$ 16,30 e no Porto de Paranaguá, a desvalorização foi mais expressiva, de 3,11%, com a saca negociada a R$ 21,80. Nas demais praças, os preços se mantiveram. 


Milho - Oferta Paraná - Brasil - Divulgação
A queda no mercado internacional ainda pressiona as cotações no mercado interno e deixa o ritmo dos negócios lentos, conforme destacam os analistas. Grande parte da safra brasileira ainda está estocada, especialmente em silo bolsa, já que os produtores esperam melhores oportunidades de negociações.  
Enquanto isso, a Conab (Companhia Nacional do Abastecimento) realiza leilões de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) para contribuir no escoamento da safra. A terceira operação foi realizada nesta quinta-feira e negociou 89,08% do volume total ofertado, de 1,8 milhão de toneladas. A região que apresentou maior deságio no prêmio foi a do Sul do Maranhão, onde o valor caiu de R$ 3,09 para R$ 1,39. 
Na soma das três operações realizadas até o momento, pouco mais de 4 milhões de toneladas foram arrematadas. E o Governo já confirmou o AGF (Aquisição do Governo Federal) para 1,2 milhão de toneladas, mas, por enquanto, nenhuma medida foi anunciada oficialmente. 
Por outro lado, as exportações caminham em ritmo lento. Nos cinco primeiros dias de setembro, as exportações brasileiras de milho totalizaram 340,5 mil toneladas, com média diária de 68,1 mil toneladas. E a perspectiva é que esse ano, os embarques não alcancem o previsto pela companhia, de 21 milhões de toneladas. Situação que pode impactar no volume dos estoques do país. Fonte: Cenário MT



Brasil - Mercado Aberto




Atualização

14/09/2014 - 01h55

Futuro*12/09/2014

Oscilação
Preço
IBOVESPA
-2,5827%
57145

DÓLAR
1,7965%
2351,5

FRC
-5,5556%
0,68

DI1
1,7331%
11,74

CAFÉ 4/5
0,1365%
220
A
CAFÉ 6/7
-0,1587%
220,15
A
BOI
-0,1095%
127,76
A
ETANOL
ND
ND

MILHO
0,0857%
23,35
A
SOJA
0,4484%
22,4

S&P 500
-0,8879%
1981,25

OC1
ND
ND


Ouro:

A Vista*12/09/2014


Oscilação:
                                            Preço:
OURO
1,7505%
93




Futuro*12/09/2014                                                                                  Oscilação:                                                                     Valor:

OOscilação
Preço

IBOVESPA
-2,5827%
57145

DÓLAR
1,7965%
2351,5

FRC
-5,5556%
0,68

DI1
1,7331%
11,74

CAFÉ 4/5
0,1365%
220
A
CAFÉ 6/7
-0,1587%
220,15
A
BOI
-0,1095%
127,76
A
ETANOL
ND
ND

MILHO
0,0857%
23,35
A
SOJA
0,4484%
22,4

S&P 500
-0,8879%
1981,25

OC1
ND
ND




O mercado comportou-se, nesta sexta feira, como indicam os números que se seguem:



Futuro*12/09/2014

Oscilação:
                                                                                                                                                                                                                                                                           Preço: 
IBOVESPA
-2,26%
57335
DÓLAR
1,80%
2351,5
FRC
-5,56%
0,68
DI1
2,17%
11,79
CAFÉ 4/5
-0,09%
219,5
CAFÉ 6/7
0,02%
205,4
BOI
-0,35%
127,9
ETANOL
-0,15%
1295
MILHO
2,32%
23,33
SOJA
0,45%
22,4
S&P 500
-0,90%
1981
OC1
ND
ND


Oscilação no dia de hoje do Índice Futuro:





Variação da cotação do ouro para o mercado futuro:

Cotação do ouro, hoje, no mercado a vista:






Oscilação:
                           Preço:
:OURO
1,75%
93



Fonte: BM&FBovespa -  Bolsa de Mercadoriase de Futuros de São Paulo - São Paulo - Brasil





Slam on the brakes and caution, says Barack 

Chamber will


Câmara dos EUA pede tempo para avaliar proposta de Obama contra Estado Islâmico




A Câmara dos Deputados norte-americana pediu nesta quinta-feira (11) tempo para avaliar a proposta apresentada pelo presidente Barack Obama para treinar os rebeldes moderados sírios para combater a milícia extremista muçulmana autodenominada Estado Islâmico. A medida faz parte do plano apresentado por Obama ontem (10) para destruir a milícia.

Barack - Divulgação
Hoje, em conversas com jornalistas na Câmara, alguns deputados disseram que não há um consenso sobre a importância de que a proposta seja analisada em caráter de urgência, como Obama havia solicitado. A Câmara deverá analisar o tema durante uma semana.
O governo dos Estados Unidos anunciou que não enviará tropas militares para combater em território estrangeiro, limitando-se à ação aérea na região. Entretanto, a parte “terrestre” deverá ser executada pelo exército iraquiano, no Norte do Iraque, e poderia ser executada, conforme a estratégia anunciada por Obama – pelos moderados na Síria, caso o Congresso americano aprove a ideia. “É possível que venhamos a precisar de uma semana extra”, disse a deputada Marsha Blackburn aos jornalistas.
Entretanto, Obama deverá encontrar resistência entre os republicanos. O porta-voz da Câmara dos Deputados, John Boehner, disse que, para a maioria dos representantes ligados ao partido, a proposta do presidente é insuficiente para cumprir o propósito contra a milícia. “Se o objetivo é eliminar o Estado Islâmico, ainda temos dúvidas sobre o plano. Não sabemos se é suficiente para que a missão seja cumprida”, disse Boehner. Fonte: Agência Brasil


Obama diz que EUA vão traçar novas sanções contra Rússia na sexta-feira


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira que os EUA irão se juntar à União Europeia na imposição de sanções mais duras contra os setores de defesa, energia e finanças da Rússia, depois que Moscou enviou tropas para o leste da Ucrânia no mês passado, e vão apresentar os detalhes na sexta-feira.

"Essas medidas irão aumentar o isolamento político da Rússia assim como os custos econômicos para a Rússia, especialmente nas áreas de importância para o presidente (Vladimir) Putin e daqueles ligados a ele", disse Obama em comunicado. Fonte: Reuters



Preços mundiais de alimentos atingem menor nível desde 2010


Declínio é liderado por produtos lácteos, diz agência de alimentos da ONU. 


Os preços das carnes contrariaram a tendência e subiram 1,2% no mês.

Os preços mundiais dos alimentos em agosto atingiram seu nível mais baixo desde setembro de 2010, com as cotações de todos os principais grupos de alimentos, exceto carnes, em um declínio liderado pelos produtos lácteos, afirmou a agência de alimentos da ONU nesta quinta-feira (11).

Preços em Queda Livre - Divulgação
O índice de preços da FAO, que mede as mudanças mensais de preços para uma cesta de cereais, oleaginosas, laticínios, carnes e açúcar, atingiu 196,6 pontos em agosto, uma queda de 3,6% ante julho.
Um embargo russo às importações de produtos lácteos de países que impuseram sanções contra Moscou, em meio ao conflito na Ucrânia, puxou para baixo os preços dos laticínios, que já estavam em queda, segundo a FAO. 
O índice de preços da FAO, que mede as mudanças mensais de preços para uma cesta de cereais, oleaginosas, laticínios, carnes e açúcar, atingiu 196,6 pontos em agosto, uma queda de 3,6% ante julho.

Um embargo russo às importações de produtos lácteos de países que impuseram sanções contra Moscou, em meio ao conflito na Ucrânia, puxou para baixo os preços dos laticínios, que já estavam em queda, segundo a FAO.
O índice de lácteos caiu 11,2% na comparação mês a mês e 18,9% na comparação anual, enquanto o índice geral de preços caiu 3,9% ante agosto de 2013.
A FAO elevou sua previsão para a produção global de cereais em 2014 para 2,512 bilhões de toneladas, 14 milhões de toneladas acima de sua previsão anterior. Isso colocou a produção deste ano no caminho para ser apenas de 0,5% menor do que o recorde da safra do ano passado.
A agência também subiu sua previsão de produção mundial de trigo para 716,5 milhões de toneladas, perto de nível recorde de 2013, ante uma estimativa anterior de 707,2 milhões, devido a colheitas maiores do que o esperado na China, Rússia, Ucrânia e Estados Unidos.
Os estoques de cereais ao final da temporada de 2015 foram ajustados para 616 milhões de toneladas, 12 milhões de toneladas acima da previsão anterior.

Os preços das carnes contrariaram a tendência e subiram 1,2% no mês, com a demanda na China suportando as importações e uma reconstrução do rebanho na Austrália reduzindo a oferta para exportação de carne bovina. Fonte: G1


BCe Brasil



Banco Central anuncia medidas para aprimorar sistema de crédito



Mudanças buscam reduzir custos de observância e operacionais, além de agilizar processos


O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, anunciou nesta quinta-feira, 11, durante seminário realizado pelo BC, três medidas para aprimorar o Sistema de Informações de Crédito (SCR). Duas delas inserem-se também no âmbito do Otimiza BC, programa que busca reduzir custos de observância e operacionais. A mudança, conforme nota do BC, foi tomada em homenagem aos 15 anos do SCR.

BCe - Brasil - Divulgação
"Uma das linhas de ação desse programa é a racionalização do fluxo de informações, com objetivo de eliminar redundâncias de pedidos e duplicação de dados, com benefício indireto para o usuário final dos serviços financeiros. E é nessa dimensão que o SCR e o Otimiza BC interagem, tornando os processos mais eficientes e menos onerosos, sem que haja perda de qualquer informação relevante", afirmou Tombini.

A primeira medida é o fim da obrigatoriedade de elaboração e remessa do documento "Estatística Econômico-Financeira", com informações de direcionamento do crédito por faixa de risco, bem como natureza e classificação econômica dos tomadores. "Tais informações passarão a ser captadas diretamente no SCR, resultando na eliminação de aproximadamente 3.700 documentos por ano, atendendo plenamente aos objetivos do Otimiza BC", informou.

A segunda iniciativa é a disponibilização, na Internet, de uma nova ferramenta de informações sobre o sistema financeiro chamados de "Dados Selecionados de Entidades Supervisionadas - IF.Data". O sistema será alimentado pelo SCR e por outros bancos de dados administrados pelo BC. "Trata-se de um aperfeiçoamento da ferramenta '50 maiores', mais versátil e com muito mais funcionalidades. Com ela, qualquer cidadão poderá facilmente enxergar a participação de cada instituição financeira no crédito por modalidade, região geográfica ou porte do tomador", explicou Tombini.

Com isso, prosseguiu, foi possível pôr fim à obrigatoriedade de elaboração e remessa do documento "Informações Financeiras Trimestrais - IFT", eliminando mais de 25.000 documentos por ano.

A terceira medida é a disponibilização de informações sobre a distribuição do crédito por sub-região, por modalidade e por classificação de risco das operações. "São informações que podem auxiliar na formulação de políticas públicas, ajudar a fomentar a competição entre instituições financeiras e servir como insumo para a realização de estudos e pesquisas", disse Tombini.

A instituição ainda revogou 222 normativos. Todas essas medidas estão detalhadas em três circulares e uma resolução, divulgadas hoje no BC Correio, sistema pelo qual a autoridade monetária se comunica com o mercado.

Expansão do crédito


Tombini disse ainda que o SCR colaborou para a expansão do crédito no País nos últimos 15 anos, passando de cerca de um quarto para praticamente a metade do Produto Interno Bruto (PIB). "E isso teve reflexos positivos para a economia brasileira como um todo", completou.

O presidente do BC destacou que a economia brasileira passou por inúmeras mudanças nesse período, com a consolidação da estabilidade macroeconômica e a redução da desigualdade. O presidente do BC citou também o aprimoramento do marco regulatório do sistema financeiro nacional, em linha com o arcabouço prudencial global. "Reduzimos os riscos legais de operações no sistema financeiro e adotamos políticas de inclusão financeira", exemplificou.

Neste contexto, Tombini considerou o SCR como uma das mais importantes ferramentas do BC, contribuindo para a solidez do sistema financeiro. "A adoção do sistema permitiu o acompanhamento abrangente e tempestivo das operações de crédito. O foco mudou: passou a ser o risco das instituições financeiras e seus potenciais impactos, e não apenas o cumprimento de normas e regulamentos. A supervisão ficou mais abrangente, eficiente e eficaz", definiu.

O presidente do BC afirmou ainda que o SCR hoje é uma referência internacional, alvo de visitas e pedidos de assistência técnica de órgão reguladores de países avançados. Segundo ele, o sistema também é usado por diversas áreas internas do Banco Central e pelas próprias instituições financeiras, que o utilizam para análise de risco dos tomadores, favorecendo a concessão de crédito para baixa renda e micro e pequenas empresas. Fonte: Agência Estado



 Privacidade Invadida


Espionagem: Yahoo foi «ameaçada» pelo governo americano



Gigante da Internet continua a lutar em tribunal contra a administração de Obama

A Yahoo garante que foi «ameaçada» pela administração de Barack Obama para divulgar os dados dos seus utilizadores no âmbito do programa de vigilância revelado por Edward Snowden.

«Tivemos que lutar a cada passo para evitar as tentativas de vigilância por parte do Governo dos Estados Unidos. A determinado momento, o Governo ameaçou impor-nos uma multa diária de 250 mil dólares (193 mil euros) se recusássemos obedecer», escreveu o chefe de Assuntos Jurídicos da Yahoo, Ron Bell, no blogue da empresa.

A luta entre a administração norte-americana e a Yahoo começou em 2007, quando o governo mudou a lei para obter informações sobre os utilizadores da Internet. A empresa recusou divulgar estes dados, considerando o pedido «inconstitucional», mas perdeu o caso em tribunal e foi obrigada a revelá-los.

A partir daí, refere Ron Bell, a empresa começou a tentar que o arquivo do caso fosse desclassificado, o que está agora a acontecer, orientando a discussão legal para a pressão do governo de Obama.

O programa de vigilância PRISM, da Agência de Segurança Nacional (NSA), revelado por Snowden, obrigava as empresas tecnológicas como a Yahoo, a Google, o Facebook, a Apple, o AOL e a Microsoft, a revelarem informações sobre os seus utilizadores.

«Levamos a segurança pública muito sério, mas também estamos comprometidos com a proteção dos dados dos nossos utilizadores. Continuaremos a enfrentar aqueles pedidos e leis que consideramos ilegais, pouco claras ou exageradas», concluiu Bell. Fonte: TVI 24

 Internet: Yahoo foi ameaçada pela NSA por não autorizar invasão de privacidade



Lembra da NSA? Aquele pessoal bacana que vive por conta de invadir a privacidade alheia, do cidadão comum, até líderes de estado, como a presidenta Dilma, que teve todos os seus dados vigiados pela agência, com direito a grampo no celular (e a Petrobras também entrou na roda). A casa caiu por causa de um tal Snowden, sabe? Analista de sistemas, hoje exilado na Rússia, que é ex-agente da CIA e ex-contratado da NSA; Snowden foi o cara que jogou a merda no ventilador depois de fugir pra bem longe, enquanto os queridos estadunidenses caçavam o menino a fim de não deixar que ele revelasse mais (não deu certo). Queriam prendê-lo por crime contra a nação, quando essa mesma nação se acha no direito de fazer o que bem entende por onde passa. E pensavam que com Obama seria diferente, ledo engano (esse, inclusive, anunciou mais uma guerra ontem).

Divulgação
Pois eis que do mais absoluto nada o Yahoo anuncia que começará a divulgar documentos para o público tome conhecimento de sua luta na justiça com o FISC, que é a corte de inteligência em vigilância estrangeira, também conhecida por autorizar toda merda que a NSA faz; a Yahoo diz ter sido colocada perante a corte por vários anos, por peitar uma decisão que eles consideravam inconstitucional (e é). E em determinado ponto a multinacional da internet foi AMEAÇADA através de uma multa de 250.000 Dólares por dia que não fossem passadas as informações requisitadas pela agência NSA. Fonte: Fast Food Cultural

ONU: Israel defende-se atacando investigação sobre crimes de guerra


Menino palestino desenha em no quadro da escola Sobhi Abu Karsh, atingida por disparos israelenses na Cidade de Gaza, no início de agosto


Divulgação
A missão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas para a investigação das denúncias de crimes de guerra na Palestina ocupada foi composta por três membros nomeados no início de agosto. Naquele momento, os especialistas já eram avaliados pela imprensa global e a nacional. As autoridades sionistas já atacavam a investigação, antecipando a conclusão, que não será inédita, sobre as violações do direito internacional humanitário por Israel.
Os sionistas no Senado dos Estados Unidos, aplaudidos pelo lobby israelense e ignorando o compromisso de unidade e reconciliação entre os palestinos, escreveram uma carta à Autoridade Nacional Palestina sugerindo a tomada de controle sobre a Faixa de Gaza. O território é governado pelo Hamas, partido e movimento de resistência que consideram, como designado por Israel, uma “organização terrorista”. Espreme-se daí a justificativa para mais de 50 dias de bombardeios e as mais de 2.150 mortes entre os palestinos da recente ofensiva. Para os agressores, eles “erraram” ao votar no Hamas e foram responsáveis por seu próprio massacre.
Pela terceira vez em cinco anos, uma missão de investigação das Nações Unidas é designada à região para averiguar a condução da violência. Em 2009, após a ofensiva militar “Chumbo Fundido”, a missão concluiu que crimes de guerra foram cometidos “por ambos os lados”, referindo-se a Israel e aos grupos armados de Gaza, que lançaram foguetes contra o território israelense, enquanto o estreito território palestino sitiado e seus mais de 1,5 milhão de habitantes, à época, eram bombardeados desde todas as direções, inclusive com armas químicas, como o fósforo branco e o tungstênio. O relatório foi rechaçado de forma virulenta pelas autoridades israelenses e seus aliados.
Em 2010, outra investigação foi conduzida pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre o ataque israelense ao navio turco Mavi Marmara, que enviava ajuda humanitária a Gaza – resultante na morte de nove ativistas turcos no local e do décimo em 2014, após quatro anos em coma. Segundo o relatório final, todos morreram devido a ferimentos provocados por balas e “as circunstâncias das mortes de ao menos seis dos tripulantes foram de uma maneira consistentes com execuções extrajudiciais, arbitrárias e sumárias,” o que colocou em cheque as alegações do Exército israelense de que houve confronto. Mais uma vez, um pedido de desculpas murmurado à Turquia, anos depois, bastou para tirar o tema dos noticiários.
Saltando a ofensiva, também contra Gaza, em novembro de 2012, quando mais de uma semana de bombardeios mataram ao menos 160 pessoas, a “operação” deste ano, entre o início de julho e 26 de agosto, causou tamanha reação e comoção mundial, com protestos massivos condenando a ação de Israel e os depoimentos do corpo humanitário no local, que resultou na votação, no Conselho de Direitos Humanos, por uma nova investigação. Entre os quase 50 membros do Conselho, apenas os Estados Unidos votaram negativamente, enquanto vários europeus se abstiveram.
Os ataques de Israel contra a justiça
- Ao invés de investigar os ataques deliberados do Hamas contra os civis israelenses e o uso de civis palestinos como escudos humanos, a ONU decidiu ‘investigar’ Israel, uma democracia exercendo seu legítimo direito de autodefesa. Durante o recente conflito, Israel fez o máximo para cumprir com os padrões estritos do direito internacional humanitário, apesar dos significantes custos operacionais – diz o portal da Chancelaria israelense.
É esta a defesa acirrada, cínica e manipuladora da terceira ofensiva militar oficializada por Israel em cinco anos, todas apresentadas pelo governo e pela mídia como uma opção inevitável contra a resistência dos palestinos ao bloqueio e à ocupação, ou, no linguajar agressor, contra o “terrorismo”. Outros ataques aéreos, terrestres e marítimos contra Gaza, assim como a manutenção do cerco que já dura quase oito anos e a ocupação multidimensional da Cisjordânia somam uma quantidade exasperante de palestinos mortos ou arbitrariamente detidos, presos e impedidos de produzir, de se movimentar, de viver.
As autoridades israelenses, que já vinham construindo um quadro conhecido de justificativas e contra-acusações para rebater as denúncias de crimes de guerra e crimes contra a humanidade, atacam a ONU e os membros que exigem responsabilização. O chanceler israelense Avigdor Lieberman chegou a taxar o Conselho dos Direitos Humanos de um “conselho de defesa dos terroristas”. O porta-voz da Chancelaria Yigal Palmor – que também insultou o Brasil quando o governo decidiu condenar a ofensiva e chamar o embaixador brasileiro em Israel para consultas – endossou as afirmações de Lieberman e disse que “Israel não pode esperar justiça”.
Logo após a sua nomeação, a mídia e o governo israelense já atacavam pessoalmente membros da missão internacional, principalmente o jurista canadense William Schabas, cujo foco acadêmico tem incidido sobre genocídio, e o senegalês Doudou Diène, antigo representante da ONU para questões sobre racismo e discriminação. A própria Chancelaria de Israel afirmou que tentou influenciar a composição do grupo, mas não teve sucesso.
Schabas e Diène são taxados de parciais, com menções, por exemplo, a declarações passadas do jurista canadense sobre a vontade de ver os líderes israelenses responsabilizados por seus crimes. Embora Schabas e até assessores israelenses tenham sugerido às autoridades a cooperação com a investigação, o Exército israelense se recusou.
Averiguar crimes 
A comissão deve submeter seu relatório ao Conselho de Direitos Humanos em março de 2015. Seu mandato servirá para “investigar todas as violações do direito internacional humanitário e dos direitos humanos internacionais no Território Palestino Ocupado, inclusive em Jerusalém Leste e particularmente na Faixa de Gaza ocupada, no contexto das operações militares conduzidas desde 13 de junho de 2014,” de acordo com a atual presidente do Conselho, Baudelaire Ndong Ella.
“Fatos e circunstâncias de tais violações e dos crimes perpetrados” também serão averiguados, identificando “aqueles responsáveis, para fazer recomendações, em particular sobre medidas de responsabilização, tudo com vistas a evitar e encerrar a impunidade (…), e sobre formas e meios de proteger os civis contra mais ataques.”
Já a organização Human Rights Watch (HRW) afirmou nesta quinta-feira que há evidências para corroborar a acusação de que o Exército, intitulado “Forças de Defesa de Israel”, cometeu crimes de guerra. O caso específico citado pela organização foi um dos três ataques a uma escola da ONU em Gaza, que Israel explicou alegando ter informações sobre o posicionamento de armas pelos grupos palestinos no interior do prédio. HRW afirmou não ter encontrado evidências que classificassem o local como um “alvo militar legítimo”, mas que os três ataques avaliados aparentavam ser “indiscriminados”. Tanto as justificativas israelenses quanto as conclusões da investigação são similares ao visto em 2009.
Os ataques à escola da ONU estão entre os 99 casos anunciados pelo Exército para investigação, inclusive com cinco inquéritos penais – dentre os 50 dias de bombardeios – sobre as suspeitas de violação do direito internacional humanitário, que define limites à condução da guerra e medidas de proteção dos civis. Segundo o jornal israelense Haaretz, em matéria desta quarta-feira, 44 casos estão sendo investigados. Porém, a organização israelense de defesa dos direitos humanos B’Tselem, que conduz suas próprias investigações, anunciou que não vai cooperar com a avaliação do Exército, devido a “sérios problemas estruturais” e à “falta de capacidade e de vontade” de investigar.
Desde 12 de junho, quando as autoridades israelenses anunciaram uma operação de larga escala contra a Cisjordânia alegando a busca por três colonos desaparecidos, ao menos 32 palestinos foram mortos no território ocupado e mais de 1.750 foram detidos arbitrariamente, enquanto cerca de 50 casas e outras estruturas palestinas foram demolidas e várias outras agressões e violações foram cometidas, de acordo com um documento divulgado pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP) em 26 de agosto.
Na Faixa de Gaza, a ofensiva anunciada oficialmente em 8 de julho e suspensas através de um cessar-fogo pendente de maiores negociações – para finalmente transformar a situação, a começar pelo fim do bloqueio – matou ao menos 2.145 palestinos, majoritariamente civis, inclusive mais de 500 crianças. A devastação do território sitiado foi amplamente condenada, resultante no deslocamento forçado de cerca de 500 mil palestinos, entre uma população de quase 1,8 milhão de pessoas, na destruição da indústria alimentícia e na erosão dos meios de produção e subsistência no território.
Fonte: Correio do Brasil – Texto revisto

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