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Superoferta e Boicote derrubam preço do milho na Bolsa de Mercadorias de Chicago
Na sessão desta quinta-feira (11), os
futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em queda,
próximos dos menores patamares dos últimos quatro anos. As principais posições
da commodity encerraram o dia com perdas entre 4,75 e 7,00 pontos. O vencimento
dezembro/14 era cotado a US$ 3,41 por bushel.
De acordo com informações reportadas pela agência
internacional de notícias Bloomberg, o mercado foi pressionado pelos números do
novo boletim de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos), reportados nesta quinta-feira. O órgão projetou a safra
norte-americana da temporada 2014/15 em 365,65 milhões de toneladas de
milho.
A estimativa está acima das especulações dos
investidores, que apostavam em uma safra ao redor de 363,5 milhões de toneladas
do grão. Do mesmo modo, a produtividade das lavouras de milho estadunidenses
foi revisada para cima, para 181,72 sacas por hectare, contra 180,67 sacas por
hectare esperadas pelos participantes do mercado. Os estoques também sofreram expressivo ajuste e subiram de 45,93 milhões de toneladas, estimadas no boletim de agosto, para 50,85 milhões de toneladas. Já o produto destinado para a produção de etanol foi previsto em 130,18 milhões de toneladas. No último relatório, o volume divulgado foi de 128,91 milhões de toneladas.
Quase três meses de chuvas e clima ameno criou condições de desenvolvimento quase ideais, conforme reporte da Bloomberg. Situação inversa da registrada há dois anos, quando os EUA enfrentava a pior seca da história, que impactou na produção de milho e, consequentemente alavancou os preços da commodity.
Vendas para exportação
Ainda nesta quinta-feira, o USDA também reportou o
boletim de vendas para exportação. Até o dia 4 de setembro, as vendas do cereal
totalizaram 1.904 milhão de toneladas. Na semana anterior, o volume reportado
pelo departamento norte-americano foi de 525,6 mil toneladas de milho.
Mercado interno
Mais um dia de estabilidade para os preços
praticados no mercado interno brasileiro. De acordo com levantamento realizado
pelo Notícias Agrícolas, em Ubiratã (PR), o preço da saca do milho recuou 1,11%
e fechou o dia cotada a R$ 17,80. Em Londrina (PR), a queda foi de 1,16%, com a
saca do cereal a R$ 17,00, em Jataí (GO), o recuo foi de 1,81, com a saca a R$
16,30 e no Porto de Paranaguá, a desvalorização foi mais expressiva, de 3,11%,
com a saca negociada a R$ 21,80. Nas demais praças, os preços se mantiveram.
A queda no mercado internacional ainda pressiona
as cotações no mercado interno e deixa o ritmo dos negócios lentos, conforme
destacam os analistas. Grande parte da safra brasileira ainda está estocada,
especialmente em silo bolsa, já que os produtores esperam melhores
oportunidades de negociações.
Enquanto isso, a Conab (Companhia Nacional do
Abastecimento) realiza leilões de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor)
para contribuir no escoamento da safra. A terceira operação foi realizada nesta
quinta-feira e negociou 89,08% do volume total ofertado, de 1,8 milhão de
toneladas. A região que apresentou maior deságio no prêmio foi a do Sul do
Maranhão, onde o valor caiu de R$ 3,09 para R$ 1,39. ![]() |
| Milho - Oferta Paraná - Brasil - Divulgação |
Na soma das três operações realizadas até o momento, pouco mais de 4 milhões de toneladas foram arrematadas. E o Governo já confirmou o AGF (Aquisição do Governo Federal) para 1,2 milhão de toneladas, mas, por enquanto, nenhuma medida foi anunciada oficialmente.
Por outro lado, as exportações caminham em ritmo lento. Nos cinco primeiros dias de setembro, as exportações brasileiras de milho totalizaram 340,5 mil toneladas, com média diária de 68,1 mil toneladas. E a perspectiva é que esse ano, os embarques não alcancem o previsto pela companhia, de 21 milhões de toneladas. Situação que pode impactar no volume dos estoques do país. Fonte: Cenário MT
Brasil - Mercado Aberto
Atualização
14/09/2014 - 01h55
Futuro*12/09/2014
Oscilação
|
Preço
|
||
IBOVESPA
|
-2,5827%
|
57145
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DÓLAR
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1,7965%
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2351,5
|
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FRC
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-5,5556%
|
0,68
|
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DI1
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1,7331%
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11,74
|
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CAFÉ 4/5
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0,1365%
|
220
|
A
|
CAFÉ 6/7
|
-0,1587%
|
220,15
|
A
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BOI
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-0,1095%
|
127,76
|
A
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ETANOL
|
ND
|
ND
|
|
MILHO
|
0,0857%
|
23,35
|
A
|
SOJA
|
0,4484%
|
22,4
|
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S&P 500
|
-0,8879%
|
1981,25
|
|
OC1
|
ND
|
ND
|
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Ouro:
A Vista*12/09/2014
Oscilação:
|
Preço:
|
||
OURO
|
1,7505%
|
93
|
Futuro*12/09/2014 Oscilação: Valor:
OOscilação
|
Preço
|
||
IBOVESPA
|
-2,5827%
|
57145
|
|
DÓLAR
|
1,7965%
|
2351,5
|
|
FRC
|
-5,5556%
|
0,68
|
|
DI1
|
1,7331%
|
11,74
|
|
CAFÉ 4/5
|
0,1365%
|
220
|
A
|
CAFÉ 6/7
|
-0,1587%
|
220,15
|
A
|
BOI
|
-0,1095%
|
127,76
|
A
|
ETANOL
|
ND
|
ND
|
|
MILHO
|
0,0857%
|
23,35
|
A
|
SOJA
|
0,4484%
|
22,4
|
|
S&P 500
|
-0,8879%
|
1981,25
|
|
OC1
|
ND
|
ND
|
O mercado comportou-se, nesta sexta feira, como indicam os números que se seguem:
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Oscilação no dia de hoje do Índice
Futuro:
Fonte: BM&FBovespa - Bolsa de Mercadoriase de Futuros de São Paulo - São Paulo - Brasil
Slam on the brakes and caution, says Barack
Chamber will
Câmara dos EUA pede tempo para avaliar proposta de Obama contra Estado Islâmico
A Câmara dos Deputados norte-americana pediu nesta
quinta-feira (11) tempo para avaliar a proposta apresentada pelo presidente
Barack Obama para treinar os rebeldes moderados sírios para combater a milícia
extremista muçulmana autodenominada Estado Islâmico. A medida faz parte do
plano apresentado por Obama ontem (10) para destruir a milícia.
Barack - Divulgação
|
Hoje, em conversas com jornalistas na Câmara,
alguns deputados disseram que não há um consenso sobre a importância de que a
proposta seja analisada em caráter de urgência, como Obama havia solicitado. A
Câmara deverá analisar o tema durante uma semana.
O governo dos Estados Unidos anunciou que não
enviará tropas militares para combater em território estrangeiro, limitando-se
à ação aérea na região. Entretanto, a parte “terrestre” deverá ser executada
pelo exército iraquiano, no Norte do Iraque, e poderia ser executada, conforme
a estratégia anunciada por Obama – pelos moderados na Síria, caso o Congresso
americano aprove a ideia. “É possível que venhamos a precisar de uma semana
extra”, disse a deputada Marsha Blackburn aos jornalistas.
Entretanto, Obama deverá encontrar resistência
entre os republicanos. O porta-voz da Câmara dos Deputados, John Boehner, disse
que, para a maioria dos representantes ligados ao partido, a proposta do
presidente é insuficiente para cumprir o propósito contra a milícia. “Se o
objetivo é eliminar o Estado Islâmico, ainda temos dúvidas sobre o plano. Não
sabemos se é suficiente para que a missão seja cumprida”, disse Boehner. Fonte:
Agência Brasil
Obama diz que EUA vão traçar novas sanções contra Rússia na sexta-feira
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama,
disse nesta quinta-feira que os EUA irão se juntar à União Europeia na
imposição de sanções mais duras contra os setores de defesa, energia e finanças
da Rússia, depois que Moscou enviou tropas para o leste da Ucrânia no mês
passado, e vão apresentar os detalhes na sexta-feira.
"Essas
medidas irão aumentar o isolamento político da Rússia assim como os custos
econômicos para a Rússia, especialmente nas áreas de importância para o
presidente (Vladimir) Putin e daqueles ligados a ele", disse Obama em
comunicado. Fonte: Reuters
Preços mundiais de alimentos atingem menor nível desde 2010
Declínio é liderado por produtos lácteos, diz agência de alimentos da ONU.
Os preços das carnes contrariaram a tendência e subiram 1,2% no mês.
Os preços
mundiais dos alimentos em agosto atingiram seu nível mais baixo desde setembro
de 2010, com as cotações de todos os principais grupos de alimentos, exceto
carnes, em um declínio liderado pelos produtos lácteos, afirmou a agência de
alimentos da ONU nesta quinta-feira (11).
![]() |
Preços em Queda Livre - Divulgação
|
O índice de
preços da FAO, que mede as mudanças mensais de preços para uma cesta de
cereais, oleaginosas, laticínios, carnes e açúcar, atingiu 196,6 pontos em
agosto, uma queda de 3,6% ante julho.
Um embargo
russo às importações de produtos lácteos de países que impuseram sanções contra
Moscou, em meio ao conflito na Ucrânia, puxou para baixo os preços dos
laticínios, que já estavam em queda, segundo a FAO.
O índice de
preços da FAO, que mede as mudanças mensais de preços para uma cesta de
cereais, oleaginosas, laticínios, carnes e açúcar, atingiu 196,6 pontos em
agosto, uma queda de 3,6% ante julho.
Um embargo
russo às importações de produtos lácteos de países que impuseram sanções contra
Moscou, em meio ao conflito na Ucrânia, puxou para baixo os preços dos
laticínios, que já estavam em queda, segundo a FAO.
O índice de
lácteos caiu 11,2% na comparação mês a mês e 18,9% na comparação anual,
enquanto o índice geral de preços caiu 3,9% ante agosto de 2013.
A FAO
elevou sua previsão para a produção global de cereais em 2014 para 2,512
bilhões de toneladas, 14 milhões de toneladas acima de sua previsão anterior.
Isso colocou a produção deste ano no caminho para ser apenas de 0,5% menor do
que o recorde da safra do ano passado.
A agência
também subiu sua previsão de produção mundial de trigo para 716,5 milhões de
toneladas, perto de nível recorde de 2013, ante uma estimativa anterior de
707,2 milhões, devido a colheitas maiores do que o esperado na China, Rússia,
Ucrânia e Estados Unidos.
Os estoques
de cereais ao final da temporada de 2015 foram ajustados para 616 milhões de
toneladas, 12 milhões de toneladas acima da previsão anterior.
Os preços
das carnes contrariaram a tendência e subiram 1,2% no mês, com a demanda na
China suportando as importações e uma reconstrução do rebanho na Austrália
reduzindo a oferta para exportação de carne bovina. Fonte:
G1
BCe Brasil
Banco Central anuncia medidas para aprimorar sistema de crédito
Mudanças buscam reduzir custos de observância e operacionais, além de agilizar processos
O
presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, anunciou nesta quinta-feira,
11, durante seminário realizado pelo BC, três medidas para aprimorar o Sistema
de Informações de Crédito (SCR). Duas delas inserem-se também no âmbito do
Otimiza BC, programa que busca reduzir custos de observância e operacionais. A
mudança, conforme nota do BC, foi tomada em homenagem aos 15 anos do SCR.
![]() |
BCe - Brasil - Divulgação
|
"Uma
das linhas de ação desse programa é a racionalização do fluxo de informações,
com objetivo de eliminar redundâncias de pedidos e duplicação de dados, com
benefício indireto para o usuário final dos serviços financeiros. E é nessa
dimensão que o SCR e o Otimiza BC interagem, tornando os processos mais
eficientes e menos onerosos, sem que haja perda de qualquer informação
relevante", afirmou Tombini.
A primeira medida é o fim da obrigatoriedade de elaboração e remessa do documento "Estatística Econômico-Financeira", com informações de direcionamento do crédito por faixa de risco, bem como natureza e classificação econômica dos tomadores. "Tais informações passarão a ser captadas diretamente no SCR, resultando na eliminação de aproximadamente 3.700 documentos por ano, atendendo plenamente aos objetivos do Otimiza BC", informou.
A segunda iniciativa é a disponibilização, na Internet, de uma nova ferramenta de informações sobre o sistema financeiro chamados de "Dados Selecionados de Entidades Supervisionadas - IF.Data". O sistema será alimentado pelo SCR e por outros bancos de dados administrados pelo BC. "Trata-se de um aperfeiçoamento da ferramenta '50 maiores', mais versátil e com muito mais funcionalidades. Com ela, qualquer cidadão poderá facilmente enxergar a participação de cada instituição financeira no crédito por modalidade, região geográfica ou porte do tomador", explicou Tombini.
Com isso, prosseguiu, foi possível pôr fim à obrigatoriedade de elaboração e remessa do documento "Informações Financeiras Trimestrais - IFT", eliminando mais de 25.000 documentos por ano.
A
terceira medida é a disponibilização de informações sobre a distribuição do
crédito por sub-região, por modalidade e por classificação de risco das
operações. "São informações que podem auxiliar na formulação de políticas
públicas, ajudar a fomentar a competição entre instituições financeiras e
servir como insumo para a realização de estudos e pesquisas", disse
Tombini.
A instituição ainda revogou 222 normativos. Todas essas medidas estão detalhadas em três circulares e uma resolução, divulgadas hoje no BC Correio, sistema pelo qual a autoridade monetária se comunica com o mercado.
Expansão do crédito
Tombini disse ainda que o SCR colaborou para a expansão do crédito no País nos últimos 15 anos, passando de cerca de um quarto para praticamente a metade do Produto Interno Bruto (PIB). "E isso teve reflexos positivos para a economia brasileira como um todo", completou.
O presidente do BC destacou que a economia brasileira passou por inúmeras mudanças nesse período, com a consolidação da estabilidade macroeconômica e a redução da desigualdade. O presidente do BC citou também o aprimoramento do marco regulatório do sistema financeiro nacional, em linha com o arcabouço prudencial global. "Reduzimos os riscos legais de operações no sistema financeiro e adotamos políticas de inclusão financeira", exemplificou.
Neste contexto, Tombini considerou o SCR como uma das mais importantes ferramentas do BC, contribuindo para a solidez do sistema financeiro. "A adoção do sistema permitiu o acompanhamento abrangente e tempestivo das operações de crédito. O foco mudou: passou a ser o risco das instituições financeiras e seus potenciais impactos, e não apenas o cumprimento de normas e regulamentos. A supervisão ficou mais abrangente, eficiente e eficaz", definiu.
O presidente do BC afirmou ainda que o SCR hoje é uma referência internacional, alvo de visitas e pedidos de assistência técnica de órgão reguladores de países avançados. Segundo ele, o sistema também é usado por diversas áreas internas do Banco Central e pelas próprias instituições financeiras, que o utilizam para análise de risco dos tomadores, favorecendo a concessão de crédito para baixa renda e micro e pequenas empresas. Fonte: Agência Estado
A instituição ainda revogou 222 normativos. Todas essas medidas estão detalhadas em três circulares e uma resolução, divulgadas hoje no BC Correio, sistema pelo qual a autoridade monetária se comunica com o mercado.
Expansão do crédito
Tombini disse ainda que o SCR colaborou para a expansão do crédito no País nos últimos 15 anos, passando de cerca de um quarto para praticamente a metade do Produto Interno Bruto (PIB). "E isso teve reflexos positivos para a economia brasileira como um todo", completou.
O presidente do BC destacou que a economia brasileira passou por inúmeras mudanças nesse período, com a consolidação da estabilidade macroeconômica e a redução da desigualdade. O presidente do BC citou também o aprimoramento do marco regulatório do sistema financeiro nacional, em linha com o arcabouço prudencial global. "Reduzimos os riscos legais de operações no sistema financeiro e adotamos políticas de inclusão financeira", exemplificou.
Neste contexto, Tombini considerou o SCR como uma das mais importantes ferramentas do BC, contribuindo para a solidez do sistema financeiro. "A adoção do sistema permitiu o acompanhamento abrangente e tempestivo das operações de crédito. O foco mudou: passou a ser o risco das instituições financeiras e seus potenciais impactos, e não apenas o cumprimento de normas e regulamentos. A supervisão ficou mais abrangente, eficiente e eficaz", definiu.
O presidente do BC afirmou ainda que o SCR hoje é uma referência internacional, alvo de visitas e pedidos de assistência técnica de órgão reguladores de países avançados. Segundo ele, o sistema também é usado por diversas áreas internas do Banco Central e pelas próprias instituições financeiras, que o utilizam para análise de risco dos tomadores, favorecendo a concessão de crédito para baixa renda e micro e pequenas empresas. Fonte: Agência Estado
Privacidade Invadida
Espionagem: Yahoo foi «ameaçada» pelo governo americano
Gigante da Internet continua a lutar em tribunal contra a administração de Obama
A
Yahoo garante que foi «ameaçada» pela administração de Barack Obama para
divulgar os dados dos seus utilizadores no âmbito do programa de vigilância
revelado por Edward Snowden.
«Tivemos que lutar a cada passo para evitar as tentativas de vigilância por parte do Governo dos Estados Unidos. A determinado momento, o Governo ameaçou impor-nos uma multa diária de 250 mil dólares (193 mil euros) se recusássemos obedecer», escreveu o chefe de Assuntos Jurídicos da Yahoo, Ron Bell, no blogue da empresa.
A luta entre a administração norte-americana e a Yahoo começou em 2007, quando o governo mudou a lei para obter informações sobre os utilizadores da Internet. A empresa recusou divulgar estes dados, considerando o pedido «inconstitucional», mas perdeu o caso em tribunal e foi obrigada a revelá-los.
A partir daí, refere Ron Bell, a empresa começou a tentar que o arquivo do caso fosse desclassificado, o que está agora a acontecer, orientando a discussão legal para a pressão do governo de Obama.
O programa de vigilância PRISM, da Agência de Segurança Nacional (NSA), revelado por Snowden, obrigava as empresas tecnológicas como a Yahoo, a Google, o Facebook, a Apple, o AOL e a Microsoft, a revelarem informações sobre os seus utilizadores.
«Levamos a segurança pública muito sério, mas também estamos comprometidos com a proteção dos dados dos nossos utilizadores. Continuaremos a enfrentar aqueles pedidos e leis que consideramos ilegais, pouco claras ou exageradas», concluiu Bell. Fonte: TVI 24
«Tivemos que lutar a cada passo para evitar as tentativas de vigilância por parte do Governo dos Estados Unidos. A determinado momento, o Governo ameaçou impor-nos uma multa diária de 250 mil dólares (193 mil euros) se recusássemos obedecer», escreveu o chefe de Assuntos Jurídicos da Yahoo, Ron Bell, no blogue da empresa.
A luta entre a administração norte-americana e a Yahoo começou em 2007, quando o governo mudou a lei para obter informações sobre os utilizadores da Internet. A empresa recusou divulgar estes dados, considerando o pedido «inconstitucional», mas perdeu o caso em tribunal e foi obrigada a revelá-los.
A partir daí, refere Ron Bell, a empresa começou a tentar que o arquivo do caso fosse desclassificado, o que está agora a acontecer, orientando a discussão legal para a pressão do governo de Obama.
O programa de vigilância PRISM, da Agência de Segurança Nacional (NSA), revelado por Snowden, obrigava as empresas tecnológicas como a Yahoo, a Google, o Facebook, a Apple, o AOL e a Microsoft, a revelarem informações sobre os seus utilizadores.
«Levamos a segurança pública muito sério, mas também estamos comprometidos com a proteção dos dados dos nossos utilizadores. Continuaremos a enfrentar aqueles pedidos e leis que consideramos ilegais, pouco claras ou exageradas», concluiu Bell. Fonte: TVI 24
Internet: Yahoo foi ameaçada pela NSA por não autorizar invasão de privacidade
Lembra da NSA? Aquele pessoal bacana que vive por conta de invadir a privacidade alheia,
do cidadão comum, até líderes de estado, como a presidenta Dilma, que teve
todos os seus dados vigiados pela agência, com direito a grampo no celular (e a
Petrobras também entrou na roda). A casa caiu por causa de um tal Snowden,
sabe? Analista de sistemas, hoje exilado na Rússia, que é ex-agente da CIA e
ex-contratado da NSA; Snowden foi o cara que jogou a merda no ventilador
depois de fugir pra bem longe, enquanto os queridos estadunidenses caçavam o
menino a fim de não deixar que ele revelasse mais (não deu certo). Queriam
prendê-lo por crime contra a nação, quando essa mesma nação se acha no direito
de fazer o que bem entende por onde passa. E pensavam que com Obama seria
diferente, ledo engano (esse, inclusive, anunciou mais uma guerra ontem).
Pois eis que do mais absoluto nada o Yahoo anuncia
que começará a divulgar documentos para o público tome conhecimento de sua
luta na justiça com o FISC, que é a corte de inteligência em vigilância
estrangeira, também conhecida por autorizar toda merda que a NSA faz; a Yahoo diz ter sido colocada
perante a corte por vários anos, por peitar uma decisão que eles
consideravam inconstitucional (e é). E em determinado ponto a multinacional da
internet foi AMEAÇADA através de uma multa de 250.000 Dólares por dia que não
fossem passadas as informações requisitadas pela agência NSA. Fonte:
Fast Food Cultural
ONU: Israel defende-se atacando investigação sobre crimes de guerra
Menino palestino desenha em no quadro da escola Sobhi Abu Karsh, atingida por disparos israelenses na Cidade de Gaza, no início de agosto
![]() |
| Divulgação |
A missão
do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas para a investigação das
denúncias de crimes de guerra na
Palestina ocupada foi composta por três membros nomeados no início de agosto.
Naquele momento, os especialistas já eram avaliados pela imprensa global e a
nacional. As autoridades sionistas já atacavam a investigação, antecipando a
conclusão, que não será inédita, sobre as violações do direito internacional
humanitário por Israel.
Os
sionistas no Senado dos Estados Unidos, aplaudidos pelo lobby israelense e
ignorando o compromisso de unidade e reconciliação entre os
palestinos, escreveram uma carta à Autoridade Nacional Palestina
sugerindo a tomada de controle sobre a Faixa de Gaza. O território é governado
pelo Hamas, partido e movimento de resistência que consideram, como designado
por Israel, uma “organização terrorista”. Espreme-se daí a justificativa para
mais de 50 dias de bombardeios e as mais de 2.150 mortes entre os palestinos da
recente ofensiva. Para os agressores, eles “erraram” ao votar no Hamas e foram
responsáveis por seu próprio massacre.
Pela
terceira vez em cinco anos, uma missão de investigação das Nações Unidas é
designada à região para averiguar a condução da violência. Em 2009, após a
ofensiva militar “Chumbo Fundido”, a missão concluiu que crimes de guerra foram cometidos “por
ambos os lados”, referindo-se a Israel e aos grupos armados de Gaza, que
lançaram foguetes contra o território israelense, enquanto o estreito
território palestino sitiado e seus mais de 1,5 milhão de habitantes, à época,
eram bombardeados desde todas as direções, inclusive com armas químicas, como o
fósforo branco e o tungstênio. O relatório foi rechaçado de forma virulenta
pelas autoridades israelenses e seus aliados.
Em 2010,
outra investigação foi conduzida pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre
o ataque israelense ao navio turco Mavi Marmara, que enviava ajuda humanitária
a Gaza – resultante na morte de nove ativistas turcos no local e do décimo em
2014, após quatro anos em coma. Segundo o relatório final, todos morreram devido
a ferimentos provocados por balas e “as circunstâncias das mortes de ao menos
seis dos tripulantes foram de uma maneira consistentes com execuções
extrajudiciais, arbitrárias e sumárias,” o que colocou em cheque as alegações
do Exército israelense de que houve confronto. Mais uma vez, um pedido de
desculpas murmurado à Turquia, anos depois, bastou para tirar o tema dos
noticiários.
Saltando
a ofensiva, também contra Gaza, em novembro de 2012, quando mais de uma semana
de bombardeios mataram ao menos 160 pessoas, a “operação” deste ano, entre o
início de julho e 26 de agosto, causou tamanha reação e comoção mundial, com
protestos massivos condenando a ação de Israel e os depoimentos do corpo
humanitário no local, que resultou na votação, no Conselho de Direitos Humanos,
por uma nova investigação. Entre os quase 50 membros do Conselho, apenas os
Estados Unidos votaram negativamente, enquanto vários europeus se abstiveram.
Os
ataques de Israel contra a justiça
- Ao
invés de investigar os ataques deliberados do Hamas contra os civis israelenses
e o uso de civis palestinos como escudos humanos, a ONU decidiu ‘investigar’
Israel, uma democracia exercendo seu legítimo direito de autodefesa. Durante o
recente conflito, Israel fez o máximo para cumprir com os padrões estritos do
direito internacional humanitário, apesar dos significantes custos operacionais
– diz o portal da Chancelaria israelense.
É esta
a defesa acirrada, cínica e manipuladora da terceira ofensiva militar
oficializada por Israel em cinco anos, todas apresentadas pelo governo e pela
mídia como uma opção inevitável contra a resistência dos palestinos ao bloqueio
e à ocupação, ou, no linguajar agressor, contra o “terrorismo”. Outros ataques
aéreos, terrestres e marítimos contra Gaza, assim como a manutenção do cerco
que já dura quase oito anos e a ocupação multidimensional da Cisjordânia somam
uma quantidade exasperante de palestinos mortos ou arbitrariamente detidos,
presos e impedidos de produzir, de se movimentar, de viver.
As
autoridades israelenses, que já vinham construindo um quadro conhecido de
justificativas e contra-acusações para rebater as denúncias de crimes de guerra e crimes contra a humanidade, atacam a ONU e os
membros que exigem responsabilização. O chanceler israelense Avigdor Lieberman
chegou a taxar o Conselho dos Direitos Humanos de um “conselho de defesa dos
terroristas”. O porta-voz da Chancelaria Yigal Palmor – que também insultou o
Brasil quando o governo decidiu condenar a ofensiva e chamar o embaixador
brasileiro em Israel para consultas – endossou as afirmações de Lieberman e
disse que “Israel não pode esperar justiça”.
Logo após
a sua nomeação, a mídia e o governo israelense já atacavam pessoalmente membros
da missão internacional, principalmente o jurista canadense William Schabas,
cujo foco acadêmico tem incidido sobre genocídio, e o senegalês Doudou Diène,
antigo representante da ONU para questões sobre racismo e discriminação. A
própria Chancelaria de Israel afirmou que tentou influenciar a composição do
grupo, mas não teve sucesso.
Schabas e
Diène são taxados de parciais, com menções, por exemplo, a declarações passadas
do jurista canadense sobre a vontade de ver os líderes israelenses
responsabilizados por seus crimes. Embora Schabas e até assessores israelenses
tenham sugerido às autoridades a cooperação com a investigação, o Exército
israelense se recusou.
Averiguar crimes
A
comissão deve submeter seu relatório ao Conselho de Direitos Humanos em março
de 2015. Seu mandato servirá para “investigar todas as violações do direito
internacional humanitário e dos direitos humanos internacionais no Território
Palestino Ocupado, inclusive em Jerusalém Leste e particularmente na Faixa de
Gaza ocupada, no contexto das operações militares conduzidas desde 13 de junho
de 2014,” de acordo com a atual presidente do Conselho, Baudelaire Ndong Ella.
“Fatos e
circunstâncias de tais violações e dos crimes perpetrados” também serão
averiguados, identificando “aqueles responsáveis, para fazer recomendações, em
particular sobre medidas de responsabilização, tudo com vistas a evitar e
encerrar a impunidade (…), e sobre formas e meios de proteger os civis contra
mais ataques.”
Já a
organização Human Rights Watch (HRW) afirmou nesta quinta-feira que há
evidências para corroborar a acusação de que o Exército, intitulado “Forças de
Defesa de Israel”, cometeu crimes de guerra. O caso específico citado pela
organização foi um dos três ataques a uma escola da ONU em Gaza, que Israel
explicou alegando ter informações sobre o posicionamento de armas pelos grupos
palestinos no interior do prédio. HRW afirmou não ter encontrado evidências que
classificassem o local como um “alvo militar legítimo”, mas que os três ataques
avaliados aparentavam ser “indiscriminados”. Tanto as justificativas
israelenses quanto as conclusões da investigação são similares ao visto em
2009.
Os
ataques à escola da ONU estão entre os 99 casos anunciados pelo Exército para
investigação, inclusive com cinco inquéritos penais – dentre os 50 dias de
bombardeios – sobre as suspeitas de violação do direito internacional
humanitário, que define limites à condução da guerra e medidas de proteção dos
civis. Segundo o jornal israelense Haaretz, em matéria desta quarta-feira, 44
casos estão sendo investigados. Porém, a organização israelense de defesa dos
direitos humanos B’Tselem, que conduz suas próprias investigações, anunciou que
não vai cooperar com a avaliação do Exército, devido a “sérios problemas
estruturais” e à “falta de capacidade e de vontade” de investigar.
Desde 12
de junho, quando as autoridades israelenses anunciaram uma operação de
larga escala contra a Cisjordânia alegando a busca por três colonos
desaparecidos, ao menos 32 palestinos foram mortos no território ocupado e mais
de 1.750 foram detidos arbitrariamente, enquanto cerca de 50 casas e outras
estruturas palestinas foram demolidas e várias outras agressões e violações
foram cometidas, de acordo com um documento divulgado pela Organização para a
Libertação da Palestina (OLP) em 26 de agosto.
Na Faixa
de Gaza, a ofensiva anunciada oficialmente em 8 de julho e suspensas através de
um cessar-fogo pendente de maiores negociações – para finalmente transformar a
situação, a começar pelo fim do bloqueio – matou ao menos 2.145 palestinos,
majoritariamente civis, inclusive mais de 500 crianças. A devastação do
território sitiado foi amplamente condenada, resultante no deslocamento forçado
de cerca de 500 mil palestinos, entre uma população de quase 1,8 milhão de
pessoas, na destruição da indústria alimentícia e na erosão dos meios de
produção e subsistência no território.
Fonte:
Correio do Brasil – Texto revisto







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