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1 de set. de 2014

AK 47 O Preferido dos Norte Americanos - Rússia, no Cumprimento de Acordos, Inicia Gasoduto Para a China, Parceiro do BRICS - OTAN Acusa Rússia

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Brasil – Mercado Aberto


Alguns especuladores do mercado estão a dizer que está na hora de entrar comprando o índice futuro, pois a bolsa está entrando em fase de alta em mais de um ano.
Em observação do comportamento do índice, este editor não recomenda a entrada, pois está em alta desde o mesmo período do ano anterior.
Em um comentário a cerca de 30 dias passados houve uma recomendação para segurar a compra do ouro no mercado a vista na BM&FBovespa tendo em vista análises gráficas a demonstrar queda da mercadoria.
Hoje, por exemplo, quem entrou comprando o metal no mercado a vista, se tiver condição de segurar e não entrar vendendo, vai apurar ganhos.
Se, por acaso, o metal vier a cair, entre a comprar para fazer preço médio, pois está entrando em uma excelente fase para a posição compradora.

O pregão da BM&FBovespa comportou-se nesta segunda-feira, 01/09, conforme mostra o gráfico abaixo:
Índice da BM&FBovespa em queda

Mercado Futuro
OscilaçãoPreço
IBOVESPA-0,6259%61920
DÓLAR0,3105%2261,5
FRC5,8824%1,08
DI10,0928%10,79
CAFÉ0,2054%243,9A
BOI-0,1846%129,8
ETANOL-0,2486%1204A
MILHO-0,1766%22,61A
SOJANDND
S&P 5000,0750%2001,5
OC1NDND


Ouro: cotação em R$(Real) por grama


Ouro: A vista em R$(Real) por grama

A Vista*01/09/2014

                                         Oscilação:  Preço:
OURO-0,6270%91,92
Fonte: BM&FBovespa - Bolsa de Mercadorias e de Futuros - São Paulo - Brasil




Tecnologia


China tenciona construir submarino supersônico



Divulgação
Cientistas chineses estão desenvolvendo um submarino que se irá deslocar mais depressa que o som, escreve a publicação de Hong Kong South China Morning Post.
Cientistas chineses declararam terem inventado um método inovador de desenvolvimento da chamada tecnologia supercavitante. Supõe-se que a superfície do submarino seja revestida com um líquido especial, graças ao qual ele será envolvido por uma bolha gigante que permitirá ao navio reduzir a resistência da água e evitar a formação de turbulência em redor do casco.
Os pormenores desses projetos foram explicados à publicação pelo professor do Instituto Tecnológico de Harbin Li Fengchen. Segundo o mesmo afirmou, o fenômeno da cavitação (processo de formação de vapor com posterior condensação das bolhas de vapor no fluxo do líquido) já há muito que atrai as atenções dos desenvolvedores de tecnologias militares. Fonte: Rádio A Voz da Rússia



EUA têm estoque de AK-47 esgotado após aplicar sanções à Rússia


Washington, 1 set. - As sanções comerciais impostas pelos Estados Unidos à Rússia pela intervenção no leste da Ucrânia geraram um considerável aumento nas vendas de fuzis AK-47, que teve seu estoque esgotado nas lojas do país, informou nesta segunda-feira o jornal "The Washington Post".

Fonte: Wikipedia - Divulgação
"Os funcionários da Atlantic Firearms, em Bishopville (Maryland), trabalharam quase sem pausas para despachar centenas de fuzis AK-47 de fabricação russa, já que os compradores esgotaram os estoques das lojas em todo o país", indicou o jornal.
Esse fato se deve, em grande parte, às suspeitas de alguns possuidores de armas de fogo que o conflito na Ucrânia foi apenas uma desculpa do governo do presidente de EUA, Barack Obama, para proibir essas armas, que são reprovadas por muitos democratas.
"Alguns clientes compraram de oito a dez fuzis por quase US$ 1.000 cada um, o que evidência um potencial investimento", acrescentou.
Blain Bunting, presidente de uma importadora de armas localizada no Condado Worcester, na costa leste de Maryland, assegura que "a comunidade das armas se movimentou com muita agilidade". "Eu não vejo como ou quando levantarão essa proibição", acrescentou.
Nos EUA, onde os civis possuem quase 300 milhões de armas de fogo - desde revólveres e pistolas a fuzis de guerra -, cada gesto do governo para regular a posse e o uso dessas armas aparece como uma ameaça ao "direito de possuir" armas.
Na década de 90, quando o Congresso discutiu um projeto de lei para limitar o acesso às armas, as vendas dispararam, assim como em 2006, quando os democratas alcançaram a maioria no Congresso.
Em 2012, após um ataque armado que resultou na morte de 20 crianças em uma escola primária, o presidente Obama propôs uma reforma das leis de posse e uso de armas de fogo.
A lei, que não chegou a ser aprovada, fez com que as lojas esgotassem seus estoques tanto de armas como de munição.
O fuzil AK-47, desenhado por Mikhail Kalashnikov já no fim da Segunda Guerra Mundial, se transformou no fuzil de combate mais popular no mundo inteiro, sendo que nos EUA dezenas de milhares dessas armas são vendidas a cada ano, principalmente em sua versão semiautomática.
Em seu artigo de hoje, o jornal lembrou que, no último mês de julho, o Departamento do Tesouro informou à empresa RWC Group, da Pensilvânia, que incluiria a empresa Kalashnikov Concern, os fabricantes originais do AK-47, na lista de entidades sancionadas pela intervenção russa na Ucrânia.
Jay Portz, vice-presidente da RWC, disse ao jornal que o aumento da procura por essas armas acompanhou essa decisão de maneira quase imediata.
"Apesar das sanções não acompanharem nenhuma restrição às vendas de algumas de suas versões, mais abundantes e de fabricação europeia ou americana - ou até mesmo uma variante russa que não é fabricada pela Kalashnikov -, Bunting disse que os compradores, assim que souberam dessa proibição, correram para comprar a arma autêntica", segundo o "Washington Post". Fonte: EFE



Cumprindo Acordos


China e Rússia iniciam construção de gasoduto no leste da Sibéria



A China e a Rússia inauguraram a construção de um gasoduto a leste da Sibéria, parte do acordo que os países assinaram em Maio, no qual ficou definido que a Rússia fornecerá à potência asiática até 38 bilhões de metros cúbicos de gás natural anualmente a partir de 2018 e nos 30 anos seguintes


  
O vice-primeiro-ministro chinês, Zhang Gaoli, viajou no domingo para Yakutsk (capital da República de Saja, na Sibéria oriental) para assistir à cerimónia de inauguração da construção na parte russa.
O gasoduto oriental, chamado «A Força da Sibéria», unirá os campos de gás siberianos de Kovytikin e Chayandin com a cidade oriental portuária russa de Vladivostok, cobrindo uma distância de quase quatro mil quilómetros até chegar ao nordeste da China.

Foto Gasoduto - Divulgação
Estima-se que o investimento total do projeto superará os 5 mil milhões de dólares, segundo a agência Xinhua, que acrescentou que a presença de Zhang «reflete a importância que o governo chinês dá à cooperação estratégica com a Rússia e o seu desejo de expandi-la para mais áreas e maiores níveis».
O acordo, assinado entre o consórcio russo Gazprom e a Corporação Nacional de Petróleo da China (CNPC) por 400 mil milhões de dólares no final de Maio, foi um passo histórico após uma década de negociações entre os dois países.
Selado durante uma visita do presidente russo, Vladimir Putin, a Xangai, o fim das negociações foi interpretado como um sinal da urgência de Moscou em buscar novos compradores de gás após as sanções impostas por parte da União Europeia (UE) e dos EUA pela sua interferência na situação da Ucrânia. Fonte: Diário Digital




Rússia começou construção de gasoduto para Ásia


Em 1 de setembro, em Yakútia, na Sibéria Oriental, foi dado um início simbólico à construção do primeiro gasoduto russo para a Ásia. A cerimônia contou com a participação do presidente russo Vladimir Putin e do primeiro vice premiê chinês Zhang Gaoli. Para ambos os países o projeto é uma importantíssima prioridade na diplomacia de energia.
Sr.Vladimir Putin - Líder Russo
Através do gasoduto Força da Sibéria a China irá receber anualmente 38 bilhões de metros cúbicos de gás russo. O projeto tem boas perspectivas de expansão. O gasoduto vai permitir à Rússia exportar para a China até 60 bilhões de metros cúbicos. Portanto, o Força da Sibéria é um símbolo de uma reversão em grande escala da Rússia para o Oriente. O projeto tem duas componentes: energia e política, acredita o perito em questões de segurança energética Alexei Turbin:
“A Rússia está confirmando que é um jogador global no mercado de energia. Ela não depende de uma só direção, o Ocidente, que pode ser restringida ou subordinada aos interesses de algum grupo de estados, o que é extremamente importante”.
Para a Rússia o gasoduto para a China é relevante, tendo em vista as suas relações complicadas com a Europa por causa dos acontecimentos na Ucrânia. É de fato um projeto geopolítico, acredita o perito Konstantin Simonov:
“Nós não estamos vendendo à China nosso gás daqueles campos que usamos para fornecimentos à Europa. Este é um novo gás, um novo gasoduto. Mas, obviamente, para os europeus, que sempre foram obcecados com delírios de alta importância e hoje estão introduzindo diferentes sanções para limitar o potencial energético da Rússia, a Força da Sibéria é um fator de certa sobriedade política”.
A assinatura do acordo de gás entre a Rússia e a China na presença dos líderes dos dois países em maio, em Xangai, bem como o lançamento do projeto com a participação de Vladimir Putin e Zhang Gaoli reflete o reconhecimento da Rússia como fornecedor confiável de energia, notou Konstantin Simonov:
“Este é um projeto mutuamente vantajoso. Não foi por acaso que a Rússia recebeu um preço muito bom pelo gás. Mas a China também conseguiu um preço decente, porque o nosso gás hoje custará à China 2-3 vezes mais barato do que se ela comprasse esse gás na Austrália”.
A Rússia está propositadamente expandindo a sua presença no mercado de energia da Ásia. A construção do gasoduto Força da Sibéria é a segunda conduta para o Oriente. Através do oleoduto Sibéria-Pacífico (ESPO na sigla inglesa), petróleo está sendo há vários anos exportado para a China, bem como através de petroleiros para o Japão, Coreia do Sul, vários países da Ásia, continua a Alexei Turbin:
“Ainda quando estávamos construindo o primeiro oleoduto para o Oriente, o ESPO, foi tomada a decisão de apostar na China e no Japão. Com o lançamento do gasoduto Força da Sibéria, a taxa dos recursos energéticos russos no mercado asiático pode chegar a um terço. Essa é a interdependência que leva a considerar os interesses uns dos outros. Hoje há uma grande demanda pelo gás russo não só nesses países, mas também na Coreia do Sul e na Indonésia. Mas mesmo tendo em conta os suprimentos de gás à China através do gasoduto Força da Sibéria, suas necessidades de recursos também podem ser satisfeitas. A Rússia pretende desenvolver novos campos de gás”.
Hoje os parceiros asiáticos da Rússia apreciaram que ela nunca usou e não usa fontes de energia como meio de pressão política. Por isso o Japão, a Coreia do Sul, a Índia, o Paquistão e outros países estão muito interessados em expandir o volume de fornecimentos. Inclusive de GNL desde fábricas existentes e futuras em Sacalina, Vladivostok e na península de Yamal.
Além disso, o acordo de gás sino-russo levou o Paquistão e a Índia a iniciarem uma discussão de projetos de construção de gasodutos da Rússia. E, recentemente, o Cazaquistão ofereceu seus serviços de trânsito para mais um novo gasoduto da Rússia para a China. Fonte: Rádio A Voz da Rússia



Internacional


Comissão Europeia ameaça Rússia com novas sanções


A União Europeia (UE) quer levar a Rússia a ceder de suas pretensões na Ucrânia por meio de um ultimato e da ameaça de sanções mais severas contra Moscou. Após escolherem o premiê polonês, Donald Tusk, como novo presidente do Conselho Europeu e a ministra do Exterior da Itália, Federica Mogherini, como nova chefe da diplomacia do bloco, os chefes de Estado e de governo reunidos em Bruxelas, instruíram na madrugada deste domingo a Comissão Europeia para apresentar propostas de novas sanções no prazo de uma semana.

UE - Sanções à Rússia
 A decisão deve ser tomada em função do comportamento de Moscou nos próximos dias. Os líderes se mostraram “profundamente preocupados” com “as atividades das unidades armadas russas em solo ucraniano”.
- Nos últimos três dias, a situação piorou dramaticamente – disse o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, na madrugada de sábado para domingo, após o encerramento da cúpula da União Europeia em Bruxelas. “Este é um novo nível de escalada e, portanto, temos de lidar com ela”, advertiu a chanceler federal alemã, Ângela Merkel. “Se a situação continuar como está hoje ou se houver piora, haverá debates sobre novas sanções.”
Merkel informou que a Comissão Europeia foi solicitada a “fazer muito rapidamente propostas sobre as quais podemos decidir dentro de uma semana”. As novas sanções seriam nas áreas de finanças e energia. De acordo com diplomatas da UE, alguns participantes da cúpula, incluindo Merkel, querem uma decisão sobre novas sanções mesmo antes da cúpula da Otan que começa na quinta-feira no País de Gales.

Alguns Estados temem sanções

Mas outros Estados, entretanto, teriam optado por um maior comedimento, por temerem o impacto negativo das sanções sobre a própria economia, entre outras razões. Por isso, diplomatas afirmaram que não está claro quando a decisão sobre novas sanções será tomada.
Em Bruxelas, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, que esteve presente à cúpula, acusou Moscou de estar com “centenas” de tanques e “milhares” de soldados na Ucrânia.
- O Conselho Europeu condena o crescente afluxo de combatentes e armas da Federação Russa para o leste da Ucrânia e a agressão das Forças Armadas russas em solo ucraniano – afirmou a declaração dos chefes de Estado e de governo da UE. O texto pediu que a Rússia retire “imediatamente” da Ucrânia material militar e tropas. “É totalmente inaceitável que soldados russos estejam em solo ucraniano”, reclamou o primeiro-ministro britânico, David Cameron.
Mostras de boa vontade
Kiev e o Ocidente acusam a Rússia não só de apoiar os separatistas com armas, mas também de intervir no conflito com suas próprias unidades de combate. Moscou rejeita as acusações.
Os rivais no conflito ucraniano também dão sinais de boa vontade. Os 10 soltados russos capturados pelas forças ucranianas e apresentados como prova de que militares russos atuam no país vizinho foram enviados de volta à Rússia, como confirmou neste domingo o comandante russo Alexey Ragozin. A Rússia também liberou mais de 60 soldados ucranianos que, durante combates, haviam cruzado a área de fronteira na região de Donbass. Fonte: CDB


Unidade Europeia

UE escolhe presidente do Conselho Europeu e chefe da diplomacia



A União Europeia nomeou neste sábado o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, como o novo presidente do Conselho Europeu e a atual ministra das Relações Exteriores italiana Federica Mogherini como chefe da diplomacia europeia.


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 A entrada dos dois no cargo foi definida na cúpula extraordinária com membros dos 28 países-membros do bloco. Os dois substituem, respectivamente, o belga Herman Van Rompuy e a britânica Catherine Ashton.
Democrata-cristão e responsável por um governo aberto à União Europeia, Donald Tusk conta com o apoio da chanceler alemã, Ângela Merkel, com quem tem relação próxima, e do primeiro-ministro britânico, David Cameron.
Durante seu mandato na Polônia, defendeu a entrada do país na zona do euro e a adesão da Croácia ao bloco. A nomeação de Tusk ao órgão político mais alto da União Europeia era um desejo de Merkel, que o tentava convencer desde 2007.
Por outro lado, o nome da nova chefe da diplomacia europeia foi mais controvertido. Alemanha, Reino Unido e países do leste europeu se opunham a Federica Mogherini por considerá-la muito branda com a Rússia em relação à Ucrânia.


Mikko Hyppönen fala sobre segurança e privacidade na internet depois da NSA


Esta semana, o TecMundo teve a chance de entrevistar Mikko Hyppönen, especialista da F-Secure em segurança digital, em uma conversa direta onde falamos sobre temas como eleições, o caso Snowden, segurança de dados e privacidade. O Finlandês esteve em São Paulo para uma conferência e decidiu doar seu tempo para nos falar um pouco sobre o atual panorama mundial em sua área.
Mikko Hyppönen é diretor-executivo de pesquisas da F-Secure. Ele trabalha na empresa há mais de 20 anos e já liderou equipes de especialistas durante alguns dos maiores ataques da história. Em um desses episódios, os especialistas da empresa conseguiram derrubar a rede mundial utilizada pelo vírus Sobig. Mikko foi a primeira pessoa a alertar o mundo sobre o ataque Sasser, deu nome ao temível Storm Worm e forneceu briefings sigilosos a respeito do vírus Stuxnet.
O executivo também já auxiliou as forças policiais dos EUA, Europa e Ásia em crimes cibernéticos, discursou nas conferências mundiais mais importantes do setor de segurança da informação e é o inventor de diversas patentes de ferramentas de defesa.
Recentemente, Mikko Hyppönen foi escolhido como uma das 50 pessoas mais importantes da internet pela revista PC World. Foi também premiado com o Virus Bulletin Award, um prêmio concedido a cada dez anos, na categoria "Best Educator in Industry" e mencionado no relatório Top 100 de Pensadores Globais da Foreign Policy.
A F-Secure, por sua vez, é uma empresa de segurança e privacidade on-line da Finlândia que oferece a milhões de pessoas em todo o mundo o poder de navegar na internet de forma imperceptível, armazenar e compartilhar os mais diferentes arquivos, além de protegê-las de ameaças on-line. Por mim, entre as grandes companhias de internet do mundo, ela é uma das que mais combate a espionagem de dados pelos governos, participando ativamente do movimento “Switch on freedom”, que luta pela liberdade digital.


"A crise da NSA e a segurança de dados"



TecMundo: Nós gostaríamos de começar falando sobre o caso Snowden. Qual é a sua opinião sobre as declarações dele? Quais são as implicâncias éticas de sua condenação e posterior exílio na Rússia?
Mikko Hyppönen: Bom, Edward Snowden é um homem muito poderoso, ele mudou o mundo, mais do que isso, ele abriu os nossos olhos quanto a questão da vigilância global, e o quanto nós deixamos que governos e outras instituições tenham poder sobre os nossos dados. Se ele quebrou alguma lei para nos avisar desse problema, isto é completamente irrelevante.

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De certa maneira, ele agiu como um informante, ele viu algo que estava inerentemente errado na sua organização, e percebendo que era impossível transformá-la por dentro, ele decidiu denunciar este comportamento criminoso para o mundo.  Ele estava pronto para encarar as consequências, em verdade, ele está as enfrentando agora mesmo. Snowden simplesmente nunca mais poderá voltar para a sua casa.
Quando o Secretário de Estado, John Kerry, deu uma declaração pública depois da primeira grande entrevista de Snowden para a TV americana (que o TecMundo noticiou por inteira), ele disse que Snowden deveria ser "homem" (man up), voltar para casa e encarar um julgamento. Eu não sei quem John Kerry pensa que ele é, mas dizer isso para uma pessoa que basicamente abriu mão da sua vida por motivos de princípios, porque viu algo de muito errado sendo feito, me soa completamente insano. Então eu acho que Snowden já se provou “homem” o suficiente.
E agora, temos um sujeito em exílio em um dos poucos países do mundo dispostos a abriga-lo. Esta não é uma boa posição para alguém como Snowden, é muito vergonhoso como tantos países que se beneficiaram da sua descoberta não tem coragem de lhe dar asilo. Por exemplo, ele requisitou abrigo do meu país, a Finlândia, e ao Brasil também, e nós todos devemos nos sentir envergonhados dos nossos governos por não terem cedido ao seu pedido, ele é literalmente o exemplo mais clássico de um refugiado político, de alguém que precisa de proteção.
TecMundo: E o que você pensa que Edward Snowden mudou no mundo da segurança digital? Como será o novo status quo mundial depois da exposição dos crimes cometidos pela NSA?
Mikko Hyppönen: Antes de Edward Snowdem, nós, os usuários de internet estávamos vivendo em um sonho. Nós acreditávamos que a rede ia acabar com todas as fronteiras, que iríamos viver em uma sociedade global aonde não importa onde os seus dados estão armazenados, onde as distâncias e os limites geográficos são supérfluos. Ele abriu os nossos olhos de que na verdade estamos sonhando, as fronteiras não foram embora, elas ainda estão lá.
O mais importante foi a percepção que o lugar onde você armazena seus dados é relevante. Este novo pensamento tem influenciado muito as companhias de tecnologia nos Estados Unidos negativamente, e colocado em evidência servidores e empresas de outros lugares do mundo. Por exemplo, a F-Secure é uma companhia finlandesa, isto é, nós somos vistos como um elemento neutro no panorama da segurança, afinal, nós não somos um Estados Unidos, uma Rússia ou uma China, não estamos nem na OTAN, e supostamente somos o país menos corrupto do mundo. Tudo isso, nos torna uma opção segura e neutra, e desde que Snowden mostrou que estes países poderiam estar roubando os seus dados, muitas pessoas têm nos procurado.
Ou seja, desde a crise com a NSA, muitas oportunidades para empresas de outros países, incluindo algumas startups brasileiras apareceram, justamente porque elas não se encontram submetidas a países cujos governos mantém práticas de espionagem de dados.
TecMundo: Você acredita que aqui no Brasil as pessoas já começaram a procurar por outras opções de depósito de dados?
Mikko Hyppönen: Sim, especialmente no que concerne as grandes corporações. Indivíduos vão continuar utilizando dados em nuvens de empresas comprometidas, até porque eles sempre vão atrás do preço mais barato. Para grandes empresas é diferente, especialmente quando você tem que armazenar dados sobre seus clientes, você tem que pensar aonde vai guarda-los? Seria mesmo sábio utilizar um serviço da Google, da Amazon, da Apple, da Microsoft ou qualquer outra empresa estadunidense quando você sabe que eles têm a obrigação legal de mostrar os seus dados para o governo deles? E não apenas os seus dados, mas o de todos os seus clientes?
Por essa razão, todas as grandes corporações estão agora procurando novas empresas, especialmente em países com leis que não violem a privacidade dos dados armazenados em servidores, países neutros como a Finlândia e o Brasil, o que é algo que o Estados Unidos não faz, a lei local lá não beneficia em nenhum sentido as organizações estrangeiras.
Mais perguntas para Mikko Hyppönen
Uma boa parte da nossa entrevista com Mikko foi dedicada ao tema da segurança do voto digital. O especialista nos deu a sua avaliação sobre o sistema brasileiro de votos e os comparou outros ao redor do mundo.
Também conversamos sobre modelos alternativos de eleições como o voto pela internet na Estônia e o “antiquado” modelo de papel. Você vai ler tudo isso em nossa matéria dedicada ao tema “eleições” ao longo do mês de setembro.



Brasil – Política



Além de Fazenda e Itamaraty


O lugar do Brasil no mundo foi para o centro do debate. À medida que se aproximam eleições presidenciais, nota-se que o tema da inserção externa do país – sua participação nos fluxos globais de poder e riqueza – deixou de ser apenas assunto para diplomatas, militares e círculos restritos do pensamento nacional.
Empresários, jornalistas, acadêmicos, sindicalistas, ongueiros – todos passaram a ter opinião mais ou menos bem fundada sobre alianças regionais, predileção pelo multilateralismo, parcerias comerciais, relações com EUA e Europa ou cooperação com países emergentes.
Nesse bem-vindo exercício, clara tendência salta aos olhos. Em diferentes modulações, a sociedade parece supor que nossa inserção global resulta sobretudo de duas variáveis: gestão macroeconômica e política externa.
É claro que bom manejo cotidiano de variáveis monetárias e fiscais é imprescindível. Não há dúvida que defesa da moeda e credibilidade da autoridade econômica desanuviam preocupações e ajudam a construção de horizontes de longo prazo.
Na mesma linha, a diplomacia é tanto mais eficaz se orientada e conduzida por profissionais investidos no interesse nacional, não em afinidades aparentadas ao ilusório contraste esquerda/direita ou Norte/Sul.
Nessa abordagem incompleta, entende-se que daríamos largada a uma nova inserção internacional com dois movimentos.
Por um lado, mudança de titulares na Fazenda e no Banco Central que trouxesse novos ares de confiança e competência técnica.
Por outro, rebocar o Itamaraty da atual condição coadjuvante para que não se reproduzam os recentes furos n’água – terceiro-mundismo, liderança regional auto atribuída, mediação do impasse nuclear no Irã, apego fundamentalista ao multilateralismo e tantos outros.
Readequações na política macroeconômica e na diplomacia não bastam, contudo, para o sucesso da inserção externa. Nosso êxito internacional só pode se dar com um modelo de “governança da estratégia” que responda de forma estruturada à nova trama global.
Nada de dirigismo – mas o Brasil carece hoje da visão e coordenação necessárias na confluência das frentes industrial, comercial e tecnológica. Não relaciona reformas internas à melhoria de ambiente de negócios e à competitividade externa.
Resultado: padece para atrelar-se às cadeias transnacionais de valor. Não tem ideia do que fazer ante essa “China 2.0” de grande escala econômica e sofisticada tecnologia. Arrasta-se na formação de elites para o campo do conhecimento e do empreendedorismo.
Nenhum dos desafios dessa “reglobalização” em que estamos ingressando compõe o cardápio cotidiano de atribuições da dupla “Fazenda-Banco Central” ou do Itamaraty.
Apesar da hipertrofia burocrática, inexiste no organograma, na prática e no conteúdo do Estado brasileiro instância que, em interação com a sociedade, formule e articule ações estratégicas.
Pena.
Nossa inserção internacional é coisa séria demais para ser atribuída tão somente a macroeconomistas e diplomatas. Fonte: Instituto Millenium




Otan acusa Rússia de invadir o território ucraniano e pede fim de “ações militares ilegais”


Rasmussen reitera que russos apoiam militarmente os separatistas no leste ucraniano e diz que as portas da Aliança Atlântica não estão fechadas para a Ucrânia


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O secretário-geral da Otan, foto ao lado, Anders Fogh Rasmussen, acusou a Rússia de invadir o território ucraniano e pediu ao país para que pare com “suas ações militares ilegais” na Ucrânia. A declaração foi feita em Bruxelas, nesta sexta-feira, após um encontro de emergência da Otan para debater o acirramento da crise na Ucrânia.
O Ocidente acusa Moscou de intervir diretamente no conflito no leste ucraniano. Para Rasmussen, os recentes acontecimentos não são uma ação isolada, mas parte de uma tentativa, que já dura meses, de desestabilizar a Ucrânia como nação soberana. Rasmussen ressaltou que a Otan não fechou suas portas para uma possível adesão da Ucrânia à aliança.
Nesta quinta, a Aliança Atlântica acusou a Rússia de ter ao menos mil soldados atuando em território ucraniano, ao lado dos separatistas pró-russos. Um oficial da Otan que não quis se identificar disse que a incursão das tropas russas representa “uma escalada significativa” no conflito. “Os soldados russos lutam junto com os separatistas e entre os separatistas”, confirmou, observando, ainda, que o número mil constitui uma estimativa “muito conservadora”.
Ele comentou, ainda, que nas últimas duas semanas a Otan vem percebendo um aumento nas atividades ao longo da fronteira russo-ucraniana. “Os russos aparentemente estão criando uma segunda frente para o Exército ucraniano. Isso está sendo muito eficaz para aliviar os separatistas”, avaliou, dizendo, ainda, que o Exército ucraniano está tendo que lidar com “uma situação incômoda” do ponto de vista militar. Fonte: CDB
Texto revisto por Narcisi Primus .:.






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